
Domingo IV do Advento Ano C
A paz que nasce na pobreza
A poucas horas do Natal já ecoa neste domingo uma mensagem de paz. A alegria do encontro de Isabel com Maria traduz a da humanidade quando reconhece a vinda e a presença de Deus. Como o pastor que cuida do seu rebanho Jesus é a paz para esta humanidade que procura em tantas coisas a felicidade que não se compra nem se vende. É uma paz que não precisa de grandes manifestações e nos oferece a delicadeza e a simplicidade da pobreza como lugar da presença de Deus. Quantos de nós nos sentimos assim, pobres por dentro e por fora, com o desejo de um calor mais sincero e saudades de “natais” que já passaram? E, espantosamente, é nessa pobreza que podemos acolher o Menino, que podemos acolher a sua Paz. Este é o verdadeiro Natal de todos os dias.
P. Vitor Gonçalves
Saber mais... SALMOS
O Livro dos Salmos é um dos mais citados no Novo Testamento. Jesus recita extratos em diversas ocasiões, na sua pregação, mas sobretudo na sua Paixão. Os apóstolos, nos seus escritos, fazem o mesmo, aplicando numerosos extratos à vida e às acções de Jesus, como na 2ª leitura deste domingo. Este frequente recurso aos salmos compreende-se bem: são as orações do Povo de Deus. Jesus, Maria, os apóstolos, Zacarias e todos os seus compatriotas rezavam-nos em todas as ocasiões. Sabiam-nos de cor (coração). As suas palavras vinham espontaneamente à memória por associação de ideias, quando procuravam comentar os acontecimentos, mas sobretudo quando os apóstolos queriam apresentar a mensagem e a vida do seu Mestre. Na 2ª leitura deste domingo, o Salmo 39, comentado pelo apóstolo, é o da oferta/presente total. [Na liturgia os 150 salmos são numerados segundo a tradição grega e latina; nas Bíblias , segundo a tradição hebraica: a diferença é de um número entre o Salmo 10 e o salmo 148.] da revista
“Signes d’aujourd’hui nº 187
“Ser santo não é jamais pecar. É recomeçar, humilde e alegremente depois de cada queda.”
D. Helder Câmara

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