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14 de fevereiro de 2012

ONDE ESTÁS ,SENHOR?



ONDE ESTÁS, SENHOR?
“Estejam sempre alegres. Permaneçam sempre em oração.
Sejam sempre agradecidos, haja o que houver, porque esta é à
vontade de Deus para com vocês que pertencem a Cristo
Jesus”. 1 Ts 5.16-18
sta semana recebi uma ligação que me
deixou apreensiva. Saí do telefone com a
sensação de estar andando em círculos
com uma pessoa. Você já teve esta sensação?
Algumas semanas atrás dois pastores da igreja
onde congrego falaram sobre “lavar os pés”.
Aquela palavra ficou vários dias em minha
mente e quando foi na terça-feira, após a
ligação, esta mensagem saltou do “arquivo” e se
colocou diante dos meus olhos.
Fui até a cozinha passar um café enquanto fazia
algumas perguntas para Deus, pois para mim
estava ficando difícil. Alguém nos procurou alguns meses atrás
porque seu casamento estava passando por um período bastante
turbulento. Entre a esposa e a música, o marido preferiu a música.
Entre a esposa e a amante, ele ficou com a amante. Certo tempo
depois ele volta para casa, mas decidido manter uma vida dupla até
que um dia a esposa descobre e lhe dá uma surra, então ele decide
sair novamente de casa e voltar para a amante, pois esta já era a
segunda vez que eles se agrediam fisicamente. Ela então sai atrás da
vidente gospel da vida e a palavra que recebe vem satisfazer o seu
sentimento de vingança, afinal ela estava ferida e se sentindo
abandonada. A “vidente gospel” declara que seu ex-marido irá
morrer, então ela começa contar os dias e as horas para o seu
sepultamento e começa a divulgar a morte de seu ex-marido para as
pessoas mais próximas, pois afinal a vidente gospel já havia
profetizado (Is 8.19-22).
Do outro lado da linha ela pergunta se por acaso eu teria o telefone
particular do pastor da igreja onde congrego, pois o ex-marido estava
de volta. Aí começa a minha luta interna. Na mesma hora eu comecei
a pensar que se não houver uma regeneração de ambas as partes
estes pés serão colocados novamente em minha porta para serem
lavados e confesso com lágrimas nos olhos que senti vontade de
E
fazer como os discípulos fizeram em Jerusalém. Entraram na casa,
perceberam a bacia e o cântaro, mas ninguém se ofereceu para lavar
os pés. Eu perguntava a Deus se teria que lavar pés que poderiam
voltar a qualquer instante para a lama da prostituição, pés que se
encaminhariam para buscar previsão para futuro. Pés que talvez
voltassem com o vírus do HIV já que estão levando uma vida tão
promiscua.
Queria compartilhar a minha frustração com alguém, mas achei que
não deveria incomodar ninguém com este assunto. Neste momento o
telefone toca e do outro lado à voz suave e doce de uma amiga e
irmã em Cristo. Então ela me pergunta se está tudo bem, pois meu
nome havia surgido em sua mente de uma maneira tão forte que ela
precisou deixar tudo o que estava fazendo para ligar. Quem me ligou
é alguém que está nos ajudando a lavar os pés deste casal, então
pude falar da minha inquietação e sabia que ela iria entender. E entre
tantas coisas ela me disse algo que está ecoando até agora em minha
mente: “Nós fomos ensinadas a amar”. Ela disse: Eu também me
encontro cansada, pois não consigo ver postura neles, mas nós fomos
ensinadas a amar e Deus será justo.
Não há como retroceder, não há como viver de outra maneira. Ele
nos ensinou a amar.
Ontem ao sair coloquei no carro minha Bíblia e um dos livros de Max
Lucado (Simplesmente Como Jesus). Enquanto estava no trânsito
abri minha Bíblia e o que Deus tinha reservado para mim se encontra
no Salmo 31. O salmista declara: “Viverei feliz porque senti o teu
amor cuidadoso em ação na minha vida. Tu viste os meus
problemas, o meu coração apertado, e não permitiste que os
meus inimigos me dominassem. Pelo contrário. Tu me deste
um caminho largo e passos bem firmes. Sê bondoso comigo,
Senhor, porque estou confuso e cheio de problemas. Já estou
cansado de tanto chorar, já estou fraco de tanta tristeza”. (Sl
31.7-8)
Em muitos momentos não conseguimos entender direito a razão de
se dar graças a Deus por determinadas coisas que surgem no nosso
dia-a-dia, mas o salmista declara que viverá feliz porque sentiu o
amor cuidadoso em ação na sua vida. Isto é maravilhoso!
Durante a audiência com o Supremo Juiz, eu colocava as minhas
razões para deixar esta função. Sinto-me frustrada ao ver alguém
correndo atrás de previsões e querendo o tempo todo que alguém
decida a sua vida por não desejar dobrar os joelhos e buscar a face
de Deus. Alguém que prefere previsões ao invés de ter disciplina da
leitura da Palavra. Eles vivem olhando para todos os lados
procurando esperança, mas só encontram medo, tristeza e
desespero. Quem vive atrás destas coisas, vive como escravo,
cansado e morto de fome e quando a fome aperta, ofendem os
líderes e a Deus.
Dizia a Deus do meu cansaço pela falta de postura. Dizia a ele
quanto estava cansada de lavar toda esta sujeira. A bacia sempre fica
cheia de mentiras, prostituição, infidelidade, falta de compromisso
com Deus, negligência com sua filhinha que assiste as agressões
físicas, com os pais da esposa que também são obrigados a assistir
toda esta situação decadente. Nós desejamos ardentemente que eles
vivam de acordo com a Palavra de Deus e não conseguimos ver
esforço algum e como ser humano que sou muitas vezes me sinto
cansada e frustrada.
E sabe de uma coisa? Nós precisamos estar vigilantes, pois fomos
todos feitos do mesmo material. Precisamos nos esforçar a cada dia.
Ele me dá espaço para me sentir frustrada, mas não me dá o direito
de julgar. Ele me dá espaço para falar da minha indignação, mas não
posso julgar. Pois somente o sangue de Jesus Cristo nos purifica de
todo pecado.
Então, chego ao hospital e enquanto espero a minha hora de ser
atendida abro o livro de Max Lucado e Deus que me faz sentir o Seu
amor cuidadoso em ação em minha vida respondendo através do
autor: “Relacionamentos são bem-sucedidos não pela punição
dos culpados, mas pela misericórdia dos inocentes”. “De todos
os homens naquela sala, apenas um era digno de ter seus pés
lavados. E Ele foi o que lavou os pés dos outros. O que era
digno de ser servido serviu os outros. A genialidade no
exemplo de Jesus é que o fardo da construção da ponte recai
sobre o forte, não sobre o fraco. O único inocente foi o único a
tomar a iniciativa”. (Livro: Simplesmente Como Jesus –pág.
33)
O nosso Deus nos mostra como devemos dar graças por tudo e
também nos concede poder para fazê-lo. Ele nos mostra razões de
sermos gratos em qualquer situação, mesmo não compreendendo os
porquês da situação em si. Muitas vezes no instante em que as
coisas acontecem não conseguimos estar gratos e nem mesmo
manter a calma e a melhor coisa é parar e ser sincera com Ele e dar
graças mesmo sem entender.
O nosso Deus sabe quando estamos confusos, cheios de problemas e
cansados de chorar e quando conseguimos ser honesto conosco
mesmos e principalmente com Ele, a Sua luz vem, nos ilumina. E um
coração queixoso não pode sobreviver ao espírito de gratidão.
Quando parece que o dia tornou-se noite, podemos perceber que na
verdade é à sombra da Sua mão que se estende para nos afagar e
quanto mais vazio estiver o nosso cálice, mas espaço haverá para
recebermos do Seu amor. O Deus que nós servimos é santo. Ele é a
luz do mundo. Se nós o seguirmos, não vamos tropeçar na escuridão,
porque sobre o nosso caminho será derramado luz viva. Os ensinos
de Deus nos conduzem a vida eterna, mas todo aquele que o rejeita e
despreza a sua Palavra será julgado no dia do juízo pelas verdades
que Ele mesmo revelou. E a mim e você só cabe obedecer.
“Você pode estar certo de que Jesus conhece o futuro de cada
pé que está lavando”. Max Lucado
Graça e Paz
!
Regina Lopes

12 de fevereiro de 2012

A ÁGUA É INDISPENSÁVEL





Defesa da saúde: a água é indispensável


Sempre que dou aula de Clínica Médica a estudantes do quarto ano de Medicina, lanço a pergunta:
-Quais as causas que mais fazem pessoas com mais de 60 ANOS terem confusão mental?

Alguns arriscam: "Tumor na cabeça".
Eu digo: "Não".
Outros apostam: "Mal de Alzheimer". Respondo, novamente: "Não". A cada negativa a turma espanta-se.

E ficam ainda mais boquiabertos quando enumero os três responsáveis mais comuns: - diabetes descontrolado; - infecção urinária;
- a família passou um dia inteiro no shopping, enquanto os familiares mais velhos ficaram em casa.

Parece brincadeira, mas não é.
Constantemente, sem sentir sede, deixamos de tomar líquidos.
Quando falta gente em casa para lembrá-los, desidratam-se com rapidez.
A desidratação tende a ser grave e afeta todo o organismo.
Pode causar confusão mental abrupta, queda de pressão arterial, aumento dos batimentos cardíacos ("batedeira"), angina (dor no peito), coma e até morte.

Insisto: não é brincadeira. A partir dos 60 anos, temos pouco mais de 50% de água no corpo.
Isso faz parte do processo natural de envelhecimento.
Portanto, menor reserva hídrica..
Mas há outro complicador: mesmo desidratados, eles não sentem vontade de tomar água,
Pois os seus mecanismos de equilíbrio interno não funcionam muito bem.

Conclusão:
Pessoas com mais de 60 anos desidratam-se facilmente não apenas porque possuem reserva hídrica menor, mas também porque percebem menos a falta de água em seu corpo.
Mesmo que a pessoa seja saudável, fica prejudicado o desempenho
Das reações químicas e funções de todo o seu organismo.

Por isso, aqui vão dois alertas:O primeiro é para os MAIORES DE 60 ANOS:

Tornem voluntário o hábito de beber líquidos.
Por líquido entenda-se água, sucos, chás, água-de-coco, leite.
Sopa, gelatina e frutas ricas em água, como melão, melancia, abacaxi,
Laranja e tangerina, também funcionam.

O importante é, a cada duas horas, botar algum líquido para dentro.
Lembrem-se disso!

Meu segundo alerta é para os familiares:
Ofereçam constantemente líquidos aos familiares com mais de 60 anos.
Ao mesmo tempo, fiquem atentos.
Ao perceberem que estão rejeitando líquidos e, de um dia para o outro,
Ficam confusos, irritadiços, fora do ar, atenção.
É quase certo que sejam sintomas decorrentes de desidratação.
"Líquido neles e rápido para um serviço médico".

Arnaldo Lichtenstein (46), médico, é clínico-geral do Hospital das Clínicas e professor colaborador do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
Gostou?
Então divulgue.
Seus amigos que estão perto, ou ultrapassam os 60, merecem saber.

Cuidados Médicos, depois dos 60 anos






Enviado por Mauro Ribeiro

10 de fevereiro de 2012

3 de fevereiro de 2012

UMA HISTÓRIA DE AMOR



Ela deu um pulo assim que viu o cirurgião a sair da sala de operações.

Perguntou:
-Como é que está o meu filho? Ele vai ficar bom?
- Quando é que eu posso vê-lo?'

O cirurgião respondeu:
- Tenho pena. Fizémos tudo mas o seu filho não resistiu.

Sally perguntou:
- Porque razão é que as crianças pequenas tem câncer? Será que Deus não se preocupa?
- Aonde estavas Tu, Deus, quando o meu filho necessitava?...'

O cirurgião perguntou:
-Quer algum tempo com o seu filho? Uma das enfermeiras irá trazê-lo dentro de alguns minutos e depois será transportado para a Universidade.

Sally pediu à enfermeira para ficar com ela enquanto se despedia do seu filho. Passou os dedos pelo cabelo ruivo do seu filho.

- Quer um cachinho dele?' Perguntou a enfermeira.
Sally abanou a cabeça afirmativamente.

A enfermeira cortou o cabelo e colocou-o num saco de plástico, entregando-o a Sally.

- Foi ideia do Jimmy doar o seu corpo à Universidade porque assim talvez pudesse ajudar outra pessoa, disse Sally. No início eu disse que não, mas o Jimmy respondeu:
- Mãe, eu não vou necessitar do meu corpo depois de morrer. Talvez possa ajudar outro menino a ficar mais um dia com a sua mãe.

Ela continuou:
- O meu Jimmy tinha um coração de ouro. Estava sempre a pensar nos outros. Sempre disposto a ajudar, se pudesse.

Depois de aí ter passado a maior parte dos últimos seis meses, Sally saiu do "Hospital Children's Mercy" pela última vez.
Colocou o saco com as coisas do seu filho no banco do carro ao lado dela.
A viagem para casa foi muito difícil.
Foi ainda mais difícil entrar na casa vazia.

Levou o saco com as coisas do Jimmy, incluindo o cabelo, para o quarto do seu filho.
Começou a colocar os carros e as outras coisas no quarto exatamente nos locais onde ele sempre os teve.
Deitou-se na cama dele, agarrou a almofada e chorou até que adormeceu.

Era quase meia-noite quando acordou e ao lado dela estava uma carta.

A carta dizia:
-Querida Mãe,
Sei que vais ter muitas saudades minhas; mas não penses que me vou esquecer de ti, ou que vou deixar de te amar só porque não estou por perto para dizer:"AMO-TE".
Eu vou sempre amar-te cada vez mais, Mãe, por cada dia que passe.
Um dia vamos estar juntos de novo. Mas até chegar esse dia, se quiseres adotar um menino para não ficares tão sozinha, por mim está bem.
Ele pode ficar com o meu quarto e as minhas coisas para brincar. Mas se preferires uma menina, ela talvez não vá gostar das mesmas coisas que nós, rapazes, gostamos.
Vais ter que comprar bonecas e outras coisas que as meninas gostam, tu sabes.
Não fiques triste a pensar em mim. Este lugar é mesmo fantástico!
Os avós vieram me receber assim que eu cheguei para me mostrar tudo, mas vai demorar muito tempo para eu poder ver tudo.
Os Anjos são mesmo lindos! Adoro vê-los a voar!
E sabes uma coisa?...
O Jesus não parece nada como se vê nas fotos, embora quando o vi o tenha conhecido logo.
Ele levou-me a visitar Deus!
E sabes uma coisa?...
Sentei-me no colo d'Ele e falei com Ele, como se eu fosse uma pessoa importante. Foi quando lhe disse que queria escrever-te esta carta, para te dizer adeus e tudo mais.
Mas eu já sabia que não era permitido.
Mas sabes uma coisa Mãe?...
Deus entregou-me papel e a sua caneta pessoal para eu poder escrever-te esta carta.
Acho que Gabriel é o anjo que te vai entregar a carta.
Deus disse para eu responder a uma das perguntas que tu Lhe fizeste,
"Aonde estava Ele quando eu mais precisava?"...
Deus disse que estava no mesmo sítio, tal e qual, quando o filho dele,
Jesus, foi crucificado. Ele estava presente, tal e qual como está com todos os filhos dele.
Mãe, só tu é que consegues ver o que eu escrevi, mais ninguém.
As outras pessoas veem este papel em branco.
É mesmo maravilhoso não é!?...
Eu tenho que dar a caneta de volta a Deus para ele poder continuar a escrever no seu Livro da Vida.
Esta noite vou jantar na mesma mesa com Jesus.
Tenho a certeza que a comida vai ser boa.
Estava quase a esquecer-me: já não tenho dores, o câncer já se foi embora.
Ainda bem, porque já não podia mais e Deus também não podia ver-me assim.
Foi quando ele enviou o Anjo da Misericórdia para me vir buscar.
O anjo disse que eu era uma encomenda especial! O que dizes a isto?...
Assinado com Amor de Deus, Jesus e de Mim.


(vamos ver se Satanás consegue parar esta carta.)
Tira 60 segundos e reenvia-a.

Dentro de uma hora voçê irá sentir o espírito de Deus a entrar na tua vida.

Deixa Ele fazer o que Ele gosta, quando tu não estás a fazer nada Ele está.

30 de janeiro de 2012

UMA HISTÓRIA DE AMOR

Uma história de amor
Estava um grupo de amigos à conversa. Na verdade, havia alguns amigos, misturados com conhecidos, e ainda algumas pessoas que só conheciam dois ou três dos presentes. Um grupo heterogéneo que se juntou, quase por acaso, naquele final de tarde.

E falava-se de amor e relações amorosas, e trocavam-se ideias, umas mais banais que outras, todas elas próprias de pessoas que já viveram alguma coisa, que já se desiludiram um bocadinho, mas que ainda querem acreditar. O normal, portanto.

Até que uma das presentes, que até ali limitara a sua participação a frases soltas e um permanente e muito genuíno sorriso, decidiu falar. E disse assim (omito ou mudei pormenores, porque a história é verdadeira):

“Eu sou feliz e quero ser feliz todos os dias porque acredito no amor, e porque tenho uma história que me faz acreditar e a isso me leva. Há muitos anos, a minha mãe, certa manhã, ao chegar ao emprego, deparou com um jovem, muito mais novo que ela, com um aspecto muito descontraído, sentado num muro junto à entrada. Olhou para ele – contou-me mais tarde, evidentemente, eu não era ainda nascida –, e ficou petrificada. A palavra que ela usa é “petrificada”. A minha irmã mais velha, que ia com ela, puxou-a pela mão, ‘anda mãe!’, mas a minha mãe parecia que não conseguia andar. Sentiu algo fortíssimo, uma atracção, uma empatia, algo que não sabia explicar.

Apesar de o seu casamento viver uma crise, não estava no horizonte da minha mãe mudar de vida. Sucede que, uns dias depois, o marido, que trabalhava no mesmo local, chegou a casa e contou-lhe que um jovem que estava na empresa há poucos dias precisava de umas explicações para desenvolver a área onde se movimentava. A empresa decidira que era ela, minha mãe, quem o deveria acompanhar. Ao final da tarde, fora do horário de trabalho, numa espécie de “aula extra”. A minha mãe disse que sim, não imaginando quem seria o novo funcionário.

Quando lhe apareceu à frente, o mundo desabou: era o tal rapaz que ela tinha visto à entrada da empresa...

... A minha mãe tinha filhos, estava casada, e apesar da crise emocional, estava longe de qualquer atitude radical. Mas o que sentiu por aquele rapaz - dez anos mais novo do que ela... - foi tão forte, tão profundo, tão intenso, que se atirou de cabeça. Deitou tudo a perder, desfez a família, e juntou-se àquele homem – que é meu pai, e com quem a minha mãe está há 35 anos. Feliz todos os dias do ano. E ainda hoje apaixonada como naquele tempo inicial.

Numa primeira reacção, a família tentou tudo para evitar o que considerava uma leviandade e um disparate: as irmãs deixaram de falar à minha mãe, os amigos desapareceram, todo o mundo se virou contra ela. Mas a minha mãe não desistiu nem se deixou vencer. E um dia disse-me esta frase que eu nunca esquecerei e que explica tudo:

- Minha filha, eu teria aquela família por toda a vida, mesmo que me ignorasse ou maltratasse. Agora, a felicidade, eu sabia que tinha com aquele homem, nem que fosse por um minuto. E nada me garantia que de outra forma a tivesse, por um minuto ou para o resto da vida”.

Há 35 anos que aquele casal está junto, há 35 anos que esta filha, que agora nos conta a história dos seus pais, vive com um sorriso rasgado e lindo. Tendo estado certa vez entre a vida e a morte, ela pensou: “eu não posso menosprezar o exemplo da minha mãe”. Venceu a morte, e no regresso mudou de vida para ter a certeza de que não escaparia à felicidade. Não escapou. E ei-la à minha frente, num fim de tarde inesperado que me deixou sem palavras. Ou melhor, que me deixou com a sua história no colo e uma imensa vontade de a contar. Aqui fica

DE JORGE ROLO DUARTE

28 de janeiro de 2012

SÃO TOMÁS DE AQUINO

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
São Tomás de Aquino, O.P.


Tomás de Aquino OP (Roccasecca, 1225 — Fossanova, 7 de março 1274) foi um padre dominicano, filósofo, teólogo, distinto expoente da escolástica, proclamado santo e cognominado Doctor Communis ou Doctor Angelicus pela Igreja Católica.



Biografia
Tomás nasceu em Aquino por volta de 1225, de acordo com alguns autores no castelo do pai Conde Landulf de Aquino, localizado em Roccasecca, no mesmo Condado de Aquino (Reino da Sicília, no atual Lácio). Por meio de sua mãe, a condessa Teodora de Theate, Tomás era ligado à dinastia Hohenstaufen do Sacro Império Romano-Germânico.
O irmão de Landulf, Sinibald, era abade da original abadia beneditina em Monte Cassino. Enquanto os demais filhos da família seguiram uma carreira militar,[2] a família pretendida que Tomás seguisse seu tio na abadia; isto teria sido um caminho normal para a carreira do filho mais novo de uma família da nobreza sulista italiana.

Aos cinco anos, Tomás começou sua instrução inicial em Monte Cassino, mas depois que o conflito militar que ocorreu entre o imperador Frederico II e o papa Gregório IX na abadia no início de 1239, Landulf e Teodora matricularam Tomás na studium generale (universidade) criada recentemente por Frederico II em Nápoles. Foi lá que Tomás provavelmente foi introduzido nas obras de Aristóteles, Averróis e Maimônides, todos que influenciariam sua filosofia teológica.[5] Foi igualmente durante seus estudos em Nápoles que Tomás sofreu a influência de João de São Juliano, um pregador dominicano em Nápoles que fazia parte do esforço ativo intentado pela ordem dominicana para recrutar seguidores devotos.[6] Nesta época seu professor de aritmética, geometria, astronomia e música era Pedro de Ibérnia.[7] Aos 19 anos, contra a vontade da família, entrou na ordem fundada por Domingos de Gusmão. Estudou filosofia em Nápoles e depois em Paris, onde se dedicou ao ensino e ao estudo de questões filosóficas e teológicas. Estudou teologia em Colônia e em Paris se tornou discípulo de Santo Alberto Magno que o "descobriu" e se impressionou com a sua inteligência. Por este tempo foi apelidado de "boi mudo". Dele disse Santo Alberto Magno: "Quando este boi mugir, o mundo inteiro ouvirá o seu mugido."

Foi mestre na Universidade de Paris no reinado de Luís IX de França. Morreu, com 49 anos, na Abadia de Fossanova, quando se dirigia para Lião a fim de participar do Concílio de Lião, a pedido do Papa.

FilosofiaSeu maior mérito foi a síntese do cristianismo com a visão aristotélica do mundo, introduzindo o aristotelismo, sendo redescoberto na Idade Média, na Escolástica anterior, compaginou um e outro, de forma a obter uma sólida base filosófica para a teologia e retificando o materialismo de Aristóteles. Em suas duas summae, sistematizou o conhecimento teológico e filosófico de sua época: a Summa theologiae e a Summa contra gentiles.

A partir dele, a Igreja tem uma Teologia (fundada na revelação) e uma Filosofia (baseada no exercício da razão humana) que se fundem numa síntese definitiva: fé e razão, unidas em sua orientação comum rumo a Deus. Sustentou que a filosofia não pode ser substituída pela teologia e que ambas não se opõem. Afirmou que não pode haver contradição entre fé e razão.

Explica que toda a criação é boa, tudo o que existe é bom, por participar do ser de Deus, o mal é a ausência de uma perfeição devida e a essência do mal é a privação ou ausência do bem.

Além da sua Teologia e da Filosofia, desenvolveu também uma teoria do conhecimento e uma Antropologia, deixou também escrito conselhos políticos: Do governo do Príncipe, ao rei de Chipre, que se contrapõe, do ponto de vista da ética, ao O Príncipe, de Nicolau Maquiavel.

Com o uso da razão é possível demonstrar a existência de Deus, para isto propõe as 5 vias de demonstração:

Primeira via
Primeiro motor imóvel: tudo o que se move é movido por alguém, é impossível uma cadeia infinita de motores provocando o movimento dos movidos, pois do contrário nunca se chegaria ao movimento presente, logo há que ter um primeiro motor que deu início ao movimento existente e que por ninguém foi movido.
Segunda via
Causa primeira: decorre da relação "causa-e-efeito" que se observa nas coisas criadas. É necessário que haja uma causa primeira que por ninguém tenha sido causada, pois a todo efeito é atribuída uma causa, do contrário não haveria nenhum efeito pois cada causa pediria uma outra numa sequência infinita.
Terceira via
Ser necessário: existem seres que podem ser ou não ser (contingentes), mas nem todos os seres podem ser desnecessários se não o mundo não existiria, logo é preciso que haja um ser que fundamente a existência dos seres contingentes e que não tenha a sua existência fundada em nenhum outro ser.
Quarta via
Ser perfeito: verifica-se que há graus de perfeição nos seres, uns são mais perfeitos que outros, qualquer graduação pressupõe um parâmetro máximo, logo deve existir um ser que tenha este padrão máximo de perfeição e que é a causa da perfeição dos demais seres.
Quinta via
Inteligência ordenadora: existe uma ordem no universo que é facilmente verificada, ora toda ordem é fruto de uma inteligência, não se chega à ordem pelo acaso e nem pelo caos, logo há um ser inteligente que dispôs o universo na forma ordenada.
[editar] A verdade"A verdade é definida como a conformidade da coisa com a inteligência". Tomás de Aquino concluiu que a descoberta da verdade ia além do que é visível. Antigos filósofos acreditavam que era verdade somente o que poderia ser visto. Aquino já questiona que a verdade era todas as coisas porque todas são reais, visíveis ou invisíveis, exemplificando: uma pedra que está no fundo do oceano não deixa de ser uma pedra real e verdadeira só porque não pode ser vista. Aquino concorda e aprimora Agostinho de Hipona quando diz que "A verdade é o meio pelo qual se manifesta aquilo que é". A verdade está nas coisas e no intelecto e ambas convergem junto com o ser. O "não-ser" não pode ser verdade até o intelecto o tornar conhecida, ou seja, isso é apreendido através da razão. Aquino chega a conclusão que só se pode conhecer a verdade se você conhece o que é o ser.

A verdade é uma virtude como diz Aristóteles, porém o bem é posterior a verdade. Isso porque a verdade está mais próximo do ser, mais intimamente e o que o sujeito ser do bem depende do intelecto, "racionalmente a verdade é anterior".

Exemplificando: o intelecto apreende o ser em si; depois, a definição do ser, por último a apetência do ser. Ou seja, primeiramente a noção do ser; depois, a construção da verdade, por fim, o bem.

Sobre a eternidade da verdade ele, Tomás, discorda em partes com Agostinho. Para Agostinho a verdade é definitiva. Imutável. Já para Aquino, a verdade é a consequência de fatos causados no passado. Então na supressão desses fatos à verdade deixa de existir. O exemplo que Tomás de Aquino traz é o seguinte: A frase "Sócrates está sentado" é a verdade. Seja por uma matéria, uma observação ou analise, mas ele está sentado. Ao se levantar, ficando de pé, ele deixa de estar sentado. Alterando a verdade para a segunda opção, mudando a primeira. Contudo, ambos concordam que na verdade divina a verdade por não ter sido criada, já que Deus sempre existiu, não pode ser desfeita no passado e então é imutável

PENSAMENTOS DE SÃO TOMÁS DE AQUINO

"Ninguém pode nesta vida ter satisfeitas as suas aspirações, porque nunca um bem criado sacia as aspirações humanas de felicidade"

"A concórdia não é uniformidade de opiniões, mas concordância de vontades"

"Há homens cuja fraqueza de inteligência não lhes permitiu ir além das coisas corpóreas"

"Uma ofensa é tanto maior quanto maior é aquele contra quem é cometida"

"Rogo a Deus como se esperasse tudo dEle, mas trabalho como se esperasse tudo de mim"

"Maria pronunciou o seu "faça-se" em representação de toda a natureza humana"

"O crente transcende a verdade da sua própria inteligência"

"Aquele que crê adere ao dizer de alguém. Por isso o que parece ser o principal, e tendo de certo modo o valor do fim, em todo o assentimento é a pessoa a cujo dizer se dá assentimento. Assim, o que se concorda em crer apresenta-se como secundário"

"A paciência manifesta-se extraordinária de dois modos: quando alguém suporta grandes males pacientemente ou quando suporta aquilo que poderia ter evitado e não quis evitar"

"É tolice dizer que as criaturas são totalmente más, porque em algum aspecto são nocivas. Podem elas ser nocivas para uns, mas úteis para outros"

"Pela oração de muitos, às vezes, se alcança o que pela oração de um só não se obteria"

"A cobiça de qualquer bem temporal é o veneno da caridade; por ela o homem despreza o bem divino".

"A oração consiste na elevação da alma a Deus"

"Por ser mãe de Deus, Maria tem uma dignidade quase infinita".

"A humildade é o primeiro degrau para a sabedoria".

4 de janeiro de 2012

ROSAS



ROSAS
São pequenos textos da Santa Teresinha que podem ser lidos
ou meditados pessoalmente ou em grupo,
em Orações ou Vigílias.


Primeira Comunhão

Na véspera do grande dia, recebi a absolvição pela segunda vez. A minha confissão geral deixou-me uma grande paz na alma, e Deus não permitiu que a mais ligeira nuvem a viesse perturbar. De tarde pedi perdão a toda a família, que me veio visitar; mas não pude falar senão com as minhas lágrimas, pois estava emocionada demais[...]

Chegou finalmente o mais belo dos dias! Que inefáveis recordações deixaram na minha alma os mais pequenos pormenores desse dia do Céu!... O alegre despertar da aurora, os beijos respeitosos e ternos das mestras e das companheiras mais velhas...; o salão cheio de flocos de neve com que cada menina era vestida...; e sobretudo a entrada para a capela e o canto matinal da linda canção: «Ó Altar santo que os Anjos rodeiam!»

Mas não quero entrar em pormenores. Há coisas que perdem o seu perfume quando expostas ao ar; há pensamentos da alma que não se podem traduzir em linguagem da terra sem perderem o sentido íntimo e celeste; são como aquela «Pedra branca que será dada ao vencedor, sobre a qual está escrito um nome que ninguém conhece, a não ser aquele que a recebe». Ah! como foi doce o primeiro beijo de Jesus à minha alma!...

Foi um beijo de amor. Sentia-me amada e dizia por minha vez: «Eu amo-Vos! Dou-me a Vós para sempre!» Não houve pedidos, nem lutas, nem sacrifícios. Desde há muito, Jesus e a pobre Teresinha tinham-se olhado e tinham-se compreendido... Nesse dia já não era um olhar, mas uma fusão, já não eram dois: a Teresa desaparecera como a gota de água que se perde no oceano. Só ficava Jesus, como dono, como Rei.

(História de uma Alma, Ms A 34v-35rº)




Um Caminhito Completamente Novo


Bem sabeis, minha Madre, que sempre desejei ser santa.

Mas, ai de mim! sempre verifiquei, ao comparar-me com os Santos, que há entre eles e eu a mesma diferença que existe entre uma montanha, cujo cume se perde nos céus, e o obscuro grão de areia pisado pelos pés dos caminhantes. Em vez de desanimar, disse para comigo: Deus não pode inspirar desejos irrealizáveis. Posso, portanto, apesar da minha pequenez, aspirar à santidade. Fazer-me crescer a mim mesma é impossível; tenho de suportar-me tal como sou, com todas as minhas imperfeições. Mas quero procurar a maneira de ir para o Céu por um caminhito muito direito, muito curto; um caminhito completamente novo.

(História de uma Alma, Ms C 2vº)



Se alguém for pequenino...

Estamos num século de invenções.

Agora já não se tem a maçada de subir os degraus de uma escada; em casa dos ricos o ascensor substitui-a vantajosamente. Eu queria também encontrar um ascensor que me elevasse até Jesus, porque sou demasiado pequena para subir a rude escada da perfeição. Então, procurei nos Livros Sagrados a indicação do ascensor — objecto do meu desejo —, e li as estas palavras saídas da boca da Sabedoria eterna: Se alguém for pequenino, venha a mim.

Então, aproximei-me, adivinhando que tinha encontrado o que procurava, e querendo saber, ó meu Deus!, o que faríeis ao pequenino que respondesse ao vosso apelo. Continuei as minhas buscas, e eis o que encontrei: — Como uma mãe acaricia o seu filho, assim eu vos consolarei; levar-vos-ei ao colo e embalar-vos-ei nos meus joelhos! Ah!, nunca palavras tão ternas e tão melodiosas me vieram alegrar a alma.

O ascensor que me há-de elevar até ao Céu, são os vossos braços, ó Jesus! Para isso não tenho necessidade de crescer; pelo contrário, é preciso que eu permaneça pequena, e que me torne cada vez mais pequena. Ó meu Deus! excedestes a minha esperança, e eu quero cantar as vossas misericórdias.

(História de uma Alma, Ms C 3rº)



Boa Vontade


Tu fazes-me pensar numa criancinha que começa a erguer-se de pé, mas que ainda não sabe caminhar. Querendo a todo o custo subir ao alto duma escada para estar com a sua mamã, levanta o pézito para subir o primeiro degrau. Mas é um esforço inútil! Cai uma e outra vez, sem chegar a avançar. Muito bem: aceita ser essa criança. Pela prática de todas as virtudes, levanta sempre o teu pézito para subires a escada da santidade. Não conseguirás subir o primeiro degrau sequer. Mas o que Deus apenas te pede é a tua boa vontade. Do alto da escada Ele olha-te com amor. Rapidamente vencido pelos teus inúteis esforços, Ele-mesmo baixará e tomando-te nos seus braços, levar-te-á para sempre para o seu reino, onde jamais te afastarás dEle. Mas se não chegares a levantar o teu pézito Ele deixar-te-á muito tempo na terra.

(Caderno Vermelho, escrito pela Irmã Maria da Trindade)



Desejo ser Santa


Ó meu Deus! Trindade Bem-aventurada!

Desejo amar-Vos e fazer‑Vos amar, trabalhar pela glorificação da Santa Igreja, salvando as almas que estão na terra, e libertando as que estão no Purgatório. Desejo cumprir plenamente a vossa vontade, e chegar ao grau de glória que me preparastes no vosso Reino; numa palavra, desejo ser santa. Mas conheço a minha impotência, e peço-Vos, ó meu Deus, que sejais Vós mesmo a minha Santidade.

Já que Vós me amastes até me dardes o vosso Filho único para ser o meu Salvador e o meu Esposo, os tesouros infinitos dos seus méritos são meus: ofereço-Vo-los com alegria, suplicando-Vos que não olheis para mim senão através da Face de Jesus e no seu Coração ardente de Amor.

(Oração 6: 1-2)




O Pequeno Passarinho


O passarinho quereria voar para o Sol brilhante que lhe fascina o olhar;

quereria imitar as Águias, suas irmãs, que vê elevarem-se até ao fogo divino da Santíssima Trindade... Pobre dele! tudo quanto pode fazer é agitar as suas pequenas asas; mas levantar voo, isso não está no seu pequeno poder! Que será dele? Morrerá de desgosto, ao ver-se impotente?... Oh, não! o passarinho nem sequer se vai afligir. Com um audacioso abandono, quer ficar a fixar o seu divino Sol. Nada seria capaz de o assustar, nem o vento nem a chuva; e se nuvens sombrias chegam a esconder o Astro do Amor, o passarinho não muda de lugar, pois sabe que para além das nuvens o seu Sol brilha sempre, e que o seu brilho não se poderia eclipsar nem por um instante sequer.

É verdade que às vezes o coração do passarinho se vê acometido pela tempestade; parece-lhe não acreditar que existe outra coisa, a não ser as nuvens que o envolvem. É então o momento da alegria perfeita para a pobre e débil criaturinha. Que felicidade para ela, permanecer ali, apesar de tudo, e fixar a luz invisível que se esconde à sua fé!!!...

Jesus, até agora compreendo o teu amor para com o passarinho pois ele não se afasta de Ti. Mas eu sei, e Tu também o sabes, muitas vezes a imperfeita criaturinha, ficando embora no seu lugar (isto é, sob os raios do Sol), deixa‑se distrair um pouco da sua única ocupação; apanha um grãozito à direita e à esquerda, corre atrás de um vermezito... Depois, encontrando uma pocita de água, molha as penas ainda mal formadas; quando vê uma flor que lhe agrada o seu espírito entretém-se com essa flor... Enfim! não podendo pairar como as Águias, o pobre passarinho entretém-se ainda com as bagatelas da terra. Não obstante, depois de todas as suas travessuras, em vez de se ir esconder num canto para chorar a sua miséria e morrer de arrependimento, o passarinho volta-se para o seu Bem‑amado Sol, expõe as asitas molhadas aos seus raios benfazejos, geme como a andorinha e, no seu doce cantar, confia, conta em pormenor as suas infidelidades, pensando, no seu temerário abandono, conseguir assim maior influência e atrair mais plenamente o amor d’Aquele que não veio chamar os justos mas os pecadores... Se o Astro Adorado continuar surdo ao chilrear plangente da sua criaturinha, se permanecer velado..., pois bem: a criaturinha continua molhada, aceita ficar transida de frio, e ainda se alegra com esse sofrimento que, aliás, mereceu...

Ó Jesus! como o teu passarinho está contente por ser débil e pequeno. Que seria dele se fosse grande?... Nunca teria a audácia de aparecer na tua presença, de dormitar diante de Ti... Sim, aí está mais uma fraqueza do passarinho: quando quer fixar o Divino Sol, e as nuvens o impedem de ver um único raio, contra sua vontade os seus olhitos fecham-se, a sua cabecinha esconde-se debaixo da asita, e a pobre criaturinha adormece, julgando fixar ainda o seu Astro Querido. Ao acordar, não fica desolado, o seu coraçãozinho fica em paz, e recomeça o seu ofício de amor. Invoca os Anjos e os Santos que se elevam como Águias em direcção ao Fogo devorador, objecto do seu desejo.

E as Águias, compadecendo-se do seu irmãozinho, protegem-no, defendem-no, e põem em fuga os abutres que o queriam devorar. Os abutres, imagem do demónio, o passarinho não os teme, pois não está destinado a ser presa deles, mas da Águia que contempla no centro do Sol do Amor.

Por tanto tempo quanto quiseres, ó meu Bem-amado, o teu passarinho ficará sem forças e sem asas; permanecerá sempre com os olhos fixos em Ti. Quer ser fascinado pelo teu divino olhar, quer tornar‑se a presa do teu Amor... Um dia, assim o espero, Águia adorada, virás buscar o teu passarinho e, subindo com ele para o Fogo do Amor, mergulhá‑lo‑ás eternamente no ardente Abismo desse Amor, ao qual se ofereceu como vítima...

(História de uma Alma, Ms B 5rº-vº)



A Oração levanta o Mundo


Um sábio disse:

«Dai-me uma alavanca, um ponto de apoio, e levantarei o mundo». O que Arquimedes não pôde obter, porque o seu pedido não se dirigia a Deus, e por não ser feito senão sob o ponto de vista material, os Santos obtiveram-no em toda a plenitude: o Todo-poderoso deu-lhes, como ponto de apoio: Ele mesmo e Ele só; e como alavanca: a oração, que abrasa com fogo de amor. E foi assim que levantaram o mundo; é assim que os santos que ainda militam na terra o levantam, e que, até ao fim do mundo, os futuros santos o levantarão também.

(História de uma Alma, Ms C 36rº-vº)



Lançar Flores


Sim, meu Bem-amado!

Assim se consumirá a minha vida... Não tenho outro meio de Te provar o meu amor, senão o de lançar flores, isto é, não deixar escapar nenhum pequeno sacrifício, nenhum olhar, nenhuma palavra; aproveitar todas as mais pequenas coisas e fazê-las por amor... Quero sofrer por amor e gozar por amor. Assim lançarei flores diante do teu trono. Não encontrarei nenhuma sem a desfolhar para Ti...

(História de uma Alma, Ms B 4rº-vº)



O Fogo do Amor


Celina, Deus não me pede já nada...

No princípio pedia-me uma infinidade de coisas. Pensei durante algum tempo, visto que Jesus não me pedia nada, que agora era preciso caminhar suavemente na paz e no amor fazendo somente o que Ele me pedisse... Mas tive uma luz. Santa Teresa diz que é preciso alimentar o amor. A lenha não se encontra ao nosso alcance quando estamos nas trevas, na aridez, mas não estaremos ao menos obrigadas a lançar nele algumas palhinhas? Jesus é suficientemente poderoso para conservar sozinho o fogo, todavia fica contente por nos ver alimentá-lo, é uma delicadeza que Lhe agrada e então lança Ele no fogo muita lenha, nós não o vemos mas sentimos a força do calor do amor. Tenho feito disto a experiência, quando não sinto nada, quando sou incapaz de rezar, ou de praticar a virtude, é então o momento de procurar pequenas ocasiões, nadas que dão gosto, mais gosto a Jesus do que o império do mundo ou mesmo do que o martírio sofrido generosamente, por exemplo, um sorriso, uma palavra amável quando teria vontade de não dizer nada ou de mostrar um ar aborrecido, etc., etc.

(Carta 143)



O Divino Prisioneiro


Como ter medo d’Aquele que Se deixa prender por um cabelo que esvoaça no nosso pescoço!...

Saibamos pois conservar prisioneiro este Deus que Se faz mendigo do nosso amor. Ao dizer-nos que um só cabelo pode realizar este prodígio, mostra-nos que as mais pequenas acções feitas por amor são as que Lhe cativam o coração...

Ah! se fosse preciso fazer grandes coisas, quanto seríamos para lastimar?... Mas como somos felizes visto que Jesus se deixa prender pelas mais pequeninas...

(Carta 191)



Amor, a chave da vocação


Considerando o corpo místico da Igreja, não me tinha reconhecido em nenhum dos membros descritos por S. Paulo; ou melhor, queria reconhecer-me em todos… A caridade deu‑me a chave da minha vocação. Compreendi que se a Igreja tinha um corpo composto de diversos membros, o mais necessário, o mais nobre de todos não lhe faltava: compreendi que a Igreja tinha um coração, e que esse coração estava ardendo de amor. Compreendi que só o Amor fazia agir os membros da Igreja; que se o Amor se apagasse, os apóstolos já não anunciariam o Evangelho, os mártires recusar-se-iam a derramar o seu sangue... Compreendi que o Amor encerra todas as Vocações, que o Amor é tudo, que abarca todos os tempos e todos os lugares... numa palavra, que é Eterno!...

(História de uma Alma, Ms B 3vº)



Acto de oferenda ao amor misericordioso


Ó meu Deus! Trindade Bem-aventurada! Desejo amar-Vos e fazer‑Vos amar, trabalhar pela glorificação da Santa Igreja, salvando as almas que estão na terra, e libertando as que estão no Purgatório. Desejo cumprir plenamente a vossa vontade, e chegar ao grau de glória que me preparastes no vosso Reino; numa palavra, desejo ser santa. Mas conheço a minha impotência, e peço-Vos, ó meu Deus, que sejais Vós mesmo a minha Santidade.

Já que Vós me amastes até me dardes o vosso Filho único para ser o meu Salvador e o meu Esposo, os tesouros infinitos dos seus méritos são meus: ofereço-Vo-los com alegria, suplicando-Vos que não olheis para mim senão através da Face de Jesus e no seu Coração ardente de Amor.

Ofereço-Vos também todos os méritos dos Santos (que estão no Céu e na terra), os seus actos de Amor, e os dos Santos Anjos. Finalmente, ofereço-Vos, ó Bem-aventurada Trindade, o Amor e os méritos da Santíssima Virgem, minha querida Mãe: é a ela que entrego o meu oferecimento, pedindo-lhe que Vo-lo apresente.

O seu divino Filho, meu Esposo Bem-amado, nos dias da sua vida mortal, disse-nos: «Tudo o que pedirdes ao meu Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá!». Tenho, portanto, a certeza de que atendereis os meus desejos.

Bem sei, ó meu Deus, quanto mais quereis dar, mais fazeis desejar. Sinto no meu coração desejos imensos, e é com confiança que Vos peço que venhais tomar posse da minha alma. Ah! não posso receber a Sagrada Comunhão tantas vezes quantas desejo, mas, Senhor, não sois Todo-poderoso?... Ficai em mim, como no Sacrário. Nunca Vos afasteis da vossa hostiazinha...

Quereria consolar-Vos da ingratidão dos maus, e suplico-Vos que me tireis a liberdade de Vos desagradar. Se, por fraqueza, cair algumas vezes, que logo o vosso divino olhar purifique a minha alma, consumindo todas as minhas imperfeições, como o fogo, que transforma em si próprio todas as coisas...

Agradeço-Vos, ó meu Deus, por todas as graças que me concedestes, especialmente por me terdes feito passar pelo crisol do sofrimento. Será com alegria que Vos contemplarei no último dia, levando o ceptro da Cruz. Já que Vos dignastes dar-me em herança esta Cruz tão preciosa, espero parecer-me convosco no Céu, e ver brilhar no meu corpo glorificado os sagrados estigmas da vossa Paixão... Depois do exílio da terra, espero ir gozar de Vós na Pátria, mas não quero acumular méritos para o Céu, quero trabalhar só por vosso Amor, com o único fim de Vos agradar, de consolar o vosso Coração Sagrado, e de salvar almas que Vos amarão eternamente.

Na noite desta vida, aparecerei diante de Vós com as mãos vazias, pois não Vos peço, Senhor, que conteis as minhas obras. Todas as nossas justiças têm manchas aos vossos olhos. Quero, portanto, revestir-me com a vossa própria Justiça, e receber do vosso Amor a posse eterna de Vós mesmo. Não quero outro Trono, nem outra Coroa, senão Vós, ó meu Bem-amado!...

Aos vossos olhos, o tempo não é nada: um só dia é como mil anos; podeis, portanto, num instante, preparar-me para aparecer diante de Vós...

A fim de viver num acto de perfeito Amor, ofereço-me como vítima de holocausto ao vosso amor misericordioso, suplicando-Vos que me consumais sem cessar, deixando transbordar para a minha alma as ondas de ternura infinita que estão encerradas em Vós, e que assim eu me torne Mártir do vosso Amor, ó meu Deus!...

Que este Martírio, depois de me ter preparado para aparecer diante de Vós, me faça, enfim, morrer, e que a minha alma se lance, sem demora, no eterno abraço do vosso Amor misericordioso...

Quero, ó meu Bem-amado, a cada palpitação do meu coração, renovar-Vos este oferecimento um número infinito de vezes, até ao momento em que, desvanecidas as sombras, possa reafirmar-Vos o meu Amor num face-a-face eterno!...



A caridade perfeita


Ah! compreendo agora que a caridade perfeita consiste em suportar os defeitos dos outros, em não se escandalizar com as suas fraquezas, em edificar-se com os mais pequenos actos de virtude que se lhes vir praticar; mas compreendi, sobretudo, que a caridade não deve ficar encerrada no fundo do coração: «Ninguém, disse Jesus, acende uma candeia para a colocar debaixo do alqueire, mas coloca-a sobre o candelabro para alumiar todos os que estão em casa». Creio que essa luz representa a caridade, que deve iluminar e alegrar, não só os que são mais queridos, mas todos aqueles que estão em casa, sem exceptuar ninguém.

(História de uma Alma, Ms C 12rº)



A Rainha do Céu


Sabemos muito bem que a Santíssima Virgem é a Rainha do Céu e da terra, mas ela é mais mãe do que rainha, e não se deve dizer, por causa dos seus privilégios, que ela eclipsa a glória dos santos todos, como o sol, ao surgir, faz desaparecer as estrelas. Meu Deus! que estranho! Uma Mãe que faz desaparecer a glória dos filhos! Eu, por mim, penso absolutamente o contrário; acredito que ela engrandecerá muito o esplendor dos eleitos.

Está certo falar dos seus privilégios, mas não se deve dizer apenas isso e se, num sermão, somos obrigados do princípio ao fim, a exclamar Ah! Ah!, já chega! Quem sabe se alguma alma não irá sentir até um certo afastamento em relação a uma criatura de tal maneira superior, e não pensará: «Se é assim, mais vale ir brilhar conforme se puder em qualquer outro cantinho!»

O que a Santíssima Virgem tem a mais do que nós, é que não podia pecar, estava isenta do pecado original; mas, por outro lado, teve muito menos sorte do que nós, porque não teve uma Santíssima Virgem para amar. É uma doce consolação a mais para nós, e a menos para ela!

(Últimos Conselhos, 21.VIII.3)

1 de janeiro de 2012

RECEITA PARA O ANO 2012







Receita para 2012



Como habitualmente, enviamos a receita com os "condimentos" necessários
para um Ano Feliz



Receita para um Ano Feliz:

Tome 12 meses completos.

Limpe-os cuidadosamente de toda a amargura, ódio e inveja.

Corte cada mês em 28, 30, ou 31 pedaços diferentes, mas não cozinhe todos ao mesmo tempo.

Prepare um dia de cada vez com os seguintes ingredientes:


- Uma parte de fé
- Uma parte de paciência
- Uma parte de coragem
- Uma parte de trabalho




Junte a cada dia uma parte de esperança, de felicidade e amabilidade.

Misture bem, com uma parte de oração, uma parte de meditação e uma parte de entrega.

Tempere com uma dose de bom espírito, uma pitada de alegria e um pouco de acção, e uma boa medida de humor.

Coloque tudo num recipiente de amor.

Cozinhe bem, ao fogo de uma alegria radiante.

Guarneça com um sorriso e sirva sem reserva.

Feliz 2012!!! cheio de Paz, Harmonia, Amor, Prosperidade e Saúde

Um bj de Amizade :-)

28 de dezembro de 2011

MENSAGEM SOBRE A PAZ DO PAPA PAULO VI



MENSAGEM DE SUA SANTIDADE
PAPA PAULO VI
PARA A CELEBRAÇÃO DO
XI DIA MUNDIAL DA PAZ

1 DE JANEIRO DE 1978



NÃO À VIOLÊNCIA, SIM À PAZ



Ao mundo, à Humanidade, Nós ousamos dirigir, uma vez mais, a palavra suave e solene Paz. Esta palavra oprime-Nos e exalta-Nos. Ela não é nossa: desce do reino invisível, o reino dos céus; e Nós advertimos bem a sua transcendência profética, que não é extinguida pelos nossos humildes lábios, que lhe prestam a voz: « Paz na terra aos homens, a quem Deus quer bem » (Lc. 2, 14). Sim, Nós repetimos: a Paz deve existir! A Paz é possível!

Este é o anúncio: é esta a nova, uma sempre nova e grande mensagem; é este o Evangelho, que também no dealbar do novo ciclo sidéreo, o ano da graça de 1978, Nós devemos ainda proclamar para todos os homens: a Paz é o dom oferecido aos homens, que eles podem, eles devem acolher e colocar no vértice dos seus espíritos, dos seus programas, das suas esperanças e da sua felicidade.

A Paz - para já o recordamos - não é um sonho puramente ideal, não é uma utopia atraente, mas infecunda e inacessível; é, sim, e deve ser uma realidade: uma realidade móbil e a produzir em todas e cada uma das estações da civilização, do mesmo modo que o pão de que nos nutrimos, fruto da terra e da divina Providência, mas produto também do homem trabalhador. Porquanto a Paz não é um estado de ataraxia pública, em que quem dela desfruta está dispensado de toda e qualquer preocupação e defendido contra toda e qualquer importunação, e pode conceder-se uma felicidade estável e tranquila, a qual terá mais a feição de inércia e de hedonismo do que de vigor vigilante e operoso; a Paz é um equilíbrio que se apoia sobre o movimento e que desenvolve continuamente energias de espírito e de acção; é uma fortaleza inteligente e viva.

Nós, por isso mesmo, também no limiar deste novo ano de 1978, suplicamos a todos os homens de boa vontade, às pessoas responsáveis pela conduta colectiva da vida social, aos Políticos, aos Pensadores, aos Publicistas, aos Artistas, aos inspiradores da opinião pública, aos mestres das escolas, da arte e da oração, e depois, aos grandes ideadores e operadores do mercado mundial de armas, a todos, que retomem com generosa honestidade a reflexão sobre a Paz no mundo, hoje!

Parece-Nos a Nós que há dois fenómenos capitais que se impõem à atenção comum, com clara relevância na avaliação da mesma Paz.

O primeiro fenómeno é magnificamente positivo, e é constituído pelo progresso evolutivo da Paz. Esta é uma ideia que vai conquistando prestígio na consciência da humanidade; ela vai avançando e precede e acompanha a ideia do progresso, que é a da unidade do género humano. A história do nosso tempo, há que dizê-lo para sua glória, está toda ela matizada pelas flores de uma esplêndida documentação em favor da Paz, pensada, querida, organizada, celebrada e defendida: Helsínquia o ensina. E confirmam estas esperanças a próxima Sessão Especial da Assembleia Geral da ONU, consagrada ao problema do desarmamento, assim como os numerosos esforços de grandes e de humildes operadores da Paz.

Ninguém hoje em dia ousa sustentar como princípios de bem-estar e de glória programas declarados de luta mortífera entre os homens, isto é, de guerra. Até mesmo onde as expressões comunitárias de um legítimo interesse nacional, sufragado por motivos que parecem coincidir com as razões prevalecentes do direito, não conseguem afirmar-se mediante a guerra, como via de solução, confia-se, ainda aí, que possa ser evitado o recurso desesperado ao uso das armas, hoje como nunca loucamente homicida e destruidor. Mas a consciência do mundo, no entanto, sente-se horrorizada pela hipótese de que a nossa Paz mais não seja do que uma trégua e de que uma incomensurável conflagração possa ser fulmineamente desencadeada.

Nós quereríamos estar em condições de afugentar este imanente e terrível pesadelo, proclamando com grandes brados o absurdo da guerra moderna e a absoluta necessidade da Paz, não já fundada sobre o prevalecer das armas, hoje em dia dotadas de uma infernal potência bélica (recordemos a tragédia do Japão), ou sobre a violência estrutural de alguns regimes políticos, mas sim sobre o método paciente, racional e solidário da justiça e da liberdade, qual é o que as grandes instituições internacionais hoje existentes estão a procurar promover e tutelar. Nós confiamos em que os ensinamentos magistrais dos Nossos grandes Predecessores, Pio XII e João XXIII, hão-de continuar a inspirar quanto a este tema fundamental a sapiência dos mestres modernos e dos homens políticos contemporâneos.

Mas queremos aludir agora a um segundo fenómeno, este negativo e concomitante com o primeiro: é o fenómeno da violência passional, ou cerebral. Ele está a difundir-se na vida civilizada moderna, valendo-se das facilitações de que goza a actividade do cidadão, para insidiar e ferir, à traição habitualmente, o concidadão-irmão que constitua legalmente obstáculo a um interesse próprio. Esta violência assim, que podemos ainda denominar privada, se bem que astutamente organizada em grupos clandestinos e facciosos, está a assumir preocupantes proporções, tais que a fazem tornar-se costume. Poder-se-ia defini-la como delinquência, pelas expressões anti-jurídicas com que ela se caracteriza; mas as manifestações que, de há tempos para cá e nalguns ambientes, ela tem vindo a apresentar, exigem uma análise apropriada, assaz diversificada e difícil.

Promana a violência de uma decadência da consciência moral, não educada, não assistida, permeada habitualmente de um pessimismo social, que extinguiu no espírito o gosto e o empenho pela honestidade professada por si mesma, bem como aquilo que há de mais belo e de mais ditoso no coração humano, o amor, o amor verdadeiro, nobre e fiel. Com frequência a psicologia do violento tem como ponto de partida uma raiz perversa de vingança ideal, e por conseguinte de uma justiça insatisfeita, curtida em pensamentos amargos e egoístas, e potencialmetne desabusada e desenfreada no sentido de alcançar o ojectivo seja ele qual for; e então o possível substitui-se ao honesto; o único entrave é o temor de incorrer em alguma sanção pública ou privada; e por isso, o modo de comportar-se habitual de uma tal violência é o de agir às escondidas e de perpetrar actos vis e proditórios, que compensam a mesma violência com o sucesso impune.

A violência não é fortaleza. Ela é, sim, a explosão de uma energia cega, que degrada o homem que a ela se entrega, rebaixando-o do plano racional para o nível passional; e até mesmo quando a violência conserva um certo domínio de si, ela procura vias ignóbeis para se afirmar, as vias da insídia, da surpresa, da vantagem física em confronto com um adversário mais fraco e talvez indefeso; vale-se da surpresa e do medo deste adversário e do desvario próprio; e se isso se passa assim entre os dois contendentes, qual deles será o mais vil ?

E quanto a um aspecto da violência erigida em sistema « para ajustamento de contas », não recorre, ela, acaso, a formas abjectas de ódio, de rancor e de inimizade que constituem um perigo para a convivência e que desclassificam a comunidade, na qual a mesma violência vai decompondo os próprios sentimentos de humanidade, que formam o tecido primário e indispensável de qualquer sociedade, seja ela familiar, tribal ou comunitária?

A violência é anti-social pelos próprios métodos que lhe permitem organizar-se com uma cumplicidade de grupo, no qual uma desviada e secretíssima solidariedade constitui o cimento de coesão e o escudo de protecção; um desonrante sentido da honra confere-lhe um paliativo de consciência; e está aqui uma das deformações hoje difundidas do verdadeiro sentido social, que encobre com o segredo e com as ameaças de vingança sem piedade certas formas associadas de egoísmo colectivo, desconfiado em relação à legalidade normal, e sempre hábil para iludir a sua observância, tramando, como que por força das coisas, empresas criminosas, as quais algumas vezes degeneram em actos de desapiedado terrorismo, epílogo da falsa via adoptada e causa de lamentáveis repressões. A violência leva à revolução, e a revolução à perda da liberdade. É errado o eixo social em torno do qual a violência faz girar o próprio fatal desenvolvimento; tendo explodido como uma reacção de força, não privada por vezes de um impulso lógico, ela conclui o seu ciclo contraposta a si própria e aos motivos que provocaram a sua intervenção. É caso para recordar, talvez, a frase lapidar de Cristo contra o recurso ao uso impulsivo de uma espada vingadora: « ... Todos quantos se servirem de espada, à espada morrerão » (Mt. 26, 52). Recordemos, portanto: a violência não é fortaleza. Ela não exalta, mas rebaixa o homem que a ela faz recurso.

Nesta mensagem de Paz Nós falamos da violência como do termo antagonista da mesma, e não falámos da guerra, a qual continua ainda agora a merecer a nossa condenação, muito embora a mesma guerra nos dias de hoje tenha uma sua reprovação, cada vez mais difundida, e tenha contra si um louvável esforço cada dia mais qualificado, quer socialmente, quer politicamente; e depois, também porque a guerra é reprimida pela mesma terribilidade das próprias armas de que ela poderia imediatamente dispor na supertrágica eventualidade de que lá ela viesse a rebentar. O medo, comum a todos os Povos e especialmente aos mais fortes, reprime a eventualidade de a guerra vir a desencadear-se numa conflagração cósmica. E ao medo, reparo mais mental do que real, vem fazer companhia, Nós já o dissemos, um esforço racional e elevado aos supremos níveis políticos, o qual deve tender não tanto para equilibrar as forças dos eventuais contendores, quanto para demonstrar a suprema irracionalidade da guerra e, ao mesmo tempo, para estabelecer entre os Povos relações cada vez mais interdependentes e por fim solidárias, e cada vez mais amigáveis e humanas. Queira Deus que assim seja.

Entretanto, não podemos fechar os olhos perante a triste realidade da guerra parcial, quer pela razão de ela manter a sua feroz presença em zonas particulares, quer pelo motivo de, psicologicamente, ela não estar de facto excluída nas sombrias hipóteses da história contemporânea. A nossa guerra contra a guerra ainda não está vencida; e o nosso « sim » à Paz é ainda mais optativo do que real, porque em muitas situações geográficas e políticas, que ainda não foram compostas na base de soluções justas e pacíficas, permanece endémica a hipótese de futuros conflitos. O nosso amor à Paz tem de permanecer de sobreaviso; também outras perspectivas, que não apenas a de uma nova guerra mundial, nos obrigam a considerar e a exaltar a Paz, mesmo fora das trincheiras militares.

E de facto nós devemos hoje defender a Paz sob o seu aspecto - poderíamos dizer - metafísico, anterior e superior ao aspecto histórico e contingente da pausa militar e da externa « tranquilitas ordinis » ( tranquilidade da ordem); queremos considerar a causa da Paz espelhada na causa da própria vida humana. O nosso « sim » à Paz, estende-se a um « sim » à Vida. A Paz deve afirmar-se não somente nos campos de batalha, mas também onde quer que se desenrola a existência do homem. Há, ou melhor, tem de haver também uma Paz que defenda esta existência, não apenas das ameaças das armas bélicas, mas uma Paz que, para além disso, proteja a vida enquanto tal, contra todo e qualquer perigo, contra todos os danos e contra todas as insídias.

E o discurso aqui poderia ser vastíssimo; os nossos pontos de referência, porém, agora são poucos e determinados. Existe no tecido da nossa civilização uma categoria de Pessoas doutas, valorosas e bondosas, as quais fizeram da ciência e da arte de cuidar da saúde a sua vocação e a sua profissão: são os Médicos e todos aqueles que, com eles e sob a sua direcção, estudam e trabalham em prol da existência e do bem-estar da humanidade. Honra lhes seja e reconhecimento a estes sapientes e generosos tutores da vida humana.

Nós, ministros da Religião, olhamos para esta distintíssima categoria de Pessoas adictas ao serviço da saúde física e psíquica da humanidade, com uma grande admiração, com uma grande gratidão e com uma grande confiança. Por muitos motivos, a saúde física, o remédio para as doenças, o alívio para a dor, a energia do desenvolvimento e do trabalho, a mesma duração da existência temporal e até uma boa parte da vida moral, dependem da sabedoria e dos cuidados destes protectores, defensores e amigos do homem. Nós estamos muito ao lado deles e, na medida em que isso Nos é possível, apoiamos o seu labor, a sua honra e o seu espírito. E esperamos da nossa parte poder tê-los solidários connosco no afirmar e no defender a Vida humana, naquelas singulares contingências em que a mesma Vida pode vir a achar-se comprometida, por um positivo e iníquo propósito da vontade humana. O nosso « sim » à Paz significa também « sim » à Vida. A vida do homem, desde o seu primeiro acender-se para a existência, é sagrada. A lei do « não matarás » tutela este inefável prodígio da vida humana com transcendente soberania. É este o princípio que governa o nosso ministério religioso em ordem ao ser humano. Nós confiamos em ter por aliado o ministério terapêutico.

E não menos confiamos também naquele outro ministério, que deu princípio à vida humana, o gerador, o ministério materno em primeiro lugar. Oh! Quanto se torna delicado o nosso discurso, quanto é marcado pela comoção, quanto é piedoso e quanto é veemente! A Paz tem neste campo da vida que nasce o seu primeiro escudo de protecção; um escudo, aliás, munido de delicados resguardos, mas escudo de defesa e de amor.

Nós não podemos, por isso mesmo, senão desaprovar toda e qualquer ofensa contra a vida que nasce, e não podemos senão suplicar a todas as Autoridades e a todas as entidades competentes que ajam para que ao aborto voluntário seja feita proibição e seja dado remédio. O seio materno e o berço da infância são as primeiras barreiras que não apenas defendem com a vida a Paz, mas também a constroem (cfr. Sl. 126, 3, ss.). Quem escolhe, em oposição à guerra e à violência, a Paz, escolhe por isso mesmo a Vida, escolhe o Homem com as suas exigências profundas e essenciais; e é este o sentido da presente mensagem, que uma vez ainda Nós enviamos, com humildade e ardente convicção, aos Responsáveis pela Paz sobre a terra e a todos os Irmãos do mundo.

E nós devemos acrescentar ainda uma apostila para todas as Crianças e Jovens, que defronte à violência são o sector mais vulnerável da sociedade, mas, ao mesmo tempo, a esperança de um amanhã melhor: que também a eles chegue, mediante alguma via benévola e inteligente, esta Mensagem em favor da Paz.

Digamos os porquês. Primeiro porquê: nas Mensagens em favor da Paz dos anos precedentes, pusemos em realce que Nós não falamos em nosso nome somente, mas falamos sim em nome de Cristo, que é « o Príncipe de Paz » no mundo (cfr. Is. 9, 6) e que disse: « Bem-aventurados os pacíficos, porque eles serão chamados filhos de Deus » (Mt. 5, 9). Nós cremos que sem a orientação e sem a ajuda de Cristo a Paz verdadeira, estável e universal não é possível. E cremos também que a Paz de Cristo não enfraquece os homens, não os torna gente medrosa e vítima das prepotências dos outros, mas antes os faz capazes de lutar pela justiça e de solucionar muitas questões com a generosidade, ou melhor com o talento do amor.

Segundo porquê. Vós, crianças e jovens, com frequência sois levados a brigar uns com os outros. Lembrai-vos bem: é uma vaidade nociva o querer parecer fortes contra os outros irmãos e companheiros com a rixa, com as pancadas, com a ira e com a vingança. Todos fazem assim, respondereis vós. E está mal, dizemo-vos Nós; se quereis ser fortes, sede-o com a coragem, com o vosso porte digno; procurai saber dominar-vos; e procurai saber também perdoar a voltar rapidamente a ser amigos daqueles que vos ofenderam: assim estareis a ser verdadeiramente cristãos.

Não odieis ninguém. Não sejais orgulhosos em relação aos outros coetâneos e às pessoas de diversa condição social ou de outros Países. Não ajais por interesse egoísta ou por despeito e nunca por nunca ser por vingança, repetimos.

Terceiro porquê. Nós pensamos que vós, crianças e jovens tornado-vos grandes, deveis mudar a maneira de pensar e de agir do mundo de hoje, o qual está sempre pronto para se distinguir, para se separar dos outros e para os combater: não somos nós todos irmãos? Não somos todos membros da mesma Família humana? E não estão todas as Nações obrigadas a darem-se bem umas com as outras e a criarem a Paz?

Vós, crianças e jovens do tempo novo, deveis habituar-vos a amar a todos e a procurar dar à sociedade o aspecto de uma comunidade melhor, mais honesta e mais solidária. Quereis na verdade ser homens, e não lobos? Quereis na verdade ter o merecimento e a alegria de fazer bem, de ajudar quem tem precisão, de procurar realizar alguma boa obra, com o prémio apenas da consciência? Pois bem, recordai-vos das palavras ditas por Jesus durante a última ceia, na noite antes da sua paixão. Ele disse assim: « Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros ... E nisto precisamente todos reconhecerão que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns pelos outros » (Jo. 13, 34-35). É este o sinal da nossa autenticidade, humana e cristã, querer-nos bem uns aos outros.

Crianças e jovens, Nós vos saudamos e abençoamos a todos. Palavra de ordem: Não à violência; sim à Paz. Recomendamo-vos a Deus!

Vaticano, 8 de Dezembro de 1977.



PAULUS PP. VI

20 de dezembro de 2011

O QUE É O NATAL



O Nascimento de Nosso Senhor está cheio de mistérios. Considera em primeiro lugar, porque o Filho Unigênito de Deus quis vir ao mundo em tanta pobreza, em lugar tão desprezível, na estação de inverno, nas trevas da noite e longe da sociedade. Porque não quis celebrar seu aparecimento na capital, em Jerusalém, em um dos muitos palácios que lá havia, rodeado de todo conforto? São Bernardo diz:

"Não penseis que tudo isto tivesse acontecido por acaso. A criança não escolhe a hora e o dia do nascimento, porque para escolher lhe falta liberdade e uso da razão. Com Jesus Cristo não se dá isto. Ele, Deus feito homem, podendo determinar tempo e Lugar, escolheu justamente o que era agradável à natureza humana e à Santíssima Virgem. Porque procedeu assim? Os Santos Padres respondem: Primeiro: para nos mostrar mais claramente seu grande amor e incitar-nos a amá-lo também. Se Cristo tivesse vindo numa estação mais agradável; se tivesse escolhido a magnificência e comodidade de um palácio, sem dúvida haveríamos de reconhecer-lhe o amor para conosco que agora mais ainda realça, vendo-o nascer em pobreza, numa gélida noite e numa estrebaria. Segundo: Cristo o Senhor, já desde o nascimento quis mostrar-nos o caminho para o céu e ensinar-nos pelo exemplo o que mais tarde nos disse pela palavra. Não só o Menino Jesus como também a gruta, o presépio, os paninhos nos dizem que o caminho do céu é áspero e íngreme, e não há outro para nós, se nos queremos aproveitar para o aparecimento de Nosso Senhor. A concupiscência da carne e dos olhos, a soberba da vida são as raízes de todos os pecadores e as causadoras da desgraça dos homens.

A pobreza do Menino Jesus ensina-nos a necessidade da humildade, da cruz e do sofrimento, como meios de combater os vícios, de desapegar-nos do mundo, e servir a Deus com toda a pureza. Tudo isto nos mostra e exemplo de Cristo no presépio. Dizem os Santos Padres, que o presépio de Belém é o púlpito, a tribuna do Deus Menino.

Os ensinamentos de Nosso Senhor devem ser por nós imitados, quer nos tenham sido transmitidos por palavras, quer pelo exemplo. Do pobre nascimento de Cristo devemos aprender duas coisas: Primeiro, amemos o Menino de Belém. E segundo, tornemo-nos semelhantes ao Menino de Belém!"

Demos ao menino Jesus o nosso mais sincero e ardente amor, e imitemo-lo nas virtudes da pobreza e da humildade. Ao Menino Jesus é aplicável a palavra que mais tarde o Divino Mestre, quando pôs um menino no meio dos Apóstolos disse: "Se não vos converterdes e não vos tornardes semelhantes às crianças, não entrareis no reino dos céus".

Eis o que o Menino Jesus nos ensina ao nascer: desprezar os bens do mundo, para alcançar os bens eternos.

Reflexões:

Foi a obediência ao Pai Eterno que fez Jesus Cristo descer do céu e nascer em condições tão humildes. Deitado no presépio, o Menino Jesus já podia dizer: "Eu faço sempre o que a meu Pai agrada" ( Jo 8,29). Como mais tarde foi obediente até à cruz, obediente também foi até à gruta de Belém. Obedece tu também a Deus, observa-lhe os mandamentos e procura fazer sempre o que lhe agrada. Por amor de ti o Salvador sofreu indigência, frio, desprezo; e tudo isto com a maior paciência. Se te vierem sofrimentos e tribulações, não te perturbes e lembra-te de Jesus.

"Jesus, que já sofrestes por mim, quando neste mundo entrastes, eu quero sofrer por vosso amor. Se é este o caminho para o céu, como no-lo mostrastes, e desde criança nele andastes, nele eu vos quero seguir".

6 de outubro de 2011

PALAVRA DE VIDA PARA O MÊS DE OUTUBRO- 2011-FOCOLARES

Outubro 2011
Sexta, 30 Setembro 2011 14:33 .«Segue-me!» [Mt 9, 9]. (1)



Quando saía de Cafarnaum, Jesus viu um cobrador de impostos, chamado Mateus, sentado no posto de cobrança. Mateus estava a exercer um cargo que as pessoas consideravam odioso e que o identificava com os usurários e os exploradores, que enriqueciam à custa dos outros. Os escribas e os fariseus punham-no no mesmo plano dos pecadores públicos, a ponto de censurarem Jesus por ser «amigo de cobradores de impostos e pecadores» e por comer com eles (2).

Jesus, indo contra toda a convenção social, chamou Mateus a segui-Lo e aceitou jantar na sua casa, como faria mais tarde com Zaqueu, o chefe dos cobradores de impostos de Jericó. Ao pedirem-Lhe explicações sobre este comportamento, Jesus disse que Ele veio para curar os doentes, e não para os que têm saúde. Veio chamar, não os justos, mas os pecadores.

E o seu convite, desta vez, era dirigido precisamente a um deles: «Segue-me!».

Jesus já tinha dirigido esta Palavra a André, Pedro, Tiago e João, nas margens do lago. O mesmo convite, com outras palavras, dirigiu também a Paulo, no caminho de Damasco.

Mas Jesus não ficou por ali. Ao longo dos séculos continuou a chamar, para O seguirem, homens e mulheres de todos os povos e nações. E faz isso ainda hoje: passa na nossa vida, encontra-nos em lugares diferentes, de modos diferentes, e faz-nos sentir novamente o Seu convite a segui-Lo.

Chama-nos a estar com Ele, porque quer estabelecer conosco um relacionamento

pessoal, e, ao mesmo tempo, convida-nos a colaborar com Ele no grande projeto de uma humanidade nova.

Não se importa com as nossas fraquezas, os nossos pecados, as nossas misérias. Ele ama-nos e escolhe-nos tal como somos. É o Seu amor que nos irá transformar e dar a força para Lhe responder e a coragem para O seguir, como fez Mateus. E, para cada um, Ele tem um amor, um projeto de vida, um chamamento particular. Sentimos isso no coração, através de uma inspiração do Espírito Santo ou através de determinadas circunstâncias, de um conselho, de uma indicação de um amigo nosso… Embora manifestando-se nos modos mais variados, é a mesma Palavra que ressoa:


«Segue-me!».


Lembro-me quando, também eu, senti esse chamamento de Deus. Foi numa manhã frigidíssima de inverno, em Trento. A minha mãe pediu à minha irmã mais nova para ir buscar o leite, a dois quilómetros de casa. Mas estava muito frio e ela não foi. Também a minha outra irmã se recusou a ir. Então eu adiantei-me: «Vou eu, mãe», disse-lhe, e peguei na garrafa. Saí de casa e, a meio do caminho, aconteceu um facto um pouco especial: pareceu-me que o Céu se estava a abrir e que Deus me convidava

a segui-Lo. «Dá-te toda a Mim», ouvi no meu coração.

Era o chamamento explícito, a que desejei responder imediatamente. Falei disso ao meu confessor e ele permitiu que me desse a Deus para sempre. Era o dia 7 de dezembro de 1943. Jamais poderei descrever o que se passou dentro de mim, naquele dia: tinha desposado Deus. Podia esperar tudo Dele.


«Segue-me!».


Esta Palavra não se refere só ao momento determinante da decisão da nossa vida. Jesus continua a dirigi-la a nós, todos os dias. «Segue-me!», parece sugerir-nos perante os mais simples deveres quotidianos: «segue-me» naquela dificuldade a abraçar, naquela tentação a vencer, naquele trabalho a fazer…

Como responder-lhe concretamente?

Fazendo aquilo que Deus quer de nós no momento presente. O que traz consigo, sempre, uma graça particular. O que temos a fazer neste mês deve ser, portanto, entregarmo-nos à vontade de Deus com toda a decisão. Darmo-nos ao irmão e à irmã que devemos amar, ao trabalho, ao estudo, à oração, ao descanso, à actividade que devemos realizar. Temos que aprender a ouvir a voz de Deus no fundo do coração. Ele fala também através da voz da consciência. Esta diz-nos aquilo que Deus quer de nós em cada momento. Mas temos que estar prontos a sacrificar tudo o resto para o realizar.

«Faz com que Te amemos, ó Deus, cada dia um pouco mais. Mas, porque podem ser demasiado poucos os dias que nos restam, faz com que Te amemos, em cada momento presente, com todo o coração, toda a alma e todas as forças, naquela que é a Tua vontade».

Este é o melhor método para seguir Jesus.



Chiara Lubich

1) Palavra de Vida, Junho de 2005, publicada em Cidade Nova, 2005/06, p. 16

19 de setembro de 2011

NOSSA SENHORA DOS AFLITOS

Resumo Histórico das Aparições de Nossa Senhora Mãe dos Aflitos
Um sinal de amor pelo unidade da Igreja

Constitui em uma linda história do amor de Maria pela humanidade, A Virgem Santíssima, Mãe de nosso Deus ,apareceu pela primeira vez ao vidente P.S.J.C no dia 04 de junho de 1986 no sitio onde ele morava.

Ele nasceu no dia 04 de setembro de 1980.

Na primeira visita de Nossa Senhora ele tinha 6 anos de idade , seus pais eram lavradores e muito simples.

O primeiro contacto com Nossa Senhora ocorreu quando o vidente , ao fim da tarde do dia 04 de junho de 1986, brincava sob as sombras de uma árvore que tinha no sítio. Quando ele estava de joelhos cavando a terra para brincar, sentiu uma paz profunda e uma brisa que soprava em sua direção , que vinha acompanhada com um perfume de rosas muito intenso. Ao levantar - se para ver se alguém estava passando perto dele, para sua surpresa ele viu uma linda senhora que ele nunca tinha visto antes. O rosto era um dos mais belos já visto na terra, os olhos eram azuis como o céu e trazia um lindo rosário que brilhava em suas mãos. Então o vidente perguntou àquela senhora quem ela era e se ela queria falar com a sua avó , e Nossa Senhora disse essas primeiras palavras:

-Não! Deus por meio de Meu cálido coração, deseja falar ao teu coração.

Mas ele nada entendeu , levantou - se e foi correndo pra sua casa afim de chamar a sua avó, chegando a casa disse para ela que do lado de fora tinha uma senhora. Quando a avó do vidente saiu para ver quem era, não encontrou ninguém, e então ele levou uma pesada advertência pois achava que ele estava mentindo,

Dois dias se passaram e no dia 07 de junho ele sentiu um forte desejo de ir brincar naquele mesmo local e assim ele fez. Depois de algumas horas ele volta a sentir a brisa e o cheiro de rosas. Assim que ele sentiu levantou - se afim de correr mas ele sem esperar caiu fortemente de joelhos sobre o chão ficando completamente em êxtase.

E o seu olhar só fitava em uma só direção, e disse à senhora:” minha senhora não posso chamar a minha avó pois no dia que a senhora veio aqui eu foi chamar a minha avó e a senhora não esperou , e então eu levei uma advertência” e nossa senhora riu e disse:

-Não precisa de chamar a sua avó, como já falei. Deus, por meio de Meu cálido coração, deseja falar ao teu coração. Guarda contigo estas Minhas palavras, não será preciso revelar por enquanto mas tem a certeza que nunca estarás sozinho. Eu estarei sempre contigo…

- Qual è o seu nome senhora?

-Terás a oportunidade de saber quem Eu sou e de onde venho, volta a este lugar no dia 13 nesta mesma hora.

-Sim minha senhora.

Então a senhora desapareceu.

No dia treze daquele mesmo mês, o vidente ao chegar a hora marcada por Maria correu em direção ao local indicado por ela , afim de vê-la novamente.

Ele olhava em todas as direções , para ver se a Virgem estava chegando, pois ele não tinha percebido que ela vinha do céu. O sinal que Nossa Senhora dava era o cheiro de rosas e seu coração palpitava rapidamente de emoções. Neste dia o cheiro de rosas estava mais intenso do que nos outros e ele olhava em todas as direções e não vinha nada. Ao olhar para cima viu uma luz e dentro da luz a senhora que descia lentamente do céu na sua direção.

E novamente ele ficou de joelhos e em êxtase,

- Como é que a senhora desce do céu ?

- Minha criança, Deus promete por meio de Meu Coração a salvação de tua alma. Eu escolhi-te pois não tens sabedoria humana,serás sempre uma criançahumilde e obediente aos Meus pedidos.

Em uma outra aparição, do dia 07 de setembro Ela Apareceu e em Suas mãos trazia uma linda cruz que rebentava uma corrente que Ela pisava. Por cima dos braços da cruz descia uma pequena faixa como um estandarte e Ela segurava com a outra mão a ponta da faixa e na faixa tinha nove cruzinhas desenhadas de uma ponta à outra e em uma das pontas tinha dois cálices desenhados. Por cima do cálice estava escrito” venho consolar os aflitos”.

Na mensagem desse dia Ela disse:

-Sou Maria a Mãe de Jesus , não temas venho do céu para vos ajudar, sou a Mãe dos aflitos, desejo socorrer-vos em vossas aflições e auxiliar-vos nestes tempos tão confusos. Tambémvos peço oração pela paz do mundo e pela conversão dos pecadores….

A partir desse dia Nossa Senhora começou a aparecer várias vezes durante o dia deixando muitas mensagens para o mundo. Em uma de suas aparições a virgem disse ao vidente que ele tinha um papel a desempenhar, seria rezar e trabalhar pela unidade dos cristãos, e espalhar Seus desejos pelo mundo inteiro.

Dia 07 de Setembro dia de Nossa Senhora Mãe dos Aflitos

10 de setembro de 2011

RECEITA DE DONA CACILDA

Receita de Dona Cacilda
Dona Cacilda é uma senhora de 92 anos, miúda, e tão elegante, que todo dia às 08 da manhã ela já está toda vestida, bem penteada e discretamente maquiada, apesar de sua pouca visão.

E hoje ela se mudou para uma casa de repouso: o marido, com quem ela viveu 70 anos, morreu recentemente, e não havia outra solução..

Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando a atendente veio dizer que seu quarto estava pronto. Enquanto ela manobrava o andador em direção ao elevador, dei uma descrição do seu minúsculo quartinho, inclusive das cortinas floridas que enfeitavam a janela.
Ela me interrompeu com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho.
- Ah, eu adoro essas cortinas....
- Dona Cacilda, a senhora ainda nem viu seu quarto... Espera um pouco...
- Isto não tem nada a ver, ela respondeu, felicidade é algo que você decide por princípio. Se eu vou gostar ou não do meu quarto, não depende de como a mobília vai estar arrumada... Vai depender de como eu preparo minha expectativa. E eu já decidi que vou adorar. É uma decisão que tomo todo dia quando acordo.
Sabe, eu posso passar o dia inteiro na cama, contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem...
Ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem.
- Simples assim?
- Nem tanto; isto é para quem tem autocontrole e exigiu de mim um certo 'treino' pelos anos a fora, mas é bom saber que ainda posso dirigir meus pensamentos e escolher, em conseqüência, os sentimentos.
Calmamente ela continuou:
- Cada dia é um presente, e enquanto meus olhos se abrirem, vou focalizar o novo dia, mas também as lembranças alegres que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: você só retira aquilo que guardou. Então, meu conselho para você é depositar um monte de alegrias e felicidades na sua Conta de Lembranças. E, aliás, obrigada por este seu depósito no meu Banco de lembranças. Como você vê, eu ainda continuo depositando e acredito que, por mais complexa que seja a vida, sábio é quem a simplifica..

Depois me pediu para anotar:

Como manter-se jovem:
1. Deixe fora os números que não são essenciais. Isto inclui a idade, o peso e a altura.
Deixe que os médicos se preocupem com isso.

2. Mantenha só osamigos divertidos. Os depressivos puxam para baixo.
(Lembre-se disto se for um desses depressivos!)

3. Aprenda sempre:
Aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que seja. Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso.
'Uma mente preguiçosa é oficina do Alemão.' E o nome do Alemão é Alzheimer!

4. Aprecie mais as pequenas coisas


5. Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar.
E se tiver um amigo que o faça rir, passe muito e muito tempo com ele / ela!

6. Quando as lágrimasaparecerem
Aguente, sofra e ultrapasse.
A única pessoa que fica conosco toda a nossa vida somos nós próprios.
VIVA enquanto estiver vivo.

7. Rodeie-se das coisas que ama:
Quer seja a família, animais, plantas, hobbies, o que quer que seja.
O seu lar é o seu refugio.

8. Tome cuidado com a sua saúde:
Se é boa, mantenha-a..
Se é instável, melhore-a.
Se não consegue melhora-la , procure ajuda.

9. Não façaviagens de culpa.. Faça umaviagem ao centrocomercial, até a um país diferente,
mas NÃO para onde haja culpa


10. Diga às pessoas que ama que as ama a cada oportunidade.


E, se não mandar isto a pelo menos quatro pessoas - quem é que se importa?
Serão apenas menos quatro pessoas que deixarão de sorrir ao ver uma mensagem sua.
Mas se puder pelo menos partilhe com alguém!


''...A distância pode causar saudade, mas nunca o esquecimento..."

17 de agosto de 2011

hino do dia mundial da juventude em madrid

DIA MUNDIAL DA JUVENTUDE










Madrid: Um milhão de peregrinos à espera do Papa
Bento XVI vai plantar oliveira no primeiro encontro com os jovens da JMJ 2011





Madrid: Confrontos na véspera da chegada de Bento XVI
JMJ: «Somos Madrid» reforça visibilidade nas redes sociais
JMJ: «Capacidade de entrega dos jovens» é mais-valia para Igreja Católica, diz bispo de Viseu
Madrid: Voluntário da JMJ detido
Madrid: Cristãos perseguidos são tema de exposição na JMJ 2011
JMJ 2011: Rádio acompanha encontro com emissões em português
JMJ: Jornalista português recebeu prémio em Madrid
JMJ 2011: Confissões «nonstop»
JMJ 2011: Organização aposta em medidas ecológicas para diminuir impacto da poluição
JMJ 2011: «Feira das vocações» animada por rap panamenho

Madrid: Confrontos na véspera da chegada de Bento XVI
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Madrid: Voluntário da JMJ detido
Madrid: Cristãos perseguidos são tema de exposição na JMJ 2011
JMJ 2011: Rádio acompanha encontro com emissões em português
JMJ 2011: Confissões «nonstop»
JMJ 2011: Organização aposta em medidas ecológicas para diminuir impacto da poluição
JMJ 2011: «Feira das vocações» animada por rap panamenho
JMJ 2011: Aberto espaço dedicado a pessoas com deficiência
JMJ 2011: 121 horas de oração sem parar

Madrid: Confrontos na véspera da chegada de Bento XVI
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JMJ: «Capacidade de entrega dos jovens» é mais-valia para Igreja Católica, diz bispo de Viseu
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JMJ: Jornalista português recebeu prémio em Madrid
Madrid: Bento XVI convidou freira de 103 anos
JMJ 2011: Confissões «nonstop»
JMJ 2011: Organização aposta em medidas ecológicas para diminuir impacto da poluição
JMJ 2011: «Feira das vocações» animada por rap panamenho
JMJ 2011: Jovens e bispos em «dia português»
JMJ 2011: Aberto espaço dedicado a pessoas com deficiência
JMJ 2011: 121 horas de oração sem parar
Paulistas: Faleceu o primeiro sacerdote português da congregação
JMJ 2011: Dois projetos solidários para mobilizar os jovens
JMJ 2011: «Jovem Guarda Suíça» vai receber Bento XVI em Madrid
Vaticano: Bento XVI canta Ave Maria de Fátima
JMJ 2011: «Dia do cinema» exibe filmes, curtas e documentários




Madrid: Um milhão de peregrinos à espera do Papa
Bento XVI vai plantar oliveira no primeiro encontro com os jovens da JMJ 2011

madrid11.comLisboa, 17 ago 2011 (Ecclesia) – Bento XVI vai plantar uma oliveira no primeiro encontro com os jovens participantes da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2011, em Madrid, ao final da tarde desta quinta-feira, junto à emblemática Porta de Alcalá.

O gesto simbólico pretende criar “um sinal visível do enraizamento que é o lema destas jornadas”, indica o guia das celebrações a que o Papa vai presidir entre 18 e 21 deste mês, publicado pelo Vaticano.

As JMJ, que decorrem esta semana, têm como tema “Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé” (da carta de São Paulo aos Colossenses) e devem juntar em Madrid mais de um milhão de jovens, segundo estimativas hoje divulgadas pela organização, incluindo mais de 12 mil portugueses e outros milhares de peregrinos lusófonos.

Bento XVI chega à capital espanhola às 12h00 (menos uma em Lisboa) e vai encontrar-se com os jovens vindos de mais de uma centena e meia de países a partir das 19h15, atravessando a referida porta, na Praça da Independência, acompanhado pelo arcebispo de Madrid, cardeal Rouco Varela, e por jovens representantes dos cinco continentes, a caminho da Praça de Cibeles.

Esta porta monumental, mandada construir pelo rei Carlos III, servia no século XVIII como entrada a todos os que ali chegavam, provenientes do resto da Europa.

Nesta primeira celebração, vão ser lembrados “todos os perseguidos por causa do evangelho”, para além dos “pobres e marginalizados”, os que “não têm casa nem trabalho” ou os que “passam fome e sede”.

Esta será a terceira visita de Bento XVI a Espanha, após as passagens por Valência (2006), Santiago de Compostela e Barcelona (2010).

Trata-se também da terceira viagem do atual Papa à cidade que acolhe as JMJ, depois de Colónia (Alemanha, 2005) e Sidney (Austrália, 2008).

Em Madrid, terão lugar encontros com grupos de professores universitários, jovens religiosos e religiosas, seminaristas, pessoas portadoras de deficiência, voluntários e os mais de um milhão de peregrinos, que incluem uma via-sacra nas ruas da cidade, uma vigília e uma missa no aeródromo de Cuatro Vientos (ver programa completo).

O Vaticano destaca como “acontecimento singular” a chamada ‘Festa do Perdão’, marcada para as 09h00 de sábado, dia 20, na qual o Papa vai confessar “vários jovens” no Passeio dos Coches do Parque do Retiro de Madrid.

Nesse mesmo dia, Bento XVI desloca-se à base aérea de Cuatro Vientos, local que acolheu o beato João Paulo II na sua última visita à Espanha, em 2003.

Ali, o atual Papa vai presidir à vigília de oração - um dos “mais queridos e multitudinários atos da JMJ” 2011 nas palavras da Santa Sé -, na qual os jovens vão ter ao seu dispor 17 capelas, abertas durante toda a noite.

No domingo, Bento XVI preside à missa de encerramento (09h30) e, antes da tradicional oração do Angelus, dedicada à Virgem Maria, vai anunciar o local onde se vai realizar a JMJ 2014.

Antes do regresso a Roma, o Papa vai ainda encontrar-se com os voluntários desta jornada, sublinhando o seu “generoso serviço”.

O missal da viagem a Madrid foi preparado pelo Departamento das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice (Santa Sé), em colaboração com os responsáveis pelos atos centrais da JMJ de Madrid.

O portal Agência ECCLESIA está a acompanhar a edição de 2011 da Jornada Mundial da Juventude com uma secção dedicada ao encontro, onde além de notícias atualizadas se inclui a edição especial em «pdf» criada para o evento, bem como vídeos e ligações em direto.

OC

3 de agosto de 2011

FLORES DA EUCARISTIA




UM TEXTO DO LIVRO FLORES DA EUCARISTIA DE SÃO PEDRO JULIÃO EYMARD, DO DIA 24/07.

DUAS LEIS SE APRESENTAM EM FACE DO HOMEM: O AMOR DE DEUS EO AMOR DE SI MESMO.
SÃO DOIS AMORES QUE SE DEBATEM NUMA GUERRA INTERMINAVEL.
É NECESSÁRIO OBEDECER A UM DOS DOIS, ESCOLHER UM OU OUTRO; A INDIFERENÇA É IMPOSSIVEL
O HÁBITO DE UMA VIDA VIRTUOSA NÃO PÕE TERMO AO COMBATE
SOMOS SEMELHANTES A UMA BALANÇA: QUANTO MAIS NOS ELEVAMOS PARA DEUS, TANTO MAIS NOS SENTIMOS PERSEGUIDOS PELO AMOR PRÓPRIO E ATRAIDOS PARA A TERRA.
ESCOLHESTE O AMOR DE JESUS CRISTO! QUE ELE SEJA VOSSA LEI, VOSSO MODELO,VOSSO CENTRO E VOSSO IDEAL.
AFIM DE VIVER PARA ELE É MISTER VIVER dELE E POR ELE, O QUE REQUER DE NOSSA PARTE A LUTA CONTRA O EU HUMANO, CONTRA O AMOR PRÓPRIO, REVESTINDO-SE PARA ISTO DA FORÇA DO AMOR DIVINO," MAIS DO QUE A MORTE" (Ct 8,6 ), E A FORÇA QUE DEVEMOS REGULAR E DIRIGIR.
SIM, PRECISAMOS COMBATER CORAJOSAMENTE E SABER EMPREGAR OS MELHORES MEIOS.
COMO TEREMOS NÓS A FORÇA? POR JESUS CRISTO: "OMNIA POSSUM IN EO QUI ME CONFORT" (Fl 4,13 )
A FORÇA CONSISTE NO AMOR DE DEUS CUMPRE AMAR A JESUS CRISTO SOBERANA,UNIVERSAL E ABSOLUTAMENTE.
QUE COISA ALGUMA ESTEJA ACIMA dELE OU POSTA EM PARALELO!