13 de fevereiro de 2010

REZAR É UM ENCONTRO COM DEUS POR TEMPO DE INTIMIDADE


ORAÇÃO PESSOAL
Para muitos cristãos a oração não passa de uma idéia interessante, porque as poucas vezes
em que tentam rezar se aborrecem, sentem um peso terrível, não sabem o que fazer, se distraem constantemente, e passados cinco minutos já estão fazendo outra coisa.

A oração é encontro íntimo com Deus, aventura maravilhosa. Porém, convém recordar que a
oração sempre exige entrega pessoal. Ë necessário parar. Tirar o pé do acelerador, renunciar às
coisas que fazemos habitualmente, projectos, e parar, sossegar, ficar quietos um bom tempo. O
primeiro passo é aceitar que terei que me sentar ou ajoelhar por um tempo, e permanecer aí, embora comece a sentir mal- estar em todo o corpo. Pois, como sempre experimentamos e sabemos que com o passar dos dias cria-se o hábito e pouco a pouco essa parada se transforma num “repousar em Deus’. Porém, sempre supõe renúncia e algum esforço, porque o nosso interior é inquieto e nunca se pacifica totalmente nesta vida. Requer um tempo determinado que a pessoa deve dedicar somente a Deus, pois ele, que nos criou e nos salvou, o merece.
A graça de Deus fará com que nesse tempo, Deus possa encontrar-se com meu coração
turvado pelos mais variados estados de ânimo. Por isso muitas vezes quando vamos orar podemos -nos aborrecer, pois o que está dentro de nós, vem à tona e isso perturba.
A oração pode causar um certo incômodo connosco mesmo e ai se faz necessário a reconciliação. Outras vezes nos enfadamos com Deus, pois achamos que ele deveria fazer o que pedimos e não faz, e por isso depois devemos nos avaliar e fazer as pazes conosco e com Ele; podemos até nos tornar indiferentes para com Deus e pouco a pouco deixar-nos seduzir pelo seu amor e sua imensidade, bem como podemos entrar em conflito com os outros e perdoá-los, descobrir algo novo de Deus ou redescobrir algo que tínhamos esquecido, e gozar; recordar dores do passado e reconcialiar-nos com esta história sofrida, angustiar-nos pelo futuro e encontrar uma nova luz; alcançar a harmonia com Deus, com as pessoas, com o universo, conosco mesmo; e, às vezes, experimentar um tempo de quietude que pode parecer inútil, mas que misteriosamente nos deixa transformados.
Um cristão que não reza provavelmente perde pouco a pouco a fé, porque confia demais em
si mesmo, e pretende levar sozinho o peso de sua vida e de sua actividade, O apostolado se
transforma numa maneira de se buscar a si mesmo, e por isso busca sua fama, tem necessidade de impor seus pontos de vista, anseia por elogios, que as pessoas se apeguem a ele, crê que tudo
depende dele, e acaba ocupando o lugar de Deus. Quando chega a provação, não resiste; e se
permanece na comunidade, se torna insatisfeito insuportável que amarga o coração dos demais com seu pessimismo.
O cristão que não reza mostra que contempla pouco o amor de Deus. Porque quando se
descobre o amor de Deus, sente-se a necessidade de ficar com ele.

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