
A música tem um papel importante na vida dos surdos.
A música está presente na vida desde que nascemos. Enquanto crianças, ela nos acalma, nos alegra, nos adormece, provoca movimentos no nosso corpo. Já adultos,faz-nos esquecer problemas de vida e torna mais leve a nossa tarefa, volvendo-nos ao passado.
Um problema aflige as mães de filhos surdos, pois julgam-nos impossíveis de esta terapia ter alguma influência sobre eles. Isso nem sempre tem uma razão para ser assim julgada.
Helen Keller, surda e cega, apreciava a música que procurava no computador e conseguia distinguir pelo tacto, os diversos instrumentos musicais. Após um ano de estudo sobre vivências musicais em surdos,Nadir Haguiara-Cervellini, concluiu que a criança, independentemente do seu grau de surdez, é sensível à música, gosta dela e deseja-a, ao ponto de a tocar,dançar e até cantar.
O campo da surdez tem de ser encarado com frontalidade e não considerar um ser humano com deficiência auditiva à margem duma sociedade que tantas vezes o intitula como um inútil.
Pedro Ponce de León(1510-15849, monge beneditino, é considerado o primeiro professor para surdos na história.
O som é presença e ausência. É permeada de silêncios que nos dão a oportunidade de perceber sons como as pulsações, a respiração...
Estas sensações podem estender-se à vivência sonora dos surdos e com elas fazer a sua música.
Eu mesma tive um aluno completamente surdo que ensinei a ler por meios didáticos figurados. quando cantava na escola, aparcebia-me de que se interessava e sorria.
Ingressou seguidamente em escolas próprias,tirou um curso de informática e encontra-se colocado numa empresa ,com bons resultados profissionais.Provavelmente a música não lhe é indiferente.
Estes e outros textos se poderiam estudar através do interessante livro"A musicalidade do surdo" de Nadir Haguiara- Cervellini

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