16 de novembro de 2009

PEDAÇOS DA ENCÍCLICA"QUAS PRIMAS"








Em 1925 o papa Pio XI, através da encíclica Quas Primas, tratou da Realeza de Nosso Senhor, instituindo a Festa de Cristo Rei.
“Tem sido um costume geral e antigo chamar Jesus Cristo de Rei (...) por causa do supremo grau de excelência que possui (...). Assim, se diz que reina nas inteligências dos homens, nem tanto pelo sublime e altíssimo grau de sua ciência quanto porque Ele é a Verdade, e porque os homens necessitam beber d’Ele e receber, obedientes, a verdade. Se diz também que reina na vontade humana, não só porque n’Ele ela está inteira e perfeitamente submetida à santa vontade divina, mas também porque com suas moções e inspirações influem em nossa livre vontade e a inspira em nobilíssimos propósitos. Finalmente, se diz com verdade que Cristo reina nos corações dos homens porque, com sua elevadíssima caridade e com sua mansidão e benignidade, se faz amar pelas almas de maneira que jamais ninguém — entre todos os nascidos — tem sido nem será nunca tão amado como Cristo Jesus. Mais, entrando agora de cheio no assunto, é evidente que também em sentido próprio e estrito pertence a Jesus Cristo, como homem, o título e a potestade de Rei; pois só enquanto homem se diz d’Ele que recebeu do Pai a potestade, a honra e o reino; porque como Verbo de Deus, cuja substância é idêntica à do Pai, não pode deixar de ter em comum com ele o que é próprio da divindade e, portanto, possuir também como o Pai o mesmo império supremo e absolutíssimo sobre todas as criaturas.” - Encíclica Quas Primas, de 11 de dezembro de 1925.
Ora, sendo Cristo o possuidor de toda potestade como Deus e homem, Ele deve ser sempre o destaque principal na vida dos cristãos, em todos os âmbitos.

Cristo é Rei! Até o pagão Pôncio Pilatos reconheceu isso!

“Faça o Senhor, veneráveis irmãos, que todos quantos se encontram fora de seu reino desejem e recebam o suave jugo de Cristo; que todos quantos por sua misericórdia somos já seus súditos e filhos levemos este jugo, não de má vontade, e sim com gosto, amor e santidade, e que nossa vida, conformada sempre às leis do reino divino, seja rica em formosos e abundantes frutos; para que, sendo considerados por Cristo como servos bons e fiéis, cheguemos a ser com Ele participantes do reino celestial, de sua eterna felicidade e glória”.

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