O Santíssimo Padre, deixa saudades onde permanece uns tempos! Estou ainda a ver deslizar o avião no aeroporto através do canal Sky News. Acompanhei a passo e passo a permanência de Deus em solo britânico com um coração apreensivo mas sempre confiante de que Deus o tomaria em seus braços.
Assim sucedeu e creio que a missão dum"Coração que falou com o Coração" foi mais uma vez cumprida.
Através do canal da Canção Nova tive a oportunidade de me aperceber do discurso na vigília da beatificação do Cardeal Newman.Através do canal 2 português, associei-me à mensagem durante a santa Missa.Fiquei feliz pelo catolicismo existente na Inglaterra. Que Deus seja louvado!
A santidade tem de ser uma exigência de todo o filho de Deus.
Que Deus seja louvado e abençôe o santo Padre, em quem vejo um santo em concreto na terra , pela humildade, simplicidade, compreensão, paciência e verdade.
Senhor Jesus, preserva-o do perigo, protege-o e continua a deixá-lo permanecer no meio de nós. como chefe da Santa Igreja Católica.Glória!
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19 de setembro de 2010
DISCURSO DO SANTO PADRE NA VIGILIA DA BEATIFICAÇÃO DO CARDEAL NEWMAN
, 19 de setembro de 2010 - 6h18Home / Papa - Reino Unido Altera letra Sábado, 18 de setembro de 2010, 19h58
Discurso do Papa durante vigília da Beatificação do Cardeal Newman
Bollettino della Sala Stampa della Santa Sede
(tradução de Rodrigo Luiz - Comunidade Canção Nova)
Queridos irmãos e irmãs em Cristo,
esta é uma noite de alegria, de imensa alegria espiritual para todos nós. Estamos reunidos aqui nesta vigília de oração em preparação para a missa de amanhã, durante a qual um grande filho da nação, o Cardeal John Henry Newman, será beatificado. Muitas pessoas, na Inglaterra e no mundo todo, esperaram por este momento! Até mesmo para mim, pessoalmente, é uma grande alegria partilhar esta experiência convosco. Como sabeis, Newman teve, há muito tempo, uma importante influência na minha vida e no meu pensamento, como o foi também para muitas pessoas que estão distantes destas terras. O drama da vida de Newman convida-nos a analisar nossa vida, a percebê-la no contexto do vasto horizonte do plano de Deus e a crescer em comunhão com a Igreja de todos os tempos e de todos os lugares: a Igreja dos Apóstolos, a Igreja dos Mártires, a Igreja dos Santos, a Igreja que Newman amou e a cuja missão consagrou a própria vida.
Agradeço ao Arcebispo Peter Smith pelas suas gentis palavras de boas-vindas pronunciadas em nome de todos vós. Alegro-me por ver muitos jovens presentes nesta vigília. Nesta noite, no contexto da oração comum, desejo refletir convosco alguns aspectos da vida de Newman que considero importantes para nossa vida de fiéis e para a vida da Igreja hoje.
Permitam-me começar recordando que Newman, segundo seu próprio relato, refez o trajeto de toda a sua vida à luz de uma experiência poderosa de conversão, que ocorreu quando ele era jovem. Foi uma experiência imediata da verdade da Palavra de Deus, da realidade objetiva da revelação cristã, transmitida pela Igreja. Essa experiência, ao mesmo tempo religiosa e intelectual, inspirou sua vocação para ser ministro do Evangelho, seu discernimento da fonte de ensinamento autêntico da Igreja de Deus e seu zelo pela renovação da vida eclesial na fidelidade à tradição apostólica. No final da vida, Newman teria descrito seu próprio trabalho como uma luta contra a tendência crescente de tratar a religião como um fato puramente particular e subjetivo, uma questão de opinião pessoal. Aqui está a primeira lição que podemos aprender com a sua vida: em nossos dias, quando um relativismo intelectual e moral ameaça enfraquecer os fundamentos da nossa sociedade, Newman nos lembra que, enquanto homens e mulheres criados à imagem e semelhança de Deus, fomos criados para conhecer a verdade, para encontrar nela a nossa liberdade definitiva e o cumprimento das mais profundas aspirações humanas. Em uma palavra, nós fomos pensados para conhecer a Cristo, que é ele mesmo "o Caminho, a Verdade e a Vida" (Jo 14, 6).
A existência de Newman também nos ensina que a paixão pela verdade, pela honestidade intelectual e pela conversão genuína comportam um grande preço a ser pago. A verdade que nos torna livres não pode ser guardada para nós mesmos; exige testemunho, precisa ser ouvida, e seu poder de convencer vem dela própria e não da eloquência ou argumentos estabelecidos. Não muito longe daqui, em Tyburn, um grande número de nossos irmãos e irmãs morreram por causa da fé; o testemunho de sua lealdade até o fim foi bem mais poderoso do que as palavras inspiradas que muitos deles disseram ao abandonar tudo pelo Senhor. Em nosso tempo, o preço a ser pago pela fidelidade ao Evangelho pode não ser o enforcamento, afogamento ou esquartejamento, mas muitas vezes implica ser considerado irrelevante, ridículo ou ridicularizado. No entanto, a Igreja não pode se esquivar do dever de proclamar Cristo e o seu Evangelho como a verdade salvífica, fonte de nossa felicidade definitiva como indivíduos e base para uma sociedade justa e humana.
Finalmente, Newman nos ensina que, uma vez que acolhemos a verdade de Cristo e consagramos nossa vida a Ele, não pode haver separação entre o que cremos e o modo como vivemos. Nosso pensamento, palavra e ação devem ser dirigidos para a glória de Deus e a propagação do seu Reino. Newman entendeu isso e foi o grande incentivador da ação profética do laicato cristão. Ele viu claramente que não devemos aceitar a verdade tanto como um ato puramente intelectual, mas sim recebê-la mediante uma dinâmica espiritual que penetra as mais profundas fibras do nosso ser. A verdade não é transmitida apenas por meio do ensino formal, embora isso seja importante, mas também através do testemunho da vida vivida plenamente, fielmente e santamente; aqueles que vivem da e na verdade reconhecem instintivamente o que é falso e, porque é falso, é inimigo da beleza e da bondade que acompanham o esplendor da verdade, Veritatis Splendor.
A primeira leitura desta noite é a magnífica oração com a qual São Paulo pede que nos seja dado a conhecer "o amor de Cristo, que supera todo entendimento" (cf. Ef 3,14-21). O apóstolo pede para que Cristo habite em nossos corações através da fé (cf. Ef 3:17) e para que possamos chegar a "compreender, com todos os santos, qual é a largura e comprimento, a altura e a profundidade” daquele amor. Por meio da fé, chegamos a ver a palavra de Deus como uma lâmpada para nossos passos e luz para o nosso caminho (cf. Sl 119, 105). Como inúmeros santos que o precederam no caminho do discipulado cristão, Newman ensinou que a "luz gentil" da fé leva-nos a perceber a verdade sobre nós mesmos, sobre nossa dignidade de filhos de Deus, e o sublime destino que nos espera no céu. Permitindo que esta luz da fé brilhe em nossos corações e abandonando-nos nela mediante a cotidiana união ao Senhor na oração diária e participação nos sacramentos da Igreja, doadores de vida, nos tornamos luz para aqueles que estão ao nosso redor; exercitamos nosso “serviço profético”; muitas vezes, sem saber, atraímos as pessoas para mais perto do Senhor e à sua verdade. Sem a vida de oração, sem a transformação interior que acontece através da graça dos sacramentos, não podemos - nas palavras de Newman - “irradiar Cristo”; nos tornamos apenas “címbalos que retinem” (1 Cor 13,1) em um mundo que já está cheio de crescente rumor e confusão, cheio de falsos caminhos que só levam à dor profunda do coração e à decepção.
Uma das meditações mais amadas pelo Cardeal contém estas palavras: "Deus me criou para lhe prestar um serviço específico. Confiou-me um certo trabalho que ele não confiou a outros” (Meditações sobre a Doutrina Cristã). Vemos aqui o realismo cristão preciso de Newman, o ponto em que a fé e a vida inevitavelmente se cruzam. A fé é destinada a produzir fruto na transformação do nosso mundo pelo poder do Espírito Santo que trabalha na sua vida e na atividade daquele que crê. Ninguém que olhe de forma realista para o nosso mundo hoje pode continuar a fazer as coisas cotidianas ignorando a profunda crise de fé que ameaça a sociedade, ou simplesmente confiando que o patrimônio dos valores transmitidos ao longo dos séculos cristãos possa continuar a inspirar e plasmar o futuro da nossa sociedade. Sabemos que em tempos de crise e de rebeliões Deus fez surgir grandes santos e profetas para a renovação da Igreja e da sociedade cristã; nós confiamos na Sua providência e rezamos para que ela continue a nos guiar. Mas cada um de nós, de acordo com seu estado de vida, é chamado a trabalhar para difundir o Reino de Deus, comprometendo a vida temporal dos valores do Evangelho. Cada um de nós tem uma missão, cada um é chamado a mudar o mundo, a trabalhar por uma cultura forjada pelo amor e pelo respeito à dignidade de cada pessoa humana. Como o Senhor nos ensina no Evangelho que ouvimos, a nossa luz deve brilhar diante de todos para que, vendo nossas boas obras, glorifiquem nosso Pai celeste (cf. Mt 5, 16).
Aqui, desejo dizer uma palavra especial aos numerosos jovens presentes. Queridos jovens amigos: somente Jesus conhece qual “serviço específico” tem em mente para vós. Estejam abertos a sua voz que ressoa no profundo do vosso coração: também agora o coração d'Ele fala ao vosso coração. Cristo precisa de famílias que lembrem ao mundo a dignidade humana e a beleza da vida familiar. Ele precisa de homens e mulheres que dediquem suas vidas à nobre tarefa da educação, cuidando dos jovens e formando-os de acordo com os caminhos do Evangelho. Ele precisa de muitos que consagrem a própria vida a perseguir a caridade perfeita, seguindo-o na castidade, pobreza e obediência, e servindo-o no menor dos nossos irmãos e irmãs. Ele precisa de amor poderoso dos religiosos contemplativos que sustentam o testemunho e a atividade da Igreja por meio da oração constante. E precisa de padres, bons e santos sacerdotes, homens dispostos a dar a vida por seu rebanho. Perguntai o que Deus tem em mente para vós! Peçais a Ele a generosidade para dizer sim! Não tenha medo de dar-se totalmente a Jesus. Ele vos dará a graça necessária para cumprir seu chamado. Permitam-me concluir estas breves palavras e convidar-vos a se unirem a mim no próximo ano em Madri para a Jornada Mundial da Juventude. É sempre uma esplêndida oportunidade para crescer no amor de Cristo e ser incentivado em vossa vida alegre da fé junto de milhares de outros jovens. Espero ver muitos de vós lá!
E agora, queridos amigos, vamos continuar esta vigília de oração preparando-nos para encontrar Cristo, presente entre nós no Santíssimo Sacramento do Altar. Juntos, no silêncio da nossa adoração comum, abramos nossas mentes e corações à sua presença, ao seu amor, ao poder convincente de sua verdade. De maneira especial, agradecendo-lhe pelo testemunho constante da verdade oferecida pelo Cardeal John Henry Newman. Confiando em suas orações, pedimos a Deus para iluminar os nossos passos e os da sociedade britânica, com a luz gentil da sua verdade, do seu amor, da sua paz. Amém
Discurso do Papa durante vigília da Beatificação do Cardeal Newman
Bollettino della Sala Stampa della Santa Sede
(tradução de Rodrigo Luiz - Comunidade Canção Nova)
Queridos irmãos e irmãs em Cristo,
esta é uma noite de alegria, de imensa alegria espiritual para todos nós. Estamos reunidos aqui nesta vigília de oração em preparação para a missa de amanhã, durante a qual um grande filho da nação, o Cardeal John Henry Newman, será beatificado. Muitas pessoas, na Inglaterra e no mundo todo, esperaram por este momento! Até mesmo para mim, pessoalmente, é uma grande alegria partilhar esta experiência convosco. Como sabeis, Newman teve, há muito tempo, uma importante influência na minha vida e no meu pensamento, como o foi também para muitas pessoas que estão distantes destas terras. O drama da vida de Newman convida-nos a analisar nossa vida, a percebê-la no contexto do vasto horizonte do plano de Deus e a crescer em comunhão com a Igreja de todos os tempos e de todos os lugares: a Igreja dos Apóstolos, a Igreja dos Mártires, a Igreja dos Santos, a Igreja que Newman amou e a cuja missão consagrou a própria vida.
Agradeço ao Arcebispo Peter Smith pelas suas gentis palavras de boas-vindas pronunciadas em nome de todos vós. Alegro-me por ver muitos jovens presentes nesta vigília. Nesta noite, no contexto da oração comum, desejo refletir convosco alguns aspectos da vida de Newman que considero importantes para nossa vida de fiéis e para a vida da Igreja hoje.
Permitam-me começar recordando que Newman, segundo seu próprio relato, refez o trajeto de toda a sua vida à luz de uma experiência poderosa de conversão, que ocorreu quando ele era jovem. Foi uma experiência imediata da verdade da Palavra de Deus, da realidade objetiva da revelação cristã, transmitida pela Igreja. Essa experiência, ao mesmo tempo religiosa e intelectual, inspirou sua vocação para ser ministro do Evangelho, seu discernimento da fonte de ensinamento autêntico da Igreja de Deus e seu zelo pela renovação da vida eclesial na fidelidade à tradição apostólica. No final da vida, Newman teria descrito seu próprio trabalho como uma luta contra a tendência crescente de tratar a religião como um fato puramente particular e subjetivo, uma questão de opinião pessoal. Aqui está a primeira lição que podemos aprender com a sua vida: em nossos dias, quando um relativismo intelectual e moral ameaça enfraquecer os fundamentos da nossa sociedade, Newman nos lembra que, enquanto homens e mulheres criados à imagem e semelhança de Deus, fomos criados para conhecer a verdade, para encontrar nela a nossa liberdade definitiva e o cumprimento das mais profundas aspirações humanas. Em uma palavra, nós fomos pensados para conhecer a Cristo, que é ele mesmo "o Caminho, a Verdade e a Vida" (Jo 14, 6).
A existência de Newman também nos ensina que a paixão pela verdade, pela honestidade intelectual e pela conversão genuína comportam um grande preço a ser pago. A verdade que nos torna livres não pode ser guardada para nós mesmos; exige testemunho, precisa ser ouvida, e seu poder de convencer vem dela própria e não da eloquência ou argumentos estabelecidos. Não muito longe daqui, em Tyburn, um grande número de nossos irmãos e irmãs morreram por causa da fé; o testemunho de sua lealdade até o fim foi bem mais poderoso do que as palavras inspiradas que muitos deles disseram ao abandonar tudo pelo Senhor. Em nosso tempo, o preço a ser pago pela fidelidade ao Evangelho pode não ser o enforcamento, afogamento ou esquartejamento, mas muitas vezes implica ser considerado irrelevante, ridículo ou ridicularizado. No entanto, a Igreja não pode se esquivar do dever de proclamar Cristo e o seu Evangelho como a verdade salvífica, fonte de nossa felicidade definitiva como indivíduos e base para uma sociedade justa e humana.
Finalmente, Newman nos ensina que, uma vez que acolhemos a verdade de Cristo e consagramos nossa vida a Ele, não pode haver separação entre o que cremos e o modo como vivemos. Nosso pensamento, palavra e ação devem ser dirigidos para a glória de Deus e a propagação do seu Reino. Newman entendeu isso e foi o grande incentivador da ação profética do laicato cristão. Ele viu claramente que não devemos aceitar a verdade tanto como um ato puramente intelectual, mas sim recebê-la mediante uma dinâmica espiritual que penetra as mais profundas fibras do nosso ser. A verdade não é transmitida apenas por meio do ensino formal, embora isso seja importante, mas também através do testemunho da vida vivida plenamente, fielmente e santamente; aqueles que vivem da e na verdade reconhecem instintivamente o que é falso e, porque é falso, é inimigo da beleza e da bondade que acompanham o esplendor da verdade, Veritatis Splendor.
A primeira leitura desta noite é a magnífica oração com a qual São Paulo pede que nos seja dado a conhecer "o amor de Cristo, que supera todo entendimento" (cf. Ef 3,14-21). O apóstolo pede para que Cristo habite em nossos corações através da fé (cf. Ef 3:17) e para que possamos chegar a "compreender, com todos os santos, qual é a largura e comprimento, a altura e a profundidade” daquele amor. Por meio da fé, chegamos a ver a palavra de Deus como uma lâmpada para nossos passos e luz para o nosso caminho (cf. Sl 119, 105). Como inúmeros santos que o precederam no caminho do discipulado cristão, Newman ensinou que a "luz gentil" da fé leva-nos a perceber a verdade sobre nós mesmos, sobre nossa dignidade de filhos de Deus, e o sublime destino que nos espera no céu. Permitindo que esta luz da fé brilhe em nossos corações e abandonando-nos nela mediante a cotidiana união ao Senhor na oração diária e participação nos sacramentos da Igreja, doadores de vida, nos tornamos luz para aqueles que estão ao nosso redor; exercitamos nosso “serviço profético”; muitas vezes, sem saber, atraímos as pessoas para mais perto do Senhor e à sua verdade. Sem a vida de oração, sem a transformação interior que acontece através da graça dos sacramentos, não podemos - nas palavras de Newman - “irradiar Cristo”; nos tornamos apenas “címbalos que retinem” (1 Cor 13,1) em um mundo que já está cheio de crescente rumor e confusão, cheio de falsos caminhos que só levam à dor profunda do coração e à decepção.
Uma das meditações mais amadas pelo Cardeal contém estas palavras: "Deus me criou para lhe prestar um serviço específico. Confiou-me um certo trabalho que ele não confiou a outros” (Meditações sobre a Doutrina Cristã). Vemos aqui o realismo cristão preciso de Newman, o ponto em que a fé e a vida inevitavelmente se cruzam. A fé é destinada a produzir fruto na transformação do nosso mundo pelo poder do Espírito Santo que trabalha na sua vida e na atividade daquele que crê. Ninguém que olhe de forma realista para o nosso mundo hoje pode continuar a fazer as coisas cotidianas ignorando a profunda crise de fé que ameaça a sociedade, ou simplesmente confiando que o patrimônio dos valores transmitidos ao longo dos séculos cristãos possa continuar a inspirar e plasmar o futuro da nossa sociedade. Sabemos que em tempos de crise e de rebeliões Deus fez surgir grandes santos e profetas para a renovação da Igreja e da sociedade cristã; nós confiamos na Sua providência e rezamos para que ela continue a nos guiar. Mas cada um de nós, de acordo com seu estado de vida, é chamado a trabalhar para difundir o Reino de Deus, comprometendo a vida temporal dos valores do Evangelho. Cada um de nós tem uma missão, cada um é chamado a mudar o mundo, a trabalhar por uma cultura forjada pelo amor e pelo respeito à dignidade de cada pessoa humana. Como o Senhor nos ensina no Evangelho que ouvimos, a nossa luz deve brilhar diante de todos para que, vendo nossas boas obras, glorifiquem nosso Pai celeste (cf. Mt 5, 16).
Aqui, desejo dizer uma palavra especial aos numerosos jovens presentes. Queridos jovens amigos: somente Jesus conhece qual “serviço específico” tem em mente para vós. Estejam abertos a sua voz que ressoa no profundo do vosso coração: também agora o coração d'Ele fala ao vosso coração. Cristo precisa de famílias que lembrem ao mundo a dignidade humana e a beleza da vida familiar. Ele precisa de homens e mulheres que dediquem suas vidas à nobre tarefa da educação, cuidando dos jovens e formando-os de acordo com os caminhos do Evangelho. Ele precisa de muitos que consagrem a própria vida a perseguir a caridade perfeita, seguindo-o na castidade, pobreza e obediência, e servindo-o no menor dos nossos irmãos e irmãs. Ele precisa de amor poderoso dos religiosos contemplativos que sustentam o testemunho e a atividade da Igreja por meio da oração constante. E precisa de padres, bons e santos sacerdotes, homens dispostos a dar a vida por seu rebanho. Perguntai o que Deus tem em mente para vós! Peçais a Ele a generosidade para dizer sim! Não tenha medo de dar-se totalmente a Jesus. Ele vos dará a graça necessária para cumprir seu chamado. Permitam-me concluir estas breves palavras e convidar-vos a se unirem a mim no próximo ano em Madri para a Jornada Mundial da Juventude. É sempre uma esplêndida oportunidade para crescer no amor de Cristo e ser incentivado em vossa vida alegre da fé junto de milhares de outros jovens. Espero ver muitos de vós lá!
E agora, queridos amigos, vamos continuar esta vigília de oração preparando-nos para encontrar Cristo, presente entre nós no Santíssimo Sacramento do Altar. Juntos, no silêncio da nossa adoração comum, abramos nossas mentes e corações à sua presença, ao seu amor, ao poder convincente de sua verdade. De maneira especial, agradecendo-lhe pelo testemunho constante da verdade oferecida pelo Cardeal John Henry Newman. Confiando em suas orações, pedimos a Deus para iluminar os nossos passos e os da sociedade britânica, com a luz gentil da sua verdade, do seu amor, da sua paz. Amém
BENTO XVI EM LONDRES
Bento XVI aborda de novo pedofilia na homilia em Londres
Papa evocou na catedral de Westminster um dos temas dominantes da visita de quatro dias ao Reino Unido, exprimindo a sua "profunda aflição às vítimas inocentes destes crimes inomináveis".
Lusa
16:53 Sábado, 18 de Setembro de 2010
Bento XVI termina domingo em Birmingham a sua visita de Estado ao Reino Unido
Andrew Winning/Reuters
O Papa Bento XVI abordou hoje de novo em Londres o tema dos escândalos de pedofilia, evocando "o imenso sofrimento provocado pelos abusos cometidos nas crianças" e exprimindo a sua "profunda aflição às vítimas inocentes destes crimes inomináveis".
"De novo, penso no imenso sofrimento provocado pelos abusos cometidos nas crianças, especialmente no seio da Igreja e pelos seus ministros", declarou o Papa na homilia na catedral de Westminster, retomando assim um dos temas dominantes da visita de quatro dias.
"Exprimo antes de tudo a minha profunda aflição às vitimas inocentes destes crimes inomináveis, esperando que o poder da graça de Cristo e o seu sacrifício de reconciliação lhe deem uma profunda paz". "Reconheço também, convosco, a vergonha e a humilhação das quais todos sofremos por causa destes pecados", disse.
"Autoridade da Igreja não foi veloz e firme"
Desde o primeiro dia da visita, na quinta feira, Bento XVI tinha reconhecido que "a autoridade da Igreja (o Papa e os bispos) não tinha sido suficientemente veloz e firme para tomar as medidas necessárias", adiantou.
A publicação em novembro de 2009 de um relatório que revelava centenas de sevícias sexuais em crianças cometidas por padres na Irlanda, e cobertos pela hierarquia, conduziu a mais grave crise da Igreja nos últimos anos. Escândalos semelhantes surgiram, nomeadamente na Alemanha e na Bélgica.
Na sexta feira, durante um discurso perante responsáveis dos estabelecimentos católicos britânicos, o Papa pediu-lhes para "assegurarem nas nossas escolas um ambiente seguro para as crianças e para os jovens", numa nova alusão transparente aos escândalos de pedofilia envolvendo padres.
Segundo membros do Vaticano, que acompanham o Papa nesta visita de Estado, Bento XVI deverá encontrar-se em Londres ainda hoje com uma dezena de vítimas britânicas, provavelmente na nunciatura.
Bento XVI também se encontrou com vítimas de abusos sexuais nas precedentes visitas a Malta, aos Estados Unidos e à Austrália.
Papa evocou na catedral de Westminster um dos temas dominantes da visita de quatro dias ao Reino Unido, exprimindo a sua "profunda aflição às vítimas inocentes destes crimes inomináveis".
Lusa
16:53 Sábado, 18 de Setembro de 2010
Bento XVI termina domingo em Birmingham a sua visita de Estado ao Reino Unido
Andrew Winning/Reuters
O Papa Bento XVI abordou hoje de novo em Londres o tema dos escândalos de pedofilia, evocando "o imenso sofrimento provocado pelos abusos cometidos nas crianças" e exprimindo a sua "profunda aflição às vítimas inocentes destes crimes inomináveis".
"De novo, penso no imenso sofrimento provocado pelos abusos cometidos nas crianças, especialmente no seio da Igreja e pelos seus ministros", declarou o Papa na homilia na catedral de Westminster, retomando assim um dos temas dominantes da visita de quatro dias.
"Exprimo antes de tudo a minha profunda aflição às vitimas inocentes destes crimes inomináveis, esperando que o poder da graça de Cristo e o seu sacrifício de reconciliação lhe deem uma profunda paz". "Reconheço também, convosco, a vergonha e a humilhação das quais todos sofremos por causa destes pecados", disse.
"Autoridade da Igreja não foi veloz e firme"
Desde o primeiro dia da visita, na quinta feira, Bento XVI tinha reconhecido que "a autoridade da Igreja (o Papa e os bispos) não tinha sido suficientemente veloz e firme para tomar as medidas necessárias", adiantou.
A publicação em novembro de 2009 de um relatório que revelava centenas de sevícias sexuais em crianças cometidas por padres na Irlanda, e cobertos pela hierarquia, conduziu a mais grave crise da Igreja nos últimos anos. Escândalos semelhantes surgiram, nomeadamente na Alemanha e na Bélgica.
Na sexta feira, durante um discurso perante responsáveis dos estabelecimentos católicos britânicos, o Papa pediu-lhes para "assegurarem nas nossas escolas um ambiente seguro para as crianças e para os jovens", numa nova alusão transparente aos escândalos de pedofilia envolvendo padres.
Segundo membros do Vaticano, que acompanham o Papa nesta visita de Estado, Bento XVI deverá encontrar-se em Londres ainda hoje com uma dezena de vítimas britânicas, provavelmente na nunciatura.
Bento XVI também se encontrou com vítimas de abusos sexuais nas precedentes visitas a Malta, aos Estados Unidos e à Austrália.
8 de julho de 2010
INTENÇÕeS DO SANTO PADRE PARA O MÊS DE JULHO
Intenções de Oração:
Nas intenções de oração para o mês de Julho, o Papa Bento XVI reza por uma justa eleição dos governantes e pela promoção da solidariedade e paz.
Intenção Geral:
O Santo Padre reza "para que, em todas as nações do mundo, as eleições dos governantes se realizem segundo a justiça, transparência e honestidade, respeitando as livres decisões dos cidadãos".
Intenção Missionária:
O Papa Bento XVI pede "que os cristãos se empenhem em oferecer em todo lugar, sobretudo nos grandes centros urbanos, uma válida contribuição à promoção da cultura, da justiça, da solidariedade e da paz".
Todos os meses o Papa confia suas intenções ao apostolado da oração. Esta iniciativa é seguida por milhões de pessoas em todo mundo
Nas intenções de oração para o mês de Julho, o Papa Bento XVI reza por uma justa eleição dos governantes e pela promoção da solidariedade e paz.
Intenção Geral:
O Santo Padre reza "para que, em todas as nações do mundo, as eleições dos governantes se realizem segundo a justiça, transparência e honestidade, respeitando as livres decisões dos cidadãos".
Intenção Missionária:
O Papa Bento XVI pede "que os cristãos se empenhem em oferecer em todo lugar, sobretudo nos grandes centros urbanos, uma válida contribuição à promoção da cultura, da justiça, da solidariedade e da paz".
Todos os meses o Papa confia suas intenções ao apostolado da oração. Esta iniciativa é seguida por milhões de pessoas em todo mundo
26 de março de 2010
SANTO PADRE E A JUVENTUDE
BENTO XVI AOS JOVENS: A VIDA NÃO SE JOGA FORA, DEUS TEM UM PROJETO PARA TODOS
Cidade do Vaticano, 26 mar (RV) - Realizou-se na noite desta quinta-feira, na Praça São Pedro, em clima de grande festa, o esperado encontro de Bento XVI com os jovens da Diocese de Roma e da região italiana do Lácio e muitos deles provenientes da Espanha para festejar o 25º aniversário dos Dia Mundial da Juventude, criado por vontade do Papa João Paulo II.
Já de há muito é tradição este momento de oração e de partilha que envolve o Papa e as novas gerações celebrado na quinta-feira anterior ao Domingo de Ramos, ocasião em que é celebrado no mundo inteiro em nível diocesano o Dia Mundial da Juventude.
O encontro com o Santo Padre foi precedido de um momento de grande animação com os jovens, que teve início às 19h30 locais, marcado por cantos, testemunhos e coreografias.
Às 20h30 locais, o Santo Padre entrou numa Praça São Pedro lotada com 70 mil jovens que, comovidos, saudaram com entusiasmo o Pontífice. A bordo do papamovel, Bento XVI circulou pelos diversos corredores da Praça São Pedro acenando alegremente aos presentes, retribuindo assim o afeto dos jovens.
Após dirigir-se ao patamar da Basílica Vaticana, colocando-se de frente para todos os jovens, teve lugar um dos momentos de particularmente comoventes: a entrada de alguns jovens com a grande Cruz do Dia Mundial da Juventude e com o ícone de Nossa Senhora "Salus Popoli Romani".
Na saudação a Bento XVI, dirigida por seu vigário-geral para a Diocese de Roma, Cardeal Agostino Vallini, o purpurado ressaltou, entre outros, que "os jovens amam o Papa" e estão aqui – disse - "para agradecer-lhe pelo fúlgido testemunho de fé que nos oferece ao afrontar provações e incompreensões. Saiba que os jovens amam o Papa, repetiu o Cardeal Vallini, após um longo aplauso que se fez ouvir em toda a Praça.
Após a proclamação do Evangelho do jovem rico teve lugar um momento de diálogo do Pontífice com os jovens. De fato, o Santo Padre respondeu às perguntas de três deles. Antes disso, agradeceu pelo afeCto e pela presença.
A vida "não se joga fora", nem deve ser vivida sem perspectiva, porque Deus "tem um projeto para cada um de nós", disse o Papa respondendo a uma jovem que lhe perguntou como se pode em nossos dias, em tempos tão difíceis, perceber a vida eterna".
O Santo Padre respondeu que "nenhum de nós pode imaginar a vida eterna, porque está fora da nossa experiência, mas podemos começar a compreender o que é vivendo a vida profundamente. Não jogar a vida fora, não vivê-la para si mesma. Viver realmente a vida em sua riqueza e totalidade.
Ademais – acrescentou - é preciso responder aos mandamentos que nos convidam a amar Deus e o próximo como a nós mesmos. Assim sabemos – disse o Pontífice – que a vida jamais é um acaso. É preciso pensar "eu sou amado, sou necessário, Deus tem um projeto para mim na totalidade da história".
Respondendo sobre como viver bem a própria vida, sem desperdiçá-la, o Pontífice frisou que "Deus olha para cada um de nós com amor". Seguindo a sua vontade – acrescentou – a vida não se torna fácil, mas feliz. "Qualquer pessoa – explicou – não se pode conhecer somente com a razão, assim como se estuda a matemática, e isso vale ainda mais para a grande pessoa de Jesus, que devemos encontrar na oração: um colóquio no qual o conhecimento se torna amor."
Bento XVI destacou que "não basta somente rezar, mas devemos também fazer". Devemos empenhar-nos pelos outros, pela vitalidade da Igreja, sugeriu o Pontífice.
Numa das questões apresentadas ao Papa, um jovem questionou sobre as renúncias difíceis de serem aceitas na vida.
"Em todo esporte, profissão, expressão artística – frisou o Pontífice – a arte do ser humano exige renúncias, e renúncias verdadeiras, que nos ajudem a não cair no abismo da droga, do álcool, na escravidão da sexualidade e do dinheiro, na preguiça. Num primeiro momento parecem acções de liberdade, ao invés – concluiu – é início de escravidões sempre mais insuperáveis. Seguir adiante rumo ao bem cria a verdadeira liberdade e torna a vida preciosa."
Bento XVI despediu-se dos jovens marcando encontro para o próximo domingo, quando os encontrará novamente na celebração do Domingo de Ramos, ocasião - recordamos - na qual será celebrado o Dia Mundial da Juventude, em nível diocesano. (RL)
Cidade do Vaticano, 26 mar (RV) - Realizou-se na noite desta quinta-feira, na Praça São Pedro, em clima de grande festa, o esperado encontro de Bento XVI com os jovens da Diocese de Roma e da região italiana do Lácio e muitos deles provenientes da Espanha para festejar o 25º aniversário dos Dia Mundial da Juventude, criado por vontade do Papa João Paulo II.
Já de há muito é tradição este momento de oração e de partilha que envolve o Papa e as novas gerações celebrado na quinta-feira anterior ao Domingo de Ramos, ocasião em que é celebrado no mundo inteiro em nível diocesano o Dia Mundial da Juventude.
O encontro com o Santo Padre foi precedido de um momento de grande animação com os jovens, que teve início às 19h30 locais, marcado por cantos, testemunhos e coreografias.
Às 20h30 locais, o Santo Padre entrou numa Praça São Pedro lotada com 70 mil jovens que, comovidos, saudaram com entusiasmo o Pontífice. A bordo do papamovel, Bento XVI circulou pelos diversos corredores da Praça São Pedro acenando alegremente aos presentes, retribuindo assim o afeto dos jovens.
Após dirigir-se ao patamar da Basílica Vaticana, colocando-se de frente para todos os jovens, teve lugar um dos momentos de particularmente comoventes: a entrada de alguns jovens com a grande Cruz do Dia Mundial da Juventude e com o ícone de Nossa Senhora "Salus Popoli Romani".
Na saudação a Bento XVI, dirigida por seu vigário-geral para a Diocese de Roma, Cardeal Agostino Vallini, o purpurado ressaltou, entre outros, que "os jovens amam o Papa" e estão aqui – disse - "para agradecer-lhe pelo fúlgido testemunho de fé que nos oferece ao afrontar provações e incompreensões. Saiba que os jovens amam o Papa, repetiu o Cardeal Vallini, após um longo aplauso que se fez ouvir em toda a Praça.
Após a proclamação do Evangelho do jovem rico teve lugar um momento de diálogo do Pontífice com os jovens. De fato, o Santo Padre respondeu às perguntas de três deles. Antes disso, agradeceu pelo afeCto e pela presença.
A vida "não se joga fora", nem deve ser vivida sem perspectiva, porque Deus "tem um projeto para cada um de nós", disse o Papa respondendo a uma jovem que lhe perguntou como se pode em nossos dias, em tempos tão difíceis, perceber a vida eterna".
O Santo Padre respondeu que "nenhum de nós pode imaginar a vida eterna, porque está fora da nossa experiência, mas podemos começar a compreender o que é vivendo a vida profundamente. Não jogar a vida fora, não vivê-la para si mesma. Viver realmente a vida em sua riqueza e totalidade.
Ademais – acrescentou - é preciso responder aos mandamentos que nos convidam a amar Deus e o próximo como a nós mesmos. Assim sabemos – disse o Pontífice – que a vida jamais é um acaso. É preciso pensar "eu sou amado, sou necessário, Deus tem um projeto para mim na totalidade da história".
Respondendo sobre como viver bem a própria vida, sem desperdiçá-la, o Pontífice frisou que "Deus olha para cada um de nós com amor". Seguindo a sua vontade – acrescentou – a vida não se torna fácil, mas feliz. "Qualquer pessoa – explicou – não se pode conhecer somente com a razão, assim como se estuda a matemática, e isso vale ainda mais para a grande pessoa de Jesus, que devemos encontrar na oração: um colóquio no qual o conhecimento se torna amor."
Bento XVI destacou que "não basta somente rezar, mas devemos também fazer". Devemos empenhar-nos pelos outros, pela vitalidade da Igreja, sugeriu o Pontífice.
Numa das questões apresentadas ao Papa, um jovem questionou sobre as renúncias difíceis de serem aceitas na vida.
"Em todo esporte, profissão, expressão artística – frisou o Pontífice – a arte do ser humano exige renúncias, e renúncias verdadeiras, que nos ajudem a não cair no abismo da droga, do álcool, na escravidão da sexualidade e do dinheiro, na preguiça. Num primeiro momento parecem acções de liberdade, ao invés – concluiu – é início de escravidões sempre mais insuperáveis. Seguir adiante rumo ao bem cria a verdadeira liberdade e torna a vida preciosa."
Bento XVI despediu-se dos jovens marcando encontro para o próximo domingo, quando os encontrará novamente na celebração do Domingo de Ramos, ocasião - recordamos - na qual será celebrado o Dia Mundial da Juventude, em nível diocesano. (RL)
22 de março de 2010
MENSAGEM DO SANTO PADRE PARA O DIA MUNDIAL DA JUVENTUDE
Mensagem do Papa Bento XVI para a XXIV Jornada Mundial da Juventude"Pusemos a nossa esperança em Deus vivo" (1 Tm 4, 10)
Queridos amigos!
Celebraremos no próximo Domingo de Ramos, a nível diocesano, a XXIV Jornada Mundial da Juventude. Enquanto nos preparamos para esta celebração anual, penso de novo com profunda gratidão ao Senhor no encontro que se realizou em Sidney, em Julho do ano passado: encontro inesquecível, durante o qual o Espírito Santo renovou a vida de numerosíssimos jovens que se reuniram de todo o mundo. A alegria da festa e o entusiasmo espiritual, experimentados durante aqueles dias, foram um sinal eloquente da presença do Espírito de Cristo. E agora estamos encaminhados para o encontro internacional em programa para Madrid em 2011, que terá como tema as palavras do Apóstolo Paulo: "Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé" (cf. Cl 2, 7). Em vista deste encontro mundial dos jovens, queremos realizar juntos um percurso formativo, reflectindo em 2009 sobre a afirmação de São Paulo: "Pusemos a nossa esperança em Deus vivo" (1 Tm 4, 10), e em 2010 sobre a pergunta do jovem rico a Jesus: "Bom Mestre, que devo fazer para alcançar a vida eterna?" (Mc 10, 17).
A juventude tempo da esperança
Em Sidney, a nossa atenção concentrou-se sobre o que o Espírito Santo diz hoje aos crentes, e em particular a vós, queridos jovens. Durante a Santa Missa conclusiva, exortei-vos a deixar-vos plasmar por Ele para serdes mensageiros do amor divino, capazes de construir um futuro de esperança para toda a humanidade. A questão da esperança está, na realidade, no centro da nossa vida de seres humanos e da nossa missão de cristãos, sobretudo na época contemporânea. Todos sentimos a necessidade da esperança, não de uma esperança qualquer, mas sim de uma ersperança firme e de confiança, como eu quis ressaltar na Encíclica Spe salvi. Em particular, a juventude é tempo de esperanças, porque olha para o futuro com várias expectativas. Quando se é jovem alimentam-se ideais, sonhos e projectos; a juventude é o tempo no qual amadurecem opções decisivas para o resto da vida. E talvez também por isto é a estação da existência na qual emergem com vigor as perguntas fundamentais: por que estou na terra? Qual é o sentido do viver? Que será da minha vida? E ainda: como alcançar a felicidade? Por que o sofrimento, a doença e a morte? O que existe depois da morte? Perguntas que se tornam insuportáveis quando nos devemos confrontar com obstáculos que por vezes parecem insuperáveis: dificuldades nos estudos, falta de trabalho, incompreensões na família, crises nas relações de amizade ou na construção de um entendimento conjugal, doenças ou deficiências, carência de recursos adequados como consequência da actual difundida crise económica e social. Então perguntamos: de onde haurir e como manter viva no coração a chama da esperança?
Na raiz da "grande esperança"
A experiência demonstra que as qualidades pessoais e os bens materiais não são suficientes para garantir a esperança da qual o coração humano está em busca constante. Como escrevi na citada Encíclica Spe salvi, a política, a ciência, a técnica, a economia e qualquer outro recurso material sozinhos não são suficientes para oferecer a grande esperança que todos desejamos. Esta esperança "só pode ser Deus, que abraça o universo e nos pode propor e dar aquilo que, sozinhos, não podemos conseguir" (n. 31). Eis por que uma das consequências principais do esquecimento de Deus é a evidente desorientação que marca as nossas sociedades, com consequências de solidão e violência, de insatisfação e perda de confiança que não raro terminam no desespero. É clara e forte a chamada que nos vem da Palavra de Deus: "Maldito o homem que confia noutro, que da carne faz o seu apoio e cujo coração vive distante do Senhor. Assemelha-se ao cardo do deserto, que, mesmo que lhe venha algum bem, não o sente" (Jr 17, 5-6).
A crise de esperança atinge mais facilmente as novas gerações que, em contextos socioculturais privados de certezas, de valores e de sólidos pontos de referência, encontram-se a enfrentar dificuldades que são maiores do que as suas forças. Penso, queridos amigos, em tantos coetâneos vossos, feridos pela vida, condicionados por uma imaturidade pessoal que muitas vezes é consequência de um vazio familiar, de opções educativas permissivas e libertárias e de experiências negativas e traumáticas. Para alguns e infelizmente não são poucos a saída quase obrigatória é uma fuga alienante com comportamentos de risco e violentos, na dependência de drogas e álcool, e em muitas outras formas de mal-estar juvenil. Contudo, também em quem se vem a encontrar em condições difíceis por ter seguido conselhos de "maus mestres", não se apaga o desejo de amor verdadeiro e de autêntica felicidade. Mas como anunciar a esperança a estes jovens? Nós sabemos que só em Deus o ser humano encontra a sua verdadeira realização. O compromisso primário que interpela todos é portanto o de uma nova evangelização, que ajude as novas gerações a redescobrir o rosto autêntico de Deus, que é Amor. A vós, queridos jovens, que estais em busca de uma esperança firme, dirijo as mesmas palavras que São Paulo dirigia aos cristãos perseguidos na Roma de então: "Que o Deus da esperança vos encha plenamente de alegria e de paz na vossa crença, para que abundeis na esperança pela virtude do Espírito Santo" (Rm 15, 13). Durante este ano jubilar dedicado ao Apóstolo das Nações, por ocasião do bimilénio do seu nascimento, aprendamos dele a tornar-nos testemunhas credíveis da esperança cristã.
São Paulo testemunha da esperança
Encontrando-se imerso em dificuldades e provações de vários tipos, Paulo escrevia ao seu fiel discípulo: "Pusemos a nossa esperança em Deus vivo" (1Tm 4, 10). Como tinha nascido nele esta esperança? Para responder a esta pergunta devemos partir do seu encontro com Jesus ressuscitado no caminho de Damasco. Nessa época Saulo era um jovem como vós, com cerca de vinte ou vinte e cinco anos, seguidor da Lei de Moisés e decidido a combater com todos os meios quantos ele considerava inimigos de Deus (cf. Act 9, 1). Quando estava a caminho de Damasco para prender os seguidores de Cristo, foi envolvido por uma luz misteriosa e ouviu chamar pelo nome: "Saulo, Saulo, por que me persegues?". Caindo por terra, perguntou: "Quem és Tu, Senhor?". E aquela voz respondeu: "Eu sou Jesus, a quem tu persegues!" (cf. Act 9, 3-5). Depois daquele encontro, a vida de Paulo mudou radicalmente: recebeu o Baptismo e tornou-se apóstolo do Evangelho. No caminho de Damasco, ele foi interiormente transformado pelo Amor divino que encontrou na pessoa de Jesus Cristo. Um dia escreverá: "A vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, que me amou e Se entregou a Si mesmo por mim" (Gl 2, 20). De perseguidor, tornou-se portanto testemunha e missionário: fundou comunidades cristãs na Ásia Menor e na Grécia, percorrendo milhares de quilómetros e enfrentando toda a espécie de peripécias, até ao martírio em Roma. Tudo por amor a Cristo.
A grande esperança está em Cristo
Para Paulo a esperança não é só um ideal ou um sentimento, mas uma pessoa viva: Jesus Cristo, Filho de Deus. Persuadido intimamente desta certeza, poderá escrever a Timóteo: "Pusemos a nossa esperança em Deus vivo" (1Tm 4, 10). O "Deus vivo" é Cristo ressuscitado e presente no mundo. É Ele a verdadeira esperança: Cristo que vive connosco e em nós e que nos chama a participar na sua própria vida eterna. Se não estamos sozinhos, se Ele está connosco, aliás, se é Ele o nosso presente e o nosso futuro, por que temer? A esperança do cristão é portanto desejar "o Reino dos céus e a vida eterna como nossa felicidade, pondo toda a confiança nas promessas de Cristo e apoiando-nos, não nas nossas forças, mas no socorro da graça do Espírito Santo" (Catecismo da Igreja Católica, 1817).
O caminho rumo à grande esperança
Assim como um dia encontrou o jovem Paulo, Jesus deseja encontrar também cada um de vós, queridos jovens. Sim, antes de ser um nosso desejo, este encontro é um desejo profundo de Cristo. Mas alguns de vós poderiam perguntar: como posso eu, hoje, encontrá-l'O? Ou também, de que modo Ele se aproxima de mim? A Igreja ensina que o desejo de encontrar o Senhor já é fruto da sua graça? Quando na oração expressamos a nossa fé, também na obscuridade já O encontramos porque Ele se oferece a nós. A oração perseverante abre o coração para O acolher, como explica Santo Agostinho: "O Senhor nosso Deus quer que nas orações se exercite o nosso desejo, de modo que nos tornemos capazes de receber o que Ele pretende dar-nos" (Cartas 130, 8, 17). A oração é dom do Espírito, que nos torna homens e mulheres de esperança, e rezar mantém o mundo aberto a Deus (cf. Enc. Spe salvi, 34).
Dai espaço à oração na vossa vida! Rezar sozinho é bom, mas ainda melhor e mais proveitoso é rezar juntos, porque o Senhor garantiu que está presente onde estiverem dois ou três reunidos no seu nome (cf. Mt 18, 20). Existem muitas formas de se familiarizar com Ele; existem experiências, grupos e movimentos, encontros e itinerários para aprender assim a rezar e a crescer na experiência da fé. Participai na liturgia nas vossas paróquias e alimentai-vos abundantemente da Palavra de Deus e da participação activa nos Sacramentos. Como sabeis, ápice e centro da existência e da missão de cada crente e comunidade cristã é a Eucaristia, sacramento de salvação na qual Cristo se faz presente e doa como alimento espiritual o seu próprio Corpo e Sangue para a vida eterna. Mistério deveras inefável! Em volta da Eucaristia nasce e cresce a Igreja, a grande família dos cristãos, na qual se entra com o Baptismo e nos renovamos constantemente graças ao sacramento da Reconciliação. Depois, os baptizados, mediante a Crisma, são confirmados pelo Espírito Santo para viver como autênticos amigos e testemunhas de Cristo, enquanto os Sacramentos da Ordem e do Matrimónio os tornam preparados para realizar as suas tarefas apostólicas na Igreja e no mundo. A Unção dos enfermos, por fim, faz-nos experimentar o conforto divino na doença e no sofrimento.
Agir em sintonia com a esperança cristã
Queridos jovens, se vos alimentardes de Cristo e viverdes imersos n'Ele como o apóstolo Paulo, não podereis deixar de falar d'Ele, de O fazer conhecer e amar por tantos vossos amigos e coetâneos. Tendo-vos tornado seus fiéis discípulos, sereis assim capazes de contribuir para formar comunidades cristãs impregnadas de amor como aquelas das quais fala o livro dos Actos dos Apóstolos. A Igreja conta convosco para esta empenhativa missão: não vos desencoragem as dificuldades e as provas que encontrardes. Sede pacientes e perseverantes, vencendo a natural tendência dos jovens para a pressa, para querer tudo e já.
Queridos amigos, como Paulo, testemunhai o Ressuscitado! Fazei-O conhecer a quantos, vossos coetâneos ou adultos, estão em busca da "grande esperança" que dê sentido à sua existência. Se Jesus se tornou a vossa esperança, dizei-o também aos outros com a vossa alegria e com o vosso compromisso espiritual, apostólico e social. Habitados por Cristo, depois de ter posto n'Ele a vossa fé e de lhe ter dado toda a vossa confiança, difundi esta esperança ao vosso redor. Fazei escolhas que manifestem a vossa fé; mostrai que compreendestes as insídias da idolatria do dinheiro, dos bens materiais, da carreira e do sucesso, e não vos deixeis atrair por estas quimeras falsas. Não cedais à lógica do interesse egoísta, mas cultivai o amor ao próximo e esforçai-vos por colocar a vós mesmos e as vossas capacidades humanas e profissionais ao serviço do bem comum e da verdade, sempre prontos a responder "a quem vos perguntar a razão da vossa esperança!" (1 Pd 3, 15). O cristão autêntico nunca está triste, mesmo quando tem que enfrentar provas de vários tipos, porque a presença de Jesus é o segredo da sua alegria e da sua paz.
Maria Mãe da Esperança
Modelo deste itinerário de vida apostólica seja para vós São Paulo, que alimentou a sua vida de fé e esperança constantes seguindo o exemplo de Abraão, do qual escreve na Carta aos Romanos: "Ele mesmo, contra o que podia esperar, acreditou que havia de ser pai de muitas nações" (Rm 4, 18). Por estas mesmas pegadas do povo da esperança formado pelos profetas e pelos santos de todos os tempos nós prosseguimos rumo à realização do Reino, e no nosso caminho acompanhe-nos a Virgem Maria, Mãe da Esperança. Aquela que encarnou a esperança de Israel, que doou ao mundo o Salvador e permaneceu, firme na esperança, aos pés da Cruz, é para nós modelo e amparo. Sobretudo, Maria intercede por nós e guia-nos na escuridão das nossas dificuldades para o alvorecer radioso do encontro com o Ressuscitado. Gostaria de concluir esta mensagem, queridos jovens amigos, fazendo minha uma bela e conhecida exortação de São Bernardo inspirada no título de Maria Stella maris, Estrela do mar: "Tu que na instabilidade contínua da vida presente, te vês mais a flutuar entre as tempestades do que a caminhar na terra, mantém fixo o olhar no esplendor desta estrela, se não quiseres ser aniquilado pelos furacões. Se insurgem os ventos das tentações e te encalhas entre as rochas das tribulações, olha para a estrela, invoca Maria... Nos perigos, nas angústias, nas perplexidades, pensa em Maria, invoca Maria... Seguindo os seus exemplos não te perderás; invocando-a não perderás a esperança; pensando nela não cairás no erro. Amparado nela não escorregarás; sob a sua protecção nada recearás; com a sua guia não te cansarás; com a sua protecção alcançarás a meta" (Homilias em louvor da Virgem Mãe, 2, 17).
Maria, Estrela do mar, sê tu a guiar os jovens do mundo inteiro ao encontro com o teu Filho divino Jesus, e sê ainda tu a celeste guarda da sua fidelidade ao Evangelho e da sua esperança.
Ao garantir a minha recordação quotidiana na oração por todos vós, queridos jovens, abençoo de coração a vós e às pessoas que vos são queridas.
Vaticano, 22 de Fevereiro de 2009.
BENEDICTUS PP. XVI
17 de março de 2010
BENTO XVI ASSINA CARTA NA SEXTA FEIRA

Bento XVI assina Sexta-feira carta acerca dos abusos sexuais sobre menores na Irlanda
Cardeal Primaz D. Seán Brady admitiu estar «envergonhado» por nem sempre ter conservado os valores em que acredita
Getty Images
O Papa vai assinar na próxima Sexta-feira, 19 de Março, uma carta acerca dos abusos sexuais sobre menores cometidos por padres na Irlanda.
O anúncio foi feito por Bento XVI durante a audiência geral semanal que decorreu esta Quarta-feira, dia em que a Igreja evoca São Patrício, evangelizador e padroeiro daquele país.
“Assinarei esta carta na próxima Sexta-feira, solenidade de São José, guardião da Sagrada Família e patrono da Igreja universal, e enviá-la-ei logo depois”, afirmou o Papa na Praça de São Pedro, em Roma.
Na alocução, Bento XVI referiu que o documento resulta da sua “profunda preocupação” sobre uma situação que classifica de “dolorosa”.
“Nestes últimos meses, a Igreja da Irlanda foi severamente abalada devido à crise dos abusos sexuais sobre crianças”, reconheceu o Papa, que espera que a missiva possa contribuir para “um processo de arrependimento, cura e renovação”.
Bento XVI pediu “a todos" que leiam o texto "com coração aberto e em espírito de fé”.
Cardeal Primaz pede desculpa
Na missa celebrada esta Quarta-feira na catedral de Armagh, Irlanda, o Cardeal Primaz do país recordou que esta semana foi confrontado com um “episódio doloroso” do seu passado.
“Escutei a reacção de pessoas acerca da minha actuação em acontecimentos ocorridos há 35 anos. Quero dizer a todos aqueles que foram prejudicados por alguma falha da minha parte que lhes peço desculpa de todo o meu coração”, afirmou D. Seán Brady na homilia.
“Olhando para trás, estou envergonhado por nem sempre ter conservado os valores que professo e em que acredito”, acrescentou o prelado.
O Primaz prevê que os próximos dois anos “estarão entre os mais críticos para nós desde o tempo de São Patrício”.
“Acredito profundamente que Deus nos chama a um novo começo”, declarou D. Seán Brady, para quem a “Carta Pastoral do Papa Bento XVI aos Fiéis da Irlanda” será uma importante fonte de renovação.
Para o prelado, a transformação da Igreja local passa por uma escuta “sincera” e “orante” da Palavra de Deus, pela atenção aos sinais do Espírito e por continuar “humildemente” a encarar a “enorme dor causada pelo abuso de crianças por parte de alguns padres e religiosos e a resposta irremediavelmente inadequada a esse abuso no passado”.
Até 2012, ano em que Dublin, capital da República da Irlanda, recebe o 50.º Congresso Eucarístico Internacional, deve haver um “reconhecimento sincero e verdadeiro do nosso pecado”.
Na análise do Cardeal Primaz, a “integridade” do testemunho do Evangelho desafia o episcopado a “assumir a responsabilidade” pelo “encobrimento” dos abusos em crianças.
O bem das vítimas da pedofilia, leigos, religiosos e padres exige que a Igreja detenha a revelação sucessiva destes casos, referiu D. Seán Brady.
Depois de assinalar que ninguém sabe até onde levará o “novo princípio” da Igreja irlandesa, o prelado assegurou que vai “reflectir cuidadosamente” sobre a situação durante a Semana Santa, Páscoa e Pentecostes.
O Cardeal Primaz concluiu a homilia dizendo que aproveitará esse tempo “para rezar, para reflectir na Palavra de Deus e para discernir a vontade do Espírito Santo. Reflectirei no que ouvi daqueles que foram feridos pelos abusos. Vou também falar com pessoas, padres, religiosos e com aqueles que conheço e amo”.
3 de março de 2010
SANTO PADRE BENTO XVI EM FÁTIMA-ALELUIA!
22 de fevereiro de 2010
16 de fevereiro de 2010
20 de janeiro de 2010
PEREGRINAÇÃO DO SANTO PADRE BENTO XVI A FÁTIMA

Difusão da Mensagem de Fátima
Programa do Papa em Portugal (anunciado a 7 de Dezembro de 2009)
D. Carlos Azevedo, Coordenador Geral da Visita Papal, anunciou que o Papa estará em Portugal de 11 a 14 de Maio de 2010, onde visitará três cidades: Lisboa, Fátima e Porto.
Dia 11
11:00 - Chegada ao aeroporto da Portela - Acolhimento oficial
12:45 - Cerimónias de boas-vindas, no Mosteiro dos Jerónimos. - Breve visita ao Mosteiro dos Jerónimos
13:30 – Visita de Cortesia ao Presidente da República, no Palácio de Belém.
18:15 – Santa Missa, na cidade de Lisboa, em local a definir.
Dia 12
10:00 – Encontro com o mundo da cultura, no Centro Cultural de Belém.
12:00 – Encontro com o Primeiro-Ministro, na Nunciatura Apostólica.
16:40 – Partida de helicóptero para Fátima.
17:30 – Visita à Capelinha das Aparições, no Santuário de Fátima.
18:00 – Vésperas com presbíteros, religiosos, seminaristas, e diáconos, na Igreja da Santíssima Trindade.
21:30 – Recitação do Rosário e bênção das velas. O Cardeal Secretário de Estado do Vaticano, D. Tarcisio Bertone, preside à Eucaristia, no Recinto do Santuário de Fátima.
Dia 13
10:00 – Santa Missa, no Recinto do Santuário de Fátima. No final da Eucaristia, o Papa visitará a Basílica do Santuário de Fátima, onde estão tumulados Francisco Marto, Jacinta Marto e Lúcia de Jesus.
13:00 – Almoço com os bispos de Portugal e com o séquito papal.
17:00 - Encontro com as organizações da Pastoral Social, na Igreja da Santíssima Trindade.
18:45 – Encontro com os bispos de Portugal, na Casa de Nossa Senhora do Carmo, no Santuário de Fátima.
Dia 14
8:00 - Despedida da Casa Nossa Senhora do Carmo.
9:30 - Chegada ao heliporto da Serra do Pilar, em Gaia.
10:15 - Santa Missa, na Avenida dos Aliados, no Porto.
13:30 - Cerimónia de despedida no aeroporto internacional do Porto.
14:00 - Partida do avião da TAP, rumo a Itália.
Programa do Papa em Portugal (anunciado a 7 de Dezembro de 2009)
D. Carlos Azevedo, Coordenador Geral da Visita Papal, anunciou que o Papa estará em Portugal de 11 a 14 de Maio de 2010, onde visitará três cidades: Lisboa, Fátima e Porto.
Dia 11
11:00 - Chegada ao aeroporto da Portela - Acolhimento oficial
12:45 - Cerimónias de boas-vindas, no Mosteiro dos Jerónimos. - Breve visita ao Mosteiro dos Jerónimos
13:30 – Visita de Cortesia ao Presidente da República, no Palácio de Belém.
18:15 – Santa Missa, na cidade de Lisboa, em local a definir.
Dia 12
10:00 – Encontro com o mundo da cultura, no Centro Cultural de Belém.
12:00 – Encontro com o Primeiro-Ministro, na Nunciatura Apostólica.
16:40 – Partida de helicóptero para Fátima.
17:30 – Visita à Capelinha das Aparições, no Santuário de Fátima.
18:00 – Vésperas com presbíteros, religiosos, seminaristas, e diáconos, na Igreja da Santíssima Trindade.
21:30 – Recitação do Rosário e bênção das velas. O Cardeal Secretário de Estado do Vaticano, D. Tarcisio Bertone, preside à Eucaristia, no Recinto do Santuário de Fátima.
Dia 13
10:00 – Santa Missa, no Recinto do Santuário de Fátima. No final da Eucaristia, o Papa visitará a Basílica do Santuário de Fátima, onde estão tumulados Francisco Marto, Jacinta Marto e Lúcia de Jesus.
13:00 – Almoço com os bispos de Portugal e com o séquito papal.
17:00 - Encontro com as organizações da Pastoral Social, na Igreja da Santíssima Trindade.
18:45 – Encontro com os bispos de Portugal, na Casa de Nossa Senhora do Carmo, no Santuário de Fátima.
Dia 14
8:00 - Despedida da Casa Nossa Senhora do Carmo.
9:30 - Chegada ao heliporto da Serra do Pilar, em Gaia.
10:15 - Santa Missa, na Avenida dos Aliados, no Porto.
13:30 - Cerimónia de despedida no aeroporto internacional do Porto.
14:00 - Partida do avião da TAP, rumo a Itália.
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