Catequese
PURGATÓRIO
Definição:
purificação dos que morrem em graça de Deus, sem ter expiado as penas temporais durante a estadia na terra.
O purgatório é a purificação final dos eleitos que morreram na graça e na amizade de Deus, mas que não alcançaram, ainda, a santidade necessária para usufruir da alegria celestial.
Esta doutrina tem como ponto de referência vários textos da Sagrada Escritura, a exemplo de 1Cor 3,13-15, no qual São Paulo fala de pecados leves que serão queimados pelo fogo: "... o fogo mostrará a qualidade da obra de cada um.
Aquele cuja construção resistir, ganhará o prêmio; aquele cuja obra for destruída, perderá o prémio - mas ele mesmo será salvo, como que através do fogo". Lemos, ainda em 1 Pd 1,7, quando o Apóstolo nos fala sobre a ressurreição e a esperança da salvação: "... o quilate de vossa fé, que tem mais valor que o ouro testado no fogo, alcançará louvor, honra e Glória, no dia da Revelação de Jesus Cristo". A purificação final nada tem a ver com o castigo dos condenados. Não nos podemos esquecer que Deus é rico em misericórdia, mas também o justo juiz.
[Sou católico - Vivo a minha fé, Publicações da CNBB]
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O Purgatório, segundo a Igreja Católica, não é um nível intermédio entre o Inferno e o paraíso, mas um local de purificação onde ficam as almas que morreram em estado de graça (isto é, já estão destinadas ao paraíso), mas ainda precisariam se preparar para ter capacidade de ver Deus face-à-face no Céu. A sua existência foi teorizada no pontificado do Papa Gregório I, em 593, com base no livro de 2º Macabeus 12.42-46 (que foi considerado apócrifo pelos líderes da Reforma Protestante, dez séculos depois). O Concílio de Florença, realizado em 1439, aprovou a doutrina, que foi confirmada depois no Concílio de Trento, em 1563.
[Wikipédia]
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PASSAGENS BÍBLICAS
2Mc 12,43-46; Mt 5,25s; 12,32; LC 12,48; 1Cor 3,13-15; 2Cor 5,10; Gl 6,8; Ap 21,27.
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santos:
- "As almas detidas no purgatório padecem grandes dúvidas sobre se hão de sair jamais daquele lugar, e se as suas penas terão fim." (São João da cruz)
- "Podemos, de passagem, fazer uma idéia do sofrimento das almas do purgatório. O fogo, embora lhes fosse aplicado, não teria sobre elas acção, se não tivessem imperfeições para expiar; porque são estas imperfeições a matéria em que se ateia o fogo, e, uma vez consumida, não há mais o que queimar." (São João da cruz)
- "Assim como se purificam os espíritos na outra vida por meio de um tenebroso fogo material, de maneira semelhante são purificadas e acrisoladas as almas nesta vida presente, por um fogo amoroso, tenebroso e espiritual." (São João da cruz)
- "Os poucos que estão perfeitamente purificados pelo amor, não passam no purgatório." (São João da cruz)
- "Não se pode encarecer o sofrimento da alma neste tempo; é, por assim dizer, pouco menos do que um purgatório." (São João da cruz)
- "Esta pena é semelhante à do purgatório; como ali se purificam os espíritos para serem capazes de contemplar a Deus na Clara visão da outra vida, assim aqui, a seu modo, vão sendo purificadas as almas, a fim de poderem ser transformadas nele por amor, na vida presente. " (São João da cruz)
- "Para se unirem a Deus na Glória, passam na outra vida pelas penas do fogo os espíritos que estão ainda impuros; de modo semelhante, para alcançarem aqui na terra a união perfeita, hão de passar pelo fogo destas penas." (São João da cruz)
- "A alma desejosa de subir a montanha da perfeição para entrar em comunhão com Deus, não só há de renunciar a todas as coisas, mas também aos apetites." (São João da cruz)
- "Para ser a alma digno altar de Deus, jamais há de carecer de amor divino, nem tampouco há de mesclá-lo com qualquer outro amor." (São João da cruz)
- "Uma só destas inclinações desordenadas, mesmo não sendo matéria de pecado mortal, é suficiente para manchar, enfear e torná-la incapaz de chegar à união perfeita com Deus." (São João da cruz)
- "Por mais que procure ajudar-se, não pode, com sua indústria, purificar-se ativamente, de modo a ficar disposta, no mínimo ponto, para a divina união da perfeição do amor, se Deus não a toma pela mão e a purifica ele próprio naquele fogo obscuro para a alma." (São João da cruz)
- "A parte sensitiva é pois purificada na secura; as potências, no vazio de suas apreensões, e o espírito, em escura treva." (São João da cruz)
- "Nestas almas já purificadas e estabelecidas em Deus, aquilo que lhes causa dor e tormento à carne, corruptível, é doce e saboroso para o espírito forte e são." (São João da cruz)
"Quando as pessoas morrem, são com freqüência como uma lâmina de ferro enferrujada que se tem de levar ao fogo" (S. João Maria Vianney - Cura D´ars)
"Se soubéssemos quantas graças podemos obter por meio das almas do purgatório, não as esqueceríamos tanto" (S. João Maria Vianney - Cura D´ars)
"As almas do purgatório não conseguem nada para si próprias, mas conseguem muito para os seus benfeitores" (S. João Maria Vianney - Cura D´ars)
“ Não há felicidade comparável a das almas do Purgatório, a não ser a dos santos no céu, e tal felicidade cresce incessantemente por influência de Deus, à medida que os impedimentos vão desaparecendo.Tais impedimentos são como a ferrugem e a felicidade das almas aumenta à medida que esta ferrugem diminui”. (Santa Catarina de Gênova)
“Deus aumenta nelas a ânsia de O verem e acende-lhes no coração um fogo de amor tão poderoso que se lhes torna insuportável depararem com um obstáculo entre elas e Deus”. (Santa Catarina de Gênova)
“Sentem-se tão fortemente atraídas para Deus que nenhuma comparação pode exprimir tal atração. Imaginemos, todavia, um único pão para matar a fome de todas as criaturas humanas e que bastava vê-lo para a fome ser satisfeita. Qual seria a reação de alguém que possui o instinto natural de comer e vem dotado de boa saúde? Qual seria, repito, a reação se não pudesse comer, nem tampouco adoecer ou morrer? Sua fome iria aumentando constantemente. Assim é a ânsia das almas no Purgatório para o encontro com Deus ” (Santa Catarina de Gênova)
“Pelo que diz respeito a Deus, vejo que o céu tem portas e pode entrar nele quem quiser, porque Deus é todo bondade. Mas a essência divina é tão pura que a alma, se nota em si qualquer impecilho, precipita-se no Purgatório e encontra esta grande misericórdia: a destruição deste impecilho” (Santa Catarina de Gênova)
“A alma vê que Deus, pelo seu grande amor e providência constante, jamais deixará de a atrair à sua última perfeição.” Vê também que, ligada pelos restos do pecado, não pode por si mesma corresponder a esta atração. Se encontrasse um Purgatório mais penoso, no qual pudesse ser mais rapidamente purificada, mergulharia nele imediatamente.”(Santa Catarina de Gênova)
“O amor divino, ao penetrar nas almas do Purgatório, confere-lhes uma paz indescritível. Tem assim grande alegria e, ao mesmo tempo, grande pena. Mas uma não diminui a outra.” (Santa Catarina de Gênova)
“Enquanto o acrisolamento não estiver concluído, compreendem que, se se aproximassem de Deus pela visão beatífica, não estariam no seu lugar e por isso sentiriam um maior sofrimento do que se permanecessem no Purgatório. ” (Santa Catarina de Gênova)
“As almas sofrem voluntariamente as suas penas que não desejariam o menor alívio, por conceberem quão justas são.” (Santa Catarina de Gênova)
“O acrisolamento a que estão sujeitas as almas no Purgatório, experimentei-o em minha vida, durante dois anos. Tudo o que constituía para mim um alívio corporal ou espiritual, foi-me tirado gradualmente. Finalmente, para concluir: vede bem que tudo o que é profundamente humano, o nosso Deus todo poderoso e misericordioso transforma-o radicalmente. Não é outra a obra que se leva a cabo no Purgatório”. (Santa Catarina de Gênova
12 de novembro de 2009
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