4 de outubro de 2009

AO DIVINO AUSENTE, IRMÃO FRANCISCO


Amigo vem...O lobo, em certo dia,
Tornou-se manso à voz que lhe deste;
E as Rôlas, pelo Outono, ao vento leste,
Preferem tua doce companhia.
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O Lobo, imagem foi, que Deus sabia,
Da Humanidade qual tu a fizeste;
E as rôlas são a Luz, o Amor celeste,
Por Ti baixando à terra escura e fria.
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Mas, tu partiste. E as rôlas não te vendo,
Tornam aos Céus; de novo o Lobo horrendo,
Infesta os campos, a cidade, os lares.
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Perde-se o mundo em lôbrego abandono;
A Vinha quer os olhos do Seu dono:
-Roga a Jesus...-É tempo de voltares.
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de António Correia de Oliveira
Lisboa ,em 1927

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