20 de dezembro de 2011

ARCOIRIS




Rio? Choro? Penso? Canto?

Falo? Grito? Silencio? Sofro?

Quedo-me? Adrenalino-me?

.

Na Cruz complexa da vida:

_Espinhos rubros da avidez vital...

dolorosos, cor de sangue, num doer unilateral!

-Espinhos lilazes, violetas

no sofrer de meus irmãos.

(doentes, deficientes,

esfomeados,

cozidos pelo frio,,

sós. esquecidos, marginais,

e tantos outros sofridos)!

.

-Espinhos verdes de esperanças,

paz, mundo melhor,com pão para todos!

.

-Espinhos outonais

de amigos no entardecer,

na simplicidade

e...crentes na juventude!

.

-Espinhos negros, cinzentos

na cegueira e surdez

que já não vislumbram a luz

duma tarde, de sol rubro, no horizonte!

.

-Espinhos rosados

elevando a alma

num renascer de forças

rumo à razão

dos planos do Criador!

.

-Espinhos brancos, normais

habitando palácios

sem desertos nem medos,

antevendo rios da paz, da verdade,

sabedoria, linguagem divina!

.


-Espinhos transparentes

que rasgam a preguiça,

a inveja, o ódio, a aversão,

o negativo, o sentimental!

.


-No arco íris da vida

que supera ilusão, melancolia,

desalento, inércia....

estão os espinhos do pecado,

a causa de todo o mal!




de Maria do Rosário Guerra



O QUE É O NATAL



O Nascimento de Nosso Senhor está cheio de mistérios. Considera em primeiro lugar, porque o Filho Unigênito de Deus quis vir ao mundo em tanta pobreza, em lugar tão desprezível, na estação de inverno, nas trevas da noite e longe da sociedade. Porque não quis celebrar seu aparecimento na capital, em Jerusalém, em um dos muitos palácios que lá havia, rodeado de todo conforto? São Bernardo diz:

"Não penseis que tudo isto tivesse acontecido por acaso. A criança não escolhe a hora e o dia do nascimento, porque para escolher lhe falta liberdade e uso da razão. Com Jesus Cristo não se dá isto. Ele, Deus feito homem, podendo determinar tempo e Lugar, escolheu justamente o que era agradável à natureza humana e à Santíssima Virgem. Porque procedeu assim? Os Santos Padres respondem: Primeiro: para nos mostrar mais claramente seu grande amor e incitar-nos a amá-lo também. Se Cristo tivesse vindo numa estação mais agradável; se tivesse escolhido a magnificência e comodidade de um palácio, sem dúvida haveríamos de reconhecer-lhe o amor para conosco que agora mais ainda realça, vendo-o nascer em pobreza, numa gélida noite e numa estrebaria. Segundo: Cristo o Senhor, já desde o nascimento quis mostrar-nos o caminho para o céu e ensinar-nos pelo exemplo o que mais tarde nos disse pela palavra. Não só o Menino Jesus como também a gruta, o presépio, os paninhos nos dizem que o caminho do céu é áspero e íngreme, e não há outro para nós, se nos queremos aproveitar para o aparecimento de Nosso Senhor. A concupiscência da carne e dos olhos, a soberba da vida são as raízes de todos os pecadores e as causadoras da desgraça dos homens.

A pobreza do Menino Jesus ensina-nos a necessidade da humildade, da cruz e do sofrimento, como meios de combater os vícios, de desapegar-nos do mundo, e servir a Deus com toda a pureza. Tudo isto nos mostra e exemplo de Cristo no presépio. Dizem os Santos Padres, que o presépio de Belém é o púlpito, a tribuna do Deus Menino.

Os ensinamentos de Nosso Senhor devem ser por nós imitados, quer nos tenham sido transmitidos por palavras, quer pelo exemplo. Do pobre nascimento de Cristo devemos aprender duas coisas: Primeiro, amemos o Menino de Belém. E segundo, tornemo-nos semelhantes ao Menino de Belém!"

Demos ao menino Jesus o nosso mais sincero e ardente amor, e imitemo-lo nas virtudes da pobreza e da humildade. Ao Menino Jesus é aplicável a palavra que mais tarde o Divino Mestre, quando pôs um menino no meio dos Apóstolos disse: "Se não vos converterdes e não vos tornardes semelhantes às crianças, não entrareis no reino dos céus".

Eis o que o Menino Jesus nos ensina ao nascer: desprezar os bens do mundo, para alcançar os bens eternos.

Reflexões:

Foi a obediência ao Pai Eterno que fez Jesus Cristo descer do céu e nascer em condições tão humildes. Deitado no presépio, o Menino Jesus já podia dizer: "Eu faço sempre o que a meu Pai agrada" ( Jo 8,29). Como mais tarde foi obediente até à cruz, obediente também foi até à gruta de Belém. Obedece tu também a Deus, observa-lhe os mandamentos e procura fazer sempre o que lhe agrada. Por amor de ti o Salvador sofreu indigência, frio, desprezo; e tudo isto com a maior paciência. Se te vierem sofrimentos e tribulações, não te perturbes e lembra-te de Jesus.

"Jesus, que já sofrestes por mim, quando neste mundo entrastes, eu quero sofrer por vosso amor. Se é este o caminho para o céu, como no-lo mostrastes, e desde criança nele andastes, nele eu vos quero seguir".

19 de dezembro de 2011

18 de dezembro de 2011

IV DOMINGO DO ADVENTO-ANO B



ANO B

4º DOMINGO DO ADVENTO


Tema do 4º Domingo do Advento

A liturgia deste último Domingo do Advento refere-se repetidamente ao projecto de vida plena e de salvação definitiva que Deus tem para oferecer aos homens. Esse projecto, anunciado já no Antigo Testamento, torna-se uma realidade concreta, tangível e plena com a Incarnação de Jesus.
A primeira leitura apresenta a “promessa” de Deus a David. Deus anuncia, pela boca do profeta Natã, que nunca abandonará o seu Povo nem desistirá de o conduzir ao encontro da felicidade e da realização plenas. A “promessa” de Deus irá concretizar-se num “filho” de David, através do qual Deus oferecerá ao seu Povo a estabilidade, a segurança, a paz, a abundância, a fecundidade, a felicidade sem fim.
A segunda leitura chama a esse projecto de salvação, preparado por Deus desde sempre, o “mistério”; e, sobretudo, garante que esse projecto se manifestou, em Jesus, a todos os povos, a fim de que a humanidade inteira integre a família de Deus.
O Evangelho refere-se ao momento em que Jesus encarna na história dos homens, a fim de lhes trazer a salvação e a vida definitivas. Mostra como a concretização do projecto de Deus só é possível quando os homens e as mulheres que Ele chama aceitam dizer “sim” ao projecto de Deus, acolher Jesus e apresentá-l’O ao mundo.


LEITURA I – 2 Sam 7,1-5.8b-12.14a.16

Leitura do Segundo Livro de Samuel

Quando David já morava em sua casa
e o Senhor lhe deu tréguas de todos os inimigos que o rodeavam,
o rei disse ao profeta Natã:
«Como vês, eu moro numa casa de cedro,
e a arca de Deus está debaixo de uma tenda».
Natã respondeu ao rei:
«Faz o que te pede o teu coração,
porque o Senhor está contigo».
Nessa mesma noite, o Senhor falou a Natã, dizendo:
«Vai dizer ao meu servo David: Assim fala o Senhor:
Pensas edificar um palácio para Eu habitar?
Tirei-te das pastagens onde guardavas os rebanhos,
para seres o chefe do meu povo de Israel.
Estive contigo em toda a parte por onde andaste
e exterminei diante de ti todos os teus inimigos.
Dar-te-ei um nome tão ilustre
como o nome dos grandes da terra.
Prepararei um lugar para o meu povo de Israel:
e nele o instalarei para que habite nesse lugar,
sem que jamais tenha receio
e sem que os perversos tornem a oprimi-lo como outrora,
quando Eu constituía juízes no meu povo de Israel.
Farei que vivas seguro de todos os teus inimigos.
O Senhor anuncia que te vai fazer uma casa.
Quando chegares ao termo dos teus dias
e fores repousar com teus pais
estabelecerei em teu lugar um descendente que há-de nascer de ti
e consolidarei a tua realeza.
Ele construirá um palácio ao meu nome
e Eu consolidarei para sempre o teu trono real.
Serei para ele um pai e ele será para Mim um filho.
A tua casa e o teu reino permanecerão diante de Mim eternamente
e o teu trono será firme para sempre.

AMBIENTE

Os Livros de Samuel referem-se a um dos momentos mais importantes da história do Antigo Testamento: o momento da constituição de Israel como Povo, no sentido estrito e pleno da palavra. É durante a época a que os Livros de Samuel aludem que, pela primeira vez na sua história, as tribos do Norte (Israel) e do Sul (Judá) se reúnem em torno de um único rei (David) e em torno de uma capital comum (Jerusalém). Estamos nos finais do séc. XI e princípios do séc. X a.C..
David tornou-se rei de Judá (Sul) por volta de 1012 a.C.; alguns anos depois, foi convidado pelas tribos de Israel (Norte) para reinar sobre elas. David reuniu, portanto, sobre a sua cabeça as duas coroas – a de Israel (Norte) e a de Judá (Sul). Após a união, David teve de eleger uma capital para o seu reino. Foi preciso encontrar, para sede do novo reino, uma cidade geograficamente bem colocada e, sobretudo, uma cidade neutral, que não criasse tensões entre o norte e o sul, nem despertasse rivalidades mútuas entre as distintas tribos. Ora Jerusalém, a cidade inexpugnável dos jebuseus, oferecia as condições exigidas… David reuniu, portanto, um comando de profissionais, prescindindo intencionalmente do exército oficial de Israel e de Judá, a fim de que nenhum dos dois reinos reivindicasse o título de propriedade sobre a nova cidade. A cidade de Jerusalém foi conquistada aos jebuseus por volta do ano 1005 a.C. (cf. 2 Sm 5,6-12) e tornou-se, desde então, a “cidade de David”. Mais tarde, David fez transportar para Jerusalém a “Arca da Aliança” (o sinal visível da presença de Deus no meio do seu Povo), convertendo assim a nova capital do reino em cidade santa para todas as tribos (cf. 2 Sm 6,1-23).
Ora, uma vez em Jerusalém, a “Arca” pedia um Templo adequado para lhe dar abrigo. David pensou em construir esse Templo; mas o profeta Natã, inspirado por Jahwéh, segundo o teólogo deuteronomista, opôs-se. Encontramos aqui o eco de uma disputa que dividirá durante muito tempo o Povo de Deus… Para alguns ambientes proféticos, o Templo era uma ofensa a Deus, uma tentativa de encerrá-l’O, em vez de deixar-se guiar por Ele. Jahwéh é visto pelos teólogos do Povo de Deus como um Deus “nómada”, que acompanha o seu Povo pelos caminhos da vida e da história e que não tem um lugar fixo, limitado, fechado, para se encontrar com os homens.

MENSAGEM

Portanto, David não irá construir o Templo. Mas se David não pode dar “estabilidade” ao Senhor, este pode dar estabilidade a David e ao Povo de Deus. Jogando com o duplo significado da palavra hebraica “bait” (“casa”), que pode usar-se para definir a casa de pedra (“Templo”) e a casa real (“família”, “dinastia”), o teólogo deuteronomista explica que se David não vai construir uma “casa” (Templo) para Deus, Deus vai construir uma “casa” (família) para David (“o Senhor anuncia que te vai fazer uma casa” – vers. 11). Trata-se da “Aliança davídica”, que constitui a família de David como depositária das promessas divinas e garantia de um futuro de estabilidade, de segurança, de paz para o Povo de Deus.
Esta “Aliança” garante – quer a David, quer a todo o Povo de Deus – quatro elementos fundamentais… Em primeiro lugar, garante uma relação especial entre Jahwéh e a descendência de David, expressa em termos de filiação (“serei para ele um pai e ele será para mim um filho” – 2 Sm 7,14a); em segundo lugar, garante que, através dos reis descendentes de David, o próprio Jahwéh cuidará do seu Povo e o conduzirá pelos caminhos da vida e da história (cf. 2 Sm 7,8.12.16; em terceiro lugar, garante a prosperidade, a paz e a justiça para o Povo de Deus (cf. 2 Sm 7,10); em quarto lugar, garante a eternidade da dinastia e da nação (cf. 2 Sm 7,16). Trata-se de uma “promessa” que põe em relevo a fidelidade de Deus ao seu Povo, o seu amor nunca desmentido e mil vezes provado na história, a sua vontade de cuidar do seu Povo, de o libertar e de o conduzir ao encontro da salvação e da vida. Nesta “promessa”, Jahwéh revela-se como esse Deus peregrino, permanentemente a caminho com o seu Povo e que, ao longo dessa caminhada, se vai revelando como a rocha segura e firme na qual o Povo de Deus encontra a salvação.
A profecia de Natã constitui o ponto de partida do chamado “messianismo régio”: a promessa de Deus rapidamente extravasa o filho e sucessor de David (Salomão), para se dirigir a uma figura de rei “ideal”, que dará cumprimento a todas as aspirações e esperanças que o Povo depositava na dinastia davídica.
Esta “profecia/promessa” tornar-se-á, com o passar do tempo, um dos artigos fundamentais da fé de Israel. Sobretudo em épocas dramáticas de crise e de angústia nacional, a “Aliança davídica” será um “capital de esperança” que ajudará o Povo a enfrentar as vicissitudes da história. O Povo de Deus passará, então, a sonhar com um Messias, da descendência de David, que oferecerá ao Povo de Deus um futuro de liberdade, de abundância, de fecundidade, de paz e de bem-estar sem fim.

ACTUALIZAÇÃO

Considerar, na reflexão, os seguintes elementos:

• A questão fundamental que o nosso texto põe é a da atitude de Deus diante dos homens e do mundo. O catequista deuteronomista, autor deste texto, está seguro de que Jahwéh, o Senhor da história, se preocupa com o caminho que os homens percorrem e encontra sempre forma de derramar o seu amor e a sua bondade sobre o Povo que ele próprio elegeu. Numa época em que a cultura dominante parece apostada em decretar a “morte” de Deus ou, pelo menos, em torná-lo uma inofensiva figura de cera e em exilá-lo para o museu das experiências pré-racionais, é importante para nós crentes não esquecermos esta certeza que a Palavra de Deus nos deixa: o nosso Deus preside à história humana, vem continuamente ao encontro dos homens, faz com eles uma Aliança, oferece-lhes a paz e a justiça e aponta-lhes o caminho para a verdadeira vida, a verdadeira liberdade, a verdadeira salvação.

• Se é Deus quem conduz a história humana, não temos razão para temer o futuro do mundo. Os homens podem inventar a morte, a violência, a injustiça, a opressão, a exploração, os imperialismos; mas Deus saberá conduzir a história dos homens e do mundo a bom porto, de acordo com o seu projecto de amor e de salvação. Esta certeza deve levar-nos a encarar a história humana com optimismo, com esperança e com confiança, mesmo quando as forças da morte parecerem controlar a nossa história e dirigir as nossas vidas.

• É preciso, nestes dias que antecedem o Natal, ter consciência de que a promessa de Deus a David se concretiza em Jesus… Ele é esse “rei” da descendência de David que Deus enviou ao nosso encontro para nos apontar o caminho para o reino da justiça, da paz, do amor e da felicidade sem fim. Que acolhimento é que esse “rei” encontra no nosso coração e na nossa vida?

• Mais uma vez, a Palavra de Deus deixa claro que Deus intervém no mundo e concretiza os seus projectos de salvação através de homens a quem Ele confia determinada missão (“tirei-te das pastagens onde guardavas os rebanhos, para seres o chefe do meu povo de Israel”). Estou disponível para que Deus, através de mim, possa continuar a oferecer a salvação aos meus irmãos, particularmente aos pobres, aos humildes, aos marginalizados, aos excluídos do mundo?


SALMO RESPONSORIAL – Salmo 88 (89)

Refrão 1: Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor.

Refrão 2: Senhor, cantarei eternamente a vossa bondade.

Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor
e para sempre proclamarei a sua fidelidade.
Vós dissestes: «A bondade está estabelecida para sempre»,
no céu permanece firme a vossa fidelidade.

«Concluí uma aliança com o meu eleito,
fiz um juramento a David meu servo:
‘Conservarei a tua descendência para sempre,
estabelecerei o teu trono por todas as gerações’».

«Ele Me invocará: ‘Vós sois meu Pai,
meu Deus, meu Salvador’.
Assegurar-lhe-ei para sempre o meu favor,
a minha aliança com ele será irrevogável».


LEITURA II – Rom 16,25-27

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Romanos

Irmãos:
Àquele que tem o poder de vos confirmar,
segundo o meu Evangelho e a pregação de Jesus Cristo
– a revelação do mistério encoberto desde os tempos eternos
mas agora manifestado
e dado a conhecer a todos os povos
pelas escrituras dos Profetas
segundo a ordem do Deus eterno,
dado a conhecer a todos os gentios
para que eles obedeçam à fé –
a Deus, o único sábio,
por Jesus Cristo,
seja dada glória pelos séculos dos séculos. Amen.

AMBIENTE

No final da década de 50 (a Carta aos Romanos apareceu por volta de 57/58), multiplicavam-se as “crises” entre os cristãos oriundos do mundo judaico e os cristãos oriundos do mundo pagão. Uns e outros tinham perspectivas diferentes da salvação e da forma de viver o compromisso com Jesus Cristo e com o seu Evangelho. Os cristãos de origem judaica consideravam que, além da fé em Jesus Cristo, era necessário cumprir as obras da Lei (nomeadamente a prática da circuncisão) para ter acesso à salvação; mas os cristãos de origem pagã recusavam-se a aceitar a obrigatoriedade das práticas judaicas. Era uma questão “quente”, que ameaçava a unidade da Igreja. Este problema também era sentido pela comunidade cristã de Roma.
Neste cenário, Paulo vai mostrar a todos os crentes (a Carta aos Romanos, mais do que uma carta para a comunidade cristã de Roma, é uma carta para as comunidades cristãs, em geral) a unidade da revelação e da história da salvação: judeus e não judeus são, de igual forma, chamados por Deus à salvação; o essencial não é cumprir a Lei de Moisés – que nunca assegurou a ninguém a salvação; o essencial é acolher a oferta de salvação que Deus faz a todos, por Jesus Cristo.
O texto que nos é proposto apresenta-nos precisamente os últimos versículos da Carta aos Romanos. Trata-se de uma solene doxologia final que não parece, contudo, ser de Paulo (ainda que os conceitos sejam paulinos, a terminologia é diferente). Provavelmente, constituía o remate final do epistolário paulino, numa antiga edição do mesmo. De qualquer forma, trata-se de um texto maduramente reflectido e trabalhado, sem dúvida fruto de uma profunda reflexão teológica levada a cabo no seio da comunidade cristã. O seu autor foi, certamente, um cristão dos finais do século I ou dos princípios do séc. II. Profundo conhecedor da teologia paulina e absolutamente comprometido com a Igreja a que pertencia, este cristão procurou sintetizar nestes versículos toda a doutrina do apóstolo Paulo.

MENSAGEM

O conceito que preside a estes versículos é o conceito de “mistério” (mystêrion”). Na teologia paulina, o “mistério” refere-se ao plano de salvação que Deus tem para os homens e para o mundo. Mantido em segredo durante muitos séculos, o “mistério” foi plenamente manifestado em Cristo, nos seus gestos, nas suas palavras, sobretudo na sua morte e na sua ressurreição; revelado aos apóstolos e aos profetas pelo Espírito Santo, o “mistério” foi depois transmitido a todos os povos – nomeadamente aos pagãos – para fazer deles membros de um único corpo (“Corpo de Cristo”) e para associá-los à herança de Cristo (cf. 1 Cor 2,1.7; Ef 1,9;3,3-10;6,19; Col 1,26-27;2,2;4,3).
É por esse “mistério”, que reflecte o amor de Deus pelos homens, que o autor destes versículos pede que “seja dada glória pelos séculos dos séculos”… E a comunidade interpelada responde: “amen” (vers. 27).

ACTUALIZAÇÃO

Na reflexão, considerar as seguintes linhas:

• A segunda leitura reitera a mensagem fundamental da primeira: Deus tem um plano de salvação para oferecer aos homens. O facto de esse projecto existir “desde os tempos eternos” mostra que a preocupação e o amor de Deus pelos seus filhos não é um facto acidental ou uma moda passageira, mas algo que faz parte do ser de Deus e que está eternamente no projecto de Deus. Não esqueçamos isto: não somos seres abandonados à nossa sorte, perdidos e à deriva num universo sem fim; mas somos seres amados por Deus, pessoas únicas e irrepetíveis que Deus conduz com amor ao longo da caminhada pela história e para quem Deus tem um projecto eterno de vida plena, de felicidade total, de salvação. Tal constatação deve encher de alegria, de esperança e também de gratidão os nossos corações.

• A nossa leitura deixa ainda claro que esse projecto de salvação foi totalmente revelado em Jesus Cristo – no seu amor até ao extremo, nos seus gestos de bondade e de misericórdia, na sua atitude de doação e de serviço, no seu anúncio do Reino de Deus. Prepararmo-nos para o Natal significa preparar o nosso coração para acolher Jesus, para aceitar os seus valores, para compreender o seu jeito de viver, para aderir ao projecto de salvação que, através d’Ele, Deus Pai nos propõe.


ALELUIA – Lc 1,38

Aleluia. Aleluia.

Eis a escrava do Senhor:
faça-se em mim segundo a vossa palavra.


EVANGELHO – Lc 1,26-38

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo,
o Anjo Gabriel foi enviado por Deus
a uma cidade da Galileia chamada Nazaré,
a uma Virgem desposada com um homem chamado José.
O nome da Virgem era Maria.
Tendo entrado onde ela estava, disse o Anjo:
«Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo;
bendita és tu entre as mulheres».
Ela ficou perturbada com estas palavras
e pensava que saudação seria aquela.
Disse-lhe o Anjo: «Não temas, Maria,
porque encontraste graça diante de Deus.
Conceberás e darás à luz um Filho,
a quem porás o nome de Jesus.
Ele será grande e chamar-Se-á Filho do Altíssimo.
O Senhor Deus Lhe dará o trono de seu pai David;
e o seu reinado não terá fim».
Maria disse ao Anjo:
«Como será isto, se eu não conheço homem?»
O Anjo respondeu-lhe:
«O Espírito Santo virá sobre ti
e a força do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra.
Por isso o Santo que vai nascer será chamado Filho de Deus.
E a tua parenta Isabel concebeu também um filho na sua velhice
porque a Deus nada é impossível».
Maria disse então:
«Eis a escrava do Senhor;
faça-se em mim segundo a tua palavra».

AMBIENTE

O texto que nos é hoje proposto pertence ao “Evangelho da Infância” na versão de Lucas. De acordo com os biblistas actuais, os textos do “Evangelho da Infância” pertencem a um género literário especial, chamado homologese. Este género não pretende ser um relato jornalístico e histórico de acontecimentos; mas é, sobretudo, uma catequese destinada a proclamar certas realidades salvíficas (que Jesus é o Messias, que Ele vem de Deus, que Ele é o “Deus connosco”). Desenvolve-se em forma de narração e recorre às técnicas do midrash haggádico (uma técnica de leitura e de interpretação do texto sagrado usada pelos rabbis judeus da época de Jesus). A homologese utiliza e mistura tipologias (factos e pessoas do Antigo Testamento encontram a sua correspondência em factos e pessoas do Novo Testamento) e aparições apocalípticas (anjos, aparições, sonhos) para fazer avançar a narração e para explicitar determinada catequese sobre Jesus. O Evangelho que nos é hoje proposto deve ser entendido a esta luz: não interessa, pois, estar aqui à procura de factos históricos; interessa, sobretudo, perceber o que é que a catequese cristã primitiva nos ensina, através destas narrações, sobre Jesus.
A cena situa-nos numa aldeia da Galileia, chamada Nazaré. A Galileia, região a norte da Palestina, à volta do Lago de Tiberíades, era considerada pelos judeus uma terra longínqua e estranha, em permanente contacto com as populações pagãs e onde se praticava uma religião heterodoxa, influenciada pelos costumes e pelas tradições pagãs. Daí a convicção dos mestres judeus de Jerusalém de que “da Galileia não pode vir nada de bom”. Quanto a Nazaré, era uma aldeia pobre e ignorada, nunca nomeada na história religiosa judaica e, portanto (de acordo com a mentalidade judaica), completamente à margem dos caminhos de Deus e da salvação.
Maria, a jovem de Nazaré que está no centro deste episódio, era “uma virgem desposada com um homem chamado José”. O casamento hebraico considerava o compromisso matrimonial em duas etapas: havia uma primeira fase, na qual os noivos se prometiam um ao outro (os “esponsais”); só numa segunda fase surgia o compromisso definitivo (as cerimónias do matrimónio propriamente dito)… Entre os “esponsais” e o rito do matrimónio, passava um tempo mais ou menos longo, durante o qual qualquer uma das partes podia voltar atrás, ainda que sofrendo uma penalidade. Durante os “esponsais”, os noivos não viviam em comum; mas o compromisso que os dois assumiam tinha já um carácter estável, de tal forma que, se surgia um filho, este era considerado filho legítimo de ambos. A Lei de Moisés considerava a infidelidade da “prometida” como uma ofensa semelhante à infidelidade da esposa (cf. Dt 22,23-27)… E a união entre os dois “prometidos” só podia dissolver-se com a fórmula jurídica do divórcio. José e Maria estavam, portanto, na situação de “prometidos”: ainda não tinham celebrado o matrimónio, mas já tinham celebrado os “esponsais”.

MENSAGEM

Depois da apresentação do “ambiente” do quadro, Lucas apresenta o diálogo entre Maria e o anjo.
A conversa começa com a saudação do anjo. Na boca deste, são colocados termos e expressões com ressonância vétero-testamentária, ligados a contextos de eleição, de vocação e de missão. Assim, o termo “ave” (em grego, “kaire”) com que o anjo se dirige a Maria é mais do que uma saudação: é o eco dos anúncios de salvação à “filha de Sião” – uma figura fraca e delicada que personifica o Povo de Israel, em cuja fraqueza se apresenta e representa essa salvação oferecida por Deus e que Israel deve testemunhar diante dos outros povos (cf. 2 Re 19,21-28; Is 1,8;12,6; Jer 4,31; Sof 3,14-17). A expressão “cheia de graça” significa que Maria é objecto da predilecção e do amor de Deus. A outra expressão, “o Senhor está contigo”, é uma expressão que aparece com frequência ligada aos relatos de vocação no Antigo Testamento (cf. Ex 3,12 – vocação de Moisés; Jz 6,12 – vocação de Gedeão; Jer 1,8.19 – vocação de Jeremias) e que serve para assegurar ao “chamado” a assistência de Deus na missão que lhe é pedida. Estamos, portanto, diante do “relato de vocação” de Maria: a visita do anjo destina-se a apresentar à jovem de Nazaré uma proposta de Deus. Essa proposta vai exigir uma resposta clara de Maria.
Qual é, então, o papel proposto a Maria no projecto de Deus?
A Maria, Deus propõe que aceite ser a mãe de um “filho” especial… Desse “filho” diz-se, em primeiro lugar, que Ele se chamará “Jesus”. O nome significa “Deus salva”. Além disso, esse “filho” é apresentado pelo anjo como o “Filho do Altíssimo”, que herdará “o trono de seu pai David” e cujo reinado “não terá fim”. As palavras do anjo levam-nos a 2 Sm 7 e à promessa feita por Deus ao rei David através das palavras do profeta Natã. Esse “filho” é descrito nos mesmos termos em que a teologia de Israel descrevia o “Messias” libertador. O que é proposto a Maria é, pois, que ela aceite ser a mãe desse “Messias” que Israel esperava, o libertador enviado por Deus ao seu Povo para lhe oferecer a vida e a salvação definitivas.
Como é que Maria responde ao projecto de Deus?
A resposta de Maria começa com uma objecção… A objecção faz sempre parte dos relatos de vocação do Antigo Testamento (cf. Ex 3,11;6,30; Is 6,5; Jer 1,6). É uma reacção natural de um “chamado”, assustado com a perspectiva do compromisso com algo que o ultrapassa; mas é, sobretudo, uma forma de mostrar a grandeza e o poder de Deus que, apesar da fragilidade e das limitações dos “chamados”, faz deles instrumentos da sua salvação no meio dos homens e do mundo.
Diante da “objecção”, o anjo garante a Maria que o Espírito Santo virá sobre ela e a cobrirá com a sua sombra. Este Espírito é o mesmo que foi derramado sobre os juizes (Oteniel – cf. Jz 3,10; Gedeão – cf. Jz 6,34; Jefté – cf. Jz 11,29; Sansão – cf. Jz 14,6), sobre os reis (Saul – cf. 1 Sm 11,6; David – cf. 1 Sm 16,13), sobre os profetas (cf. Maria, a profetisa irmã de Aarão – cf. Ex 15,20; os anciãos de Israel – cf. Nm 11,25-26; Ezequiel – cf. Ez 2,1; 3,12; o Trito-Isaías – cf. Is 61,1), a fim de que eles pudessem ser uma presença eficaz da salvação de Deus no meio do mundo. A “sombra” ou “nuvem” leva-nos também à “coluna de nuvem” (cf. Ex 13,21) que acompanhava a caminhada do Povo de Deus em marcha pelo deserto, indicando o caminho para a Terra Prometida da liberdade e da vida nova. A questão é a seguinte: apesar da fragilidade de Maria, Deus vai, através dela, fazer-se presente no mundo para oferecer a salvação a todos os homens.
O relato termina com a resposta final de Maria: “eis a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra”. Afirmar-se como “serva” significa, mais do que humildade, reconhecer que se é um eleito de Deus e aceitar essa eleição, com tudo o que ela implica – pois, no Antigo Testamento, ser “servo do Senhor” é um título de glória, reservado àqueles que Deus escolheu, que Ele reservou para o seu serviço e que Ele enviou ao mundo com uma missão (essa designação aparece, por exemplo, no Deutero-Isaías – cf. Is 42,1;49,3;50,10;52,13;53,2.11 – em referência à figura enigmática do “servo de Jahwéh”). Desta forma, Maria reconhece que Deus a escolheu, aceita com disponibilidade essa escolha e manifesta a sua disposição de cumprir, com fidelidade, o projecto de Deus.

ACTUALIZAÇÃO

Para a reflexão e partilha, considerar os seguintes elementos:

• Também o Evangelho deste domingo (na linha das outras duas leituras) afirma, de forma clara e insofismável, que Deus ama os homens e tem um projecto de vida plena para lhes oferecer. Como é que esse Deus cheio de amor pelos seus filhos intervém na história humana e concretiza, dia a dia, essa oferta de salvação? A história de Maria de Nazaré (bem como a de tantos outros “chamados”) responde, de forma clara, a esta questão: é através de homens e mulheres atentos aos projectos de Deus e de coração disponível para o serviço dos irmãos, que Deus actua no mundo, que Ele manifesta aos homens o seu amor, que Ele convida cada pessoa a percorrer os caminhos da felicidade e da realização plena. Já pensámos que é através dos nossos gestos de amor, de partilha e de serviço que Deus Se torna presente no mundo e transforma o mundo?

• Neste domingo que precede o Natal de Jesus, a história de Maria mostra como é possível fazer Jesus nascer no mundo: através de um “sim” incondicional aos projectos de Deus. É preciso que, através dos nossos “sins” de cada instante, da nossa disponibilidade e entrega, Jesus possa vir ao mundo e oferecer aos nossos irmãos – particularmente aos pobres, aos humildes, aos infelizes, aos marginalizados – a salvação e a vida de Deus.

• Outra questão é a dos instrumentos de que Deus se serve para realizar os seus planos… Maria era uma jovem mulher de uma aldeia obscura dessa “Galileia dos pagãos” de onde não podia “vir nada de bom”. Não consta que tivesse uma significativa preparação intelectual, extraordinários conhecimentos teológicos, ou amigos poderosos nos círculos de poder e de influência da Palestina de então… Apesar disso, foi escolhida por Deus para desempenhar um papel primordial na etapa mais significativa na história da salvação. A história vocacional de Maria deixa claro que, na perspectiva de Deus, não são o poder, a riqueza, a importância ou a visibilidade social que determinam a capacidade para levar a cabo uma missão. Deus age através de homens e mulheres, independentemente das suas qualidades humanas. O que é decisivo é a disponibilidade e o amor com que se acolhem e testemunham as propostas de Deus.

• Diante dos apelos de Deus ao compromisso, qual deve ser a resposta do homem? É aí que somos colocados diante do exemplo de Maria… Confrontada com os planos de Deus, Maria responde com um “sim” total e incondicional. Naturalmente, ela tinha o seu programa de vida e os seus projectos pessoais; mas, diante do apelo de Deus, esses projectos pessoais passaram naturalmente e sem dramas a um plano secundário. Na atitude de Maria não há qualquer sinal de egoísmo, de comodismo, de orgulho, mas há uma entrega total nas mãos de Deus e um acolhimento radical dos caminhos de Deus. O testemunho de Maria é um testemunho questionante, que nos interpela fortemente… Que atitude assumimos diante dos projectos de Deus: acolhemo-los sem reservas, com amor e disponibilidade, numa atitude de entrega total a Deus, ou assumimos uma atitude egoísta de defesa intransigente dos nossos projectos pessoais e dos nossos interesses egoístas?

• É possível alguém entregar-se tão cegamente a Deus, sem reservas, sem medir os prós e os contras? Como é que se chega a esta confiança incondicional em Deus e nos seus projectos? Naturalmente, não se chega a esta confiança cega em Deus e nos seus planos sem uma vida de diálogo, de comunhão, de intimidade com Deus. Maria de Nazaré foi, certamente, uma mulher para quem Deus ocupava o primeiro lugar e era a prioridade fundamental. Maria de Nazaré foi, certamente, uma pessoa de oração e de fé, que fez a experiência do encontro com Deus e aprendeu a confiar totalmente n’Ele. No meio da agitação de todos os dias, encontro tempo e disponibilidade para ouvir Deus, para viver em comunhão com Ele, para tentar perceber os seus sinais nas indicações que Ele me dá dia a dia?


ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS PARA O 4º DOMINGO DO ADVENTO
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 4º Domingo do Advento, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.

2. DURANTE A CELEBRAÇÃO.
- DAVID. Estamos habituados a viver o 4º Domingo do Advento, bem próximo do Natal, com Maria. E este ano, a grande narração da Anunciação (Evangelho) pode centrar a nossa atenção na preparação da liturgia… Mas talvez possamos entrar neste domingo com outra chave de leitura, perguntando se Deus sempre quis ter necessidade dos homens. De facto, segundo a primeira leitura, é Ele que finalmente fará uma casa para David; mas David e o profeta Natã são homens que Deus escolheu entre o seu povo para O ajudar na sua missão de salvação.
- MARIA. Esta escolha de Deus culmina em Maria, a humilde serva. Deus quer ter necessidade de uma mulher para trazer ao mundo o seu Filho bem-amado. Do mesmo modo que escolheu, desde sempre, homens para cumprir em seu nome missões particulares, Ele escolhe agora uma mulher para a missão suprema de trazer o corpo do seu Filho único. Este domingo celebra ao mesmo tempo a humildade de Deus e a humildade de Maria. Mais do que nunca, a sobriedade da liturgia deverá ser tida em conta. A narração da Anunciação é um dos relatos alegres do Evangelho… bem expressos pelos pintores ao longo dos tempos…
- E NÓS? Celebrar este domingo, meditar a importantíssima missão confiada a Maria e a resposta tão generosa que não hesitou em dar ao Senhor, convida-nos também a nos interrogarmos sobre a nossa própria missão: o que é que Deus, na nossa humilde medida, nos confia? Em quê, por quê, conta Ele com cada um de nós? Para que seja verdadeiramente Natal, dentro de alguns dias, na nossa terra, Ele tem sem dúvida necessidade dos discípulos do seu Filho… Professamos hoje a nossa fé num Deus que, diz São Paulo, tem o poder de nos confirmar (segunda leitura): acendendo a nossa quarta vela do Advento, que esta força seja verdadeiramente reavivada nos nossos corações.

3. PALAVRA DE VIDA.
Maria, humilde jovem de Nazaré, fervorosa crente judia, esperava a realização da promessa de Deus. Ela entra em diálogo com Deus, é a sua Anunciação. Deus, como sempre, toma a iniciativa: Ele vem, de improviso, ao encontro daquela que encheu de graças e com a qual Ele já está. Maria está perturbada porque Deus surpreende sempre. Deus tranquiliza-a, lembrando-lhe que é Ele que toma a iniciativa. Ele quer associar uma das suas criaturas ao seu projecto de salvação: o filho chamar-se-á “Jesus”, “Deus salva”. Maria interroga antes de dar a sua resposta: “Como será isso?” Ela procura esclarecer a sua fé. Deus responde-lhe, assegurando-lhe a sua presença pelo seu Espírito, e Ele dá-lhe um sinal, porque sabe que as suas criaturas precisam de sinais para crer: a sua prima conceberá na sua velhice. E Ele recorda-lhe que nada Lhe é impossível. Maria dá a sua resposta: a Palavra de Deus é segura, ela pode ter confiança. E esta Palavra torna-se carne na sua carne.

4. UM PONTO DE ATENÇÃO.
Fazer ressoar o Evangelho da Anunciação… A alguns dias do Natal, a Anunciação dá o verdadeiro sentido da festa: vamos celebrar o mistério da Incarnação do Filho de Deus. Portanto, o Evangelho deverá ter um lugar central. Aliás, a oração da colecta, a primeira leitura e a oração sobre as oferendas evocam também o mesmo mistério. O Evangeliário pode ser trazido em procissão com solenidade e apresentado à assembleia, acompanhado de um cântico. Uma possibilidade de acolher o Evangelho pela oração será introduzir a “Ave-Maria” durante o Evangelho: lê-se o Evangelho até “o Senhor está contigo”; a assembleia reza a primeira parte da “Ave-Maria”; o leitor continua a leitura do Evangelho até ao fim e a assembleia reza a segunda parte da “Ave-Maria”. A homilia/meditação ajudará os fiéis a descobrir o papel de Maria no mistério do Natal.

5. PARA A SEMANA QUE SE SEGUE…
Tomar uma decisão que comprometa… Maria ajuda-nos a dar o salto da fé, ela é o nosso modelo, mas ao mesmo tempo é nossa Mãe: podemos, pois, ter confiança e encontrar junto dela todo o reconforto de que precisamos! A alguns dias do Natal, com Maria, procuremos tomar uma decisão que comprometa a nossa fé, de encontrar um ritmo mais regular para a oração, de prever uma paragem espiritual (tempo de retiro, por breve que seja…) antes do Natal para fazer o ponto da situação da nossa vida com o Senhor.

17 de dezembro de 2011

HINO A SÃO JOSÉ A QUEM ENTREGO MINHA NOITE

O PRIMEIRO NATAL

SÓ O AMOR EM DEUS, IMPORTA




PASSA O TEMPO SEM QUERERMOS!




COM ELE PASSA TAMBÉM A VIDA!




É JÁ RETEMPO DE SABERMOS...


SE TUDO A QUE SE CHAMA LIDA


NÃO TERÁ SIDO DESTEMPO


DUMA ETERNIDADE, NO AMOR


QUE DEUS TOMA POR LOUVOR,


A REVERTER EM SUSTENTO


E FERMENTANDO NOSSA AÇÃO!




EM PROL DO NOSSO CAMINHAR,


SÓ ELE TERÁ DE ESTAR


NO NOSSO MINI CORAÇÃO


QUANDO ELE NOS PEDIR


AS CONTAS DO ROSÁRIO


COM PÉROLAS TRANSPARENTES


ONDE A CLEMÊNCIA É CONDÃO!



PARA O PERDÃO CONSEGUIR




SÓ UM AMOR EM UNIÃO!


DE Maria do Rosário Guerra

IV DOMINGO DO ADVENTO-ANO B

NOVENA AO MENINO JESUS




:

I. Oferecimento.
Oh! Pai eterno, Vos ofereço para a honra e glória vossa, e por minha salvação e a de todo o mundo, o mistério do Nascimento de nosso divino Redentor.
Glória, Pai-Nosso e Ave-Maria.

II. Oferecimento.
Oh! Pai eterno, Vos ofereço para a honra e glória vossa, e por minha eterna salvação, os sofrimentos da Virgem Santíssima e de São José naquela longa e penosa viagem de Nazaret a Belém, e as angústias de seu coração por não encontrar lugar onde se abrigar quando estava para nascer o Salvador do mundo.
Glória, Pai-Nosso e Ave-Maria.

III. Oferecimento.
Oh! Pai eterno, Vos ofereço para a honra e glória vossa, e por minha eterna salvação, o casebre onde nasceu Jesus, o duro feno que lhe serviu de cama, o frio que sofreu, os panos em que foi envolto, as lágrimas que derramou e seus ternos gemidos.
Glória, Pai-Nosso e Ave-Maria.

IV. Oferecimento.
Oh! Pai eterno, Vos ofereço para a honra e glória vossa, e por minha eterna salvação, a dor que sofreu o divino Menino Jesus em seu terno corpinho, quando se sujeitou a cruel circuncisão;
Vos ofereço aquele preciosíssimo Sangue, que então derramou pela primeira vez para a salvação de todo o gênero humano.
Glória, Pai-Nosso e Ave-Maria.

V. Oferecimento.
Oh! Pai eterno, Vos ofereço a maior honra e glória vossa, e por minha eterna salvação, a humildade, a mortificação, a paciência a caridade, e todas as virtudes do Menino Jesus, e Vos dou graças, Vos amo e Vos bendigo infinitamente por este inefável mistério da Encarnação do Verbo divino.
Glória, Pai-Nosso e Ave-Maria.
Glória
Glória a Deus nas alturas
e na terra ao homem paz.
Assim os Anjos cantam
de Belém no portal.
A Belém vinde, Pastores,
Que tem nascido vosso Rei;
Envolto em pobres panos
Sobre a palha o vereis.
Tremendo de frio chora
No casebre meu Deus
Porque o mundo está muito frio,
Quem é que vem a dar-Lhe calor.
do portal pelas grutas
Vê os lenhos uma cruz;
Por isso tremendo chora
O pobre Menino Jesus.
A Virgem O tem em seus braços
E dá o Menino a São José;
Deles quero ser escravo
Honrando a Sagrada Família de Nazaré

13 de dezembro de 2011

HORA DE SÃO JOSÉ




Algumas Mensagens de São José sobre Sua Hora de Oração

"-Entregai-vos a Mim, como instrumentos dóceis. Ide por toda parte levando Minhas Mensagens, fazendo a Minha Santa HORA todos os domingos e levando esta Minha HORA ao conhecimento de todos, para que todos a rezem, para que todos a façam.Por meio desta HORA, o Meu AMANTÍSSIMO CORAÇÃO triunfará, como já está começando a triunfar em tantas almas e lares, que tem rezado a Minha HORA, lealmente e fielmente todos os domingos.Que maravilhas Eu farei, quando o mundo inteiro conhecer a Minha Santa HORA de ORAÇÃO! Em breve o mundo vai conhecer a força e poder esmagador da Minha Santa HORA de ORAÇÃO!... (São José 10/02/2008)

"...Rezem pelas nações da terra, rezem pela paz, continuem fazendo a minha hora todos os domingos, eu já estou derramando graças em muitos corações que começaram a fazê-la, mas ainda são poucos, é preciso que mais pessoas a façam, e a espalhem, para que eu possa deter a onda de destruição das famílias que se alastra como um câncer sobre a terra." (São José 11/05/2003)

"...Continuem a fazer a Minha Hora todos os Domingos. A Hora da Paz e a Minha Hora, serão tanto mais fortes e terão tanto mais eficácia quanto maior for a Fé com que vocês as fizerem . Sim, o grau de eficácia destas orações, também está relacionado com o grau de fé que vocês tem nelas."
( São José 04/04/2004)

"...Continuem com a Minha Hora aos domingos. Sobre os que a fazem fielmente, hoje desce a indulgência plena. Hoje, Eu prometo cobrir as famílias que são fiéis a Mim na Minha Hora de oração. O Meu Amantíssimo Coração jamais se dilatou tanto como aqui, neste local santo. Este é o Meu lugar de predileção. Aqui, vou realizar as maiores maravilhas da graça no interior das almas." (São José 10/02/2006)

" - O Meu Coração é a fonte da paz para este mundo sem paz. Para a alma que deseja agradar perfeitamente ao Altíssimo ofereço o meio eficaz e o único certo. A verdadeira consagração e devoção ao meu Amantíssimo Coração. Para tê-la, é preciso três coisas:
Primeiro, entregar-se completamente a mim e deixar-se guiar docilmente por mim. Segundo, imitar minhas virtudes e obedecer prontamente as minhas Mensagens.Terceiro, rezar a minha Hora e contemplar amiúde o Meu Amantíssimo Coração. Se a alma fizer isso, poderei levá-la a glorificação perfeita do Senhor e a verdadeira vida em Deus. Eu estou pronto para tomar todos que quiserem dar-se a mim para elevá-los a maior alturas da vida interior em Deus." (São José 03/04/2006)

"...Aquele que me diz: São José, São José, mas não faz a minha hora de oração, não obedece as minhas mensagens não entrará no reino dos Céus. Não receberá a coroa do premio eterno. Por isso, se querem salvar-se sejam verdadeiramente obedientes a nós e amem-nos sinceramente. A todos hoje deixo a minha benção e a minha Paz.” (São José 11/06/2006)

Como rezar a Hora de São José?

1. Faz-se 10 minutos de silêncio interior e exterior Meditando na Pessoa Santíssima de São José, Suas glorias, Suas virtudes, Seu amor, Suas Mensagens.


2. Reza-se o Terço de São José sem pressa meditado.

Terço de São José
Pai Nosso - Ave-Maria - Creio

1° Mistério : Contemplamos o noivado de Maria e José.

2° Mistério : Contemplamos a visita do Anjo a São José e o aviso que Maria seria a Mãe do Salvador.

3° Mistério: José e Maria adoram o menino Jesus em seu nascimento no estábulo em Belém.

4° Mistério : A fuga da Sagrada Família para o Egito.

5° Mistério: O retorno da Sagrada família para Nazaré após o sonho de São José.

Nas contas do Pai Nosso , reza-se: Ave Maria...

Nas contas da Ave Maria , reza-se : Ave José, Eleito da Graça, o Senhor é convosco. Bendito sois vós entre os homens e Bendito é o Vosso Amantíssimo Coração nosso Co-redentor e amparo com Jesus e Maria. São José, Pai do Filho de Deus e Nosso Pai assisti-nos a nós pecadores agora e na hora da nossa morte amém.

Jaculatórias para serem rezadas ao final de cada mistério:

Glória ao Pai , ao Filho e ao Espírito Santo , assim como era no princípio agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.

Amantíssimo coração de São José , rogai por nós!

Jesus , Maria e José , eu vos amo! Salvai Almas!

São José sustentáculo das famílias , Rogai por nós!

Sagrada Família , Rogai por nós!

Conclui-se com este oferecimento: A Vós glorioso São José, ofereço este terço em louvor e glória de Jesus e de Maria, para que seja minha luz e guia, minha proteção e defesa, minha fortaleza e alegria em todos os meus trabalhos e tribulações e principalmente na hora da agonia. Pelo nome de Jesus, pela glória de Maria, imploro o vosso poderoso patrocínio, para que me alcanceis a graça que tanto desejo. Falai em meu favor, advogai a minha causa no céu e na terra, alegrai a minha alma para honra e glória vossa, de Jesus e de Maria. Assim seja.
3. Ladainha ao Amantíssimo Coração de São José

Ladainha do Amantíssimo Coração de São José
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
PAI do Céu, que sois DEUS, tende piedade de nós.
Filho, Redentor do mundo, que sois DEUS, tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois DEUS, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois UM SÓ DEUS, tende piedade de nós.
AMANTÍSSIMO CORAÇÃO DE SÃO JOSÉ, cheio de AMOR e Misericórdia para com os pecadores, rogai por nós.
AMANTÍSSIMO CORAÇÃO DE SÃO JOSÉ, Guarda e Defensor de JESUS e MARIA, rogai por nós.
AMANTÍSSIMO CORAÇÃO DE SÃO JOSÉ, Templo da Santíssima Trindade, rogai por nós.
AMANTÍSSIMO CORAÇÃO DE SÃO JOSÉ, terror dos demônios e destruidor das ciladas do maligno, rogai por nós.
AMANTÍSSIMO CORAÇÃO DE SÃO JOSÉ, abrasado e consumido de AMOR pela SANTÍSSIMA VIRGEM MARIA, rogai por nós.
AMANTÍSSIMO CORAÇÃO DE SÃO JOSÉ, dilatado de AMOR pelo MENINO DEUS, rogai por nós.
AMANTÍSSIMO CORAÇÃO DE SÃO JOSÉ, Protetor da Santa Fé da Igreja Católica, rogai por nós.
AMANTÍSSIMO CORAÇÃO DE SÃO JOSÉ, Escudo e Pai Amorosíssimo dos verdadeiros devotos de MARIA, rogai por nós.
AMANTÍSSIMO CORAÇÃO DE SÃO JOSÉ, defensor dos que divulgam as MENSAGENS de MARIA SANTÍSSIMA, rogai por nós.
AMANTÍSSIMO CORAÇÃO DE SÃO JOSÉ, modelo e farol de todas as almas que aspiram à santidade, rogai por nós.
AMANTÍSSIMO CORAÇÃO DE SÃO JOSÉ, que pulsais de ardente AMOR por JESUS e MARIA, rogai por nós.
AMANTÍSSIMO CORAÇÃO DE SÃO JOSÉ, que aparecestes em Jacareí abrasado em chamas de ardentíssimo AMOR, rogai por nós.
AMANTÍSSIMO CORAÇÃO DE SÃO JOSÉ, nosso MESTRE Gloriosíssimo no 'caminho da perfeição', rogai por nós.
AMANTÍSSIMO CORAÇÃO DE SÃO JOSÉ, nosso Ajudado e nosso Socorro nas tribulações, rogai por nós.
AMANTÍSSIMO CORAÇÃO DE SÃO JOSÉ, Protetor e Sustentáculo das famílias, rogai por nós.
AMANTÍSSIMO CORAÇÃO DE SÃO JOSÉ, Preparador do TRIUNFO dos CORAÇÕES de JESUS e MARIA, rogai por nós.
AMANTÍSSIMO CORAÇÃO DE SÃO JOSÉ, nosso Refúgio nos ataques e assaltos do maligno, rogai por nós.
AMANTÍSSIMO CORAÇÃO DE SÃO JOSÉ, nossa Paz e causa da nossa alegria, rogai por nós.
AMANTÍSSIMO CORAÇÃO DE SÃO JOSÉ, traspassado pelos espinhos dos nossos pecados, rogai por nós.
AMANTÍSSIMO CORAÇÃO DE SÃO JOSÉ, que sofreis pelo desprezo com que os homens tratam JESUS e MARIA, rogai por nós.
AMANTÍSSIMO CORAÇÃO DE SÃO JOSÉ, que sofreis pelo desprezo com que os homens tratam as APARIÇÕES de JESUS e MARIA, rogai por nós.
CORDEIRO de DEUS, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos Senhor.
CORDEIRO de DEUS, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos Senhor.
CORDEIRO de DEUS, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.
Oremos: DEUS Todo-Poderoso e Eterno, QUE FORMASTES o AMANTÍSSIMO CORAÇÃO de SÃO JOSÉ, para AMAR, Defender e Guardar o MENINO JESUS e a SANTÍSSIMA VIRGEM MARIA, e também para ser o Guia, Protetor e MESTRE de AMOR de todas as almas de boa vontade, nós VÓS pedimos, que pela Poderosa Intercessão deste Mesmo CORAÇÃO, sejamos livres de todos os males e pecados, e sejamos conduzidos ao 'Perfeito AMOR' a VÓS, ao VOSSO FILHO e à SANTÍSIMA VIRGEM MARIA, para que, servindo-VOS fielmente nesta vida, por VOSSA MISERICÓRDIA sejamos admitidos à VOSSA SANTÍSSIMA PRESENÇA, e à PRESENÇA da SANTÍSSIMA VIRGEM MARIA, que REINA junto a VÓS e CONVOSCO, na GLÓRIA ETERNA. Assim Seja.



4. Honrar as Dores Secretas do Amantíssimo coração de São José

Honramos e Meditamos na dor do Amantíssimo Coração de São José , quando em Belém não encontrou lugar para Nossa Senhora dar a Luz ao filho de Deus.
Reza-se 1 Pai Nosso - 1 Ave Maria - Glória e a Jaculatória: Amantíssimo Coração de São José , Rogai por nós.
(obs.: São José prometeu estar presente EM PESSOA no dia da morte da pessoa que honrar suas dores, fielmente todos os dias e livrá-lo dos assaltos do demônio.

Honramos a Dor de São José que ainda hoje sofre vendo a maneira que são desprezadas as Aparições e Mensagens de Nossa Senhora e Nosso Senhor Jesus em todo mundo.
Reza-se 1 Pai Nosso - 1 Ave Maria - Glória e a Jaculatória: Amantíssimo Coração de São José , Rogai por nós.



5. Orações e Jaculatórias Dedicadas Á São José

Lembrai-vos São José
Lembrai-vos, ó castíssimo esposo da Virgem Maria, São José, meu amável protetor, que nunca se ouviu dizer, que algum daqueles que invocaram a vossa proteção e imploraram o vosso socorro, tivesse ficado sem consolação. Com esta confiança, venho a vossa presença; a vós fervorosamente me recomendo.
Oh! Não desprezeis as minhas súplicas, Pai adotivo do Redentor, mas dignai-vos acolhe-las favoravelmente. Amém!

Pedindo a proteção de São José
Ó, São José, padroeiro das famílias e dos trabalhadores, você que amou e protegeu a Virgem Maria nos momentos alegres e nas angústias de sua missão materna; e amparou e guiou os primeiros passos do Menino Jesus na terra: ampare-nos e guie-nos nos caminhos da nossa vida neste mundo; e proteja-nos e ajude-nos ainda em nosso trabalho, para que possamos ganhar a vida com o suor do nosso rosto e viver na alegria e na paz em nossas famílias, fazendo sempre a vontade de Deus.
Amém.

Pela conversão de um pecador
Ó justo e glorioso São José, eu vos recomendo incessantemente a salvação da alma de ..............., resgatada à custa do precioso Sangue de Jesus. Vós sabeis, grande santo, quanto são infelizes aqueles que, tendo banido de seu coração ao Divino Salvador, ficam expostos a perdê-lo por toda a eternidade. Não permitais, pois, que esta alma que me é tão querida, fique por muito separada de Jesus. Fazei-lhe conhecer os perigos que a ameaçam. Falai fortemente ao seu coração. Reconduzi este filho pródigo ao seio do melhor dos pais e não o deixeis sem lhes terdes aberto as portas do céu, onde vos bendirá eternamente pela felicidade que lhe tiverdes alcançado. Amém.

AMANTÍSSIMO CORAÇÃO DE SÃO JOSÉ, DAÍ A PAZ AO MUNDO
São José, pai nutrício de Nosso Senhor Jesus Cristo e verdadeiro esposo da Virgem Maria, rogai por nós.

Oração de Súplica
Glorioso São José, que fostes exaltado pelo Eterno Pai, obedecido pelo Verbo Encarnado, favorecido pelo Espírito Santo e amado pela Virgem Maria, louvo e bendigo a Santíssima Trindade pelos privilégios e méritos com que vos enriqueceu. Sois poderosíssimo e jamais se ouviu dizer que alguém tenha recorrido a vós e fosse por vós desamparado, sois o consolador dos aflitos, o amparo dos míseros e o advogado dos pecadores. Acolhei pois com bondade paternal a quem vos invoca com filial confiança e alcançai-me a graça que vos peço: .... (fazer o pedido) . Eu vos escolho por meu especial protetor. Sede, depois de Jesus e Maria, minha consolação nesta terra, meu refúgio nas desgraças, meu guia nas incertezas, meu conforto nas tribulações, meu pai solícito em todas as necessidades. Obtende-me finalmente, como coroa de vossos favores uma boa e santa morte na graça de Nosso senhor. Assim seja.


São José , Patrono da Igreja
Ó São José, Patrono da Igreja, vós que ao lado do Verbo Encarnado, trabalhastes todos os dias para ganhar o pão, tirando dele e força para viver e trabalhar, vós que provastes a preocupação do amanhã, a amargura da pobreza, a precariedade do trabalho, vós que irradiais o exemplo de vossa figura, humilde diante dos homens, mas grandíssimas diante de Deus: olhai a imensa família que vos é confiada. Abençoai a Igreja, sustentando-a sempre mais no caminho da fidelidade evangélica; protegei os trabalhadores na sua dura existência quotidiana, defendendo-os do desânimo, da revolta negativa, como da tentação do hedonismo, intercedei pelos pobres, que continuam na terra a pobreza de Cristo, suscitando para eles as contínuas providências de seus irmãos mais dotados e guardai a paz no mundo, aquela paz que só pode garantir o desenvolvimento dos povos e o pleno cumprimento das esperanças humanas, para o bem da humanidade, para a missão da Igreja, para a glória da Santíssima Trindade. Amém.


A São José
E Vós, santíssimo Patriarca, chefe da trindade terrestre, amparo dos fracos e consolador dos aflitos, dignai-vos escutar minhas humildes súplicas, e alcançai-me a graça que peço e espero de vossa proteção. A quem senão a Vós recorria Jesus, quando na terra precisava de alguma coisa? E que nome invocava quando se via em algum perigo, senão o vosso, poderosíssimo e admirável José? Em Vós, esposo da Rainha dos céus, pai nutrício de Deus feito homem, tinha toda sua confiança Nossa Senhora, quando vivia neste mundo. Bem sabemos que não vos falta agora o poder que tínheis de primeiro, senão que no céu ainda vos foi acrescentado; portanto espero com toda confiança ser atendido em minhas súplicas, e que também me alcanceis a graça de aproveitar-me deste exercício.

Ave São José
Ave São José , Eleito da Graça, o Senhor é Convosco. Bendito sois Vós entre os homens e bendito é o vosso Amantíssimo Coração , amparo e corredentor com Jesus e com Maria. São José, Pai adotivo de Deus e nosso Pai, assisti-nos a nós pecadores agora e na nossa ultima hora. Amém.

Gloriosíssimo São José, amado e distinguido pela Santíssima Trindade, que em Vós tem todas suas delícias, obedecido e respeitado pelo mesmo Unigênito de Deus que vos chamou seu Pai, e escutado com respeito e submissão pela Rainha dos anjos e dos santos, vimos à vossa presença suplicar-vos que não desatendais nossas súplicas. Vimos hoje, e esperamos voltar todos os dias deste mês cheios de confiança em vossa extraordinária proteção; fazei que cada dia nos retiremos consolados e voltamos ao seguinte com maior confiança à vista das graças alcançadas. Não vos falta poder, porque em vossas mãos deixou o Onipotente nossa salvação; amor também não vos falta porque somos os filhinhos de Maria e os irmãos de Jesus e portanto vossos filhos também. Não sejam obstáculo nossas faltas e imperfeições à vossa grande misericórdia; se nossos pecados nos fazem indignos de sermos ouvidos, vosso amor e vossa bondade são imensamente maiores, e não nos desatendereis. Ouvi-nos, S. José, em Vós esperamos. Não seremos confundidos. Amém.

Oração à São José de São Clemente
São José, ó meu terno Pai, ponho-me para sempre sobre a vossa proteção; considerai-me como vosso filho e preservai-me de todo o pecado. Lanço-me nos vossos braços para que me acompanheis no caminho da virtude e me assistais na hora da minha morte . Jesus, Maria , José eu vos dou meu coração e minha alma.
Jesus, Maria , José eu vos dou meu coração e minha alma.
Jesus, Maria e José, assisti-me na ultima agonia.
Jesus, Maria e José expire em Paz entre vós minha alma.
São José, que morrestes nos braços de Jesus e Maria, meu amável protetor, socorrei-me em todas as necessidades e perigos da vida, mas, principalmente na hora suprema, vinde suavizar minhas dores, enxugar minha lágrimas, fechar suavemente meus olhos, enquanto pronunciar os dulcíssimos nomes: Jesus, Maria, José Salvai a minha alma. Amém .
A vós, São José, recobremos em nossa tribulação. Afastai para longe de nós, o Pai amantíssimo, a peste do erro e do vício. Assisti-nos do alto do céu, o nosso fortíssimo sustentáculo, na luta contra o poder das trevas e assim como outrora, salvastes da morte a vida ameaçada do menino Jesus, assim também defendei agora a Santa igreja de Deus contra as ciladas dos seus inimigos e contra toda a adversidade. Amparai a cada um de nós para que possamos por vós poderoso patrocínio viver virtuosamente, piedosamente morrer e alcançar, no céu, a eterna bem aventurança.
Ó São José, obtende-nos uma vida pura. São José, rogai por nós e por toda humanidade. Amém.
Glorioso São José, Rogai por nós.

6. Ler uma Mensagem do Livro As Aparições de Jesus e Maria em Jacareí e meditar em silêncio

7. Meditação Bíblica

8.Cantar a São José

9. Consagração


Oração de Consagração à São José
Prostrados aos vossos pés, hei-nos aqui, gloriosíssimo São José. Injustiça seria não reconhecer os benefícios sem número que de vós recebemos, e negra ingratidão deixar de manifestar-vos nosso reconhecimento. E que faremos nós, e que vos daremos, pobres e sem méritos como somos? Isto mesmo é que viemos vos oferecer. Nada valemos, nada podemos, mas o que temos, nosso vida, nossas forças, nossa atividade ou ao menos nosso bom desejo, isso vos oferecemos, doravante nos propomos consagrar-nos inteiramente a vosso serviço, e trabalharmos o quanto de nós depender, para que sejais de todos conhecido e amado, e se propague sempre mais vossa devoção, para que sejam sempre mais numerosos os que vos honrem e participem de vossas graças. Somos fracos e inconstantes bem o sabemos e choramos, mas por isso mesmo vimos a Vós, para que intercedais por nós e alcanceis de Deus a graça e a perseverança nela. Lembrai-vos que jamais se ouviu dizer que alguém tivesse implorado o vosso socorro, e não fosse por vós consolado; acolhei-nos, aceitai-nos agora por vossos servos e por vossos escravos e filhos no Céu.
Amém.

10. Sinal da Cruz

2 de dezembro de 2011

PRIMEIRO SÁBADO



Parece difícil o rude combate pela fé? Quantos descobrem a verdade, recebem a graça de ver os graves erros de Vaticano II e, depois, não têm coragem ou forças para perseverar no bom combate. O que lhes falta? Eles estudam, passam horas na internet em bate-papos e leituras, mas mesmo assim, fraquejam. Falta-lhes talvez o essencial: vida de oração e fé, no sentido de levar sempre nossos pensamentos e nossas conclusões para as causas sobrenaturais da Revelação e da Santa Igreja. Ora, a Virgem Maria veio nos ensinar o caminho da última batalha pela conquista do céu. A devoção ao Imaculado Coração de Maria é a Cruzada dos últimos tempos. Comecemos logo, e o mais simples de tudo, é a prática da devoção aos 5 primeiros sábados do mês





A devoção reparadora dos cinco primeiros sábados do mês



Padre Fabrice Delestre



Preâmbulo

Os dois pedidos de 13 de julho de 1917.

A 13 de junho de 1917, a Santíssima Virgem disse à Lúcia: “Jesus quer estabelecer no mundo a devoção do meu Imaculado Coração”. Depois os três pastorzinhos viram Nossa Senhora tendo em sua mão direita um coração cercado de espinhos. Compreenderam que era o Coração Imaculado de Maria, ultrajado pelos pecados da humanidade, que pedia reparação.

No dia 13 de julho, a rainha do céu repetiu as mesmas palavras e as esclareceu fazendo dois pedidos concretos e precisos: “Se fizerem o que vou vos dizer, muitas almas serão salvas e haverá paz. [...] Voltarei para pedir a consagração da Rússia ao meu Coração Imaculado e a devoção reparadora dos primeiros sábados (do mês).”

De fato, Nossa Senhora realizou perfeitamente sua promessa:

- Ela veio pedir expressamente a consagração da Rússia à irmã Lúcia, em Tuy, na Espanha, em 13 de junho de 1929:

É chegado o momento em que Deus pede para o Santo Padre fazer, em união com todos os bispos do mundo, a consagração da Rússia a meu Imaculado Coração, prometendo salvá-la por este meio. São tantas as almas que a Justiça de Deus condena pelos pecados contra mim cometidos, que venho pedir reparação: sacrifica-te por esta intenção e ora.

- Quanto à devoção reparadora dos primeiros sábados do mês, Nossa Senhora veio explicar à Lúcia, no dia 10 de dezembro de 1925, em Pontevedra na Espanha, onde a vidente era jovem postulante à vida religiosa, nas irmãs dorotéias. Em dezembro de 1927, irmã Lúcia, por ordem de seu confessor, escreveu um relatório dessa aparição, mas por humildade, escreveu este texto na terceira pessoa:

Dia 10 de dezembro de 1925, apareceu-lhe a Santíssima Virgem e, ao lado, suspenso em uma nuvem luminosa, um Menino. A Santíssima Virgem pondo-lhe no ombro a mão, mostrou-lhe ao mesmo tempo um coração que tinha na outra mão, cercado de espinhos. Ao mesmo tempo disse o Menino: “Tem pena do Coração de tua Santíssima Mãe que está coberto de espinhos, que os homens ingratos a todos os momentos Lhe cravam, sem haver quem faça um ato de reparação para os tirar”. Em seguida, disse a Santíssima Virgem: Olha, minha filha, o Meu Coração cercado de espinhos, que os homens ingratos a todos os momentos Me cravam com blasfêmias e ingratidões. Tu, ao menos, vê de Me consolar, e dize que todos aqueles que durante cinco meses, no primeiro sábado, se confessarem, recebendo a Sagrada Comunhão, rezarem um Terço, e Me fizerem quinze minutos de companhia, meditando nos quinze mistérios do Rosário, com o fim de me desagravar, Eu prometo assistir-lhes, na hora da morte com todas as graças necessárias para a salvação dessas almas.”

Notemos que se o ato de consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria depende diretamente da boa vontade da autoridade hierárquica da Igreja (papa e bispos), a devoção reparadora dos primeiros sábados do mês foi pedida a todos os católicos. Desta prática depende a salvação de muitas almas e mesmo a paz do mundo. Daí a importância de todo aquele que é batizado, saber exatamente em que ela consiste.

Mas antes, vejamos como a divina Providência preparou as almas para receber esta devoção.

Premissas de uma devoção

Nossa Senhora, quando pediu à irmã Lúcia, em 10 de dezembro de 1925, em Pontevedra, a prática da devoção reparadora dos cinco primeiros sábados do mês, não estava inovando: este pedido celeste aparece como o apogeu de um movimento de piedade nascido muito tempo antes e encorajado pela Santa Sé desde de 1889.

Sábado, dia consagrado especialmente à Santíssima Virgem

Esta tradição imemorável data, com toda certeza, dos primeiros séculos da Igreja: a presença da Missa de Nossa Senhora nos Sábados,[1] no missal romano de São Pio V, de 1570, mostra a antigüidade desta prática que consiste em honrar especialmente a Santa Mãe de Deus nesse dia da semana, depois de ter consagrado o dia da sexta feira para comemorar a paixão de Nosso Senhor e os sofrimentos de seu Sagrado Coração.

Foi apoiando-se nesta piedosa tradição que os membros das Confrarias do Rosário habituaram-se a consagrar especialmente à Nossa Senhora, quinze sábados consecutivos de cada ano litúrgico: durante esses quinze sábados, eles se aproximavam dos sacramentos e cumpriam exercícios de piedade particulares em honra dos quinze mistérios do santo rosário. Em 1889, o papa Leão XIII concedeu a todos os fiéis uma indulgência plenária a ser ganha durante um desses quinze sábados.

O primeiro sábado do mês

Foi com o grande papa São Pio X que a devoção dos primeiros sábados do mês foi aprovada e encorajada por Roma.. Em 10 de julho de 1905, ele indulgenciou pela primeira vez esta devoção:

“Todos os fiéis que, no primeiro sábado ou primeiro domingo de doze meses consecutivos, consagrarem algum tempo com a oração vocal ou mental em honra da Virgem Imaculada em sua Conceição ganham, cada um desses dias, uma indulgência plenária. – Condições: confissão, comunhão e oração nas intenções do soberano pontífice”.

A devoção reparadora dos primeiros sábados do mês.

Em 13 de junho de 1912, São Pio X concedia novas indulgências à devoção dos primeiros sábados do mês, insistindo muito na intenção reparadora com a qual esta devoção devia ser praticada:

“A fim de promover a devoção dos fiéis para a gloriosa e imaculada Mãe de Deus, e para favorecer o piedoso desejo de reparação dos fiéis (et ad fovendum pium reparationis desiderium) diante das blasfêmias execráveis proferidas contra o seu augusto nome e as celestes prerrogativas desta mesma bem-aventurada Virgem, Pio X, papa pela divina Providência, dignou-se conceder uma indulgência plenária, aplicável às almas dos defuntos, no primeiro sábado de cada mês, por todos aqueles que, nesse dia, se confessarem, comungarem, cumprirem exercícios particulares de devoção em honra da bem-aventurada Virgem Maria, em espírito de reparação como indicado acima (in spiritu reparationis, ut supra) e rezarem nas intenções do soberano pontífice.[2]

Notemos a providencial coincidência das datas: 13 de junho de 1912, são cinco anos, dia por dia antes da segunda aparição de Nossa Senhora em Fátima, durante a qual os três pastorinhos testemunharam a primeira grande manifestação do Imaculado Coração de Maria vendo-o “cercado de espinhos que pareciam enterrados nele”. “Compreendemos, escreveu Lúcia sobre isto em 1941, na sua quarta Memória, que era o Imaculado Coração de Maria ultrajado pelos pecados da humanidade que queria reparação”.

Os termos empregados por São Pio X anunciam quase exatamente os termos do pedido de Nossa Senhora em Pontevedra, em 1925: nos dois casos, é sublinhada a extrêma importância da intenção reparadora, única capaz de afastar e apaziguar a cólera de Deus.

Em Fátima e em Pontevedra, Nossa Senhora não é, pois, inovadora: ela veio dar a ratificação do Céu e um novo impulso a um movimento de piedade mariano enraizado na mais pura tradição católica, para encorajar a todos nós, a participarmos dele.

A intenção reparadora, chave desta devoção.

Respondamos, primeiramente, a uma objeção que muitas vezes escutamos da parte de pessoas pouco esclarecidas no domínio da fé. Essas pessoas contestam esta devoção afirmando que ela se opõe à perseverança na vida cristã: com efeito, dizem, bastaria praticar uma só vez na vida a devoção reparadora para ter assegurado sua salvação eterna; depois, as almas poderiam fazer o que quisessem, deixar a prática religiosa e cair nos piores pecados, pois estariam de qualquer maneira salvos para a eternidade! É fácil refutar esta objeção: uma alma que cumprir a devoção reparadora com tal espírito não obteria a graça da perseverança final, ligada por Nossa Senhora a esta prática, já que ela não a faria com reta intenção (condição indispensável a todos nossos atos religiosos e de devoção, para receber as bênçãos e graças de Deus) nem com o cuidado de reparar e consolar o Coração de Maria! Tal prática equivaleria, ao contrário, em abusar gravemente da misericórdia de Deus, utilizando a promessa da salvação eterna feita por Nossa Senhora para legitimar todos os pecados que fossem cometidos em seguida; isto é o pecado de presunção de sua salvação que é um dos sete pecados contra o Espírito Santo!

Reparar pelos pecadores.

As almas que querem praticar a devoção dos primeiros sábados do mês conforme a vontade do Céu, devem fazê-la na intenção geral de reparar e consolar Nossa Senhora, em substituição dos pobres pecadores que ultrajam e blasfemam contra ela: trata-se, por caridade fraterna, de “implorar o perdão e a misericórdia em favor das almas que blasfemam contra Nossa Senhora porque, a essas almas, a misericórdia divina não perdoa sem reparação”.[3] Foi isso que afirmou Nosso Senhor a Lúcia em 29 de maio de 1930, depois de ter revelado as cinco espécies de ofensas e de blasfêmias que se trata de reparar (infra):

“Eis, minha filha, porque motivo o Imaculado Coração de Maria me inspirou para pedir esta pequena reparação e em consideração a ela, comover minha misericórdia para perdoar às almas que tiveram a infelicidade de ofendê-lo. Quanto a ti, procure sem cessar, por tuas orações e teus sacrifícios, comover minha misericórdia em relação às pobres almas.”

Esta intenção reparadora, movida pela caridade fraterna, deveria nos dar um grande zelo para cumprir a devoção dos primeiros sábados não apenas cinco vezes em nossa vida, para assegurar a salvação pessoal, mas cada primeiro sábado, a fim de permitir a salvação eterna do maior número possível de pecadores. Porque aí está um dos grandes objetivos da devoção reparadora ao Imaculado Coração de Maria: “salvar almas, muitas almas, todas as almas”. [4]

Ora, o conjunto de acontecimentos sobrenaturais de Fátima, Pontevedra e Tuy nos mostra claramente e repetidas vezes, que são muitas as almas condenadas à eternidade:

- A 13 de julho de 1917, os três pastorinhos têm a visão do inferno, que está longe de ser um lugar vazio:

Nossa Senhora mostrou-nos um grande mar de fogo [...]. Mergulhado nesse fogo, os demônios e as almas [...] almas flutuavam no incêndio, levadas pelas chamas, que delas mesmas saíam, com nuvens de fumo caindo para todos os lados, semelhante ao cair das fagulhas nos grandes incêndios, sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dor e de desespero que horroriza e fazia estremecer de pavor. [5]

- A 19 de agosto de 1917, no fim da aparição, Nossa Senhora diz aos três videntes:

Rezai, rezai muito e fazei sacrifícios pelos pecadores; que vão muitas almas para o inferno por não haver quem se sacrifique e peça por elas. [6]

- A 13 de junho de 1929, na aparição de Tuy, Nossa Senhora concluiu a teofania trinitária com a qual Lúcia foi gratificada, por essas terríveis e surpreendentes palavras:

São tantas as almas que a Justiça de Deus condena por pecados contra mim cometidos que venho pedir reparação. Sacrifica-te por esta intenção e reza.

Irmã Lúcia sempre afirmou que o número de almas danadas era muito grande. Ela conclui assim sua carta para um jovem, tentado a abandonar o seminário: “Não se surpreenda se falo tanto do inferno. Esta é uma verdade que é necessária lembrar muito nos tempos presentes, porque é esquecida: é um turbilhão de almas que caem no inferno. Então, o senhor não acha que são bem empregados todos os sacrifícios que é preciso fazer para não ir para lá e para impedir que muitos outros caiam lá?”. [7] E ao Padre Lombardi que, em outubro de 1953, a interrogou sobre o inferno, ela respondeu: “Padre, numerosos são aqueles que são condenados.[...] Padre, muitos, muitos se perderão.”

Obter a conversão de um pecador

É também louvável e frutífero praticar esta devoção para obter a conversão desse ou daquele grande pecador de nossas relações. A carta da irmã Lúcia ao bispo titular de Gurza, de 27 de maio de 1943, já citada, esclarece muito bem sobre o poder e eficácia sobrenatural da devoção aos Santíssimos Corações de Jesus e Maria:

“Os Santíssimos corações de Jesus e Maria amam e desejam este culto [para com o Coração de Maria] porque dele se servem para atrair todas as almas a eles e isto é tudo o que desejam: salvar as almas, muitas almas, todas as almas”. Nosso Senhor me dizia, há alguns dias: “Desejo ardentemente a propagação do culto e da devoção ao Coração de Maria porque este Coração é o ímã que atrai as almas para mim, a fornalha que irradia na terra os raios de minha luz e de meu amor, fonte inesgotável de onde brota na terra a água viva de minha misericórdia”.

Pondo toda sua confiança no Imaculado Coração de Maria, muitos católicos portugueses praticaram a devoção reparadora dos cinco primeiros sábados em favor de um próximo, grande pecador e bem afastado da vida cristã. Entre outros, este belo testemunho de uma senhora de Guimarães (norte de Portugal), publicado no boletim de agosto de 2001 da Cruzada Eucarística das crianças de Portugal: esta mulher conta que ela tinha um irmão repatriado de Moçambique, que era um revoltado e um blasfemador. Tinha abandonado a esposa legítima para viver com outra mulher, da qual tinha dois filhos. Para obter do Imaculado Coração de Maria a sua conversão, sua irmã fez por ele e em seu lugar, a devoção dos cinco primeiros sábados do mês:

“No começo de agosto de 1981, meu irmão estava muito mal. Quando lhe perguntaram se queria ver um padre, proferiu blasfêmias contra os padres. Como a doença se agravava, deu entrada em um hospital de Braga. Os outros doentes diziam que ele não tinha um momento de repouso, nem de dia, nem de noite e que não deixava ninguém em paz. Para grande estupefação de todos, em 18 de agosto de 1981, pediu várias vezes um padre. Dois padres vieram administrar os últimos sacramentos. Imediatamente depois que eles saíram inclinou a cabeça para o lado e morreu. Sem dúvida, foi o Coração Imaculado de Maria que salvou meu pobre irmão, que fora tão pecador. Não queria olhar para ele depois de morto, temendo ver seu rosto deformado como o tinha durante sua doença. Mas não pude resistir e me aproximei durante a missa, que teve lugar na capela do hospital. Ele não parecia o mesmo homem! Estava tão bonito, sorridente. Parecia que sua amargura se transformara em alegria”.

O que é preciso fazer

Uma alma cristã que deseje realizar perfeitamente a devoção reparadora dos primeiros sábados do mês deve fazer, durante cinco primeiros sábados consecutivos, na intenção geral de reparar seus próprios pecados e os de toda a humanidade, junto ao Coração Imaculado de Maria, quatro atos diferentes de piedade:

1 - A confissão, que pode ser antecipada, até mesmo mais de oito dias, se for impossível ou muito difícil se confessar no primeiro sábado. O mais importante é ter a intenção, se confessando, de reparar o Coração Imaculado de Maria. (É preciso também, naturalmente, estar em estado de graça no primeiro sábado do mês a fim de fazer uma boa e frutífera comunhão.) A intenção reparadora deve ser dita ao confessor? Irmã Lúcia nunca mencionou se é preciso dizer alguma coisa ao padre. Uma formulação interior, puramente mental, é suficiente. Nosso Senhor até mesmo acrescentou que aqueles que esquecessem de formular a intenção reparadora “poderão formulá-la na confissão seguinte, aproveitando a primeira ocasião que tiverem para se confessar.” [8]

2 – Recitação do terço: Nossa Senhora, em Fátima, insistiu muito na recitação quotidiana do terço. Foi esse o único pedido que ela repetiu para as crianças em todas as seis aparições, de 13 de maio a 13 de outubro de 1917: nesse dia revelou aos pastorinhos sua identidade: “Sou Nossa Senhora do Rosário”. Não é, pois, de espantar que a recitação do rosário seja encontrada na devoção reparadora dos primeiros sábados . Além disso, como não existe oração vocal mais mariana do que o terço, convém que este seja integrado a essa devoção já que se trata de reparar as ofensas feitas à Nossa Senhora e a seu Coração Imaculado.

3 – Os 15 minutos de meditação sobre os 15 mistérios do rosário: Trata-se de “fazer companhia a Nossa Senhora durante15 minutos, meditando sobre os 15 mistérios do rosário, em espírito de reparação”. Isto não quer dizer que se deva meditar todo primeiro sábado sobre os 15 mistérios em sua totalidade, passando um minuto em cada mistério. Ao contrário, cada alma está livre para organizar seu quarto de hora de meditação como entender, desde que o objeto da meditação seja os mistérios do rosário. Algumas almas preferirão meditar o mesmo mistério durante vários primeiros sábados, outras um mistério diferente cada primeiro sábado, outras ainda três mistérios cada primeiro sábado (cinco minutos por mistério), etc. Sendo as almas diferentes umas das outras, é normal que tenham gostos e necessidades espirituais diferentes; é por isso que a Igreja sempre teve o cuidado de deixar aos fiéis uma grande amplidão para cada um organizar sua vida espiritual.

4 – A comunhão, que é o ato essencial da devoção reparadora. Para compreender bem toda sua importância, convém colocá-la em paralelo com a comunhão das nove primeiras sextas-feiras do mês, pedidas pelo Sagrado Coração em Paray-le-Monial e com a comunhão milagrosa dos três pastorinhos de Fátima, no outono de 1916: o Anjo da Guarda de Portugal deu então a esta comunhão um espírito eminentemente reparador, repetindo seis vezes com as crianças (três vezes antes da comunhão e três vezes depois) as palavras que são chamadas a segunda oração do Anjo:

“Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, eu vos adoro profundamente e vos ofereço o preciosíssimo Corpo, Sangue Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que ele mesmo é ofendido; e pelos méritos infinitos de seu Sacratíssimo Coração e do Imaculado Coração de Maria, peço-vos a conversão dos pobres pecadores.”

No contexto da atual crise da Igreja é certo que esta intenção reparadora toma uma nova dimensão: quantas irreverências, sacrilégios são causadas pela reforma litúrgica de Paulo VI: não apenas pela comunhão dada na mão, como também distribuída a todos os assistentes sem nunca lembrar a necessidade do estado de graça; pela supressão das marcas de adoração ao Santíssimo Sacramento, etc. Hoje, a comunhão dos primeiros sábados deve ser feita para reparar todas essas profanações.

Um último ponto importante: a prática da devoção reparadora em seu conjunto “será aceita no domingo que segue o primeiro sábado, quando meus padres, por motivos justos, o permitirem às almas.” [9] É pois, aos padres, e não à consciência individual de cada um, que Jesus confia o cuidado de conceder esta facilidade suplementar, tão misericordiosa. Por essa concessão, talvez Nosso Senhor fizesse alusão a estes tempos em que estamos, onde não é sempre fácil aos fiéis assistir à verdadeira missa no sábado. Em todo caso, esta disposição torna mais fácil a prática da comunhão reparadora para os católicos fiéis de hoje.

Disposições requeridas

É muito simples praticar a devoção reparadora dos primeiros sábados do mês. Está ao alcance de toda alma que põe um mínimo de generosidade na base de sua vida cristã, ainda mais que o Céu deu uma grande amplidão para a confissão e a comunhão. Infelizmente, muitas vezes, a ignorância, a moleza espiritual e a negligência se conjugam para afastar as almas, mesmo as mais fiéis, desta prática que, no entanto, é tão salutar, já que Nossa Senhora a ligou à perseverança final e à salvação eterna: “Prometo assisti-las na hora da morte com todas as graças necessárias à sua salvação.” [10]

A desproporção entre a pequena devoção pedida (os primeiros sábados de cinco meses consecutivos, uma só vez na vida!) e a graça prometida (a salvação eterna de sua alma) ilustra de maneira estrondosa o grande poder de intercessão concedido à Virgem Maria para a salvação de nossas almas: Nossa Senhora é verdadeiramente, em virtude de sua maternidade divina, nossa advogada e nossa medianeira junto ao coração de Deus. Padre Alonso, claretiano espanhol que foi o grande especialista de Fátima até sua morte em 1982, escreveu sobre este assunto:

“A grande promessa [da salvação eterna] não é nada mais do que uma nova manifestação deste amor de complacência da Santíssima Trindade para com a Virgem Maria. Para aquele que compreende isto é fácil admitir que a humildes práticas estejam ligadas maravilhosas promessas. Ele se entrega então filialmente à elas com um coração simples e confiante na Virgem Maria.” [11]

Em algumas linhas o Padre Alonso nos desvenda algumas boas disposições necessárias para fazer bem esta devoção:

- uma grande simplicidade e humildade de coração;

- uma devoção marial inteiramente filial e cheia de confiança.

O Menino Jesus, aparecendo à irmã Lúcia em 15 de fevereiro de 1926, nos dá a terceira disposição necessária:

- um fervor profundo.

Com efeito, nesse dia, irmã Lúcia dirigiu estas palavras ao Menino Jesus:

“Mas meu confessor dizia em sua carta que esta devoção não fazia falta ao mundo porque já havia muitas almas que vos recebia todo primeiro sábado, em honra de Nossa Senhora e dos quinze mistérios do rosário”.

O Menino Jesus lhe respondeu:

“É verdade, minha filha, que muitas almas começam, mas poucas vão até o fim; e aquelas que perseveram, não fazem para receber as graças que estão prometidas. As almas que fazem os cinco primeiros sábados com fervor e com o fim de reparar o Coração de tua Mãe do Céu me agradam mais do que aquelas que fazem quinze, sem ardor e indiferentes”.

Para falar agora da quarta disposição requerida para esta prática é preciso lembrar que o Céu nos pede cinco primeiros sábados de cinco meses consecutivos, e não nove, doze ou quinze. Porque este número? Lúcia perguntou a Nosso Senhor durante uma Hora Santa, em 29 de maio de 1930, em Tuy, e lhe foi respondido:

“Minha filha, o motivo é simples. Há cinco espécies de ofensas e de blasfêmias proferidas contra o Coração Imaculado de Maria:

1 – as blasfêmias contra a imaculada conceição da Virgem Maria;

2 – as blasfêmias contra sua virgindade;

3 – as blasfêmias contra sua maternidade divina, recusando ao mesmo tempo reconhecê-la como mãe dos homens;

4 – as blasfêmias daqueles que procuram publicamente por no coração das crianças a indiferença ou o desprezo, ou mesmo o ódio em relação a esta Mãe imaculada;

5 – as ofensas dos que a ultrajem diretamente nas suas santas imagens.

Ai está, minha filha, o motivo pelo qual o Coração Imaculado de Maria me inspirou para pedir esta pequena reparação”.

Como, hoje em dia, não pensar nos ataques à dignidade, aos privilégios, às honras devidas à Virgem Maria, perpetradas pelos próprios homens da Igreja? Lembremos o que se passou no concilio Vaticano II, onde, longe de definir a mediação universal e a corredenção de Nossa Senhora, como muitos pediam, os bispos progressistas conseguiram fazer rejeitar o esquema sobre a Virgem Maria para pô-lo como simples anexo no esquema sobre a Igreja e isto para agradar aos protestantes; triste concílio, onde nem mesmo um só texto cita o terço como devoção a ser encorajado junto aos fiéis. Seguiu-se uma diminuição considerável do culto mariano em toda a Igreja. A impiedade da nova religião para com Nossa Senhora é certamente para ser incluída na intenção reparadora daqueles que praticam a devoção dos primeiros sábados.

Notemos que as três primeiras espécies de blasfêmias que se trata de reparar vão contra três dogmas de fé definidos. Pode-se então acrescentar uma quarta disposição às três já citadas:

- convém fazer esta devoção reparadora com espírito de fé e para pedir a Nossa Senhora a insigne graça de conservar a verdadeira fé católica em nossas almas, até a hora da nossa morte, no meio da apostasia geral do mundo que nos cerca, nutrido por utopias malsãs, de revoltas e de impiedade.



Tomemos a peito reparar a honra de Nossa Senhora, tão ultrajada pela ingratidão dos homens e para isso utilizemos a devoção que ela mesmo veio nos indicar, pedindo-lhe com insistência e perseverança as boas disposições de alma para bem praticá-la.

Revista Le Sel de la Terre, nº 53

Nota: Nas nossas capelas, a missa do 1º Sábado do mês é celebrada:

- 7:30 da manhã, na Capela São Miguel - Rio de Janeiro

- 18:30 na Capela Nossa Senhora da Conceição - Niterói

II DOMINGO DO ADVENTO-ANO B

11 de novembro de 2011

5 de novembro de 2011

PALAVRA DO SENHOR PARA O DIA DE HOJE

Daniel Cueva Casanova
Reflexión de La Lectura, Salmo, Evangelio de hoy: Comenzamos persignándonos: En el nombre del Padre, y del Hijo, etc.

Reflexión:
Queridos hermanos y hermanas:
El Apóstol San Pablo manifiesta una gratitud muy grande a muchos que están al servicio de Dios en diferentes comunidades de Roma por el valor de seguir en la obra de La Evangelización, pues, por el anuncio de Salvación para el hombre, el Ap...óstol, ha estado en riesgo de muerte, pero él, fiel a sus principios de conversión cristiana, y por la revelación del Mismo Cristo, es capaz de entregar su vida como que lo hizo. El mismo modo de proceder debemos tener nosotros, cuando no necesariamente tenemos que arriesgar nuestra vida, pero si nuestra vida social, en una sociedad que rechaza el cristianismo y manifiesta una fobia intolerante, por la cual, somos muchas veces apartados de sus vínculos sociales. Esta es una forma de arriesgar nuestra vida, pues, sin una aceptación del mundo, muchas veces estamos arriesgando la estabilidad de nuestros hogares, en los estudios, el trabajo y la sociedad, y con ello, la estabilidad económica, pues, la discriminación por creencia religiosa, muchas veces nos deja sin chance de poder mantener una continuidad en todo ámbito de nuestra vida, por lo que en conclusión, afecta directamente a nuestra vida en su integralidad.

Pero así como el apóstol manifiesta sus gratificaciones a varios hermanos en diferentes comunidades, lo mismo debe ocurrir con nosotros, en sentido en que el católico debe seguir un apostolado que abra las puertas a diferentes hermanos que nos lleve a incrementar la familia de La iglesia, y en ellos se pueda iniciar la salvación de sus almas, encontrando la promesa de La Vida Eterna, una realidad concedida por Dios. Y así, podamos decir como el Apóstol: «Que la gracia de nuestro Señor Jesucristo esté con todos ustedes. Amén.»
El salmo 144 de hoy, manifiesta ese sentir de quienes estamos en el proceso de conversión y la invitación a los que vendrán, pues, dice: «Cada generación a la que sigue anunciará Tus obras y proezas» Y añade: «Se hablará de Tus hechos portentosos, del glorioso esplendor de Tu grandeza»… Mira que dice «se hablará», es decir, que se dice en tiempo futuro, porque como dice primero, se anunciará al Señor de generación en generación, y no hace menos cabo de toda la humanidad diciendo que solo se trata de Israel, por lo que queda claro que es en relación a que todo habitante del orbe anunciará al Señor y de todas sus maravillas que ha hecho para con Sus hijos predilectos.

La fidelidad la mantiene el que guarda fe, es decir, el que guarda confianza, en el cumplimiento de sus obligaciones y no defrauda la confianza que han depositada en él. Por tanto, si vamos a recibir dinero en este mundo, que sea con fidelidad a quienes nos lo entregan, porque siendo fieles con el dinero que es el objeto más delicado en los tratos de los hombres, ya que con él se han logrado muchas separaciones, juicios e injusticias se cometen, aun cuando hayan sido fieles al dinero encomendado; y aunque algunos si nos consideren amigos suyos por nuestra fidelidad ¿Cuánto más no se nos hará justicia en el mundo y más aún en El Cielo? y ¿Cuánto más no se nos confiará los dones y virtudes que Dios nos manda para ayudar a nuestros hermanos y todos ganar La Vida Eterna? Por que como dice El Divino Maestro: «El que es fiel en las cosas pequeñas, también es fiel en las grandes»… y lo mismo sucede con la infidelidad, pues: «el que es infiel en las cosas pequeñas, también es infiel en las grandes»…

Cuando se nos dice: «¿quién les confiará los bienes verdaderos?»… se refiere a los dones y virtudes, y cuando se nos dice: ¿quién les confiará lo que sí es de ustedes?... se refiere a nuestra salvación, aquella que se nos dio cuando fuimos creados, pero que la dejaremos de tener, si andamos en malos pasos con los dones y virtudes que Dios nos ha dado.

Por tanto queridos hermanos es justo la sentencia que nos dice El Divino Redentor cuando dice: « En resumen, no pueden ustedes servir a Dios y al dinero»… teniendo en cuenta que servir significa estar sujeto a alguien por cualquier motivo haciendo lo que él quiere o dispone, y si eso ocurre con nosotros hacia el dinero, es que ya no podremos estar al servicio de Dios. Por ello, debemos mantenernos en la humildad y sencillez de corazón para evitar los apegos terrenales y buscar siempre los bienes del Cielo, pues, con ellos: los dones y virtudes hacemos más grande y segura el ancla a nuestra santidad y el logro de la ansiada corona de la gloria que nos lleva a Vivir Eternamente con Dios.

Y si nos afanamos en seguir una vida apegada a los bienes terrenales y en ello incluimos todos los defectos y caprichos que tenemos, incluido el dinero, porque todo ello ha sido engendrado en el mundo; nuestra estancia para las cosas del mundo nos embotará el alma de perdición y una mayor proximidad a La Condena Eterna. Es así que todo ello que es malo, y que ha sido engendrado en el mundo, si nos complace, es pues, porque efectivamente es muy fácil de conseguir y con gusto se nos llenan los sentidos, como el tacto, el olfato, el gusto, el oído y la visión; en todos ellos, en todos los sentidos que tiene el hombre, se nos da complacencia y si damos rienda suelta sin tener mesura de querer seguir sintiéndolo y teniéndolo, acabará por embotando nuestras almas de perdición, por ello tengamos en cuenta que aquello que es malo, nos irá atando tanto, que quedaremos irreconocibles ante los ojos de Dios, porque nos dice El Sagrado Evangelio: «lo que es muy estimable para los hombres, es detestable para Dios».

Dios los bendiga hermanos y hermanas y que fructifique sobreabundantemente La Liturgia de Hoy en sus vidas.

(Por favor comparte esta información con toda tu red de contactos, muchos lo pueden necesitar; pues, El Señor Está llamando a la puerta. Ap. 3, 20