18 de abril de 2011
SEMANA SANTA
«A casa encheu-se com a fragrância do perfume» Cf. Jo 12,1-11 ...... Desde a minha infância, não parei de pecar, e Tu não cessaste de me fazer bem. [...] Contudo, Senhor, que o Teu julgamento se transforme em misericórdia. Toma a ocasião do pecado para condenar o pecado. [...] Que o meu coração seja digno do fogo do Teu perfeito amor, que o Seu calor intenso faça sair de mim e consuma todo o veneno do pecado! Que ponha a nu e afogue nas lágrimas dos meus olhos toda a infecção da minha consciência. Que a Tua cruz crucifique tudo o que a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e o orgulho da vida corromperam devido à minha longa negligência. Senhor, quem o desejar pode ouvir-me e desprezar a minha confissão: que me olhe prostrado como a pecadora aos pés da Tua misericórdia, banhando-os com as lágrimas do meu coração, vertendo sobre eles o perfume de uma terna devoção (Lc 7, 38). Que todos os meus recursos, por mais pobres que sejam, de corpo e alma, sejam usados para comprar este perfume que Te agrada. Espalhá-lo-ei sobre a Tua cabeça, sobre Ti cuja cabeça é Deus; e sobre os Teus pés, sobre Ti cuja ponta é a nossa natureza fraca. Ainda que o fariseu murmure, Tu, meu Deus, tem piedade de mim! Ainda que o ladrão aperte os cordões da bolsa rangendo os dentes, desde que eu Te agrade, pouco me importa incomodar seja quem for. Ó amor do meu coração, que em cada dia eu verta sem parar este perfume, porque espalhando-o sobre Ti, espalho-o também sobre mim. [...] Concede-me o dom de Te entregar lealmente tudo o que tenho, tudo o que sei, tudo o que sou, tudo o que posso! Que fique sem nada! Estou aos pés da Tua misericórdia, aonde permanecerei, aonde chorarei, até que me faças escutar a Tua suave voz, o julgamento da Tua boca, a sentença da Tua e da minha justiça: «São-lhe perdoados os seus muitos pecados, porque muito amou» (Lc 7, 47). Guilherme Saint-Thierry (c. 1085-1148), monge cisterciense, Orações para meditar, n°5
MOMENTO ÍNTIMO DE DESEJO
FAZER O HOMEM À SUA IMAGEM E SEMELHANÇA, Ó MEU DEUS, É ALGO QUE NOS ENALTECE E NOS HUMILHA.PELA SEMELHANÇAS É COMO QUE CONVIDAIS TODAS AS CRIATURAS A PREPARAREM-SE PARA AS FESTAS PASCAIS QUE SE APROXIMAM. PELA NOSSA CONDIÇÃO HUMANA SOB O PESO DO PECADO, LEVA-NOS À HUMILHAÇÃO.VOSSAS DOAÇÕES QUE DEBRUÇAIS SOBRE NÓS E A VOSSA MISERICÓRDIA QUE CORRE VIRTIGINOSAMENTE PARA A NOSSA PURIFICAÇÃO, SEM DESCANSAR ATÉ QUE NOS PONHAS AO OMBRO NÃO TÊM FIM.
SENHOR JESUS, EU SOU ESSA OVELHA QUE NÃO QUERIA SER PRECISA MAS QUE RECONHECE QUE SEM VÓS NÃO ALCANÇA O REDIL.
NUNCA ME PERCAS DE VISTA E FAZ-ME SENTIR AQUELE PERFUME DE PAI CONSOLADOR ABEIRADO DE MIM A ENCHER-ME DE CARINHOS ATÉ AO MOMENTO DE ME TORNAR TUA PRESA. QUE NAS HORAS DESVIADAS EU SINTA AS ANGÚSTIA DAS TUAS DORES QUE ME IMPEDEM DE AFASTAR-ME DE TI. NÃO ME DEIXES PERDER. DÁ-ME UM CORAÇÃO QUE QUEIRA ABRAÇAR-SE INTIMAMENTE À TUA VIDA.
16 de abril de 2011
ADORAÇÃO DO SANTÍSSIMO
Meu Senhor Jesus quando a angústia se apodera do meu ser e envolve a minha alma só a Ti, presente nos sacrários mais abandonados, ou nos sacrários onde estais sempre acompanhado. ou simplesmente em minha casa.Aí peço que me deixes abrir-te meu coração desesperado e sem vontade de permanecer neste mundo. A SUPERFICIALIDADE DO QUE ME ENVOLVE, CRIA-ME UMA ANGÚSTIA DE MORRER E NÃO ACREDITO EM NADA NEM NINGUÉM.TANTA SUPERFICIALIDADE!
SENHOR JESUS TEM PENA DE NÓS TODOS, CRIA EM TODOS UM CORAÇÃO PURO. AQUELE CORAÇÃO QUE PARTILHANDO COM O VOSSO, FAZ-SE MENSAGEIRO DO VOSSO AMOR.
MEU DOCE JESUS FAZ-NOS HUMILDES, CONSCIENTES DA MISSÃO CONTINUADORA DA VOSSA.
SENHOR JESUS FAZ-NOS CONTEMPLATIVOS DO VOSSO SILÊNCIO QUE DO SACRÁRIO NOS VÊS A TODOS E POR TODOS VELAS. ESQUECE AS LÁGRIMAS QUE NELE ESCONDES. LÁGRIMAS DE DORES ALIADAS ÀS DE MARIA, TAMBÉM DE DORES.
SENHOR JESUS ÀQUELES QUE VOS OLHAM INCENDIAI-OS DO VOSSO AMOR QUE A TODOS CONVERTE E TE ACOMPANHAM NO TEU CALVÁRIO.
Ó MEU JESUS,QUERIA TER A TUA ALMA PARA A TODOS TRAZER PARA TI! SOSSEGA-ME ,CADA VEZ MAIS INSEGURA PERANTE A FALTA DE FÉ, DE TIBIEZA, DE CONFORMIDADA E DO FACILITISMO.CONVERTE OS QUE TE MARGINALIZAM, OS QUE TE CHAMAM DE CHARLATÃO E INCOMODATIVO. E DESEJAM QUE OS DEIXEM E OS NÃO QUE OS INCOMODEM.
CRIAI EM TODOS CANTOS DE LOUVOR QUE TE FAÇAM ESQUECER HORAS HORRÍVEIS DE SOFRIMENTO.
COMO SANTA TERESINHA DEIXA-ME CANTAR-TE: "BENDITA E LOUVADA SEJA, A HORA E FELIZ MOMENTO, EM QUE FOI INSTITUIDO O SANTÍSSIMO SACRAMENTO" PARA ALÍVIO DA MINHA ALMA E DAS ALMAS SOFREDORAS, REDICULARIZADAS, DESPROTEGIDAS, ABANDONADAS. SÓ JUNTO DE TI ENCONTRAM TUDO QUANTO NECESSITAM PARA OS SEUS MALES. SÓ TU ÉS A RESPOSTA PARA OS NOSSOS DESVARIOS,E PARA MELHOR COMPREENDER OS VOSSO SOFRIMENTOS.
GRAÇAS E LOUVORES SE DÊEM A CADA MOMENTO, AO SANTÍSSIMO E DEVINÍSSIMO SACRAMENTO.
JESUS, MANSO E HUMILDE DO CORAÇÃO, FAZEI O MEU CORAÇÃO
SEMELHANTE AO VOSSO.
PELAS VOSSA CINCO CHAGAS, CONVERTEI O CORAÇÃO DOS PECADORES E INCLUÍNDO O MEU.
FAZEI-ME SANTO PARA MELHOR CANTAR OS VOSSO LOUVORES.
MEU JESUS, MISERICÓRDIA!
MEU JESUS, MISERICÓRDIA.
MEU JESUS, COMPAIXÃO PARA OS MEUS PECADOS E OS DO MUNDO INTEIRO.
MEU JESUS NÃO NOS CASTIGUEIS SEGUNDO OS NOSSOS DESVARIOS.
DOMINGO DE RAMOS
Primeira forma: PROCISSÃO 2. À hora marcada, reúnem-se todos numa igreja secundária ou noutro lugar apropriado fora da igreja para a qual se dirige a procissão. Os fiéis levam ramos na mão. 3. O sacerdote e o diácono, revestidos de paramentos vermelhos próprios da Missa, dirigem-se para o lugar onde o povo está reunido. O sacerdote, em vez da casula, pode levar o pluvial, que deporá terminada a procissão........ 4. Entretanto, canta-se a antífona seguinte ou outro cântico apropriado. ........ANTÍFONA Mt 21, 9 Hossana ao Filho de David. Bendito o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel. Hossana nas alturas. 5. O sacerdote, ao chegar, saúda o povo na forma habitual. Depois exorta os fiéis a participarem activa e conscientemente na celebração deste dia, dizendo estas palavras ou outras semelhantes: Irmãos caríssimos: Desde o princípio da Quaresma vimos a preparar-nos com obras de penitência e de caridade. Hoje estamos aqui reunidos para darmos início, em união com toda a Igreja, à celebração do mistério pascal do Senhor, isto é, da sua paixão e ressurreição. Foi para realizar este mistério da sua morte e ressurreição que Jesus Cristo entrou na sua cidade de Jerusalém. Por isso, recordando com fé e devoção esta entrada triunfal na cidade santa, acompanharemos o Senhor, de modo que, participando agora na sua cruz, mereçamos um dia ter parte na sua ressurreição. 6. Seguidamente, o sacerdote, de mãos juntas, diz uma das seguintes orações: Oremos. Deus eterno e omnipotente, santificai com a vossa bênção estes ramos, para que, acompanhando a Cristo nosso Rei nesta celebração festiva, mereçamos entrar com Ele na Jerusalém celeste. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. R. Amen. Ou Aumentai, Senhor, a fé dos que esperam em Vós e ouvi com bondade as nossas humildes súplicas, para que, aclamando com estes ramos a Cristo vitorioso, permaneçamos unidos a Ele e dêmos fruto abundante de boas obras. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. R. Amen.......... Terminada a oração, asperge os ramos com água benta, sem dizer nada. 7. A seguir, faz-se a proclamação do Evangelho da entrada do Senhor, segundo o texto evangélico correspondente a cada um dos ciclos. Esta proclamação é feita do modo habitual pelo diácono, ou, na falta dele, pelo sacerdote. Evangelho Mt. 21, 1-11 Jesus sobe a Jerusalém para Se submeter à morte. Por isso, entra na Cidade Santa à maneira de Messias e Rei, como os profetas haviam anunciado. Entra de um modo digno de «Filho de David». É porém, o triunfo modesto e humilde de um Rei, que vem não para dominar, mas para servir e dar a vida em resgate pela humanidade. Um triunfo, que é prelúdio de martírio. Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus Quando se aproximaram de Jerusalém e chegaram a Betfagé, junto ao monte das Oliveiras, Jesus enviou dois discípulos, dizendo-lhes: «Ide à povoação que está em frente e encontrareis uma jumenta presa e, com ela, um jumentinho. Soltai-os e trazei-mos. E se alguém vos disser alguma coisa, respondei que o Senhor precisa deles, mas não tardará em devolvê-los». Isto sucedeu para se cumprir o que o Profeta tinha anunciado: «Dizei à filha de Sião: ‘Eis o teu Rei, que vem ao teu encontro, humildemente montado num jumentinho, filho de uma jumenta’». Os discípulos partiram e fizeram como Jesus lhes ordenara: trouxeram a jumenta e o jumentinho, puseram-lhes em cima as suas capas e Jesus sentou-Se sobre elas. Numerosa multidão estendia as capas no caminho; outros cortavam ramos de árvores e espalhavam-nos pelo chão. E, tanto as multidões que vinham à frente de Jesus como as que O seguiam, diziam em altos brados: «Hossana ao Filho de David! Bendito O que vem em nome do Senhor! Hossana nas alturas!». Quando Jesus entrou em Jerusalém, toda a cidade ficou em alvoroço. «Quem é Ele?» – perguntavam. E a multidão respondia: «É Jesus, o profeta de Nazaré da Galileia». Palavra da salvação. ......8. Depois do Evangelho, conforme as circunstâncias, pode fazer-se uma breve homilia. A anunciar o começo da procissão, o sacerdote ou outro ministro idóneo pode fazer uma admonição, dizendo estas palavras ou outras semelhantes: Imitemos, irmãos caríssimos, a multidão que aclamava Jesus na cidade santa de Jerusalém, e caminhemos em paz. ............9. Inicia-se a procissão em direcção à igreja onde é celebrada a Missa. À frente vai o turiferário com o turíbulo aceso (se se usa o incenso); depois, no meio de dois ministros com velas acesas, o cruciferário com a cruz ornamentada; segue-se o sacerdote com os outros ministros: finalmente, os fiéis com os ramos na mão. Durante a procissão, os cantores e o povo cantam os seguintes cânticos ou outros apropriados. ............Antífona 1 As crianças de Jerusalém foram ao encontro do Senhor com ramos de oliveira, clamando com alegria: Hossana nas alturas. Esta antífona pode repetir-se entre os versículos ou estrofes do salmo 23. Salmo 23 Do Senhor é a terra e o que nela existe, * o mundo e quantos nele habitam. Ele a fundou sobre os mares * e a consolidou sobre as águas. Quem poderá subir à montanha do Senhor? * Quem habitará no seu santuário? O que tem as mãos inocentes e o coração puro,* que não invocou o seu nome em vão nem jurou falso. Este será abençoado pelo Senhor * e recompensado por Deus, seu Salvador. Esta é a geração dos que O procuram, * que procuram a face do Deus de Jacob. Levantai, ó portas, os vossos umbrais, * alteai-vos, pórticos antigos, † e entrará o Rei da glória. Quem é esse Rei da glória? * O Senhor forte e poderoso, † o Senhor poderoso nas batalhas. Levantai, ó portas, os vossos umbrais, * alteai-vos, pórticos antigos, † e entrará o Rei da glória. Quem é esse Rei da glória? * O Senhor dos Exércitos, † é Ele o Rei da glória............. Antífona 2 As crianças de Jerusalém estendiam os seus mantos no caminho, aclamando com alegria: Hossana ao Filho de David. Bendito o que vem em nome do Senhor. Esta antífona pode repetir-se entre os versículos ou as estrofes do salmo 46. Salmo 46 Povos todos, batei palmas, * aclamai a Deus com brados de alegria, porque o Senhor, o Altíssimo, é terrível, * o Rei soberano de toda a terra. Submeteu os povos à nossa obediência * e pôs as nações a nossos pés. Para nós escolheu a nossa herança, * gloria de Jacob, por Ele amado. Deus subiu entre aclamações, * o Senhor subiu ao som da trombeta. Cantai hinos a Deus, cantai, * cantai hinos ao nosso Rei, cantai. Deus é Rei do universo: * cantai os hinos mais belos. Deus reina sobre os povos, * Deus está sentado no trono sagrado. Reuniram-se os príncipes dos povos * ao povo do Deus de Abraão. Porque a Deus pertencem os poderes da terra, * Ele está acima de todas as coisas. Hino a Cristo Rei Todos: Glória, honra e louvor a Jesus Cristo, Que é nosso Rei e nosso Redentor. Como as crianças de Jerusalém, Cantemos ao que vem Em nome do Senhor. Coro: Louvam os Anjos no alto dos Céus, Os homens cantam com ramos e palmas: Bendito seja o Filho de David, Senhor do mundo e Rei das nossas almas. Todos: Glória, honra e louvor… Coro: Exulta o universo de alegria, Aclamando a vitória do Deus forte: O Cordeiro votado ao sacrifício É o Senhor que vai vencer a morte. Todos: Glória, honra e louvor… Coro: A alegria do povo resgatado, Que celebra o triunfo de Jesus, Seja um dia perfeita e gloriosa Na claridade da eterna luz. Todos: Glória, honra e louvor
JESUS DE NAZARÉ- POEMA INSPIRADO NO LIVRO DO SANTO PADRE
Num acto de Amor pelos homens, Cristo não se atirou do Pináculo obedeveria ao malfeitor… Sabia que, se o fizesse, nas Mãos bondosas do Pai, cairia pelo Seu Poder. Essa corda não usou. Escarnecido pelos homens, abandonado pelos amigos, Julgado o pior dos réus… …morre no GÓLGOTA!
É a humildade dum Deus, colocando, lobo e cordeiro, lado a lado equiparado… Numa Fé inconvertível. Jesus, “Reino de Amor”… Domínio de Deus Criador,
Na Cristologia fulcral Ascende, pela cruz, à Ressurreição. Num presente continuado Prossegue a mensagem da Aliança Na montanha bem-aventurada. Qual “cátedra de Moisés”… Na simplicidade, fraternidade, mansidão…, Dentre flores, trinados, Céu, aragem, sol, Movimentos pacíficos… Anelados, Mostra o Fogo do Amor, A tempos, crucificado, de onde virá a Salvação. Assim, Jesus discípulo faz discípulos, caminha com eles, Num culminar de oração, na oração do “Pai Nosso”. É… a vida de um HOMEM que a humanidade aplaudiu, Em dimensão igual… Todos os horizontes verão! ALELUIA! ALELUIA!
ESTE POEMA FOI FEITO O ANO PASSADO
POR ALTURA DOS 83 ANOS
DE SUA SANTIDADE BENTO XVI
E INSPIRADO NO LIVRO "JESUS DE NAZARÉ"
DE SUA SANTIDADE BENTO XVI..
De Maria do Rosário Guerra
DOMINDO DE RAMOS
Meditações de D. Javier Echevarría sobre a Semana Santa. DOMINGO DE RAMOS: JESUS ENTRA EM JERUSALÉM Começa a Semana Santa e recordamos a entrada triunfal de Cristo em Jerusalém. Escreve São Lucas. «Ao aproximar-se a Betfagé e a Betânia, junto ao monte chamado das Oliveiras, enviou dois dos seus discípulos dizendo-lhes: "Ide a essa aldeia que está em frente e, ao entrar, encontrareis um burrito atado que nunca ninguém montou. Soltai-o e trazei-o. Se alguém vos perguntar porque o soltais, dir-lhe-eis: o Senhor tem necessidade dele". Foram e encontraram tudo como o Senhor lhes tinha dito». Que pobre montada escolhe Nosso Senhor! Talvez nós, presunçosos, tivéssemos escolhido um brioso corcel. Mas Jesus não se guia por razões meramente humanas, mas por critérios divinos. «Isto sucedeu – anota São Mateus – para que se cumprissem as palavras do profeta: "Dizei à filha de Sião: eis que o teu rei vem a ti, manso e montado sobre um burro, num burrito, filho da que leva o jugo"». Jesus Cristo, que é Deus, contenta-se com um burriquito por trono. Nós, que não somos nada, mostramo-nos muitas vezes vaidosos e soberbos: procuramos sobressair, chamar a atenção; tratamos de que os outros nos admirem e louvem. São Josemaria Escrivá, canonizado por João Paulo II há dois anos, ficou cativado com esta cena do Evangelho. Dizia de si mesmo que era um burrito sarnoso, que não valia nada; mas como a humildade é a verdade, reconhecia também que era depositário de muitos dons de Deus; especialmente, da tarefa de abrir caminhos divinos na terra, mostrando a milhões de homens e mulheres que podem ser santos no cumprimento do trabalho profissional e dos deveres ordinários. Jesus entra em Jerusalém sobre um burrico. Temos de tirar consequências desta cena. Cada cristão pode e deve converter-se em trono de Cristo. E aqui servem como anel ao dedo umas palavras de São Josemaria. «Se a condição para que Jesus reinasse na minha alma, na tua alma, fosse contar previamente em nós com um lugar perfeito, teríamos razão para desesperar. Jesus contenta-se com um pobre animal por trono. (...).Há centenas de animais mais formosos, mais hábeis e mais cruéis. Mas Cristo preferiu este para se apresentar como rei diante do povo que O aclamava, porque Jesus não sabe que fazer da astúcia calculadora, da crueldade dos corações frios, da formosura vistosa mas vã. Nosso Senhor ama a alegria dum coração moço, o passo simples, a voz sem falsete, os olhos limpos, o ouvido atento à sua palavra de carinho. E é assim que reina na alma.». Deixemo-lo tomar posse dos nossos pensamentos, palavras e acções! Afastemos sobretudo o amor-próprio, que é o maior obstáculo ao reinado de Cristo! Sejamos humildes, sem nos apropriarmos de méritos que não são nossos. Imaginais o ridículo em que cairia o burrico, se se tivesse apropriado dos vivas e aplausos que as pessoas dirigiam ao Mestre? Comentando esta cena evangélica, João Paulo II recorda que Jesus não entendeu a sua existência terrena como procura do poder, como ânsia de êxito e de fazer carreira, ou como vontade de domínio sobre os outros. Pelo contrário, renunciou aos privilégios da sua igualdade com Deus, assumiu a condição de servo, fazendo-se semelhante aos homens, e obedeceu ao projecto do Pai até à morte na Cruz (Homilia, 8-IV-2001). O entusiasmo das pessoas não costuma ser duradoiro. Poucos dias depois, os que o tinham acolhido com vivas pedirão aos gritos a sua morte. E nós deixar-nos-emos levar por um entusiasmo passageiro? Se nestes dias notamos o movimento divino da graça de Deus, que passa por nós, demos-lhe lugar nas nossas almas. Estendamos no chão, mais que as palmas ou os ramos de oliveira, os nossos corações. Sejamos humildes. Sejamos mortificados. Sejamos compreensivos com os outros. Esta é a homenagem que Jesus espera de nós. A Semana Santa oferece-nos a oportunidade de reviver os momentos fundamentais da nossa Redenção. Mas não esqueçamos que – como escreve São Josemaria –, «para acompanhar Cristo na sua glória, no fim da Semana Santa, é necessário que penetremos antes no seu holocausto, e que nos sintamos uma só coisa com Ele, morto sobre o Calvário». Para isso, nada melhor que caminhar pela mão de Maria. Que Ela nos obtenha a graça de que estes dias deixem uma marca profunda nas nossas almas. Que sejam, para cada uma e cada um, ocasião de aprofundar no Amor de Deus, para assim o poder mostrar aos outros
SANTO AGOSTINHO DE HIPPONA
Santo Agostinho ::::::::::::::::::::::::::::: A conversão de Santo Agostinho é considerada um dos eventos mais importantes da historia da igreja. Santo Agostinho nasceu em Tagaste,norte da África, filho de Patricius, um oficial romano pagão. Sua mãe, Santa Mônica era cristã e criou Santo Agostinho na fé. Em 370 ele foi para Cartago, Turquia para estudar direito e em vez disto passou a estudar literatura. Ele juntou com uma amante que deu a ele um filho Adeodatus. Em 373 Santo Agostinho e seus amigos tornaram-se membros de uma seita herege. Ao mesmo tempo, sua brilhante e notável inteligência estava se manifestando e ele ganhou vários torneios de poesia e se tornou conhecido no mundo filosófico. Demorou nove anos para Santo Agostinho se libertar de sua vida herege. Em 383 ele foi para a Itália em segredo por causa da oposição de sua mãe. Santo Agostinho planejava ensinar em Roma mas, em vez disto foi para Milão onde conheceu Santo Ambrósio. Sob a influencia de Ambrósio, Agostinho descobriu a vida de celibatário, o estudo e a oração. Santa Mônica mais tarde encontrou-se com eles em Milão, onde São Alípio, velho amigo de Agostinho também passou a morar. Com ele, sua mãe e amigos se retiraram para uma vila, para estudarem as escrituras e os antigos filósofos. No domingo de Páscoa de 387 Santo Agostinho foi batizado. Planejando o retorno para Tagaste eles foram para Ostia, Itália a bordo de um navio. Mônica morreu em Ostia e Santo Agostinho ficou na Itália escrevendo e orando. Em 388 ele vendeu tudo que tinha e passou a distribuir para os pobres e começou uma vida de penitencia. Ele foi ordenado em 391e fundou dois monastérios e em outubro de 393 Santo Agostinho tomou parte no Concílio da África pregando para uma assembléia de bispos. Valerius, o bispo de Hippo indicou Agostinho como seu coadjutor e ele ocupou este cargo por 34 anos. Ele fez de sua residência episcopal um monastério enviando outros padres para fundar outras instituições e treinar bispos para as dioceses. Seu maior apostolado foi ensinar e escrever. Ele atendeu aos Concílios de 398, 401, 416, 418 e 419. Em 426 Santo Agostinho já com 72 anos nomeou Heraclius seu auxiliar e sucessor . Ele tentou encontrar paz mas teve que enfrentar a heresia dos Arianos e invasão dos Vândalos na região. Bispos e políticos procuraram refugio em Hippo que foi sitiada por 18 meses. Durante o cerco, Santo Agostinho teve um derrame e em 30 de agosto de 430 ele veio a falecer. Os trabalhos de Santo Agostinho proveram a Cristandade com lúcidos e atrativos argumento para a fé. Em sua biografia fica imbuído a sua atração pelo Criador. Seus escritos sobre as escrituras são um tratado sobre a fé e lúcidos argumentos sobre a Confissão. No seu trabalho "Cidade de Deus" escrito em 426 Santo Agostinho traça o caminho para uma crescente fé, e uma reconciliaçao entre a fé e a razão e coloca Deus no Centro de tudo. Diz a tradição que, certa vez, Santo Agostinho estava caminhando a beira mar, a pensar sobre o Mistério da Santíssima Trindade, quando encontrou com um menino a colocar, com uma pequena caneca, água do mar em um buraco que a criança havia feito. Santo Agostinho perguntou :"Que está fazendo? A criança respondeu: "Estou colocando o mar neste buraco". "Impossível!" disse o santo. E a criança, que na verdade era um anjo, respondeu: "Mais facil será eu colocar o mar neste buraco, que voce entender o mistério que está tentando compreender." O mestre Dughet pintou um lindo quadro, retratando esta lenda. Ele foi indicado como um dos Doutores da Igreja. Em 700 DC as relíquias de Santo Agostinho foram colocadas na igreja de São Pietro in Ciel dÓro em Pavia, Itália. Ele é o padroeiro da agostinianos, dos teólogos, dos impressores e da cidade de Cartago. Sua festa é celebrada no dia 28 de agosto
13 de abril de 2011
10 MANEIRAS DE PERDER UM CATEQUISTA
10 maneiras de se perder um catequista Na esmagadora maioria das nossas paróquias faltam catequistas. Os bons párocos e coordenadores de catequistas não perdem tempo a lamentar-se. Vão à luta, empenham-se em convidar e em formar novos catequistas. Mas, às vezes, cometemos erros imperdoáveis. E os novos catequistas, tão arduamente recrutados desaparecem de vista. Esta série de artigos pretende ser um alerta para evitar erros muito comuns na gestão dos catequistas. 1. Perder a pessoa no anonimato Fazemos um grande esforço para encontrar novos catequistas ou candidatos a catequistas. Fazemos convites pessoais. Pedimos aos outros catequistas que lancem a rede a outros. Fazemos apelos no final da missa. Como resultado de todos estes esforços, a Maria, de 37 anos, resolveu aceitar o desafio. Ela gosta de crianças, tem os filhos na catequese, sente que pode ser mais activa como cristã, apoiando a catequese. Com muita fé, algum receio e bastante entusiasmo, assinou o nome dela na folha que estava na secretaria da catequese. Deixou todos os contactos: telefone de casa, telemóvel, email... E passa-se uma semana, outra semana... e ninguém contacta com ela. Depois de três semana ela recebe um e-mail vindo do coordenador da catequese. Mas, ao lê-lo, a Maria percebe que aquilo é um texto enviado a todos os que deram o nome. Um texto igual para todos. A Maria decide apagar o e-mail. Este tratamento impessoal, massificado, deixa-a mal disposta. Empenhar-se pela evangelização deveria ser outra coisa. Se é para isso, para receber uma comunicação fria como uma carta das finanças, então a Maria não está interessada. Para mudar Não deixes passar mais de 48 horas depois de alguém responder a um apelo ou se oferecer para algum serviço. Promove o contacto e de forma pessoal. Só é aceitável usar o e-mail, para dizer que dentro de pouco tempo vais telefonar ou ter um encontro face a face com a pessoa que se ofereceu como catequista. Promove um encontro onde se possa falar sobre quais são as necessidades da paróquia, quais os interesses e motivações da pessoa. Procura responder correctamente a todas as questões que eles possam ter sobre o serviço que vão assumir. As pessoas apreciam a atenção pessoal do responsável da catequese. 2. Ajuda-me por favor Nada é pior do que convidar alguém para a catequese como um favor a ti. É claro que a pessoa não vai querer deixar-te mal, se tu a convidas para ser catequista como um favor pessoal. Mas os teus amigos vão realizar esse serviço como uma obrigação para contigo. Dimensões como o sentido de Igreja, a vocação de catequista vão ficar na sombra. O seu serviço vai ser insatisfatório porque a motivação original está equivocada. Para mudar Se tens amigos ou conhecidos que tenham desejo de servir na Igreja como catequistas, já tens uma vantagem no recrutamento: à partida já há uma relação estabelecida com eles. Não tens de começar do zero. Mas não podes partir da noção que, como tu gostas de ser catequista, todos os teus amigos hão-de gostar de ser catequistas. Pede a todos os potenciais interessados (independentemente da relação que tenhas com eles) que preencham uma lista de interesses e talentos. Ajuda-os a clarificar as motivações mais profundas. Tenta harmonizar as necessidades que tens na catequese com os interesses que há do lado da oferta. E não te esqueças de encaminhar, com respeito, para outros serviços da paróquia aqueles que desejam empenhar-se mais activamente, mas que não têm vontade/motivação/talento para a catequese. 3. Atirá-los às feras Um candidato a catequista ofereceu-se (ou foi convidado); falou com o coordenador de catequese e com o pároco. Tu precisas desesperadamente de alguém para o 7º ano. São um grupo de selvagens irrequietos com péssima fama entre os catequistas. Quem tem experiência há anos que se esquiva a ficar com esse grupo. Tu pensas com os teus botões: Aí está este novo catequista. Está cheio de entusiasmo. Traz novas ideias... Nem pensas duas vezes. Entregas-lhe a pasta com as inscrições deles, dás-lhe o guia e o catecismo, explicas-lhe como se faz para pedir os dvds à sala de apoio... mas dois dias depois do primeiro encontro de catequese, o novo catequista vem ter contigo, devolve-te o guia e o catecismo, tudo embrulhado num sorriso simpático: Obrigado pelo convite mas acho que não era bem isto que eu queria E aí vai ele. E nunca mais o voltas a ver na catequese. Para mudar Quando surge algum novo candidato a catequista, procura que ele tenha contacto com os vários serviços da catequese: as várias idades, as várias tarefas. Sempre acompanhado por um catequista mais experiente e bem formado. Quem se oferece para fazer catequese pode ainda não ter ideias muito claras sobre o que gosta de fazer, o que é capaz de fazer. Tu e a tua paróquia podem estar muito necessitados de mão-de-obra mas o novo catequista merece-te todo o respeito. Não o podes tratar como carne para canhão. Entregar-lhe uma tarefa para a qual não está preparado é péssimo. Para ele, porque se sente desmotivado. Para os catequizandos, porque são mal servidos. Para o grupo de catequistas, porque recebem a mensagem que não merecem respeito. 4. Dar aos candidatos uma falsa impressão No diálogo com as pessoas há uma regra óbvia (e muitas vezes esquecida): sê honesto à partida, porque, de uma maneira ou de outra, a verdade vem ao de cima. Isto vale para os negócios, para as relações internacionais, para os namoros. E também vale quando estás a convidar um novo catequista. Se te pões a pintar uma imagem de catequista que não corresponde à realidade, o candidato vai-se sentir enganado quando descobrir a verdade. E vai sentir que o seu sim foi dado numa base de falsidade. E sente-se leigitimado para se ir embora, assim que puder. Para mudar Descreve a tarefa que se pede aos catequistas com exactidão. Não digas que cada grupo tem 15 crianças quando o vais colocar num grupo de 25. Não lhe garantas que cada catequista novo é sempre acompanhado por um catequista mais velho, quando esse catequista acompanhante não existe. Assim que algum catequista aceita colaborar na paróquia, procura que ele participe num curso de iniciação. Isso vailhe permitir uma ideia clara do que é a catequese. Além disso, a paróquia deve ter um manual de instruções que deve ser entregue a cada catequista. Nesse manual estarão os valores e as tarefas dos catequistas. Deves informar o catequista de quais as suas tarefas, de quais os ritmos normais de trabalho. Ele deve saber com quem contactar quando tiver dúvidas ou problemas. 5. Falas muito... mas... Podes ter um estilo muito animado. Apresentas a catequese como algo apaixonante. Mas depois de te ver em acção, depois de falar com outros catequistas, um candidato a catequista conclui que tens muito estilo e pouca substância. Ele começa a perceber que apesar do teu estilo, isto da catequese não te entusiasma a sério. Para mudar Se gostas do que estás a fazer isso nota-se. Seja a fazer coisas importantes e vistosas, seja a fazer tarefas mais humildes e rotineiras. E é a tua atitude credível que vai ser capaz de aliciar outros para este serviço de Igreja que é a catequese. Por isso, quando te começas a sentir cansado, quando começas a esquecer o sentido do que tens vindo a fazer... pára para pensar. 6. Fazer suposições É óbvio, não? Precisamos de mais e de melhores catequistas... Toda a gente sabe isso Ou talvez não. Tu podes supor que os pais e o resto da paróquia conhecem as dificuldades porque passa a catequese (que são óbvias para ti). Mas, na realidade, os pais até poderiam estar disponíveis para colaborar mais mas supõem que tudo está a funcionar na perfeição. Pensam eles que, se tu precisasses de ajuda, a pedirias. Para mudar Comunica claramente as tuas necessidades a toda a gente. Não apenas aos candidatos a catequistas. Fala aos responsáveis de outros sectores da paróquia, aos catequistas mais velhos... a toda a gente. Nos órgãos de comunicação da paróquia (site, jornal...) vai dando informações actualizadas e concretas das necessidades de pessoal da catequerse. Quando souberes de alguém que poderia assumir um lugar de catequista, entra em contacto com ela e explica-lhe porque é que achas que a pessoa poderia prestar um bom serviço. Não tenhas medo de pedir a ajuda das pessoas: as pessoas não conseguem responder a uma necessidade que não sabem que existe. 7. Não partilhar a missão As pessoas gostam de sentir que fazem parte de algo importante. Elas gostam de saber que o seu esforço está a fazer a diferença. Se vais falar com um candidato a catequista e não consegues comunicar-lhe o sentido, a missão, da catequese... provavelmente, fracassaste ao tentar cativá-lo para a catequese. Porque não o conseguiste convencer do papel decisivo da catequese na vida das pessoas. Para mudar Partilha as metas da catequese com todos aqueles com quem contactas. Sem medo! A pessoa que tens à frente pode vir a dar um grande catequista! Quando as pessoas descobrem que fazer catequese não é entreter as crianças nem brincar aos professores primários mas que é assegurar a continuidade da Igreja e do Evangelho... então, a hipótese de ser catequista é muito mais valorizada. Os candidatos a catequistas precisam de saber que há uma razão profunda para as tarefas que lhes são pedidas. Por isso... não sejas forreta! Partilha essas razões. E partilha-as com frequência e criatividade. 8. Oferta sem opções Para este ano só temos falta de catequistas da adolescência. Se não quiseres pegar neste grupo do 9º ano, não nos serves. Ou quando mandas embora os jovens por serem muito novos. Ou os casados porque não têm tempo. Ou os solteiros porque não têm experiência. Ou os idosos, por serem velhos. Esta rigidez de critérios leva, cedo ou tarde, a que os candidatos a catequistas desistam depressa. Para mudar Organiza a catequese de modo que os candidatos a catequistas possam entrar por muitas portas. Mesmo que tenhas todos os catequistas de que precisas (Aleluia!!!) não desistas de procurar novos catequistas. O teu papel não é só resolver as necessidades mas também ajudar ao desenvolvimento vocacional das pessoas da tua comunidade. Inventa lugares e tarefas se necessário for. Mas nunca desprezes uma oferta generosa de alguém que quer dar o seu tempo e talentos em favor da catequese. 10- Não equipar as pessoas para a tarefa Os candidatos a catequistas não se aguentam muito tempo quando sentem que não foram preparados, treinados para as tarefas que lhes são pedidas. E mesmo os catequistas com mais tempo sentem-se mal quando não sentem que a sua competência cresce. Para mudar É teu dever ser claro com os novos catequistas sobre a forma como eles vão ser preparados para o seu ministério. Tens também de te assegurar que os materiais necessários para a catequese estão disponíveis. Além disso, oferece oportunidade de formação permanente a todos os que trabalham na catequese.
12 de abril de 2011
CONVERSÃO DE AMOR
NATAL É TODOS OS DIAS, SEMPRE QUE EM CADA CORAÇÃO HÁ VONTADE DE AMAR: PRIMEIRO A DEUS E POR ELE OS OUTROS. NINGUÉM, MELHOR QUE MARIA, PARA ME ENSINAR A CONTINUAR ESSA VIAGEM DE TRANSFORMAÇÃO DO VASO DE BARRO EM VASO DE OURO E FIRME COMO A ...ROCHA.-AFINAL O TEMPO QUARESMAL NÃO É UM CONVITE A ESSE NATAL DE CONVERSÃO? O MENINO QUE NOS FOI DADO NÃO É O MENINO QUE SOFREU, MORREU NA CRUZ E RESSUSCISTOU POR NOSSA CAUSA? QUANDO O MENINO NASCEU NO SEIO DA VIRGEM MARIA. QUEM SOFREU MAIS? NÃO FOI A VIRGEM SANTA MARIA, A MAIOR SOFREDORA NAS MÃOS DO PAI, EM PROL DA SALVAÇÃO DA HUMANIDADE? AGORA SOMOS NÓS , NUM ACTO DE RECONHECIMENTO ADORADOR E GRATUITO, A SUBSTITUÍ-LA NESSA ATITUDE DE UM OUTRO NATAL MAIS PARALELO COM O MENINO, COM MAIS RESPONSABILIDADES , POIS QUE ELE QUER QUE COMPLETEMOS O QUE FALTOU À SUA PAIXÃO. NASCER EM TEMPO QUARESMAL É URGENTE E OBRIGATÓRIO. O AMOR ASSIM NOS PEDE.E NINGUÉM É MAIS QUE O MESTRE! QUARESMA É COMO QUE UM RECADO DIVINO SEM LIMITES:-"VAI E FAZ O MESMO. RENASCE POIS QUE A MORTE JÁ FOI VENCIDA. AGORA A TUA TAREFA É MAIS FÁCIL. O MAIS DIFÍCIL, FI-LO EU!!" PARA QUEM TEM FÉ , ONDE ESTÁ A DIFICULDADE EM CONFESSAR HUMILDEMENTE A DEUS, NA PESSOA DUM SACERDOTE OS SEUS PECADOS? ELE, JESUS CRISTO, SABE QUAIS SÃO!...O SANTO SACRAMENTO DA CONFISSÃO NÃO FOI INVENTADO PELOS PADRES. É DE INSTITUIÇAO DIVINA:"ÀQUELES A QUEM PERDOARDES OS PECADOS, SERÃO PERDOADOS; ÀQUELES A QUEM OS RETIVERDES, SERÃO RETIDOS."COMO SÃO TOMÉ DIGAMOS:-" MEU SENHOR E MEU DEUS, PERDÃO!" Maria do Rosário Guerra
11 de abril de 2011
CONTRASTE
E VIESTE, Ó CRISTO, A ESTE MUNDO
DAR VERO TESTEMUNHO DO CORAÇÃO!
MAS PORQUÊ TANTO MAU CRISTÃO
NA SEARA DE TRIGO LOURO?
SE O HOMEM PERDE O TESOURO
DENTRE MILHENTOS OBREIROS?
(QUAIS LOBOS DENTRE CORDEIROS)
MEU DEUS! COMO PODE ISTO SUCEDER?
DAI-ME FORÇAS PARA FICAR DO VOSSO LADO!
SÓ A VOSSA PRESENÇA ME CONSOLARÁ.
LIBERTAI-ME DA IRRITAÇÃO DE ESPÍRITO.
DAI-ME A VISÃO DA REALIDADE
E NÃO ME JULGUEIS COM IMPIEDADE!
INCUTI O ÂNIMO CONTRA A FALSIDADE
E MOSTRAI-ME O JARDIM DA VERDADE,
ONDE SÓ A PUREZA DAS FLORES
NA EXALAÇÃO DOS SEUS ODORES
ME FARÃO ESQUECER TANTA MALDADE!
PORQUÊ TANTO VIESTE A SOFRER
Ó QUERIDO JESUS REDENTOR?
De Maria do Rosário Guerra
PALAVRA DO SENHOR PARA O DIA DE HOJE COM OS ARAUTOS DO EVANGELHO
Evangelho segundo São João 8,1-11 Naquele tempo: 1Jesus foi para o monte das Oliveiras. 2De madrugada, voltou de novo ao Templo. Todo o povo se reuniu em volta dele Segunda-feira, 11 de Abril de 2011. SANTO DO DIA: Santa Gemma Galgani; São Barsanófio; Santo Estanislau, Bispo e mártir Primeira Leitura: Daniel 13,1-9.15-17.19-30.33-62 ::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: Leitura da Profecia de Daniel: Naqueles dias: 1Na Balilônia vivia um homem chamado Joaquim. 2Estava casado com uma mulher chamada Susana, filha de Helcias, que era muito bonita e temente a Deus. 3Também os pais dela eram pessoas justas e tinham educado a filha de acordo com a lei de Moisés. 4Joaquim era muito rico e possuía um pomar junto à sua casa. Muitos judeus costumavam visitá-lo, pois era o mais respeitado de todos. 5Ora, naquele ano, tinham sido nomeados juízes dois anciãos do povo, a respeito dos quais o Senhor havia dito: 'Da Babilônia brotou a maldade de anciãos-juízes, que passavam por condutores do povo.' 6Eles freqüentavam a casa de Joaquim, e todos os que tinham alguma questão se dirigiam a eles. 7Ora, pelo meio-dia, quando o povo se dispersava, Susana costumava entrar e passear no pomar de seu marido. 8Os dois anciãos viam-na todos os dias entrar e passear, e acabaram por se apaixonar por ela. 9Ficaram desnorteados, a ponto de desviarem os olhos para não olharem para o céu, e se esqueceram dos seus justos julgamentos. 15Assim, enquanto os dois estavam à espera de uma ocasião favorável, certo dia, Susana entrou no pomar como de costume, acompanhada apenas por duas empregadas. E sentiu vontade de tomar banho, por causa do calor. 16Não havia ali ninguém, exceto os dois velhos que estavam escondidos, e a espreitavam. 17Então ela disse às empregadas: 'Por favor, ide buscar-me óleo e perfumes e trancai as portas do pomar, para que eu possa tomar banho'. 19Apenas as empregadas tinham saído, os dois velhos levantaram-se e correram para Susana, dizendo: 20'Olha, as portas do pomar estão trancadas e ninguém nos está vendo. Estamos apaixonados por ti: concorda conosco e entrega-te a nós! 21Caso contrário, deporemos contra ti, que um moço esteve aqui, e que foi por isso que mandaste embora as empregadas'. 22Gemeu Susana, dizendo: 'Estou cercada de todos os lados! Se eu fizer isto, espera-me a morte; e, se não o fizer, também não escaparei das vossas mãos; 23mas é melhor para mim, não o fazendo, cair nas vossas mãos do que pecar diante do Senhor!' 24Então ela pôs-se a gritar em alta voz, mas também os dois velhos gritaram contra ela. 25Um deles correu para as portas do pomar e as abriu. 26As pessoas da casa ouviram a gritaria no pomar e precipitaram-se pela porta do fundo, para ver o que estava acontecendo, 27Quando os velhos apresentaram sua versão dos fatos, os empregados ficaram muito constrangidos, porque jamais se dissera coisa semelhante a respeito de Susana. 28No dia seguinte, o povo veio reunir-se em casa de Joaquim, seu marido. Os dois anciãos vieram também, com a intenção criminosa de conseguir sua condenação à morte. Por isso, assim falaram ao povo reunido: 29'Mandai chamar Susana, filha de Helcias, mulher de Joaquim'! E foram chamá-la. 30Ela compareceu em companhia dos pais, dos filhos e de todos os seus parentes. 33Os que estavam com ela e todos os que a viam, choravam. 34Os dois velhos levantaram-se no meio do povo e puseram as mãos sobre a cabeça de Susana. 35Ela, entre lágrimas, olhou para o céu, pois seu coração tinha confiança no Senhor. 36Entretanto, os dois anciãos deram este depoimento: 'Enquanto estávamos passeando a sós no pomar, esta mulher entrou com duas empregadas. Depois, fechou as portas do pomar e mandou as servas embora. 37Então, veio ter com ela um moço que estava escondido, e com ela se deitou. 38Nós, que estávamos num canto do pomar, vimos esta infâmia. Corremos para eles e os surpreendemos juntos. 39Quanto ao jovem, não conseguimos agarrá-lo, porque era mais forte do que nós e, abrindo as portas, fugiu. 40A ela, porém, agarramos, e perguntamos quem era aquele moço. Ela, porém, não quis dizer. Disto nós somos testemunhas'. 41A assembléia acreditou neles, pois eram anciãos do povo e juízes. E condenaram Susana à morte. 42Susana, porém, chorando, disse em voz alta: 'Ó Deus eterno, que conheces as coisas escondidas e sabes tudo de antemão, antes que aconteça! 43Tu sabes que é falso o testemunho que levantaram contra mim! Estou condenada a morrer, quando nada fiz do que estes maldosamente inventaram a meu respeito!' 44O Senhor escutou sua voz. 45Enquanto a levavam para a execução, Deus excitou o santo espírito de um adolescente, de nome Daniel. 46E ele clamou em alta voz: 'Sou inocente do sangue desta mulher!' 47Todo o povo então voltou-se para ele e perguntou: 'Que palavra é esta, que acabas de dizer?' 48De pé, no meio deles, Daniel respondeu: 'Sois tão insensatos, filhos de Israel? Sem julgamento e sem conhecimento da causa verdadeira, vós condenais uma filha de Israel? 49Voltai a repetir o julgamento, pois é falso o testemunho que levantaram contra ela!' 50Todo o povo voltou apressadamente, e outros anciãos disseram ao jovem: 'Senta-te no meio de nós e dá-nos o teu parecer, pois Deus te deu a honra da velhice.' 51Falou então Daniel: 'Mantende os dois separados, longe um do outro, e eu os julgarei.' 52Tendo sido separados, Daniel chamou um deles e lhe disse: 'Velho encarquilhado no mal! Agora aparecem os pecados que estavas habituado a praticar. 53Fazias julgamentos injustos, condenando inocentes e absolvendo culpados, quando o Senhor ordena: 'Tu não farás morrer o inocente e o justo!' 54Pois bem, se é que viste, dize-me à sombra de que árvore os viste abraçados?' Ele respondeu: 'É sombra de uma aroeira.' 55Daniel replicou 'Mentiste com perfeição, contra a tua própria cabeça. Por isso o anjo de Deus, tendo recebido já a sentença divina, vai rachar-te pelo meio!' 56Mandando sair este, ordenou que trouxessem o outro: 'Raça de Canaã, e não de Judá, a beleza fascinou-te e a paixão perverteu o teu coração. 57Era assim que procedíeis com as filhas de Israel, e elas por medo sujeitavam-se a vós. Mas uma filha de Judá não se submeteu a essa iniqüidade. 58Agora, pois, dize-me debaixo de que árvore os surpreendeste juntos?' Ele respondeu: 'Debaixo de uma azinheira.' 59Daniel retrucou: 'Também tu mentiste com perfeição, contra a tua própria cabeça. Por isso o anjo de Deus já está à espera, com a espada na mão, para cortar-te ao meio e para te exterminar!' 60Toda a assistência pôs-se a gritar com força, bendizendo a Deus, que salva os que nele esperam. 61E voltaram-se contra os dois velhos, pois Daniel os tinha convencido, por suas próprias palavras, de que eram falsas testemunhas. E, agindo segundo a lei de Moisés, fizeram com eles aquilo que haviam tramado perversamente contra o próximo. 62E assim os mataram, enquanto, naquele dia, era salva uma vida inocente. - Palavra do Senhor. - Graças a Deus::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: Salmo 22 O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma. Pelos prados e campinas verdejantes ele me leva a descansar. Para as águas repousantes me encaminha, e restaura as minhas forças. R: Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei, estais comigo. Ele me guia no caminho mais seguro, pela honra do seu nome. Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei. Estais comigo com bastão e com cajado, eles me dão a segurança! R: Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei, estais comigo. Preparais à minha frente uma mesa, bem à vista do inimigo; com óleo vós ungis minha cabeça, e o meu cálice transborda. R: Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei, estais comigo. Felicidade e todo bem hão de seguir-me, por toda a minha vida; e, na casa do Senhor, habitarei pelos tempos infinitos. R: Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei, estais comigo. :::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 8,1-11 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João: Naquele tempo: 1Jesus foi para o monte das Oliveiras. 2De madrugada, voltou de novo ao Templo. Todo o povo se reuniu em volta dele. Sentando-se, começou a ensiná-los. 3Entretanto, os mestres da Lei e os fariseus trouxeram uma mulher surpreendida em adultério. Colocando-a no meio deles, 4disseram a Jesus: 'Mestre, esta mulher foi surpreendida em flagrante adultério. 5Moisés na Lei mandou apedrejar tais mulheres. Que dizes tu?' 6Perguntavam isso para experimentar Jesus e para terem motivo de o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, começou a escrever com o dedo no chão. 7Como persistissem em interrogá-lo, Jesus ergueu-se e disse: 'Quem dentre vós não tiver pecado, seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra.' 8E tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão. 9E eles, ouvindo o que Jesus falou, foram saindo um a um, a começar pelos mais velhos; e Jesus ficou sozinho, com a mulher que estava lá, no meio do povo. 10Então Jesus se levantou e disse: 'Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou ?' 11Ela respondeu: 'Ninguém, Senhor.' Então Jesus lhe disse:'Eu também não te condeno. Podes ir, e de agora em diante não peques mais.' - Palavra da Salvação. - Glória a Vós, Senhor. :::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: Comentário ao Evangelho do dia feito por Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África) e doutor da Igreja Sermão 13 «Também Eu não te condeno» Há um salmo que diz: «Deixai-vos instruir, juízes da terra!» (Sl 2,10). Os que julgam a terra são os reis, os governantes, os príncipes, os juízes propriamente ditos. [...] Que eles se instruam, porque se trata da terra que julga a terra, mas ela deve temer Aquele que está no céu. Eles julgam os seus iguais: o homem julga um homem, o mortal, um mortal, o pecador, um pecador. Se Nosso Senhor fizesse ressoar, no meio desses juízes, esta sentença divina: «Que o primeiro que estiver sem pecado, atire a primeira pedra», não começariam a tremer todos aqueles que julgam a terra? Aos fariseus que, para O tentar, Lhe tinham trazido uma mulher surpreendida em adultério [...], Jesus disse: «Vós quereis lapidar esta mulher como está prescrito na Lei. Pois bem, que aquele de vós que estiver sem pecado lhe atire a primeira pedra». Enquanto O questionavam, escrevia na terra, para «instruir a terra»; mas, quando lhes deu esta resposta, levantou os olhos, «olhou para a terra e ela estremeceu» [Sl 104 (103), 32]. Os fariseus, confusos e a tremer, vão-se embora, um após outro. [...] A pecadora ficou só com o Salvador: a doente com o médico, a grande miséria com a grande misericórdia. Olhando para esta mulher, Jesus diz-lhe: «Ninguém te condenou? ? Ninguém Senhor» [...] Mas ela permanece diante de um juiz que não tem pecado. «Ninguém te condenou? ? Ninguém Senhor, e, se Tu próprio não me condenares, estou em segurança». Silenciosamente, o Senhor responde a esta inquietação: «Também Eu não te condeno. [...] A voz da consciência impediu os acusadores de te punirem; a misericórdia incita-Me a vir em teu socorro». Meditai nestas verdades e «deixai-vos instruir, juízes da terra».
10 de abril de 2011
V DOMINGO DA QUARESMA
Comentário ao Evangelho do dia feito por São Pedro Crisólogo (406 ?-450), bispo de Ravena, Doutor da Igreja Sermão 64, PL 52, 379 (a partir da trad. da col. Ichtus, vol. 12, p. 279 rev.) «Então Jesus começou a chorar»...................................... «Ao ver Maria chorar, e os judeus que a acompanhavam a chorar também, Jesus suspirou profundamente e comoveu-Se». Maria chora, choram os judeus, o próprio Cristo chora. Crês tu que sentem todos a mesma tristeza? Maria, irmã do morto, chora porque não pôde conservar o seu irmão nem afastar a morte; por mais que estivesse convencida da ressurreição, a perda do seu único amparo e a ideia da sua cruel ausência, mais a tristeza da separação inevitável, fazem-na desfazer-se em lágrimas que ela não consegue suster. Por muito grande que seja a nossa fé, a implacável ideia da morte não pode deixar de tocar-nos e transtornar-nos; por isso, choravam também os judeus, porque se lembravam da sua condição mortal e desesperavam da eternidade. Nenhum mortal pode deixar de chorar perante a morte. Mas qual destas tristezas foi a de Cristo? Nenhuma? Então porque chora Ele, que dissera: «Lázaro morreu, [...] e Eu estou contente»? E eis que derrama lágrimas como os mortais Aquele que, ao mesmo tempo, derrama sobre eles uma vez mais o Espírito que dá a vida! Assim é o homem, irmãos, que tanto sob o efeito da alegria, como da tristeza, desata em lágrimas. Cristo não chorou por causa da desolação da morte, mas por causa da lembrança da alegria, Ele a cuja palavra, à Sua palavra, ressuscitarão os mortos para a vida eterna (Jo 12, 48). Como podia Cristo chorar por fraqueza humana, quando o Pai que está nos céus chora o filho pródigo, não quando ele sai de casa, mas quando regressa (Lc 15, 20)? É por isso que Ele permite que Lázaro morra, para que, ao ressuscitá-lo, se manifeste a Sua glória; permitiu que o Seu amigo descesse à mansão dos mortos para que Deus aparecesse e o resgatasse dos infernos
9 de abril de 2011
CAMINHOS DE CONVERSÃO
Ó Senhor amantíssimo,
ao ver-Vos pregado na cruz,
no madeiro de salvação,
sinto-me angustiada,
revejo-me envergonhada
perante tanta fraqueza,
face ao sofrimento suportado
em Ti, fonte de realeza!
Olho-Te e as forças vicejam.
retraio o olhar e a cobardia aflora.
Olho-me e as energias fraquejam!
Vejo o ganho e desvalorizo a perda.
Sinto pena de mim... e choro.
Como posso ser tão frágil!?
Ó Senhor,caminha comigo,
solta-me, faz-me ágil,
sede o meu terno abrigo,
imerge-me na Vida Nova,
insufla-me a jóia do tesouro
em que me Te fundiste
a fim de que de vontade assumida
qual facho cor do ouro,
seja por vós consumida
na fidelidade à vossa chamada!
Amen!
de Maria do Rosário Guerra
7 de abril de 2011
VIA SACRA A CAMINHO
AO CALVÁRIO QUASE CHEGADOS
PELA VIA SACRA ACOMETIDOS,
MUITOS ERROS COMEDIDOS
DENTRE EGOS ENXARCADOS,
NOS FUNDAM EM ORAÇÃO!
NAQUELA ORAÇÃO REPARADORA
QUE, POR NÃO REZAR, CHORA!
O MUNDO REINA CÁ E LÁ FORA.
AI FUTILIDADE ENGANOSA!
QUAL SERPENTE MENTIROSA
QUE PARA O FOSSO NOS ATIRA!...
NOS CORRÓI DA MENTIRA
COM QUE NOS LUDIBRIA
A QUALQUER HORA DO DIA!
O FOTISMO DO VISUAL,
OLFATO, AUDÍVEL. SENSORIAL,
GOSTO DUM SABOR FALAZ...
TORNA A VERDADE INCAPAZ
DE ASSUMIR A REALIDADE
DE UM CRISTO REDENTOR...
QUE NA FORJA DO AMOR.
VENCEU AS TENTAÇÕES.
ESMAGOU SEDUÇÕES
E SÓ AO PAI AGRADOU!
DEIXOU-SE POR NÓS MATAR,
PARA NOSSO PECADO VENCER.
O QUASE QUE FALTA NO CALVÁRIO.
SEJA ELE O NOSSO SEMINÁRIO
NO TEMPO A RECOMEÇAR
ATÉ A PÁSCOA NOS SOAR:
QUE A MORTE FOI VENCIDA
QUE, COM ELE HÁ QUE RESSUSCITAR!
De Maria do Rosário Guerra
6 de abril de 2011
DEUS VAI RESTAURAR ISRAEL, SUA TESTEMUNHA
ISAÍAS 43, 1-10
1 E ,agora, eis o que diz o Senhor.aquele que te criou, Jacob
e te formou, Israel; nada temas,
pois eu resgato-te, eu chamo-te pelo nome, és meu.
2 Se tiveres de atravessar a água, estarei contigo.
E os rios não te submergirão;
se caminhares pelo fogo, não te queimarás, e a chama não te consumirá.
3 Pois eu sou o Senhor, teu Deus, o Santo de Israel, teu Salvador.
Dou o Egipto pelo teu resgate,
a Etiópia e Sabá em compensação.
4 Porque és precioso aos meus olhos,
porque eu te aprecio e te amo,
permuto reinos pot ti,
entrego nações em troca de ti.
5 Fica tranquilo, pois estou contigo,
do oriente trarei a tua raça,
e do ocidente eu te reunirei.
6" Devolve-os!" direi ao setentrião
e ao meio dia:"não os retenhas!"
Traz os meus filhos de longínquas paragens,
e as minhas filhas dos confins da terra;
7 todos aqueles que trazem o meu nome
e que criei para minha glória.
8 Fazei comparecer o povo cego apesar de ter olhos
e os surdos que têm ouvidos!
9 Que todas as nações se congreguem
e que os povos se reunam"
Quem dentre eles soube predizer o que se passa
e foi o primeiro quem no-lo fez saber?
Que apresentem suas testemunhas para justificar as suas pretensões.,
que sejam ouvidas para que se possa dizer;"É exacto"
10. Vós sois minhas testemunhas, diz o Senhor.
e os meus servos que eu escolhi,
a fim de que se reconheça e que me acreditem
e que se compreenda que sou Eu.
Nenhum deus foi formado antes de mim.
e não haverá outros depois de mim.
5 de abril de 2011
A VERDADEIRA HISTÓRIA
São milhentas as história inventadas!
São milhentas as histórias recontadas!
São milhentas as histórias repetidas!
São milhentas as histórias conhecidas!
Só uma, é real a História Vivida,
começada no seio de Maria ,
entre êxtases de Alegria,
pelo Amor do Pai alimentada,
no Amor salvífico consumida,
com Amor juvenil percorrida
e no madeiro seco elevada!
É a História única, adorável,
dum Menino humano sofrível
dentre dum sofrer abortível
em sangue e água, derramável!
É dum SANTO que mudou a história
e nos deixou em memória
o seu caris real de vitória,
na Santa Eucaristia.
O Autor é Cristo Jesus,
numa história de Luz,
filho da Virgem Maria!
de Maria do Rosário Guerra
4 de abril de 2011
PUREZA
Criança que brincas
de balde na mão, fica comigo.
Toma a pá e escava no chão.
Num gesto amigo canta uma canção,
com voz de sereia.
Corre sobre areia, toma o cordel
e lança o pião.
Quero reaprender a fazer e a deitar papagaios de papel.
Quero tornar a voar nas asas nas asas da liberdade,
onde brincar é verdade,
transparência dum cristalino coração.
Com sapiência faz um barquinho
de casca de noz.
Mete-me dentro e diz baixinho:
"Cá vamos nós pelo mar adentro.
de Maria do Rosário Guerra
ESPERANÇA
EVANGELHO PARA O DIA DE HOJE
Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 4,43-54 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João: Naquele tempo: 43Jesus partiu da Samaria para a Galiléia. 44O próprio Jesus tinha declarado, que um profeta não é honrado na sua própria terra. 45Quando então chegou à Galiléia, os galileus receberam-no bem, porque tinham visto tudo o que Jesus havia feito em Jerusalém, durante a festa. Pois também eles tinham ido à festa. 46Assim, Jesus voltou para Caná da Galiléia, onde havia transformado a água em vinho. Havia em Cafarnaum um funcionário do rei que tinha um filho doente. 47Ouviu dizer que Jesus tinha vindo da Judéia para a Galiléia. Ele saiu ao seu encontro e pediu-lhe que fosse a Cafarnaum curar seu filho, que estava morrendo. 48Jesus disse-lhe: 'Se não virdes sinais e prodígios, não acreditais.' 49O funcionário do rei disse: 'Senhor, desce, antes que meu filho morra!' 50Jesus lhe disse: 'Podes ir, teu filho está vivo.' O homem acreditou na palavra de Jesus e foi embora. 51Enquanto descia para Cafarnaum, seus empregados foram ao seu encontro, dizendo que o seu filho estava vivo. 52O funcionário perguntou a que horas o menino tinha melhorado. Eles responderam: 'A febre desapareceu, ontem, pela uma da tarde'. 53O pai verificou que tinha sido exatamente na mesma hora em que Jesus lhe havia dito: 'Teu filho está vivo'. Então, ele abraçou a fé, juntamente com toda a sua família. 54Esse foi o segundo sinal de Jesus. Realizou-o quando voltou da Judeía para a Galiléia. - Palavra da Salvação. - Glória a Vós, Senhor. Comentário ao Evangelho do dia feito por Balduino de Ford (?-c. 1190), abade cistercense Homilia sobre a carta aos Hebreus 4,12; PL 204, 451-453 O homem acreditou nas palavras que Jesus lhe disse «A palavra de Deus é viva» (Heb 4, 12). Toda a grandeza, a força e a sabedoria da palavra de Deus, eis o que o Apóstolo demonstra com as suas palavras àqueles que procuram Cristo, Verbo, Força e Sabedoria de Deus. Este Verbo estava no início junto do Pai, é eterno com Ele (Jo 1, 1). E foi revelado a seu tempo aos Apóstolos, anunciado por eles e recebido humildemente pela população dos crentes. [...] Ela está viva, esta Palavra a Quem o Pai deu o dom da vida em Si mesma, tal como Ele a possuía nEle mesmo (Jo 5, 26). Ela está, portanto, não só viva, mas é a própria vida, como está escrito: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida» (Jo 14, 6). E porque é a vida, está viva e dá vida, pois «como o Pai ressuscita os mortos e lhes dá a vida, o Filho também dá a vida a quem Ele quer» (Jo 5, 21). Ela dá vida quando chama Lázaro para fora do túmulo e lhe diz: «Lázaro, vem para fora !» (Jo 11, 43) Quando esta palavra é proclamada, a voz que a pronuncia ressoa no exterior com tal força que, percebida no interior, faz reviver os mortos, e ao acordar a fé, suscita verdadeiros filhos de Abraão (Mt 3, 9). Sim, ela está viva, esta Palavra, viva no coração do Pai, na boca daquele que a proclama, no coração daquele que crê e que ama
3 de abril de 2011
IV DOMINGO DO TEMPO COMUM
Primeira Leitura: Primeira livro de Samuel 16,1b.6-7.10-13a Leitura do Primeiro Livro de Samuel: Naqueles dias, o Senhor disse a Samuel: 1bEnche o chifre de óleo e vem para que eu te envie à casa de Jessé de Belém, pois escolhi um rei para mim entre os seus filhos. 6Assim que chegou, Samuel viu a Eliab e disse consigo 'Certamente é este o ungido do Senhor!' 7Mas o Senhor disse-lhe: Não olhes para a sua aparência nem para a sua grande estatura, porque eu o rejeitei. Não julgo segundo os critérios do homem: o homem vê as aparências, mas o Senhor olha o coração' 10Jessé fez vir seus sete filhos à presença de Samuel, mas Samuel disse: 'O Senhor não escolheu a nenhum deles'. 11E acrescentou: 'Estão aqui todos os teus filhos?' Jessé respondeu: Resta ainda o mais novo que está apascentando as ovelhas'. E Samuel ordenou a Jessé: 'Manda buscá-lo, pois não nos sentaremos à mesa enquanto ele não chegar'. 12Jessé mandou buscá-lo. Era Davi, ruivo, de belos olhos e de formosa aparência. E o Senhor disse: 'Levanta-te, unge-o: é este!' 13aSamuel tomou o chifre com óleo e ungiu a Davi na presença de seus irmãos. E a partir daquele dia o espírito do Senhor se apoderou de Davi. - Palavra do Senhor. - Graças a Deus :::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: Segunda Leitura: Efésios 5,8-14 Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios: Irmãos: 8Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no SenhoR. Vivei como filhos da luz. 9E o fruto da luz chama-se: bondade, justiça, verdade. 10Discerni o que agrada ao Senhor. 11Não vos associeis às obras das trevas, que não levam a nada; antes, desmascarai-as. 12O que essa gente faz em segredo, tem vergonha até de dizê-lo. 13Mas tudo que é condenável torna-se manifesto pela luz; e tudo o que é manifesto é luz. 14É por isso que se diz: 'Desperta, tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e sobre ti Cristo resplandecerá.' - Palavra do Senhor. - Graças a Deus :::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: Salmo 22 O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma. Pelos prados e campinas verdejantes ele me leva a descansa R: O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma. Para as águas repousantes me encaminha, e restaura as minhas forças. R: O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma. Ele me guia no caminho mais seguro, pela honra do seu nome. Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei. Estais comigo com bastão e com cajado, eles me dão a segurança! R: O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma. Preparais à minha frente uma mesa, bem à vista do inimigo; com óleo vós ungis minha cabeça, e o meu cálice transborda. R: O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma. Felicidade e todo bem hão de seguir-me, por toda a minha vida; e, na casa do Senhor, habitarei pelos tempos infinitos. R: O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma. ::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 9,1-41 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João: Naquele tempo: 1Ao passar, Jesus viu um homem cego de nascença. 2Os discípulos perguntaram a Jesus: 'Mestre, quem pecou para que nascesse cego: ele ou os seus pais?' 3Jesus respondeu: 'Nem ele nem seus pais pecaram, mas isso serve para que as obras de Deus se manifestem nele. 4É necessário que nós realizemos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia. Vem a noite, em que ninguém pode trabalhar. 5Enquanto estou no mudo, eu sou a luz do mundo.' 6Dito isto, Jesus cuspiu no chão, fez lama com a saliva e colocou-a sobre os olhos do cego. 7E disse-lhe: 'Vai lavar-te na piscina de Siloé' (que quer dizer: Enviado). O cego foi, lavou-se e voltou enxergando. 8Os vizinhos e os que costumavam ver o cego - pois ele era mendigo - diziam: 'Não é aquele que ficava pedindo esmola?' 9Uns diziam: 'Sim, é ele!' Outros afirmavam: 'Não é ele, mas alguém parecido com ele.' Ele, porém, dizia: 'Sou eu mesmo!' 10Então lhe perguntaram: 'Como é que se abriram os teus olhos?' 11Ele respondeu: 'Aquele homem chamado Jesus fez lama, colocou-a nos meus olhos e disse-me: 'Vai a Siloé e lava-te'. Então fui, lavei-me e comecei a ver.' 12Perguntaram-lhe: 'Onde está ele?' Respondeu: 'Não sei.' 13Levaram então aos fariseus o homem que tinha sido cego. 14Ora, era sábado, o dia em que Jesus tinha feito lama e aberto os olhos do cego. 15Novamente, então, lhe perguntaram os fariseus como tinha recuperado a vista. Respondeu-lhes: 'Colocou lama sobre meus olhos, fui lavar-me e agora vejo!' 16Disseram, então, alguns dos fariseus: 'Esse homem não vem de Deus, pois não guarda o sábado.' Mas outros diziam: 'Como pode um pecador fazer tais sinais?' 17E havia divergência entre eles. Perguntaram outra vez ao cego: 'E tu, que dizes daquele que te abriu os olhos?' Respondeu: 'É um profeta.' 18Então, os judeus não acreditaram que ele tinha sido cego e que tinha recuperado a vista. Chamaram os pais dele 19e perguntaram-lhes: 'Este é o vosso filho, que dizeis ter nascido cego? Como é que ele agora está enxergando?' 20Os seus pais disseram: 'Sabemos que este é nosso filho e que nasceu cego. 21Como agora está enxergando, isso não sabemos. E quem lhe abriu os olhos também não sabemos. Interrogai-o, ele é maior de idade, ele pode falar por si mesmo.' 22Os seus pais disseram isso, porque tinham medo das autoridades judaicas. De fato, os judeus já tinham combinado expulsar da comunidade quem declarasse que Jesus era o Messias. 23Foi por isso que seus pais disseram: 'É maior de idade. Interrogai-o a ele.' 24Então, os judeus chamaram de novo o homem que tinha sido cego. Disseram-lhe: 'Dá glória a Deus! Nós sabemos que esse homem é um pecador.' 25Então ele respondeu: 'Se ele é pecador, não sei. Só sei que eu era cego e agora vejo.' 26Perguntaram-lhe então: 'Que é que ele te fez? Como te abriu os olhos?' 27Respondeu ele: 'Eu já vos disse, e não escutastes. Por que quereis ouvir de novo? Por acaso quereis tornar-vos discípulos dele?' 28Então insultaram-no, dizendo: 'Tu, sim, és discípulo dele! Nós somos discípulos de Moisés. 29Nós sabemos que Deus falou a Moisés, mas esse, não sabemos de onde é.' 30Respondeu-lhes o homem: 'Espantoso! Vós não sabeis de onde ele é? No entanto, ele abriu-me os olhos! 31Sabemos que Deus não escuta os pecadores, mas escuta aquele que é piedoso e que faz a sua vontade. 32Jamais se ouviu dizer que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença. 33Se este homem não viesse de Deus, não poderia fazer nada'. 34Os fariseus disseram-lhe: 'Tu nasceste todo em pecado e estás nos ensinando?' E expulsaram-no da comunidade. 35Jesus soube que o tinham expulsado. Encontrando-o, perguntou-lhe: 'Acreditas no Filho do Homem?' 36Respondeu ele: 'Quem é, Senhor, para que eu creia nele?' 37Jesus disse: 'Tu o estás vendo; é aquele que está falando contigo.' Exclamou ele: 38'Eu creio, Senhor'! E prostrou-se diante de Jesus. 39Então, Jesus disse: 'Eu vim a este mundo para exercer um julgamento, a fim de que os que não vêem, vejam, e os que vêem se tornem cegos.' 40Alguns fariseus, que estavam com ele, ouviram isto e lhe disseram: 'Porventura, também nós somos cegos?' 41Respondeu-lhes Jesus: 'Se fôsseis cegos, não teríeis culpa; mas como dizeis: 'Nós vemos', o vosso pecado permanece.' - Palavra da Salvação. - Glória a Vós, Senhor :::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: Comentário ao Evangelho do dia feito por Santo Efrém (c. 306-373), diácono na Síria, Doutor da Igreja Comentário do Diatesseron, 16, 28-31 (a partir da trad. SC 121, pp. 299ss.) «Eu vim a este mundo para proceder a um juízo: de modo que os que não vêem vejam» «Fez lama com a saliva e ungiu-lhe os olhos». E a luz jorrou da terra, como no começo, quando [...] as trevas cobriam o abismo e o espírito de Deus Se movia sobre a superfície das águas. Deus disse: «Faça-se a luz» e a luz foi feita (Gn 1, 2-3). Assim, curou um defeito que existia desde a nascença, para mostrar que Ele, cuja mão terminava aquilo que faltava à natureza, era Aquele que, com a Sua mão, tinha dado origem à Criação, no princípio. E como se recusavam a crer que Ele era antes de Abraão (Jo 8, 57), provou com esta acção que era o Filho d'Aquele que, com a Sua mão, «formou o homem do pó da terra» (Gn 2, 7). Ele fez isso para aqueles que procuravam os milagres a fim de acreditarem: «Os judeus pedem sinais» (1Cor 1, 22). Não foi a piscina de Siloé que abriu os olhos ao cego, tal como não foram as águas do Jordão que purificaram Naamã (2Rs 5, 14): foi a ordem do Senhor que realizou tudo. Mais do que isso, não é a água do nosso baptismo, mas os nomes da Trindade que se pronunciam sobre ela que nos purificam. Ele ungiu-lhe os olhos com lama, para que os fariseus pudessem limpar a cegueira do seu coração. [...] Aqueles que viam a luz física foram conduzidos por um cego que via a luz do espírito; e, na sua noite, o cego era conduzido por aqueles que viam exteriormente, mas que eram espiritualmente cegos. O cego lavou a lama dos seus olhos e viu-se a si próprio; os outros lavaram a cegueira do coração, e examinaram-se a si mesmos. Assim, ao abrir exteriormente os olhos dum cego, Nosso Senhor abria secretamente os olhos de muitos outros cegos. [...] Nestas poucas palavras do Senhor estavam escondidos tesouros admiráveis e, nesta cura, estava esboçado um símbolo: Jesus, o Filho do Criador
2 de abril de 2011
PALAVRA DO SENHOR PARA O DIA DE HOJE
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 18,9-14 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo: 9Jesus contou esta parábola para alguns que confiavam na sua própria justiça e desprezavam os outros: 10'Dois homens subiram ao Templo para rezar: um era fariseu, o outro cobrador de impostos. 11O fariseu, de pé, rezava assim em seu íntimo: 'Ó Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens, ladrões, desonestos, adúlteros, nem como este cobrador de impostos. 12Eu jejuo duas vezes por semana, e dou o dízimo de toda a minha renda'. 13O cobrador de impostos, porém, ficou à distância, e nem se atrevia a levantar os olhos para o céu; mas batia no peito, dizendo: `Meu Deus, tem piedade de mim que sou pecador!' 14Eu vos digo: este último voltou para casa justificado, o outro não. Pois quem se eleva será humilhado, e quem se humilha será elevado. - Palavra da Salvação. - Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho do dia feito por Santo André de Creta (660-740), monge e bispo Grande Cânon da Liturgia Bizantina da Quaresma, 2.as Odes (a partir da trad. de Clément, DDB, 1982, p. 119 ss. rev.) «Ó Deus, tem piedade de mim, que sou pecador» Meu Deus, na Tua compaixão derrama sobre mim o olhar do Teu amor E recebe a minha ardente confissão. Pequei mais do que todos os homens, pequei só contra Ti, Senhor; faz-me participar da Tua misericórdia, meu Salvador, porque me criaste. [...] Meu Redentor, manchei a Tua imagem e semelhança (Gn 1, 26), [...] desfiz em farrapos o vestuário de perfeição que o próprio Criador fabricou para mim e estou nu; em seu lugar quis usar uma farpela rasgada, obra da serpente que me seduziu (Gn 3, 1-5). [...] Fiquei fascinado com a beleza da árvore que traiu a minha inteligência: agora estou nu e coberto de vergonha. [...] O pecado me revestiu de túnicas de pele (Gn 3, 21), agora que fui despojado das vestes tecidas pelo próprio Deus. [...] E, como a prostituta, grito: pequei contra Ti, só contra Ti. Ó Salvador, acolhe as minhas lágrimas, como aceitaste o perfume da pecadora (Lc 7, 36 ss.) E, como o publicano, grito: tem piedade de mim, ó Salvador. Perdoa-me, porque de toda a descendência de Adão ninguém pecou como eu. [...] Prostrado como David (2 Sm 12), estou coberto de lama; Mas assim como ele se lavou nas próprias lágrimas, lava-me Tu também, Senhor! Ouve os gemidos da minha alma e os suspiros do meu coração; acolhe as minhas lágrimas e salva-me, meu Redentor. Porque Tu amas os homens e queres que todos se salvem. Faz-me voltar à Tua bondade e nela me recebe, porque estou arrependido
DESABAFO
A TRISTEZA DO ACABAR . UM ESPAÇO CONTINUADO, O CAMINHO A CAMINHAR DE CORAÇÃO DESTROÇADO. E EU NADA POSSO FAZER. SEM A NINGUÉM TELEFONAR. FAZ-ME DOR, PODEM CRER,COM ESTE MAL CONTINUAR. SEJA A NET MINHA ESPERANÇA.. SEJA ELA MINHA AJUDA. QUEM ESPERA SEMPRE ALCANÇA. ESTE MAL NÃO ME AJUDA!
1 de abril de 2011
O DURO DA VIDA
Sempre a vida traz atalhos!...................................... Com rumo a um caminho,........................................ só me meto em trabalhos......................................... Tomo livros que rebusco,......................................... imagens que saturam,............................................. histórias que penduram .......................................... o sentir em desalinho ............................................... como noite em remoinho............................................ E movem-se estrelas com brilho desigual.................. E movem-se as pedras como as que Cristo pisou....... E cantam ideias seus trinados roucos e adulterados. Meus olhos soltam suores .......................................... que o demónio atiçou.................................................... com egos em demasia.................................................. deixando-me em agonia................................................ A vida, com seus odores, ............................................. quero-a, sim, mas sem tutores...................................... De Maria do Rosário Guerra
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