Evangelho segundo São João 1,29-34
Naquele tempo: 29João viu Jesus aproximar-se dele e disse: 'Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
Domingo, 16 de Janeiro de 2011.
SANTO DO DIA: São Marcelo I, Papa; Beato José Vaz, presbítero
Primeira Leitura: Isaías 49,3.5-6
Leitura do Livro do Profeta Isaías:
3O Senhor me disse: 'Tu és o meu Servo, Israel, em quem serei glorificado'. 5E agora diz-me o Senhor -ele que me preparou desde o nascimento para ser seu Servo - que eu recupere Jacó para ele e faça Israel unir-se a ele; aos olhos do Senhor esta é a minha glória. 6Disse ele: 'Não basta seres meu Servo para restaurar as tribos de Jacó e reconduzir os remanescentes de Israel: eu te farei luz das nações, para que minha salvação chegue até aos confins da terra'.
Palavra do Senhor.
Graças a Deus
Segunda Leitura: Primeira Carta aos Coríntios 1,1-3
Início da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios:
1Paulo, chamado a ser apóstolo de Jesus Cristo, por vontade de Deus, e o irmão Sóstenes, 2à Igreja de Deus que está em Corinto: aos que foram santificados em Cristo Jesus, chamados a ser santos junto com todos que, em qualquer lugar, invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso. 3Para vós, graça e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus
Salmo 39
Esperando, esperei no Senhor, e inclinando-se, ouviu meu clamor. Canto novo ele pôs em meus lábios, um poema em louvor ao Senhor.
R: Eu disse: Eis que venho, Senhor, com prazer faço a vossa vontade.!
Sacrifício e oblação não quisestes, mas abristes, Senhor, meus ouvidos; não pedistes ofertas nem vítimas, holocaustos por nossos pecados.
R: Eu disse: Eis que venho, Senhor, com prazer faço a vossa vontade.!
E então eu vos disse: 'Eis que venho!' Sobre mim está escrito no livro: Com prazer faço a vossa vontade, guardo em meu coração vossa lei!
R: Eu disse: Eis que venho, Senhor, com prazer faço a vossa vontade.!
Boas-novas de vossa justiça anunciei numa grande assembléia; vós sabeis: não fechei os meus lábios!
R: Eu disse: Eis que venho, Senhor, com prazer faço a vossa vontade.!
Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 1,29-34
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João:
Naquele tempo: 29João viu Jesus aproximar-se dele e disse: 'Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. 30Dele é que eu disse: Depois de mim vem um homem que passou à minha frente, porque existia antes de mim. 31Também eu não o conhecia, mas se eu vim batizar com água, foi para que ele fosse manifestado a Israel'. 32E João deu testemunho, dizendo: 'Eu vi o Espírito descer, como uma pomba do céu, e permanecer sobre ele. 33Também eu não o conhecia, mas aquele que me enviou a batizar com água me disse: `Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer, este é quem batiza com o Espírito Santo'. 34Eu vi e dou testemunho: Este é o Filho de Deus!'
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor
Comentário ao Evangelho do dia feito por São Cirilo de Alexandria (380-444), bispo e Doutor da Igreja
Sobre Isaías, IV, 2 (a partir da trad. Sr Isabelle de la Source, lire la Bible, t. 6, p. 116)
«Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo»
«Cantai, ó céus, a obra do Senhor! Exultai de alegria, ó profundezas da terra! Saltai de júbilo, vós, montanhas, e tu, bosque, com todas as tuas árvores, porque o Senhor resgatou Jacob, manifestou a Sua glória em Israel» (Is 44, 23). Pode-se facilmente concluir desta passagem de Isaías que a remissão dos pecados, a conversão e redenção dos homens, anunciada pelos profetas, se cumpre em Cristo nos últimos dias. Com efeito, quando Deus, o Senhor, nos apareceu, quando Se fez homem, vivendo com os habitantes da terra, Ele, o verdadeiro Cordeiro que tira o pecado do mundo, Ele, a vítima totalmente pura, que grande motivo de júbilo para as forças do alto e os espíritos celestiais, para todas as ordens dos santos anjos! Eles cantavam, eles cantavam o Seu nascimento segundo a carne: «Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens do Seu agrado» (Lc 2, 14).
Se é verdade, conforme a palavra do Senhor - e é absolutamente verdade -, que «haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se converte» (Lc 15, 7), como duvidar de que haja alegria e júbilo nos espíritos do alto, quando Cristo traz à terra inteira o conhecimento da verdade, chama à conversão, justifica pela fé, torna brilhante de luz pela santificação? «Os céus rejubilam porque Deus teve misericórdia», não apenas para com Israel segundo a carne, mas para com Israel compreendido segundo o espírito. «Os fundamentos da terra», ou seja, os ministros sagrados da pregação do Evangelho, «tocaram a trombeta». A sua voz retumbante chegou a toda a parte; como as trombetas sagradas, ela ressoou em todas as partes. Eles anunciaram a glória do Salvador por todos os lugares, chamaram ao conhecimento de Cristo tanto os judeus como os pagãos
16 de janeiro de 2011
PALAVRA DO SENHOR PARA O DIA DE HOJE COM OS ARAUTOS DO EVANGELHO
Evangelho segundo São João 1,29-34
Naquele tempo: 29João viu Jesus aproximar-se dele e disse: 'Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
Domingo, 16 de Janeiro de 2011.
SANTO DO DIA: São Marcelo I, Papa; Beato José Vaz, presbítero
Primeira Leitura: Isaías 49,3.5-6
Leitura do Livro do Profeta Isaías:
3O Senhor me disse: 'Tu és o meu Servo, Israel, em quem serei glorificado'. 5E agora diz-me o Senhor -ele que me preparou desde o nascimento para ser seu Servo - que eu recupere Jacó para ele e faça Israel unir-se a ele; aos olhos do Senhor esta é a minha glória. 6Disse ele: 'Não basta seres meu Servo para restaurar as tribos de Jacó e reconduzir os remanescentes de Israel: eu te farei luz das nações, para que minha salvação chegue até aos confins da terra'.
Palavra do Senhor.
Graças a Deus
Segunda Leitura: Primeira Carta aos Coríntios 1,1-3
Início da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios:
1Paulo, chamado a ser apóstolo de Jesus Cristo, por vontade de Deus, e o irmão Sóstenes, 2à Igreja de Deus que está em Corinto: aos que foram santificados em Cristo Jesus, chamados a ser santos junto com todos que, em qualquer lugar, invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso. 3Para vós, graça e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus
Salmo 39
Esperando, esperei no Senhor, e inclinando-se, ouviu meu clamor. Canto novo ele pôs em meus lábios, um poema em louvor ao Senhor.
R: Eu disse: Eis que venho, Senhor, com prazer faço a vossa vontade.!
Sacrifício e oblação não quisestes, mas abristes, Senhor, meus ouvidos; não pedistes ofertas nem vítimas, holocaustos por nossos pecados.
R: Eu disse: Eis que venho, Senhor, com prazer faço a vossa vontade.!
E então eu vos disse: 'Eis que venho!' Sobre mim está escrito no livro: Com prazer faço a vossa vontade, guardo em meu coração vossa lei!
R: Eu disse: Eis que venho, Senhor, com prazer faço a vossa vontade.!
Boas-novas de vossa justiça anunciei numa grande assembléia; vós sabeis: não fechei os meus lábios!
R: Eu disse: Eis que venho, Senhor, com prazer faço a vossa vontade.!
Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 1,29-34
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João:
Naquele tempo: 29João viu Jesus aproximar-se dele e disse: 'Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. 30Dele é que eu disse: Depois de mim vem um homem que passou à minha frente, porque existia antes de mim. 31Também eu não o conhecia, mas se eu vim batizar com água, foi para que ele fosse manifestado a Israel'. 32E João deu testemunho, dizendo: 'Eu vi o Espírito descer, como uma pomba do céu, e permanecer sobre ele. 33Também eu não o conhecia, mas aquele que me enviou a batizar com água me disse: `Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer, este é quem batiza com o Espírito Santo'. 34Eu vi e dou testemunho: Este é o Filho de Deus!'
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor
Comentário ao Evangelho do dia feito por São Cirilo de Alexandria (380-444), bispo e Doutor da Igreja
Sobre Isaías, IV, 2 (a partir da trad. Sr Isabelle de la Source, lire la Bible, t. 6, p. 116)
«Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo»
«Cantai, ó céus, a obra do Senhor! Exultai de alegria, ó profundezas da terra! Saltai de júbilo, vós, montanhas, e tu, bosque, com todas as tuas árvores, porque o Senhor resgatou Jacob, manifestou a Sua glória em Israel» (Is 44, 23). Pode-se facilmente concluir desta passagem de Isaías que a remissão dos pecados, a conversão e redenção dos homens, anunciada pelos profetas, se cumpre em Cristo nos últimos dias. Com efeito, quando Deus, o Senhor, nos apareceu, quando Se fez homem, vivendo com os habitantes da terra, Ele, o verdadeiro Cordeiro que tira o pecado do mundo, Ele, a vítima totalmente pura, que grande motivo de júbilo para as forças do alto e os espíritos celestiais, para todas as ordens dos santos anjos! Eles cantavam, eles cantavam o Seu nascimento segundo a carne: «Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens do Seu agrado» (Lc 2, 14).
Se é verdade, conforme a palavra do Senhor - e é absolutamente verdade -, que «haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se converte» (Lc 15, 7), como duvidar de que haja alegria e júbilo nos espíritos do alto, quando Cristo traz à terra inteira o conhecimento da verdade, chama à conversão, justifica pela fé, torna brilhante de luz pela santificação? «Os céus rejubilam porque Deus teve misericórdia», não apenas para com Israel segundo a carne, mas para com Israel compreendido segundo o espírito. «Os fundamentos da terra», ou seja, os ministros sagrados da pregação do Evangelho, «tocaram a trombeta». A sua voz retumbante chegou a toda a parte; como as trombetas sagradas, ela ressoou em todas as partes. Eles anunciaram a glória do Salvador por todos os lugares, chamaram ao conhecimento de Cristo tanto os judeus como os pagãos
Naquele tempo: 29João viu Jesus aproximar-se dele e disse: 'Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
Domingo, 16 de Janeiro de 2011.
SANTO DO DIA: São Marcelo I, Papa; Beato José Vaz, presbítero
Primeira Leitura: Isaías 49,3.5-6
Leitura do Livro do Profeta Isaías:
3O Senhor me disse: 'Tu és o meu Servo, Israel, em quem serei glorificado'. 5E agora diz-me o Senhor -ele que me preparou desde o nascimento para ser seu Servo - que eu recupere Jacó para ele e faça Israel unir-se a ele; aos olhos do Senhor esta é a minha glória. 6Disse ele: 'Não basta seres meu Servo para restaurar as tribos de Jacó e reconduzir os remanescentes de Israel: eu te farei luz das nações, para que minha salvação chegue até aos confins da terra'.
Palavra do Senhor.
Graças a Deus
Segunda Leitura: Primeira Carta aos Coríntios 1,1-3
Início da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios:
1Paulo, chamado a ser apóstolo de Jesus Cristo, por vontade de Deus, e o irmão Sóstenes, 2à Igreja de Deus que está em Corinto: aos que foram santificados em Cristo Jesus, chamados a ser santos junto com todos que, em qualquer lugar, invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso. 3Para vós, graça e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus
Salmo 39
Esperando, esperei no Senhor, e inclinando-se, ouviu meu clamor. Canto novo ele pôs em meus lábios, um poema em louvor ao Senhor.
R: Eu disse: Eis que venho, Senhor, com prazer faço a vossa vontade.!
Sacrifício e oblação não quisestes, mas abristes, Senhor, meus ouvidos; não pedistes ofertas nem vítimas, holocaustos por nossos pecados.
R: Eu disse: Eis que venho, Senhor, com prazer faço a vossa vontade.!
E então eu vos disse: 'Eis que venho!' Sobre mim está escrito no livro: Com prazer faço a vossa vontade, guardo em meu coração vossa lei!
R: Eu disse: Eis que venho, Senhor, com prazer faço a vossa vontade.!
Boas-novas de vossa justiça anunciei numa grande assembléia; vós sabeis: não fechei os meus lábios!
R: Eu disse: Eis que venho, Senhor, com prazer faço a vossa vontade.!
Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 1,29-34
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João:
Naquele tempo: 29João viu Jesus aproximar-se dele e disse: 'Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. 30Dele é que eu disse: Depois de mim vem um homem que passou à minha frente, porque existia antes de mim. 31Também eu não o conhecia, mas se eu vim batizar com água, foi para que ele fosse manifestado a Israel'. 32E João deu testemunho, dizendo: 'Eu vi o Espírito descer, como uma pomba do céu, e permanecer sobre ele. 33Também eu não o conhecia, mas aquele que me enviou a batizar com água me disse: `Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer, este é quem batiza com o Espírito Santo'. 34Eu vi e dou testemunho: Este é o Filho de Deus!'
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor
Comentário ao Evangelho do dia feito por São Cirilo de Alexandria (380-444), bispo e Doutor da Igreja
Sobre Isaías, IV, 2 (a partir da trad. Sr Isabelle de la Source, lire la Bible, t. 6, p. 116)
«Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo»
«Cantai, ó céus, a obra do Senhor! Exultai de alegria, ó profundezas da terra! Saltai de júbilo, vós, montanhas, e tu, bosque, com todas as tuas árvores, porque o Senhor resgatou Jacob, manifestou a Sua glória em Israel» (Is 44, 23). Pode-se facilmente concluir desta passagem de Isaías que a remissão dos pecados, a conversão e redenção dos homens, anunciada pelos profetas, se cumpre em Cristo nos últimos dias. Com efeito, quando Deus, o Senhor, nos apareceu, quando Se fez homem, vivendo com os habitantes da terra, Ele, o verdadeiro Cordeiro que tira o pecado do mundo, Ele, a vítima totalmente pura, que grande motivo de júbilo para as forças do alto e os espíritos celestiais, para todas as ordens dos santos anjos! Eles cantavam, eles cantavam o Seu nascimento segundo a carne: «Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens do Seu agrado» (Lc 2, 14).
Se é verdade, conforme a palavra do Senhor - e é absolutamente verdade -, que «haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se converte» (Lc 15, 7), como duvidar de que haja alegria e júbilo nos espíritos do alto, quando Cristo traz à terra inteira o conhecimento da verdade, chama à conversão, justifica pela fé, torna brilhante de luz pela santificação? «Os céus rejubilam porque Deus teve misericórdia», não apenas para com Israel segundo a carne, mas para com Israel compreendido segundo o espírito. «Os fundamentos da terra», ou seja, os ministros sagrados da pregação do Evangelho, «tocaram a trombeta». A sua voz retumbante chegou a toda a parte; como as trombetas sagradas, ela ressoou em todas as partes. Eles anunciaram a glória do Salvador por todos os lugares, chamaram ao conhecimento de Cristo tanto os judeus como os pagãos
14 de janeiro de 2011
KAROL WOJTYLA ME SALVA A VIDA EM 1945
«Karol Wojtyla me salvo a vida em 1945»
Uma judia israelense revela como foi socorrida pelo Papa no final do Holocausto nazista
JERUSALEM, 6 fev (ZENIT).- «Lembro-me perfeitamente. Encontrava-me ali, era uma menina de treze anos, sozinha, doente, fraca.
Tinha passado três anos em um campo de concentração alemão, a ponto de morrer.
E Karol Wojtyla salvou minha vida, como um anjo, como um sonho vindo do céu: deu-me de beber e de comer e
depois me carrregou em suas costas uns quatro quilômetros, na neve, antes de tomar o trem para a salvação».
Edith Zirer narra o episódio como se tivesse acontecido ontem. Era uma fria manhã no início de fevereiro de 1945. A pequena judia, que ainda não era consciente de ser o único membro de sua família que sobreviveu a massacre nazista, deixou-se levar nos braços de um sacerdote de 25 anos, alto, forte, que sem lhe pedir nada, simplesmente lhe deu um raio de esperança.
Hoje aquele sacerdote, conta ela, é o bispo de Roma. Edith quereria agradecer finalmente aquele gesto. «Só um pequeno obrigado em polonês por aquilo que fez, pela maneira em que o fez, para lhe dizer que nunca me esqueci dele», diz em sua bela casa localizada nas colinas do Carmelo, na periferia de Haifa.
Edith tem 66 anos e dois filhos. Reconstruiu sua vida em Israel, onde chegou em 1951, quando ainda padecia as marcas da tuberculose e os fantasmas da guerra alteravam seus sonhos.
Durante todo este tempo guardou esta história. Quando em 1978, Karol Wojtyla subiu à cátedra de Pedro, começou a sentir a necessidade de falar, de contar a alguém, de mostrar seu agradecimento. A pergunta surge imediatamente: mas, como pode estar segura de que aquele sacerdote é o Papa? por que esperou tanto?. Estas perguntas também foram feitas pelos jornalistas de «Kolbo», o semanário de Haifa que hoje publica um artigo sobre este assunto. «O relato é convincente. Não se trata de fazer publicidade, todos os detalhes que oferece parecem críveis», dizem os redatores. Tão convincentes que a embaixada israelense na Santa Sé já está se mobilizando para tratar de pôr em contato à senhora Zirer com a secretaria do Papa.
A narração fala por si mesmo. «Em 28 de janeiro de 1945 os soldados russos libertaram o campo de concentração de Hassak, onde tinha estado presa durante quase três anos trabalhando em uma fábrica de munições --explica Edith, que então tinha treze anos--. Sentia-me confusa, estava debilitada por causa da doença. Dois dias depois, cheguei a uma pequena estação ferroviária entre Czestochowa e Cracóvia». Precisamente em Cracóvia, Wojtyla acabava de ser ordenado sacerdote. «Estava convencida de chegar ao final de minha viagem. Cai por terra, no canto de uma grande sala onde se reuniam dezenas de prófugos que em sua maioria ainda vestiam os uniformes com os números dos campos de concentração. Então Wojtyla me viu. Veio com uma grande xícara de chá, a primeira bebida quente que tinha podido provar nas últimas semanas. Depois me trouxe um sanduíche de queijo, feito com pão preto polonês, divino. Mas eu não queria comer, estava muito cansada. Ele me obrigou. Depois me disse que tinha que caminhar para pegar o trem. Tentei, mas caí no chão. Então, tomou-me em seus braços, e me carregou durante muito tempo. Enquanto isso a neve continuava caindo. Lembro sua jaqueta marrom, a voz tranqüila que me revelou a morte de seus pais, de seu irmão, a solidão em que se encontrava, e a necessidade de não deixar-se levar pela dor e de combater para viver. Seu nome se gravou indelevelmente em minha memória».
Quando finalmente chegaram até o comboio destinado a levar os presos para o Ocidente, Edith se encontrou com uma família judia que lhe pôs em guarda: «Atenta, os padres tratam de converter às crianças judias». Ela teve medo e se escondeu. «Só depois compreendi que a única coisa que queria era me ajudar. E queria dizer-lhe pessoalmente».
...Edith Zirer, casada hoje e com 2 filhos, que vive em Haifa, em uma colina do Monte Carmelo, quis estar com o Papa (59 anos depois do ocorrido) em sua histórica viagem à Terra Santa para lhe agradecer pessoalmente justamente no Memorial do Holocausto Yad Vashem. Foi um dia inesquecível para ela e para toda a população judaica, assim como uma lição universal de humanidade..."
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Uma judia israelense revela como foi socorrida pelo Papa no final do Holocausto nazista
JERUSALEM, 6 fev (ZENIT).- «Lembro-me perfeitamente. Encontrava-me ali, era uma menina de treze anos, sozinha, doente, fraca.
Tinha passado três anos em um campo de concentração alemão, a ponto de morrer.
E Karol Wojtyla salvou minha vida, como um anjo, como um sonho vindo do céu: deu-me de beber e de comer e
depois me carrregou em suas costas uns quatro quilômetros, na neve, antes de tomar o trem para a salvação».
Edith Zirer narra o episódio como se tivesse acontecido ontem. Era uma fria manhã no início de fevereiro de 1945. A pequena judia, que ainda não era consciente de ser o único membro de sua família que sobreviveu a massacre nazista, deixou-se levar nos braços de um sacerdote de 25 anos, alto, forte, que sem lhe pedir nada, simplesmente lhe deu um raio de esperança.
Hoje aquele sacerdote, conta ela, é o bispo de Roma. Edith quereria agradecer finalmente aquele gesto. «Só um pequeno obrigado em polonês por aquilo que fez, pela maneira em que o fez, para lhe dizer que nunca me esqueci dele», diz em sua bela casa localizada nas colinas do Carmelo, na periferia de Haifa.
Edith tem 66 anos e dois filhos. Reconstruiu sua vida em Israel, onde chegou em 1951, quando ainda padecia as marcas da tuberculose e os fantasmas da guerra alteravam seus sonhos.
Durante todo este tempo guardou esta história. Quando em 1978, Karol Wojtyla subiu à cátedra de Pedro, começou a sentir a necessidade de falar, de contar a alguém, de mostrar seu agradecimento. A pergunta surge imediatamente: mas, como pode estar segura de que aquele sacerdote é o Papa? por que esperou tanto?. Estas perguntas também foram feitas pelos jornalistas de «Kolbo», o semanário de Haifa que hoje publica um artigo sobre este assunto. «O relato é convincente. Não se trata de fazer publicidade, todos os detalhes que oferece parecem críveis», dizem os redatores. Tão convincentes que a embaixada israelense na Santa Sé já está se mobilizando para tratar de pôr em contato à senhora Zirer com a secretaria do Papa.
A narração fala por si mesmo. «Em 28 de janeiro de 1945 os soldados russos libertaram o campo de concentração de Hassak, onde tinha estado presa durante quase três anos trabalhando em uma fábrica de munições --explica Edith, que então tinha treze anos--. Sentia-me confusa, estava debilitada por causa da doença. Dois dias depois, cheguei a uma pequena estação ferroviária entre Czestochowa e Cracóvia». Precisamente em Cracóvia, Wojtyla acabava de ser ordenado sacerdote. «Estava convencida de chegar ao final de minha viagem. Cai por terra, no canto de uma grande sala onde se reuniam dezenas de prófugos que em sua maioria ainda vestiam os uniformes com os números dos campos de concentração. Então Wojtyla me viu. Veio com uma grande xícara de chá, a primeira bebida quente que tinha podido provar nas últimas semanas. Depois me trouxe um sanduíche de queijo, feito com pão preto polonês, divino. Mas eu não queria comer, estava muito cansada. Ele me obrigou. Depois me disse que tinha que caminhar para pegar o trem. Tentei, mas caí no chão. Então, tomou-me em seus braços, e me carregou durante muito tempo. Enquanto isso a neve continuava caindo. Lembro sua jaqueta marrom, a voz tranqüila que me revelou a morte de seus pais, de seu irmão, a solidão em que se encontrava, e a necessidade de não deixar-se levar pela dor e de combater para viver. Seu nome se gravou indelevelmente em minha memória».
Quando finalmente chegaram até o comboio destinado a levar os presos para o Ocidente, Edith se encontrou com uma família judia que lhe pôs em guarda: «Atenta, os padres tratam de converter às crianças judias». Ela teve medo e se escondeu. «Só depois compreendi que a única coisa que queria era me ajudar. E queria dizer-lhe pessoalmente».
...Edith Zirer, casada hoje e com 2 filhos, que vive em Haifa, em uma colina do Monte Carmelo, quis estar com o Papa (59 anos depois do ocorrido) em sua histórica viagem à Terra Santa para lhe agradecer pessoalmente justamente no Memorial do Holocausto Yad Vashem. Foi um dia inesquecível para ela e para toda a população judaica, assim como uma lição universal de humanidade..."
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CONFERÊNCIA EPISCOPAL PORTUGUESA CONGRATULA-SE COM A BEATIFICAÇÃO DE JOÃO PAULO II
João Paulo II
Conferência Episcopal congratula-se com beatificação de Papa que aproximou a Igreja Católica do mundo
por LusaHoje
A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) congratulou-se hoje, sexta-feira, com o anúncio da beatificação de João Paulo II, Papa que aproximou a Igreja Católica do mundo, disse o seu presidente, Jorge Ortiga.
"Foi um homem que tinha uma paixão muito grande pela Igreja e sabia que esta sua paixão era um renovar a mesma Igreja para que estivesse presente no mundo", afirmou Jorge Ortiga, apontando as viagens que João Paulo II realizou através das quais contactou com as comunidades cristãs, mas também o mundo civil. Para Jorge Ortiga, "a sua morte foi como que uma confirmação disso". "Praticamente tinha quase que o mundo aos seus pés, todo o mundo celebrou perante o testemunho da sua vida", declarou o presidente da CEP, para quem a beatificação é uma "confirmação daquilo que deve ser uma das características fundamentais da Igreja nos tempos que correm", mostrar que "hoje também ser santo é possível".
O presidente da CEP defendeu que esta "deve ser a grande mensagem que um grande homem" deixa ficar, adiantando que a beatificação, "quase em tempo recorde", não o surpreendeu. "Quem efectivamente conheceu o Papa João Paulo II, conhecia-o na sua dimensão pastoral, apostólica, no seu dinamismo, na sua vivacidade, mas também sabia que a sua vida era como que uma transparência, (...) de alguém que fez um caminho para uma vida de perfeição, de harmonia com o Evangelho", acrescentou.
Por outro lado, o prelado considerou ainda que a existência do milagre significa que a vida de João Paulo II poderá "servir de modelo para os homens e as mulheres dos dias de hoje". Recordando muitas ocasiões em que esteve com João Paulo II, Jorge Ortiga destacou a presença do antecessor de Bento XVI no Santuário do Sameiro, em Braga, em maio de 1982, ainda Jorge Ortiga não era arcebispo. A beatificação de João Paulo II vai ocorrer a 1 de Maio, anunciou hoje o Vaticano
Conferência Episcopal congratula-se com beatificação de Papa que aproximou a Igreja Católica do mundo
por LusaHoje
A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) congratulou-se hoje, sexta-feira, com o anúncio da beatificação de João Paulo II, Papa que aproximou a Igreja Católica do mundo, disse o seu presidente, Jorge Ortiga.
"Foi um homem que tinha uma paixão muito grande pela Igreja e sabia que esta sua paixão era um renovar a mesma Igreja para que estivesse presente no mundo", afirmou Jorge Ortiga, apontando as viagens que João Paulo II realizou através das quais contactou com as comunidades cristãs, mas também o mundo civil. Para Jorge Ortiga, "a sua morte foi como que uma confirmação disso". "Praticamente tinha quase que o mundo aos seus pés, todo o mundo celebrou perante o testemunho da sua vida", declarou o presidente da CEP, para quem a beatificação é uma "confirmação daquilo que deve ser uma das características fundamentais da Igreja nos tempos que correm", mostrar que "hoje também ser santo é possível".
O presidente da CEP defendeu que esta "deve ser a grande mensagem que um grande homem" deixa ficar, adiantando que a beatificação, "quase em tempo recorde", não o surpreendeu. "Quem efectivamente conheceu o Papa João Paulo II, conhecia-o na sua dimensão pastoral, apostólica, no seu dinamismo, na sua vivacidade, mas também sabia que a sua vida era como que uma transparência, (...) de alguém que fez um caminho para uma vida de perfeição, de harmonia com o Evangelho", acrescentou.
Por outro lado, o prelado considerou ainda que a existência do milagre significa que a vida de João Paulo II poderá "servir de modelo para os homens e as mulheres dos dias de hoje". Recordando muitas ocasiões em que esteve com João Paulo II, Jorge Ortiga destacou a presença do antecessor de Bento XVI no Santuário do Sameiro, em Braga, em maio de 1982, ainda Jorge Ortiga não era arcebispo. A beatificação de João Paulo II vai ocorrer a 1 de Maio, anunciou hoje o Vaticano
BEATIFICAÇÃO DE JOÃO PAULO II, EM 1 DE MAIO DE 2011
Beatificação de João Paulo II marcada para 1 de Maio
D. José Saraiva Martins, presidente emérito da Congregação para a Causa dos Santos, classifica esta notícia como extraordinária e tem grandes esperanças em relação à influência que a beatificação terá sobre a Igreja e o mundo.
João Paulo II vai iluminar todo o mundo, diz D. José Saraiva Martins
“Será um acontecimento extraordinário para a Igreja universal e para todo o mundo, ele era muito amado não só pelos crentes mas pelo mundo inteiro. Vai-se cumprir o que queriam os fiéis que gritaram “santo subito”. Pois bem, depois de poucos anos vai subir aos altares, vai ser posto no candelabro para que ilumine todos os cristãos e todo o mundo, há uma grande expectativa para este dia”, explica.
D. José Saraiva Martins: "Sempre considerei João Paulo II um santo"
O bispo português, enquanto responsável pela Congregação para a Causa dos Santos, trabalhou de perto com João Paulo II e recorda-se bem das suas virtudes: “Naturalmente tive ocasião de o conhecer bem, e estou convencido que foi um grande Papa, foi também um verdadeiro santo. Praticou as virtudes cristãs em grau heróico. Recordo a sua humildade, simplicidade, fé profunda e espiritualidade própria de um místico, por isso fiquei muito contente com a notícia.”
João Paulo II será beatificado a 1 de Maio, segundo anunciou hoje o Vaticano.
QUE DEUS SEJA LOUVADO!
D. José Saraiva Martins, presidente emérito da Congregação para a Causa dos Santos, classifica esta notícia como extraordinária e tem grandes esperanças em relação à influência que a beatificação terá sobre a Igreja e o mundo.
João Paulo II vai iluminar todo o mundo, diz D. José Saraiva Martins
“Será um acontecimento extraordinário para a Igreja universal e para todo o mundo, ele era muito amado não só pelos crentes mas pelo mundo inteiro. Vai-se cumprir o que queriam os fiéis que gritaram “santo subito”. Pois bem, depois de poucos anos vai subir aos altares, vai ser posto no candelabro para que ilumine todos os cristãos e todo o mundo, há uma grande expectativa para este dia”, explica.
D. José Saraiva Martins: "Sempre considerei João Paulo II um santo"
O bispo português, enquanto responsável pela Congregação para a Causa dos Santos, trabalhou de perto com João Paulo II e recorda-se bem das suas virtudes: “Naturalmente tive ocasião de o conhecer bem, e estou convencido que foi um grande Papa, foi também um verdadeiro santo. Praticou as virtudes cristãs em grau heróico. Recordo a sua humildade, simplicidade, fé profunda e espiritualidade própria de um místico, por isso fiquei muito contente com a notícia.”
João Paulo II será beatificado a 1 de Maio, segundo anunciou hoje o Vaticano.
QUE DEUS SEJA LOUVADO!
PALAVRA DO SENHOR PARA O DIA DE HOJE COM OS ARAUTOS DO EVANGELHO
Evangelho segundo São Marcos 2,1-12
1Alguns dias depois, Jesus entrou de novo em Cafarnaum. Logo se espalhou a notícia de que ele estava em casa
Sexta-feira, 14 de Janeiro de 2011.
SANTO DO DIA: Santa Nino; Beato Pedro Donders
Primeira Leitura: Hebreus 4,1-5.11
Leitura da Carta aos Hebreus:
Irmãos: 1Tenhamos cuidado, enquanto nos é oferecida a oportunidade de entrar no repouso de Deus, não aconteça que alguém de vós fique para trás. 2Também nós, como eles, recebemos uma boa-nova. Mas a proclamação da palavra de nada lhes adiantou, por não ter sido acompanhada da fé naqueles que a tinham ouvido, 3enquanto nós, que acreditamos, entramos no seu repouso. É assim como ele falou: 'Por isso jurei na minha ira: jamais entrarão no meu repouso.' Isso, não obstante as obras de Deus estarem terminadas desde a criação do mundo. 4Pois, em certos lugares, assim falou do sétimo dia: 'E Deus repousou no sétimo dia de todas as suas obras', 5e ainda novamente: 'Não entrarão no meu repouso.' 11Esforcemo-nos, portanto, por entrar neste repouso, para que ninguém repita o acima referido exemplo de desobediência.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus
Salmo 77
Tudo aquilo que ouvimos e aprendemos, e transmitiram para nós os nossos pais, à nova geração nós contaremos: As grandezas do Senhor e seu poder.
R: Não vos esqueçais das obras do Senhor!
Levantem-se e as contem a seus filhos, para que ponham no Senhor sua esperança; das obras do Senhor não se esqueçam, e observem fielmente os seus preceitos.
R: Não vos esqueçais das obras do Senhor!
Nem se tornem, a exemplo de seus pais, rebelde e obstinada geração, uma raça de inconstante coração, infiel ao Senhor Deus, em seu espírito
R: Não vos esqueçais das obras do Senhor!
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 2,1-12
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos:
1Alguns dias depois, Jesus entrou de novo em Cafarnaum. Logo se espalhou a notícia de que ele estava em casa. 2E reuniram-se ali tantas pessoas, que já não havia lugar, nem mesmo diante da porta. E Jesus anunciava-lhes a Palavra. 3Trouxeram-lhe, então, um paralítico, carregado por quatro homens. 4Mas não conseguindo chegar até Jesus, por causa da multidão, abriram então o teto, bem em cima do lugar onde ele se encontrava. Por essa abertura desceram a cama em que o paralítico estava deitado. 5Quando viu a fé daqueles homens, Jesus disse ao paralítico: 'Filho, os teus pecados estão perdoados'. 6Ora, alguns mestres da Lei, que estavam ali sentados, refletiam em seus corações: 7'Como este homem pode falar assim? Ele está blasfemando: ninguém pode perdoar pecados, a não ser Deus'. 8Jesus percebeu logo o que eles estavam pensando no seu íntimo, e disse: 'Por que pensais assim em vossos corações? 9O que é mais fácil: dizer ao paralítico: 'Os teus pecados estão perdoados', ou dizer: 'Levanta-te, pega a tua cama e anda'? 10Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem, na terra, poder de perdoar pecados, - disse ele ao paralítico: - 11eu te ordeno: levanta-te, pega tua cama, e vai para tua casa!' 12O paralítico então se levantou e, carregando a sua cama, saiu diante de todos. E ficaram todos admirados e louvavam a Deus, dizendo: 'Nunca vimos uma coisa assim'.
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor.
Comentário ao Evangelho do dia feito por Santo Hilário (c. 315-367)
Bispo de Poitiers e Doutor da Igreja
Comentário ao Evangelho de São Mateus 8, 5 (a partir da trad. SC 254, p. 199, rev.)
«Levanta-te, pega no teu catre e vai para tua casa.»
[No Evangelho de São Mateus, Jesus acabara de curar dois estrangeiros, em território pagão.] Neste paralítico, é a totalidade dos pagãos que se apresenta a Cristo, para ser curada. Mas mesmo os termos dessa cura devem ser analisados: o que Ele diz ao paralítico não é «Fica curado», nem «Levanta-te e anda», mas «Filho, tem confiança, os teus pecados estão perdoados» (Mt 9, 2). Num só homem, Adão, foram os pecados transmitidos a todos os povos. É por isso que aquele a quem se chama filho se apresenta para ser curado [...]; porque esse filho é a primeira obra de Deus [...], que agora recebe a misericórdia que provém do perdão da primeira desobediência. Com efeito, não vemos que este paralítico tenha cometido pecado; de resto, o Senhor diz noutro sítio que a cegueira de nascença não é contraída por causa do pecado próprio ou hereditário (Jo 9, 3).
Ninguém a não ser Deus pode realizar a remissão dos pecados, por isso Aquele que os remiu é Deus. E, para que possamos perceber que assumiu a nossa carne para redimir as almas dos seus pecados e lhes obter a ressurreição, diz-lhes: «Para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder para perdoar pecados», diz Ele ao paralítico, «levanta-te e pega no teu catre.» Ter-Lhe-ia sido suficiente dizer «Levanta-te», mas acrescentou: «Pega no teu catre e vai para tua casa.» Primeiro concedeu a remissão dos pecados, depois mostrou o poder da ressurreição, a seguir, ao fazer remover o leito, demonstrou que a fragilidade e a dor não mais atingiriam os corpos. Por último, ao mandar este homem curado para sua casa, ensinou que os fiéis devem encontrar o caminho que leva ao Paraíso, o caminho que Adão, pai de todos os homens, abandonara quando foi desfeito pela mancha do pecado
1Alguns dias depois, Jesus entrou de novo em Cafarnaum. Logo se espalhou a notícia de que ele estava em casa
Sexta-feira, 14 de Janeiro de 2011.
SANTO DO DIA: Santa Nino; Beato Pedro Donders
Primeira Leitura: Hebreus 4,1-5.11
Leitura da Carta aos Hebreus:
Irmãos: 1Tenhamos cuidado, enquanto nos é oferecida a oportunidade de entrar no repouso de Deus, não aconteça que alguém de vós fique para trás. 2Também nós, como eles, recebemos uma boa-nova. Mas a proclamação da palavra de nada lhes adiantou, por não ter sido acompanhada da fé naqueles que a tinham ouvido, 3enquanto nós, que acreditamos, entramos no seu repouso. É assim como ele falou: 'Por isso jurei na minha ira: jamais entrarão no meu repouso.' Isso, não obstante as obras de Deus estarem terminadas desde a criação do mundo. 4Pois, em certos lugares, assim falou do sétimo dia: 'E Deus repousou no sétimo dia de todas as suas obras', 5e ainda novamente: 'Não entrarão no meu repouso.' 11Esforcemo-nos, portanto, por entrar neste repouso, para que ninguém repita o acima referido exemplo de desobediência.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus
Salmo 77
Tudo aquilo que ouvimos e aprendemos, e transmitiram para nós os nossos pais, à nova geração nós contaremos: As grandezas do Senhor e seu poder.
R: Não vos esqueçais das obras do Senhor!
Levantem-se e as contem a seus filhos, para que ponham no Senhor sua esperança; das obras do Senhor não se esqueçam, e observem fielmente os seus preceitos.
R: Não vos esqueçais das obras do Senhor!
Nem se tornem, a exemplo de seus pais, rebelde e obstinada geração, uma raça de inconstante coração, infiel ao Senhor Deus, em seu espírito
R: Não vos esqueçais das obras do Senhor!
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 2,1-12
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos:
1Alguns dias depois, Jesus entrou de novo em Cafarnaum. Logo se espalhou a notícia de que ele estava em casa. 2E reuniram-se ali tantas pessoas, que já não havia lugar, nem mesmo diante da porta. E Jesus anunciava-lhes a Palavra. 3Trouxeram-lhe, então, um paralítico, carregado por quatro homens. 4Mas não conseguindo chegar até Jesus, por causa da multidão, abriram então o teto, bem em cima do lugar onde ele se encontrava. Por essa abertura desceram a cama em que o paralítico estava deitado. 5Quando viu a fé daqueles homens, Jesus disse ao paralítico: 'Filho, os teus pecados estão perdoados'. 6Ora, alguns mestres da Lei, que estavam ali sentados, refletiam em seus corações: 7'Como este homem pode falar assim? Ele está blasfemando: ninguém pode perdoar pecados, a não ser Deus'. 8Jesus percebeu logo o que eles estavam pensando no seu íntimo, e disse: 'Por que pensais assim em vossos corações? 9O que é mais fácil: dizer ao paralítico: 'Os teus pecados estão perdoados', ou dizer: 'Levanta-te, pega a tua cama e anda'? 10Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem, na terra, poder de perdoar pecados, - disse ele ao paralítico: - 11eu te ordeno: levanta-te, pega tua cama, e vai para tua casa!' 12O paralítico então se levantou e, carregando a sua cama, saiu diante de todos. E ficaram todos admirados e louvavam a Deus, dizendo: 'Nunca vimos uma coisa assim'.
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor.
Comentário ao Evangelho do dia feito por Santo Hilário (c. 315-367)
Bispo de Poitiers e Doutor da Igreja
Comentário ao Evangelho de São Mateus 8, 5 (a partir da trad. SC 254, p. 199, rev.)
«Levanta-te, pega no teu catre e vai para tua casa.»
[No Evangelho de São Mateus, Jesus acabara de curar dois estrangeiros, em território pagão.] Neste paralítico, é a totalidade dos pagãos que se apresenta a Cristo, para ser curada. Mas mesmo os termos dessa cura devem ser analisados: o que Ele diz ao paralítico não é «Fica curado», nem «Levanta-te e anda», mas «Filho, tem confiança, os teus pecados estão perdoados» (Mt 9, 2). Num só homem, Adão, foram os pecados transmitidos a todos os povos. É por isso que aquele a quem se chama filho se apresenta para ser curado [...]; porque esse filho é a primeira obra de Deus [...], que agora recebe a misericórdia que provém do perdão da primeira desobediência. Com efeito, não vemos que este paralítico tenha cometido pecado; de resto, o Senhor diz noutro sítio que a cegueira de nascença não é contraída por causa do pecado próprio ou hereditário (Jo 9, 3).
Ninguém a não ser Deus pode realizar a remissão dos pecados, por isso Aquele que os remiu é Deus. E, para que possamos perceber que assumiu a nossa carne para redimir as almas dos seus pecados e lhes obter a ressurreição, diz-lhes: «Para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder para perdoar pecados», diz Ele ao paralítico, «levanta-te e pega no teu catre.» Ter-Lhe-ia sido suficiente dizer «Levanta-te», mas acrescentou: «Pega no teu catre e vai para tua casa.» Primeiro concedeu a remissão dos pecados, depois mostrou o poder da ressurreição, a seguir, ao fazer remover o leito, demonstrou que a fragilidade e a dor não mais atingiriam os corpos. Por último, ao mandar este homem curado para sua casa, ensinou que os fiéis devem encontrar o caminho que leva ao Paraíso, o caminho que Adão, pai de todos os homens, abandonara quando foi desfeito pela mancha do pecado
12 de janeiro de 2011
SANTA CATARINA DE GÉNOVA-CATEQUESE DO SANTO PADRE
Busca: Notícias: Bento XVI - Brasil - Mundo - Arquivo Multimedia: Vídeos - Áudios Interatividade: Fale Conosco - EditorialBrasil, 12 de janeiro de 2011 - 10h11Home / Bento XVI Altera letra Quarta-feira, 12 de janeiro de 2011, 12h37
Catequese de Bento XVI sobre Santa Catarina de Gênova
Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé
(tradução de Leonardo Meira - equipe CN Notícias)
Queridos irmãos e irmãs,
hoje, desejo falar-vos de outra Santa que leva o nome de Catarina, após Catarina de Sena e Catarina de Bolonha; falo de Catarina de Gênova, conhecida sobretudo por sua visão do purgatório. O texto que descreve sua vida e pensamento foi publicado na cidade liguresa em 1551; é dividido em três partes: a Vida propriamente dita, a Dimostratione et dechiaratione del purgatorio [Demonstração e declaração do purgatório] – mais conhecida como Trattato - e o Dialogo tra l’anima e il corpo [Diálogo entre a alma e o corpo]. O autor final foi o confessor de Catarina, o sacerdote Cattaneo Marabotto.
Catarina nasceu em Gênova, em 1447; última de cinco filhos, ficou órfã do pai, Giacomo Fieschi, quando ainda era pequena. A mãe, Francesca di Negro, deu-lhe uma válida educação cristã, tanto que a maior das duas filhas tornou-se religiosa. Aos dezesseis anos, Catarina foi prometida em casamento a Giuliano Adorno, um homem que, após várias experiências comerciais e militares no Oriente Médio, havia retornado a Gênova para se casar. A vida matrimonial não foi fácil, também pelo caráter do marido, inclinado aos jogos de azar. A própria Catarina foi induzida inicialmente a cultivar um tipo de vida mundana, na qual, contudo, não chegou a encontrar serenidade. Após dez anos, no seu coração havia um sentimento de profundo vazio e amargura.
A conversão iniciou em 20 de março de 1473, graças a uma experiência singular. Foi para a Igreja de São Bento e ao Mosteiro de Nossa Senhora das Graças, para confessar-se, e, ajoelhando-se diante do sacerdote, "recebeu – como ela mesma escreve – uma ferida no coração, de um imenso amor de Deus", com uma visão tão clara de suas misérias e de seus defeitos e, ao mesmo tempo, da bondade de Deus, que quase desmaia. Foi tocada no coração por essa consciência de si mesma, da vida vazia que levava e da bondade de Deus. Dessa experiência nasce a decisão que orientou toda a sua vida, expressa nas palavras: “Não mais o mundo, não mais pecados" (cf. Vita mirabile, 3rv). Catarina, em seguida, fugiu, deixando em aberto a Confissão. De volta à casa, entrou no quarto mais escondido e chorou longamente. Naquele momento, foi instruída interiormente sobre a oração e teve consciência do imenso amor de Deus pelos pecadores, uma experiência espiritual que não conseguiu expressar em palavras (cf. Vita mirabile, 4r). É nessa ocasião que lhe aparece Jesus sofredor, carregando a cruz, como frequentemente é representado na iconografia da Santa. Poucos dias depois, retornou ao sacerdote para fazer finalmente uma boa Confissão. Começou aqui aquela "vida de purificação" que, por muito tempo, a fez experimentar uma constante dor pelos pecados cometidos e a levou a impor-se penitências e sacrifícios para mostrar a Deus o seu amor.
Nesse caminho, Catarina foi aproximando-se sempre mais do Senhor, até entrar naquela que é chamada "vida unitiva", um relacionamento, isto é, de união profunda com Deus. Na Vita, é descrito que a sua alma era guiada e domesticada interiormente somente pelo doce amor de Deus, que lhe dava tudo aquilo de que tinha necessidade. Catarina abandonou-se de modo tão absoluto nas mãos do Senhor a ponto de viver, por cerca de vinte e cinco anos – como ela escreve – "sem mediação de nenhuma criatura, sendo somente por Deus instruída e governada" (Vita, 117r-118r), alimentada sobretudo pela oração constante e pela Santa Comunhão, recebida diariamente, algo que não era comum no seu tempo. Somente muitos anos mais tarde o Senhor lhe deu um sacerdote que cuidasse de sua alma.
Catarina sempre foi relutante no confidenciar e manifestar a sua experiência de comunhão mística com Deus, sobretudo pela profunda humildade que experimentava frente às graças do Senhor. Somente a perspectiva de dar-Lhe glória e poder beneficiar o caminho espiritual de outros a levou a narrar aquilo que aconteceu com ela, a partir do momento da sua conversão, que é a sua experiência originária e fundamental. O local da sua ascensão aos vértices místicos foi o hospital de Pammatone, o maior complexo hospitalar genovês, do qual foi diretora e animadora. Ali, Catarina vive uma existência totalmente ativa, apesar dessa profundidade de sua vida interior. Em Pammatone, vai-se formando em torno a ela um grupo de seguidores, discípulos e colaboradores, fascinados por sua vida de fé e por sua caridade. O próprio marido, Giuliano Adorno, ali foi conquistado a deixar a sua vida dissipada, tornando-se terciário franciscano e transferindo-se ao hospital para dar o seu auxílio à mulher. O empenho de Catarina na cura dos doentes segue até o fim de seu caminho terreno, em 15 de setembro de 1510. Da conversão à morte não houve eventos extraordinários, mas dois elementos caracterizaram toda a sua existência: de um lado, a experiência mística, isto é, a profunda união com Deus, sentida como uma união esponsal, e, de outro, a assistência aos doentes, a organização do hospital, o serviço ao próximo, especialmente os mais necessitados e abandonados. Esses dois pólos – Deus e o próximo – preencheram totalmente a sua vida, transcorrida praticamente no interior dos muros do hospital.
Queridos amigos, não devemos nunca esquecer que, quanto mais amamos a Deus e somos constantes na oração, tanto mais conseguiremos amar verdadeiramente quem está ao nosso redor, quem nos é próximo, porque seremos capazes de ver em toda a pessoa o rosto do Senhor, que ama sem limites e distinções. A mística não cria distância com o outro, não cria uma vida abstrata, mas, mais que tudo, aproxima do outro, porque se começa a ver e agir com os olhos, com o coração de Deus.
O pensamento de Catarina sobre o purgatório, pelo qual é particularmente conhecida, é condensado nas últimas duas partes do livro citado no início: o Trattato sobre o purgatório e o Dialogo tra l’anima e il corpo [Diálogo entre a alma e o corpo]. É importante observar que Catarina, na sua experiência mística, nunca teve revelações específicas sobre o purgatório ou sobre almas que ali estão se purificando. Todavia, nos escritos inspirados de nossa Santa, é um elemento central e o modo de descrevê-lo tem características originais com relação à sua época. O primeiro traço original diz respeito ao "lugar" da purificação das almas. Em seu tempo, era representado principalmente com o recurso a imagens ligadas ao espaço: pensava-se em um certo espaço, onde se encontraria o purgatório. Em Catarina, ao contrário, o purgatório não é apresentado como um elemento de paisagem das vísceras da terra: é um fogo não exterior, mas interior. Esse é o purgatório, um fogo interior. A Santa fala do caminho de purificação da alma rumo à comunhão plena com Deus, partindo da própria experiência de profunda dor pelos pecados cometidos, em contraste com o infinito amor de Deus (cf. Vita mirabile, 171v). Sentimos no momento da conversão, onde Catarina sente de repente a bondade de Deus, a distância infinita da sua vida dessa bondade e um fogo queimando dentro de si mesma. E esse é o fogo que purifica, é o fogo interior do purgatório. Também aqui há um traço original com relação ao pensamento daquele tempo. Não se parte, de fato, do além para contar os tormentos do purgatório – como era usual naquele tempo e talvez ainda hoje – e depois indicar a via para a purificação ou a conversão, mas a nossa Santa parte da experiência exatamente interior da sua vida em caminho rumo à eternidade. A alma – diz Catarina – apresenta-se a Deus ainda ligada aos desejos e às penas que derivam do pecado, e isso torna impossível gozar da visão beatífica de Deus. Catarina afirma que Deus é tão puro e santo que a alma com as manchas do pecado não pode encontrar-se na presença da divina majestade (cf. Vita mirabile, 177r). E também nós sentimos o quanto estamos distantes, o quanto estamos cheios de tantas coisas, a ponto de não poder ver a Deus. A alma é consciente do imenso amor e da perfeita justiça de Deus e, por consequência, sofre por não ter respondido de modo correto e perfeito a tal amor, e exatamente o próprio amor a Deus torna-se chama, o amor mesmo a purifica das suas escórias do pecado.
Em Catarina, vemos a presença de fontes teológicas e místicas às quais era normal chegar em sua época. Em particular, encontra-se uma imagem típica de Dionísio, o Areopagita, aquela, qual seja, do fio de ouro que vincula o coração humano com Deus mesmo. Quando Deus purificou o homem, ele o liga com um sutilíssimo fio de ouro, que é o seu amor, e o atrai a si com um afeto tão forte que o homem fica como "superado e vencido e tudo foge de si". Assim, o coração do homem é invadido pelo amor de Deus, que se torna o único guia, o único motor da sua existência (cf. Vita mirabile, 246rv). Essa situação de elevação a Deus e de abandono à sua vontade, expressa na imagem do fio, é utilizada por Catarina para expressar a ação da luz divina sobre as almas do purgatório, luz que as purifica e eleva aos esplendores dos raios fulgurantes de Deus (cf. Vita mirabile, 179r).
Queridos amigos, os Santos, na sua experiência de união com Deus, alcançam um "saber" tão profundo dos mistérios divinos, no qual amor e conhecimento se compenetram, que são auxílio aos próprios teólogos no seu empenho de estudo, de intelligentia fidei, de intelligentia dos mistérios da fé, de aprofundamento real dos mistérios, por exemplo, de o que seja o purgatório.
Com a sua vida, santa Catarina ensina-nos que quanto mais amamos a Deus e entramos em intimidade com Ele na oração, tanto mais Ele se faz conhecer e acende o nosso coração com o seu amor. Escrevendo sobre o purgatório, a Santa recorda-nos uma verdade fundamental da fé que se torna, para nós, convite a rezar pelos defuntos, a fim de que possam chegar à visão beatífica de Deus na comunhão dos santos (cf. Catecismo da Igreja Católica, 1032). O serviço humilde, fiel e generoso que a Santa prestou por toda a sua vida no hospital de Pammatone, pois, é um luminoso exemplo de caridade para todos e um encorajamento especialmente para as mulheres que dão uma contribuição fundamental à sociedade e à Igreja com a sua obra preciosa, enriquecida pela sua sensibilidade e atenção com os mais pobres e mais necessitados. Obrigado
VIA CANÇÃO NOVA
Catequese de Bento XVI sobre Santa Catarina de Gênova
Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé
(tradução de Leonardo Meira - equipe CN Notícias)
Queridos irmãos e irmãs,
hoje, desejo falar-vos de outra Santa que leva o nome de Catarina, após Catarina de Sena e Catarina de Bolonha; falo de Catarina de Gênova, conhecida sobretudo por sua visão do purgatório. O texto que descreve sua vida e pensamento foi publicado na cidade liguresa em 1551; é dividido em três partes: a Vida propriamente dita, a Dimostratione et dechiaratione del purgatorio [Demonstração e declaração do purgatório] – mais conhecida como Trattato - e o Dialogo tra l’anima e il corpo [Diálogo entre a alma e o corpo]. O autor final foi o confessor de Catarina, o sacerdote Cattaneo Marabotto.
Catarina nasceu em Gênova, em 1447; última de cinco filhos, ficou órfã do pai, Giacomo Fieschi, quando ainda era pequena. A mãe, Francesca di Negro, deu-lhe uma válida educação cristã, tanto que a maior das duas filhas tornou-se religiosa. Aos dezesseis anos, Catarina foi prometida em casamento a Giuliano Adorno, um homem que, após várias experiências comerciais e militares no Oriente Médio, havia retornado a Gênova para se casar. A vida matrimonial não foi fácil, também pelo caráter do marido, inclinado aos jogos de azar. A própria Catarina foi induzida inicialmente a cultivar um tipo de vida mundana, na qual, contudo, não chegou a encontrar serenidade. Após dez anos, no seu coração havia um sentimento de profundo vazio e amargura.
A conversão iniciou em 20 de março de 1473, graças a uma experiência singular. Foi para a Igreja de São Bento e ao Mosteiro de Nossa Senhora das Graças, para confessar-se, e, ajoelhando-se diante do sacerdote, "recebeu – como ela mesma escreve – uma ferida no coração, de um imenso amor de Deus", com uma visão tão clara de suas misérias e de seus defeitos e, ao mesmo tempo, da bondade de Deus, que quase desmaia. Foi tocada no coração por essa consciência de si mesma, da vida vazia que levava e da bondade de Deus. Dessa experiência nasce a decisão que orientou toda a sua vida, expressa nas palavras: “Não mais o mundo, não mais pecados" (cf. Vita mirabile, 3rv). Catarina, em seguida, fugiu, deixando em aberto a Confissão. De volta à casa, entrou no quarto mais escondido e chorou longamente. Naquele momento, foi instruída interiormente sobre a oração e teve consciência do imenso amor de Deus pelos pecadores, uma experiência espiritual que não conseguiu expressar em palavras (cf. Vita mirabile, 4r). É nessa ocasião que lhe aparece Jesus sofredor, carregando a cruz, como frequentemente é representado na iconografia da Santa. Poucos dias depois, retornou ao sacerdote para fazer finalmente uma boa Confissão. Começou aqui aquela "vida de purificação" que, por muito tempo, a fez experimentar uma constante dor pelos pecados cometidos e a levou a impor-se penitências e sacrifícios para mostrar a Deus o seu amor.
Nesse caminho, Catarina foi aproximando-se sempre mais do Senhor, até entrar naquela que é chamada "vida unitiva", um relacionamento, isto é, de união profunda com Deus. Na Vita, é descrito que a sua alma era guiada e domesticada interiormente somente pelo doce amor de Deus, que lhe dava tudo aquilo de que tinha necessidade. Catarina abandonou-se de modo tão absoluto nas mãos do Senhor a ponto de viver, por cerca de vinte e cinco anos – como ela escreve – "sem mediação de nenhuma criatura, sendo somente por Deus instruída e governada" (Vita, 117r-118r), alimentada sobretudo pela oração constante e pela Santa Comunhão, recebida diariamente, algo que não era comum no seu tempo. Somente muitos anos mais tarde o Senhor lhe deu um sacerdote que cuidasse de sua alma.
Catarina sempre foi relutante no confidenciar e manifestar a sua experiência de comunhão mística com Deus, sobretudo pela profunda humildade que experimentava frente às graças do Senhor. Somente a perspectiva de dar-Lhe glória e poder beneficiar o caminho espiritual de outros a levou a narrar aquilo que aconteceu com ela, a partir do momento da sua conversão, que é a sua experiência originária e fundamental. O local da sua ascensão aos vértices místicos foi o hospital de Pammatone, o maior complexo hospitalar genovês, do qual foi diretora e animadora. Ali, Catarina vive uma existência totalmente ativa, apesar dessa profundidade de sua vida interior. Em Pammatone, vai-se formando em torno a ela um grupo de seguidores, discípulos e colaboradores, fascinados por sua vida de fé e por sua caridade. O próprio marido, Giuliano Adorno, ali foi conquistado a deixar a sua vida dissipada, tornando-se terciário franciscano e transferindo-se ao hospital para dar o seu auxílio à mulher. O empenho de Catarina na cura dos doentes segue até o fim de seu caminho terreno, em 15 de setembro de 1510. Da conversão à morte não houve eventos extraordinários, mas dois elementos caracterizaram toda a sua existência: de um lado, a experiência mística, isto é, a profunda união com Deus, sentida como uma união esponsal, e, de outro, a assistência aos doentes, a organização do hospital, o serviço ao próximo, especialmente os mais necessitados e abandonados. Esses dois pólos – Deus e o próximo – preencheram totalmente a sua vida, transcorrida praticamente no interior dos muros do hospital.
Queridos amigos, não devemos nunca esquecer que, quanto mais amamos a Deus e somos constantes na oração, tanto mais conseguiremos amar verdadeiramente quem está ao nosso redor, quem nos é próximo, porque seremos capazes de ver em toda a pessoa o rosto do Senhor, que ama sem limites e distinções. A mística não cria distância com o outro, não cria uma vida abstrata, mas, mais que tudo, aproxima do outro, porque se começa a ver e agir com os olhos, com o coração de Deus.
O pensamento de Catarina sobre o purgatório, pelo qual é particularmente conhecida, é condensado nas últimas duas partes do livro citado no início: o Trattato sobre o purgatório e o Dialogo tra l’anima e il corpo [Diálogo entre a alma e o corpo]. É importante observar que Catarina, na sua experiência mística, nunca teve revelações específicas sobre o purgatório ou sobre almas que ali estão se purificando. Todavia, nos escritos inspirados de nossa Santa, é um elemento central e o modo de descrevê-lo tem características originais com relação à sua época. O primeiro traço original diz respeito ao "lugar" da purificação das almas. Em seu tempo, era representado principalmente com o recurso a imagens ligadas ao espaço: pensava-se em um certo espaço, onde se encontraria o purgatório. Em Catarina, ao contrário, o purgatório não é apresentado como um elemento de paisagem das vísceras da terra: é um fogo não exterior, mas interior. Esse é o purgatório, um fogo interior. A Santa fala do caminho de purificação da alma rumo à comunhão plena com Deus, partindo da própria experiência de profunda dor pelos pecados cometidos, em contraste com o infinito amor de Deus (cf. Vita mirabile, 171v). Sentimos no momento da conversão, onde Catarina sente de repente a bondade de Deus, a distância infinita da sua vida dessa bondade e um fogo queimando dentro de si mesma. E esse é o fogo que purifica, é o fogo interior do purgatório. Também aqui há um traço original com relação ao pensamento daquele tempo. Não se parte, de fato, do além para contar os tormentos do purgatório – como era usual naquele tempo e talvez ainda hoje – e depois indicar a via para a purificação ou a conversão, mas a nossa Santa parte da experiência exatamente interior da sua vida em caminho rumo à eternidade. A alma – diz Catarina – apresenta-se a Deus ainda ligada aos desejos e às penas que derivam do pecado, e isso torna impossível gozar da visão beatífica de Deus. Catarina afirma que Deus é tão puro e santo que a alma com as manchas do pecado não pode encontrar-se na presença da divina majestade (cf. Vita mirabile, 177r). E também nós sentimos o quanto estamos distantes, o quanto estamos cheios de tantas coisas, a ponto de não poder ver a Deus. A alma é consciente do imenso amor e da perfeita justiça de Deus e, por consequência, sofre por não ter respondido de modo correto e perfeito a tal amor, e exatamente o próprio amor a Deus torna-se chama, o amor mesmo a purifica das suas escórias do pecado.
Em Catarina, vemos a presença de fontes teológicas e místicas às quais era normal chegar em sua época. Em particular, encontra-se uma imagem típica de Dionísio, o Areopagita, aquela, qual seja, do fio de ouro que vincula o coração humano com Deus mesmo. Quando Deus purificou o homem, ele o liga com um sutilíssimo fio de ouro, que é o seu amor, e o atrai a si com um afeto tão forte que o homem fica como "superado e vencido e tudo foge de si". Assim, o coração do homem é invadido pelo amor de Deus, que se torna o único guia, o único motor da sua existência (cf. Vita mirabile, 246rv). Essa situação de elevação a Deus e de abandono à sua vontade, expressa na imagem do fio, é utilizada por Catarina para expressar a ação da luz divina sobre as almas do purgatório, luz que as purifica e eleva aos esplendores dos raios fulgurantes de Deus (cf. Vita mirabile, 179r).
Queridos amigos, os Santos, na sua experiência de união com Deus, alcançam um "saber" tão profundo dos mistérios divinos, no qual amor e conhecimento se compenetram, que são auxílio aos próprios teólogos no seu empenho de estudo, de intelligentia fidei, de intelligentia dos mistérios da fé, de aprofundamento real dos mistérios, por exemplo, de o que seja o purgatório.
Com a sua vida, santa Catarina ensina-nos que quanto mais amamos a Deus e entramos em intimidade com Ele na oração, tanto mais Ele se faz conhecer e acende o nosso coração com o seu amor. Escrevendo sobre o purgatório, a Santa recorda-nos uma verdade fundamental da fé que se torna, para nós, convite a rezar pelos defuntos, a fim de que possam chegar à visão beatífica de Deus na comunhão dos santos (cf. Catecismo da Igreja Católica, 1032). O serviço humilde, fiel e generoso que a Santa prestou por toda a sua vida no hospital de Pammatone, pois, é um luminoso exemplo de caridade para todos e um encorajamento especialmente para as mulheres que dão uma contribuição fundamental à sociedade e à Igreja com a sua obra preciosa, enriquecida pela sua sensibilidade e atenção com os mais pobres e mais necessitados. Obrigado
VIA CANÇÃO NOVA
PALAVRA DE VIDA PARA O MÊS DE JANEIRO 2011-FOCOLARES
«A multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma. Ninguém chamava seu ao que lhe pertencia, mas entre eles tudo era comum» [Act 4, 32]. (1)
Esta Palavra apresenta um da-queles quadros literários (vedi também 2, 42; 5, 12-16), nos quais o autor dos Actos dos Apóstolos nos faz conhecer, em linhas gerais, a primeira comunidade cristã de Jerusalém. Esta era caracterizada por uma extraordinária frescura e dinamismo espiritual, pela oração e pelo testemunho, mas, sobretudo, por uma grande unidade: o sinal que Jesus indicara como distintivo inconfundível e fonte da fecundidade da sua Igreja.
O Espírito Santo era concedido no Baptismo a todos os que recebiam a Palavra de Jesus. Sendo espírito de amor e de unidade, fazia de todos os crentes uma coisa só com o Ressuscitado e entre eles, ultrapassando todas as diferenças de raças, de culturas e de classes sociais.
«A multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma. Ninguém chamava seu ao que lhe pertencia, mas entre eles tudo era comum».
Mas vejamos mais detalhadamente os aspectos desta unidade.
Em primeiro lugar, o Espírito Santo realizava entre os crentes a unidade dos corações e do pensamento, ajudando-os a vencer todos os sentimentos que a dificultam, na dinâmica da comunhão fraterna.
De facto, o maior obstáculo à unidade é o nosso individualismo e o apego às nossas ideias, aos pontos de vista e gostos pessoais. É com o nosso egoísmo que se constroem as barreiras com que nos isolamos e excluímos aqueles que são diferentes de nós.
«A multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma. Ninguém chamava seu ao que lhe pertencia, mas entre eles tudo era comum».
Além disso, a unidade realizada pelo Espírito Santo reflectia-se necessariamente na vida dos crentes. A unidade de pensamento e de coração encarnava-se e exprimia-se numa solidariedade concreta, mediante a partilha dos próprios bens com os irmãos e as irmãs que passavam necessidades. Justamente porque era autêntica, não tolerava que na comunidade alguns vivessem na abundância, enquanto faltava o necessário a outros.
«A multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma. Ninguém chamava seu ao que lhe pertencia, mas entre eles tudo era comum».
Como podemos viver a Palavra de Vida deste mês? Ela sublinha a comunhão e a unidade, tão recomendadas por Jesus. Para as podermos realizar, Ele deu-nos o seu Espírito.
Se ouvirmos a voz do Espírito Santo, procuraremos, portanto, crescer nesta comunhão a todos os níveis. Antes de mais, a nível espiritual, vencendo as sementes de divisão que trazemos dentro de nós. Seria, por exemplo, um contra-senso querermos estar unidos a Jesus e, ao mesmo tempo, estarmos divididos entre nós, comportando-nos de uma forma individualista, indo cada um por sua conta, julgando-nos ou até excluindo-nos uns aos outros. É preciso, portanto, uma renovada conversão a Deus que nos quer unidos.
Por outro lado, esta Palavra ajudar-nos-á a compreender cada vez melhor a contradição que existe entre a fé cristã e o uso egoístico dos bens materiais. Ajudar-nos-á a realizar uma verdadeira solidariedade com todos aqueles que passam necessidades, embora dentro das nossas possibilidades.
Além disso, sendo este o mês em que se celebra a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, esta Palavra impulsionar-nos-á a rezar e a reforçar os nossos laços de unidade, de amor e de comunhão com os nossos irmãos e irmãs pertencentes às várias Igrejas, com quem temos em comum a única fé e o único espírito de Cristo, recebido no Baptismo.
Chiara Lubich
_______________________
1) Palavra de Vida, Janeiro de 1994, publicada em Città Nuova, 1993/24, pp. 34-35
Esta Palavra apresenta um da-queles quadros literários (vedi também 2, 42; 5, 12-16), nos quais o autor dos Actos dos Apóstolos nos faz conhecer, em linhas gerais, a primeira comunidade cristã de Jerusalém. Esta era caracterizada por uma extraordinária frescura e dinamismo espiritual, pela oração e pelo testemunho, mas, sobretudo, por uma grande unidade: o sinal que Jesus indicara como distintivo inconfundível e fonte da fecundidade da sua Igreja.
O Espírito Santo era concedido no Baptismo a todos os que recebiam a Palavra de Jesus. Sendo espírito de amor e de unidade, fazia de todos os crentes uma coisa só com o Ressuscitado e entre eles, ultrapassando todas as diferenças de raças, de culturas e de classes sociais.
«A multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma. Ninguém chamava seu ao que lhe pertencia, mas entre eles tudo era comum».
Mas vejamos mais detalhadamente os aspectos desta unidade.
Em primeiro lugar, o Espírito Santo realizava entre os crentes a unidade dos corações e do pensamento, ajudando-os a vencer todos os sentimentos que a dificultam, na dinâmica da comunhão fraterna.
De facto, o maior obstáculo à unidade é o nosso individualismo e o apego às nossas ideias, aos pontos de vista e gostos pessoais. É com o nosso egoísmo que se constroem as barreiras com que nos isolamos e excluímos aqueles que são diferentes de nós.
«A multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma. Ninguém chamava seu ao que lhe pertencia, mas entre eles tudo era comum».
Além disso, a unidade realizada pelo Espírito Santo reflectia-se necessariamente na vida dos crentes. A unidade de pensamento e de coração encarnava-se e exprimia-se numa solidariedade concreta, mediante a partilha dos próprios bens com os irmãos e as irmãs que passavam necessidades. Justamente porque era autêntica, não tolerava que na comunidade alguns vivessem na abundância, enquanto faltava o necessário a outros.
«A multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma. Ninguém chamava seu ao que lhe pertencia, mas entre eles tudo era comum».
Como podemos viver a Palavra de Vida deste mês? Ela sublinha a comunhão e a unidade, tão recomendadas por Jesus. Para as podermos realizar, Ele deu-nos o seu Espírito.
Se ouvirmos a voz do Espírito Santo, procuraremos, portanto, crescer nesta comunhão a todos os níveis. Antes de mais, a nível espiritual, vencendo as sementes de divisão que trazemos dentro de nós. Seria, por exemplo, um contra-senso querermos estar unidos a Jesus e, ao mesmo tempo, estarmos divididos entre nós, comportando-nos de uma forma individualista, indo cada um por sua conta, julgando-nos ou até excluindo-nos uns aos outros. É preciso, portanto, uma renovada conversão a Deus que nos quer unidos.
Por outro lado, esta Palavra ajudar-nos-á a compreender cada vez melhor a contradição que existe entre a fé cristã e o uso egoístico dos bens materiais. Ajudar-nos-á a realizar uma verdadeira solidariedade com todos aqueles que passam necessidades, embora dentro das nossas possibilidades.
Além disso, sendo este o mês em que se celebra a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, esta Palavra impulsionar-nos-á a rezar e a reforçar os nossos laços de unidade, de amor e de comunhão com os nossos irmãos e irmãs pertencentes às várias Igrejas, com quem temos em comum a única fé e o único espírito de Cristo, recebido no Baptismo.
Chiara Lubich
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1) Palavra de Vida, Janeiro de 1994, publicada em Città Nuova, 1993/24, pp. 34-35
ORAÇÃO DA TARDE COM O SENHOR DE TODAS AS HORAS-CONFIANÇA
Sou a sempre pequena semente que colocastes no mundo, que Tu adubas com suavidades,friezas, aparentes esquecimentos, mas sempre na certeza que me amas,me apertas nos Teus braços e me esperas como sou. Olho-Te seja em que lugar for, visualizo as Tuas águas remodelando as minhas pedras e fazendo-me olhar para elas com a pequenez que me envolve face à Tua misericórdia. Neste tête-à-tête, a quietude é mansidão, é sorriso, é abandono, é tempo interminável que me acalma e Te revejo como árbitro direcionando os movimentos da bola num jogo de fraternidade grata mútua, sob o apito do Teus olhares em movimentos ternos.
Obrigada!
M.R.G.
Obrigada!
M.R.G.
PALAVRA DO SENHOR PARA O DIA DE HOJE COM OS ARAUTOS DO EVANGELHO
Evangelho segundo São Marcos 1,29-39
Naquele tempo: 29Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, para a casa de Simão e André. 30A sogra de Simão estava de cama, com febre, e eles logo contaram a Jesus
Quarta-feira, 12 de Janeiro de 2011.
SANTO DO DIA: Santo Aelredo, abade; São Bernardo de Corleone
Primeira Leitura: Hebreus 2,14-18
Leitura da Carta aos Hebreus:
14Visto que os filhos têm em comum a carne e o sangue, também Jesus participou da mesma condição, para assim destruir, com a sua morte, aquele que tinha o poder da morte, isto é, o diabo, 15e libertar os que, por medo da morte, estavam a vida toda sujeitos à escravidão. 16Pois, afinal, não veio ocupar-se com os anjos, mas com a descendência de Abraão. 17Por isso devia fazer-se em tudo semelhante aos irmãos, para se tornar um sumo sacerdote misericordioso e digno de confiança nas coisas referentes a Deus, a fim de expiar os pecados do povo. 18Pois, tendo ele próprio sofrido ao ser tentado, é capaz de socorrer os que agora sofrem a tentação.
Palavra do Senhor.
Graças a Deus
Salmo 104
Dai graças ao Senhor, gritai seu nome, anunciai entre as nações seus grandes feitos! Cantai, entoai salmos para ele, publicai todas as suas maravilhas!
R: O Senhor se lembra sempre da Aliança. Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.
Gloriai-vos em seu nome que é santo, exulte o coração que busca a Deus! Procurai o Senhor Deus e seu poder, buscai constantemente a sua face!
R: O Senhor se lembra sempre da Aliança. Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.
Descendentes de Abraão, seu servidor, e filhos de Jacó, seu escolhido, ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, vigoram suas leis em toda a terra.
R: O Senhor se lembra sempre da Aliança. Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.
Ele sempre se recorda da Aliança, promulgada a incontáveis gerações; da Aliança que ele fez com Abraão, e do seu santo juramento a Isaac.
R: O Senhor se lembra sempre da Aliança. Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 1,29-39
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos:
Naquele tempo: 29Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, para a casa de Simão e André. 30A sogra de Simão estava de cama, com febre, e eles logo contaram a Jesus. 31E ele se aproximou, segurou sua mão e ajudou-a a levantar-se. Então, a febre desapareceu; e ela começou a servi-los. 32É tarde, depois do pôr-do-sol, levaram a Jesus todos os doentes e os possuídos pelo demônio. 33A cidade inteira se reuniu em frente da casa. 34Jesus curou muitas pessoas de diversas doenças e expulsou muitos demônios. E não deixava que os demônios falassem, pois sabiam quem ele era. 35De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus se levantou e foi rezar num lugar deserto. 36Simão e seus companheiros foram à procura de Jesus. 37Quando o encontraram, disseram: 'Todos estão te procurando'. 38Jesus respondeu: 'Vamos a outros lugares, às aldeias da redondeza! Devo pregar também ali, pois foi para isso que eu vim'. 39E andava por toda a Galiléia, pregando em suas sinagogas e expulsando os demônios.
Palavra da Salvação.
Glória a Vós, Senhor.
Comentário ao Evangelho do dia feito por Homilia do século V sobre a oração
Erradamente atribuída a São João Crisóstomo; PG 64, 461 (a partir da trad. Breviário)
«Foi para um lugar solitário e ali Se pôs em oração»
O bem supremo é a oração, o encontro familiar com Deus. [...] A oração é a luz da alma, o verdadeiro conhecimento de Deus, a mediadora entre Deus e os homens. Por ela, a alma eleva-se ao céu e cinge-se a Deus num abraço inexprimível. Como uma criança chorando ao encontro da sua mãe, ela exprime a profundidade do seu desejo. Ela exprime a sua vontade profunda e recebe dádivas que ultrapassam toda a natureza visível. Porque a oração apresenta-se como uma embaixadora poderosa, ela alegra, ela apazigua a alma.
Quando falo da oração, não imagines que se trata de palavras. Ela é um impulso para Deus, um amor indizível que não vem dos homens e do qual o apóstolo Paulo fala assim: «Não sabemos o que devemos pedir em nossas orações, mas é o próprio Espírito que intercede por nós com gemidos inefáveis» (Rom 8, 26). Uma oração assim, se Deus a concede a alguém, é para esse uma riqueza imutável, um alimento celeste que satisfaz a alma. Quem a provou é tomado por um desejo constante do Senhor, como um fogo devorador que lhe envolve o coração
Naquele tempo: 29Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, para a casa de Simão e André. 30A sogra de Simão estava de cama, com febre, e eles logo contaram a Jesus
Quarta-feira, 12 de Janeiro de 2011.
SANTO DO DIA: Santo Aelredo, abade; São Bernardo de Corleone
Primeira Leitura: Hebreus 2,14-18
Leitura da Carta aos Hebreus:
14Visto que os filhos têm em comum a carne e o sangue, também Jesus participou da mesma condição, para assim destruir, com a sua morte, aquele que tinha o poder da morte, isto é, o diabo, 15e libertar os que, por medo da morte, estavam a vida toda sujeitos à escravidão. 16Pois, afinal, não veio ocupar-se com os anjos, mas com a descendência de Abraão. 17Por isso devia fazer-se em tudo semelhante aos irmãos, para se tornar um sumo sacerdote misericordioso e digno de confiança nas coisas referentes a Deus, a fim de expiar os pecados do povo. 18Pois, tendo ele próprio sofrido ao ser tentado, é capaz de socorrer os que agora sofrem a tentação.
Palavra do Senhor.
Graças a Deus
Salmo 104
Dai graças ao Senhor, gritai seu nome, anunciai entre as nações seus grandes feitos! Cantai, entoai salmos para ele, publicai todas as suas maravilhas!
R: O Senhor se lembra sempre da Aliança. Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.
Gloriai-vos em seu nome que é santo, exulte o coração que busca a Deus! Procurai o Senhor Deus e seu poder, buscai constantemente a sua face!
R: O Senhor se lembra sempre da Aliança. Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.
Descendentes de Abraão, seu servidor, e filhos de Jacó, seu escolhido, ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, vigoram suas leis em toda a terra.
R: O Senhor se lembra sempre da Aliança. Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.
Ele sempre se recorda da Aliança, promulgada a incontáveis gerações; da Aliança que ele fez com Abraão, e do seu santo juramento a Isaac.
R: O Senhor se lembra sempre da Aliança. Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 1,29-39
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos:
Naquele tempo: 29Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, para a casa de Simão e André. 30A sogra de Simão estava de cama, com febre, e eles logo contaram a Jesus. 31E ele se aproximou, segurou sua mão e ajudou-a a levantar-se. Então, a febre desapareceu; e ela começou a servi-los. 32É tarde, depois do pôr-do-sol, levaram a Jesus todos os doentes e os possuídos pelo demônio. 33A cidade inteira se reuniu em frente da casa. 34Jesus curou muitas pessoas de diversas doenças e expulsou muitos demônios. E não deixava que os demônios falassem, pois sabiam quem ele era. 35De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus se levantou e foi rezar num lugar deserto. 36Simão e seus companheiros foram à procura de Jesus. 37Quando o encontraram, disseram: 'Todos estão te procurando'. 38Jesus respondeu: 'Vamos a outros lugares, às aldeias da redondeza! Devo pregar também ali, pois foi para isso que eu vim'. 39E andava por toda a Galiléia, pregando em suas sinagogas e expulsando os demônios.
Palavra da Salvação.
Glória a Vós, Senhor.
Comentário ao Evangelho do dia feito por Homilia do século V sobre a oração
Erradamente atribuída a São João Crisóstomo; PG 64, 461 (a partir da trad. Breviário)
«Foi para um lugar solitário e ali Se pôs em oração»
O bem supremo é a oração, o encontro familiar com Deus. [...] A oração é a luz da alma, o verdadeiro conhecimento de Deus, a mediadora entre Deus e os homens. Por ela, a alma eleva-se ao céu e cinge-se a Deus num abraço inexprimível. Como uma criança chorando ao encontro da sua mãe, ela exprime a profundidade do seu desejo. Ela exprime a sua vontade profunda e recebe dádivas que ultrapassam toda a natureza visível. Porque a oração apresenta-se como uma embaixadora poderosa, ela alegra, ela apazigua a alma.
Quando falo da oração, não imagines que se trata de palavras. Ela é um impulso para Deus, um amor indizível que não vem dos homens e do qual o apóstolo Paulo fala assim: «Não sabemos o que devemos pedir em nossas orações, mas é o próprio Espírito que intercede por nós com gemidos inefáveis» (Rom 8, 26). Uma oração assim, se Deus a concede a alguém, é para esse uma riqueza imutável, um alimento celeste que satisfaz a alma. Quem a provou é tomado por um desejo constante do Senhor, como um fogo devorador que lhe envolve o coração
10 de janeiro de 2011
O MENDIGO QUE CONFESSOU JOÃO PAULO II
Há alguns anos, no programa da televisão da Madre Angélica, nos Estados Unidos(EWTN), relataram um episódio pouco conhecido da vida de João Paulo II.
Um sacerdote norte americano da diocese de Nova York dispunha-se a rezar em uma das paróquias de Roma quando, ao entrar, se encontrou com um mendigo. Depois de observá-lo durante um momento, o sacerdote apercebeu-se de que conhecia aquele homem.
Depois de algum tempo, reconheceu no mendigo um companheiro do seminário, ordenado no mesmo dia que ele. Agora mendigava pelas ruas.
O Papa identificou-se, cumprimentou-o e escutou dos lábios do mendigo como tinha perdido a Fé e a sua vocação.
Ficou profundamente comovido e estremecido.
No dia seguinte, o mendigo vindo de Nova York tinha a oportunidade de assistir à missa privada do Papa e poderia cumprimentá-lo no final da celebração, como é costume..
Ao chegar a sua vez, sentiu o impulso de ajoelhar-se em frente do Santo Padre. e pedir que rezasse pelo seu antigo companheiro do seminário, descrevendo brevemente a sua situação ao Papa.
Um dia o mendigo recebeu o Convite do Vaticano para cear com o Papa.
O sacerdote da cúria voltou à paróquia e comentou com seu amigo, o desejo do Santo Padre.
O mendigo convenceu-se, levou-o ao seu lugar de hospedagem e ofereceu-lhe roupa para assear-se.
O Pontícipe e mendigo cearam juntos e o Papa depois pediu ao sacerdote da cúria que o deixasse com o mendigo a quem pediu que o escutasse em confissão.
O homem impressionado, respondeu que já não era sacerdote.
Respondeu o Papa:"Uma vez sacerdote, é-o para sempre.
-Mas estou fora das minhas faculdades de presbítero"-insistiu o mendigo
- "Eu sou o Bispo de Roma e posso-me encarregar disso"-disse o Papa
O homem escutou a confissão do Papa e pediu-lhe por sua vez ao Santo Padre que escutasse a sua confissão. Depois dela, chorou amargamente.
No final, o Papa perguntou-lhe em que paróquia mendigava. Designou-o assistente do pároco da mesma, encarregando-o do cuidado dos mendigos.
Um sacerdote norte americano da diocese de Nova York dispunha-se a rezar em uma das paróquias de Roma quando, ao entrar, se encontrou com um mendigo. Depois de observá-lo durante um momento, o sacerdote apercebeu-se de que conhecia aquele homem.
Depois de algum tempo, reconheceu no mendigo um companheiro do seminário, ordenado no mesmo dia que ele. Agora mendigava pelas ruas.
O Papa identificou-se, cumprimentou-o e escutou dos lábios do mendigo como tinha perdido a Fé e a sua vocação.
Ficou profundamente comovido e estremecido.
No dia seguinte, o mendigo vindo de Nova York tinha a oportunidade de assistir à missa privada do Papa e poderia cumprimentá-lo no final da celebração, como é costume..
Ao chegar a sua vez, sentiu o impulso de ajoelhar-se em frente do Santo Padre. e pedir que rezasse pelo seu antigo companheiro do seminário, descrevendo brevemente a sua situação ao Papa.
Um dia o mendigo recebeu o Convite do Vaticano para cear com o Papa.
O sacerdote da cúria voltou à paróquia e comentou com seu amigo, o desejo do Santo Padre.
O mendigo convenceu-se, levou-o ao seu lugar de hospedagem e ofereceu-lhe roupa para assear-se.
O Pontícipe e mendigo cearam juntos e o Papa depois pediu ao sacerdote da cúria que o deixasse com o mendigo a quem pediu que o escutasse em confissão.
O homem impressionado, respondeu que já não era sacerdote.
Respondeu o Papa:"Uma vez sacerdote, é-o para sempre.
-Mas estou fora das minhas faculdades de presbítero"-insistiu o mendigo
- "Eu sou o Bispo de Roma e posso-me encarregar disso"-disse o Papa
O homem escutou a confissão do Papa e pediu-lhe por sua vez ao Santo Padre que escutasse a sua confissão. Depois dela, chorou amargamente.
No final, o Papa perguntou-lhe em que paróquia mendigava. Designou-o assistente do pároco da mesma, encarregando-o do cuidado dos mendigos.
PALAVRA DO SENHOR PARA O DIA DE HOJE COM OS ARAUTOS DO EVANGELHO
Evangelho segundo São Marcos 1,14-20
14Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galiléia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: 15'O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo.
Segunda-feira, 10 de Janeiro de 2011.
SANTO DO DIA: São Paulo de Tebas, eremita; Beata Ana dos Anjos Ponteagudo
Primeira Leitura: Hebreus 1,1-6
Início da Carta aos Hebreus:
1Muitas vezes e de muitos modos falou Deus outrora aos nossos pais, pelos profetas; 2nestes dias, que são os últimos, ele nos falou por meio do Filho, a quem ele constituiu herdeiro de todas as coisas e pelo qual também ele criou o universo. 3Este é o esplendor da glória do Pai, a expressão do seu ser. Ele sustenta o universo com o poder de sua palavra. Tendo feito a purificação dos pecados, ele sentou-se à direita da majestade divina, nas alturas, 4Ele foi colocado tanto acima dos anjos quanto o nome que ele herdou supera o nome deles. 5De fato, a qual dos anjos Deus disse alguma vez: 'Tu és o meu Filho, eu hoje te gerei'? Ou ainda: 'Eu serei para ele um Pai e ele será para mim um filho'? 6Mas, quando faz entrar o Primogênito no mundo, Deus diz: 'Todos os anjos devem adorá-lo!'
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus
Salmo 96
Deus é Rei! Exulte a terra de alegria, e as ilhas numerosas rejubilem! O seu trono se apoia na justiça e no direito.
R: Adorai o Senhor Deus, vós anjos todos!
E assim proclama o céu sua justiça, todos os povos podem ver a sua glória. Aos pés de Deus vêm se prostrar todos os deuses!
R: Adorai o Senhor Deus, vós anjos todos!
Porque vós sois o Altíssimo, Senhor, muito acima do universo que criastes, e de muito superais todos os deuses.
R: Adorai o Senhor Deus, vós anjos todos!
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 1,14-20
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos:
14Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galiléia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: 15'O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho!' 16E, passando à beira do mar da Galiléia, Jesus viu Simão e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. 17Jesus lhes disse: 'Segui-me e eu farei de vós pescadores de homens'. 18E eles, deixando imediatamente as redes, seguiram a Jesus. 19Caminhando mais um pouco, viu também Tiago e João, filhos de Zebedeu. Estavam na barca, consertando as redes; 20e logo os chamou. Eles deixaram seu pai Zebedeu na barca com os empregados, e partiram, seguindo Jesus.
Palavra da Salvação.
Glória a Vós, Senhor.
Comentário ao Evangelho do dia feito por Santa Teresa Benedita da Cruz Edith Stein (1891-1942),
Carmelita, mártir, co-padroeira da Europa
Das Weihnachtsgeheimnis (a partir da trad. La Crèche et la croix, Ad Solem 1995, p. 35)
«Completou-se o tempo [....]. Vinde Comigo.»
O Menino do presépio é o Rei dos reis, Aquele que reina sobre a vida e a morte, Aquele que diz «Segue-Me», e que quem não é por Ele é contra Ele (Lc 11, 23). E também no-lo diz a nós, colocando-nos perante a necessidade de escolher a luz ou as trevas. Ignoramos onde pretende o Menino Deus conduzir-nos neste mundo, e não nos compete perguntar antes do tempo. Sabemos apenas que todas as coisas concorrem para o bem dos que amam o Senhor (Rom 8, 28), e que os caminhos traçados pelo Senhor nos conduzem ao outro mundo.
Ao tomar corpo, o Criador do género humano oferece-nos a Sua divindade. Deus fez-Se homem para que os homens pudessem tornar-se filhos de Deus. «Oh admirável comércio!» Foi para isto que o Salvador veio ao mundo. Um de nós tinha quebrado o elo da nossa filiação divina, era um de nós que tinha de o restabelecer e de expiar a falta. Mas nenhum ramo da antiga árvore, doente e degenerada, teria capacidade para tal; era preciso que neste tronco fosse enxertada uma planta nova, sã e nobre. E assim, Ele tornou-Se um de nós e simultaneamente mais do que isso: tornou-Se um connosco. É isso que o género humano tem de maravilhoso: o facto de sermos uma unidade. [...] Ele veio formar um corpo misterioso connosco, um corpo de que Ele é o chefe, a cabeça e nós os membros (Ef, 5, 23.30).
Se aceitarmos dar as mãos ao Menino Deus, se respondermos «Sim» ao Seu «Segue-Me», seremos Seus e teremos aberto o caminho para que a Sua vida divina passe por nós. É esse o começo da vida eterna em nós. Não é ainda a visão beatifica na luz da glória, estamos ainda na obscuridade da fé, mas já não é a obscuridade deste mundo - estamos já no Reino de Deus
14Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galiléia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: 15'O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo.
Segunda-feira, 10 de Janeiro de 2011.
SANTO DO DIA: São Paulo de Tebas, eremita; Beata Ana dos Anjos Ponteagudo
Primeira Leitura: Hebreus 1,1-6
Início da Carta aos Hebreus:
1Muitas vezes e de muitos modos falou Deus outrora aos nossos pais, pelos profetas; 2nestes dias, que são os últimos, ele nos falou por meio do Filho, a quem ele constituiu herdeiro de todas as coisas e pelo qual também ele criou o universo. 3Este é o esplendor da glória do Pai, a expressão do seu ser. Ele sustenta o universo com o poder de sua palavra. Tendo feito a purificação dos pecados, ele sentou-se à direita da majestade divina, nas alturas, 4Ele foi colocado tanto acima dos anjos quanto o nome que ele herdou supera o nome deles. 5De fato, a qual dos anjos Deus disse alguma vez: 'Tu és o meu Filho, eu hoje te gerei'? Ou ainda: 'Eu serei para ele um Pai e ele será para mim um filho'? 6Mas, quando faz entrar o Primogênito no mundo, Deus diz: 'Todos os anjos devem adorá-lo!'
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus
Salmo 96
Deus é Rei! Exulte a terra de alegria, e as ilhas numerosas rejubilem! O seu trono se apoia na justiça e no direito.
R: Adorai o Senhor Deus, vós anjos todos!
E assim proclama o céu sua justiça, todos os povos podem ver a sua glória. Aos pés de Deus vêm se prostrar todos os deuses!
R: Adorai o Senhor Deus, vós anjos todos!
Porque vós sois o Altíssimo, Senhor, muito acima do universo que criastes, e de muito superais todos os deuses.
R: Adorai o Senhor Deus, vós anjos todos!
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 1,14-20
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos:
14Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galiléia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: 15'O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho!' 16E, passando à beira do mar da Galiléia, Jesus viu Simão e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. 17Jesus lhes disse: 'Segui-me e eu farei de vós pescadores de homens'. 18E eles, deixando imediatamente as redes, seguiram a Jesus. 19Caminhando mais um pouco, viu também Tiago e João, filhos de Zebedeu. Estavam na barca, consertando as redes; 20e logo os chamou. Eles deixaram seu pai Zebedeu na barca com os empregados, e partiram, seguindo Jesus.
Palavra da Salvação.
Glória a Vós, Senhor.
Comentário ao Evangelho do dia feito por Santa Teresa Benedita da Cruz Edith Stein (1891-1942),
Carmelita, mártir, co-padroeira da Europa
Das Weihnachtsgeheimnis (a partir da trad. La Crèche et la croix, Ad Solem 1995, p. 35)
«Completou-se o tempo [....]. Vinde Comigo.»
O Menino do presépio é o Rei dos reis, Aquele que reina sobre a vida e a morte, Aquele que diz «Segue-Me», e que quem não é por Ele é contra Ele (Lc 11, 23). E também no-lo diz a nós, colocando-nos perante a necessidade de escolher a luz ou as trevas. Ignoramos onde pretende o Menino Deus conduzir-nos neste mundo, e não nos compete perguntar antes do tempo. Sabemos apenas que todas as coisas concorrem para o bem dos que amam o Senhor (Rom 8, 28), e que os caminhos traçados pelo Senhor nos conduzem ao outro mundo.
Ao tomar corpo, o Criador do género humano oferece-nos a Sua divindade. Deus fez-Se homem para que os homens pudessem tornar-se filhos de Deus. «Oh admirável comércio!» Foi para isto que o Salvador veio ao mundo. Um de nós tinha quebrado o elo da nossa filiação divina, era um de nós que tinha de o restabelecer e de expiar a falta. Mas nenhum ramo da antiga árvore, doente e degenerada, teria capacidade para tal; era preciso que neste tronco fosse enxertada uma planta nova, sã e nobre. E assim, Ele tornou-Se um de nós e simultaneamente mais do que isso: tornou-Se um connosco. É isso que o género humano tem de maravilhoso: o facto de sermos uma unidade. [...] Ele veio formar um corpo misterioso connosco, um corpo de que Ele é o chefe, a cabeça e nós os membros (Ef, 5, 23.30).
Se aceitarmos dar as mãos ao Menino Deus, se respondermos «Sim» ao Seu «Segue-Me», seremos Seus e teremos aberto o caminho para que a Sua vida divina passe por nós. É esse o começo da vida eterna em nós. Não é ainda a visão beatifica na luz da glória, estamos ainda na obscuridade da fé, mas já não é a obscuridade deste mundo - estamos já no Reino de Deus
BAUTISMO DEL SEÑOR
Estamos apagando el Espíritu?
03.01.11 12:04. Archivado en Fiestas
◦◦
Aunque el relato evangélico habla de la inmersión de Jesús en el Jordán, lo decisivo no es este bautismo de agua que recibe de manos del Bautista, sino la acogida del Espíritu que el Padre envía sobre él.Según la mentalidad bíblica, este Espíritu hace vivir a Jesús desde el aliento vital de Dios, lleno de su amor y su fuerza creadora, entregado a liberar, transformar y potenciar la vida. Por eso, los primeros seguidores de Jesús lo recordaban como un Profeta que, "ungido por Dios con el Espíritu Santo..., pasó la vida haciendo el bien". Este es el Espíritu que ha de alentar a quienes siguen sus pasos.
La crisis religiosa de nuestros días se está extendiendo con tal radicalidad que la indiferencia está afectando ya a los mismos creyentes. Los indicios son cada vez más inquietantes. Hay analistas que denuncian el "ateísmo interior" que está diluyendo la fe de algunos que se dicen cristianos.
La Iglesia no es un "espacio inmunizado". Hay practicantes que de hecho no cuentan con Dios. Pueden pasar tranquilamente sin él. Dios no estimula su vida ni inspira su comportamiento. Viven una religión vacía de comunicación con Dios. En la práctica, Dios no existe para ellos. Sin advertirlo, se están instalando en la "cultura de la ausencia de Dios".
¿Vamos a permanecer pasivos ante esta extinción progresiva de la verdadera fe incluso dentro de nuestros hogares y comunidades? ¿No nos estamos haciendo cada vez más indiferentes a la indiferencia religiosa que parece invadirlo todo? ¿No ha llegado el momento de reaccionar?
Tal vez, lo primero es tomar conciencia de que somos nosotros mismos los que podemos estar apagando el Espíritu dentro de la Iglesia con nuestra ceguera y pasividad. Movidos por el instinto de conservación, corremos el riesgo de dedicarnos a conservar el pasado quizás porque nos resulta más cómodo que vivir en permanente conversión, abiertos a la creatividad del Espíritu.
Seguramente, hemos de cuidar más nuestro modo de relacionarnos con Dios, evitando formas superficiales y vacías, vividas sólo desde lo exterior, y que pueden ser formas de huir de su Misterio santo más que caminos para situarnos ante él en espíritu y en verdad.
Parece más necesario que nunca promover esa "participación plena, consciente y activa en las celebraciones litúrgicas", que el concilio Vaticano II urge "con deseo ardiente", pues considera que es "la fuente primaria y necesaria de donde han de beber los fieles el espíritu verdaderamente cristiano". Revitalizar la celebración es reavivar la fe.
José Antonio Pagola
9 de enero de 2011
Bautismo del Señor (A)
Mateo 3, 13-17
03.01.11 12:04. Archivado en Fiestas
◦◦
Aunque el relato evangélico habla de la inmersión de Jesús en el Jordán, lo decisivo no es este bautismo de agua que recibe de manos del Bautista, sino la acogida del Espíritu que el Padre envía sobre él.Según la mentalidad bíblica, este Espíritu hace vivir a Jesús desde el aliento vital de Dios, lleno de su amor y su fuerza creadora, entregado a liberar, transformar y potenciar la vida. Por eso, los primeros seguidores de Jesús lo recordaban como un Profeta que, "ungido por Dios con el Espíritu Santo..., pasó la vida haciendo el bien". Este es el Espíritu que ha de alentar a quienes siguen sus pasos.
La crisis religiosa de nuestros días se está extendiendo con tal radicalidad que la indiferencia está afectando ya a los mismos creyentes. Los indicios son cada vez más inquietantes. Hay analistas que denuncian el "ateísmo interior" que está diluyendo la fe de algunos que se dicen cristianos.
La Iglesia no es un "espacio inmunizado". Hay practicantes que de hecho no cuentan con Dios. Pueden pasar tranquilamente sin él. Dios no estimula su vida ni inspira su comportamiento. Viven una religión vacía de comunicación con Dios. En la práctica, Dios no existe para ellos. Sin advertirlo, se están instalando en la "cultura de la ausencia de Dios".
¿Vamos a permanecer pasivos ante esta extinción progresiva de la verdadera fe incluso dentro de nuestros hogares y comunidades? ¿No nos estamos haciendo cada vez más indiferentes a la indiferencia religiosa que parece invadirlo todo? ¿No ha llegado el momento de reaccionar?
Tal vez, lo primero es tomar conciencia de que somos nosotros mismos los que podemos estar apagando el Espíritu dentro de la Iglesia con nuestra ceguera y pasividad. Movidos por el instinto de conservación, corremos el riesgo de dedicarnos a conservar el pasado quizás porque nos resulta más cómodo que vivir en permanente conversión, abiertos a la creatividad del Espíritu.
Seguramente, hemos de cuidar más nuestro modo de relacionarnos con Dios, evitando formas superficiales y vacías, vividas sólo desde lo exterior, y que pueden ser formas de huir de su Misterio santo más que caminos para situarnos ante él en espíritu y en verdad.
Parece más necesario que nunca promover esa "participación plena, consciente y activa en las celebraciones litúrgicas", que el concilio Vaticano II urge "con deseo ardiente", pues considera que es "la fuente primaria y necesaria de donde han de beber los fieles el espíritu verdaderamente cristiano". Revitalizar la celebración es reavivar la fe.
José Antonio Pagola
9 de enero de 2011
Bautismo del Señor (A)
Mateo 3, 13-17
9 de janeiro de 2011
PALAVRA DO SENHOR PARA O DIA DE HOJE COM OS ARAUTOS DO EVANGELHO
Evangelho segundo São Mateus 3,13-17
Naquele tempo: 13Jesus veio da Galiléia para o rio Jordão, a fim de se encontrar com João e ser batizado por ele.
Domingo, 9 de Janeiro de 2011.
SANTO DO DIA: Beata Júlia della Rena, virgem; São Julião e Santa Basilissa
Primeira Leitura: Isaías 42,1-4.6-7
Leitura do Livro do Profeta Isaías:
Assim fala o Senhor: 1'Eis o meu servo - eu o recebo; eis o meu eleito - nele se compraz minh'alma; pus meu espírito sobre ele, ele promoverá o julgamento das nações. 2Ele não clama nem levanta a voz, nem se faz ouvir pelas ruas. 3Não quebra uma cana rachada nem apaga um pavio que ainda fumega; mas promoverá o julgamento para obter a verdade. 4Não esmorecerá nem se deixará abater, enquanto não estabelecer a justiça na terra; os países distantes esperam seus ensinamentos.' 6'Eu, o Senhor, te chamei para a justiça e te tomei pela mão; eu te formei e te constituí como o centro de aliança do povo, luz das nações, 7para abrires os olhos dos cegos, tirar os cativos da prisão, livrar do cárcere os que vivem nas trevas.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus
Segunda Leitura: Atos dos Apóstolos 10, 34-38
Leitura dos Atos dos Apóstolos:
Naqueles dias: 34Pedro tomou a palavra e disse: 'De fato, estou compreendendo que Deus não faz distinção entre as pessoas. 35Pelo contrário, ele aceita quem o teme e pratica a justiça, qualquer que seja a nação a que pertença. 36Deus enviou sua palavra aos israelitas e lhes anunciou a Boa-Nova da paz, por meio de Jesus Cristo, que é o Senhor de todos. 37Vós sabeis o que aconteceu em toda a Judéia, a começar pela Galiléia, depois do batismo pregado por João: 38como Jesus de Nazaré foi ungido por Deus com o Espírito Santo e com poder. Ele andou por toda a parte, fazendo o bem e curando a todos os que estavam dominados pelo demônio; porque Deus estava com ele.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus
Salmo 28
Filhos de Deus, tributai ao Senhor, tributai-lhe a glória e o poder! Dai-lhe a glória devida ao seu nome; adorai-o com santo ornamento!
R: Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!
Eis a voz do Senhor sobre as águas, sua voz sobre as águas imensas! Eis a voz do Senhor com poder! Eis a voz do Senhor majestosa.
R: Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!
Sua voz no trovão reboando! No seu templo os fiéis bradam: 'Glória!' É o Senhor que domina os dilúvios, o Senhor reinará para sempre!
R: Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 3,13-17
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus:
Naquele tempo: 13Jesus veio da Galiléia para o rio Jordão, a fim de se encontrar com João e ser batizado por ele. 14Mas João protestou, dizendo: 'Eu preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?' 15Jesus, porém, respondeu-lhe: 'Por enquanto deixa como está, porque nós devemos cumprir toda a justiça!' E João concordou. 16Depois de ser batizado, Jesus saiu logo da água. Então o céu se abriu e Jesus viu o Espírito de Deus, descendo como pomba e vindo pousar sobre ele. 17E do céu veio uma voz que dizia: 'Este é o meu Filho amado, no qual eu pus o meu agrado'.
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor.
Comentário ao Evangelho do dia feito por Homilia atribuída a Santo Hipólito de Roma
Presbítero e mártir
Homilia do século IV para a Epifania, A Santa Epifania PG 10, 852
(a partir da trad. Orval et Delhougne, p. 336 rev.)
«No Qual pus todo o Meu agrado»
Cristo, o Criador de todas as coisas, desceu do céu como o orvalho, deu-Se a conhecer como uma fonte, expandiu-Se como um rio (Os 6, 3; Jo 4, 14; 7, 38) e foi baptizado no Jordão. [...] A fonte inalcançável, da qual brota a vida para todos os homens e que não tem fim, foi oculta por águas pobres e efémeras. Aquele que está presente em toda a parte, que de parte alguma Se encontra ausente, Aquele que é inalcançável pelos anjos e que é invisível aos homens, recebe o baptismo por Sua vontade. [...]
«E eis que se rasgaram os céus, e viu o Espírito de Deus descer como uma pomba e vir sobre Ele. E uma voz vinda do Céu dizia: 'Este é o Meu Filho muito amado, no Qal pus todo o Meu agrado'.» O bem-amado gera amor, a luz imaterial gera «a luz inacessível» (1Tim 6, 16). «Este é o Meu Filho muito amado». [...] Na arca de Noé, a pomba manifestou o amor de Deus pelos homens (Gn 8, 11). Nesta altura, o Espírito desceu sob a mesma forma, uma forma semelhante àquela que trouxe um ramo de oliveira, e deteve-Se sobre Aquele de Quem deu testemunho. Por quê? Para que se compreendesse com certeza que se tratava efectivamente da voz do Pai [...]: «A voz do Senhor sobre as águas, o Deus da glória desencadeou o trovão, o Senhor sobre a massa das águas» (Sl 28, 3). O que diz esta voz? «Este é o Meu Filho muito amado, no Qal pus todo o Meu agrado». É Aquele a quem chamam o Filho de José, e é o Meu Filho único segundo a divindade. «Este é o Meu Filho muito amado»: tem fome e alimentou numerosas multidões, sofre e consola aqueles que sofrem; não teve onde repousar a cabeça, mas tem o universo na Sua mão, sofre e cura as dores. Dão-Lhe bofetadas, mas Ele concede a liberdade ao mundo, trespassam-Lhe o lado, mas Ele reparou o lado de Adão
Naquele tempo: 13Jesus veio da Galiléia para o rio Jordão, a fim de se encontrar com João e ser batizado por ele.
Domingo, 9 de Janeiro de 2011.
SANTO DO DIA: Beata Júlia della Rena, virgem; São Julião e Santa Basilissa
Primeira Leitura: Isaías 42,1-4.6-7
Leitura do Livro do Profeta Isaías:
Assim fala o Senhor: 1'Eis o meu servo - eu o recebo; eis o meu eleito - nele se compraz minh'alma; pus meu espírito sobre ele, ele promoverá o julgamento das nações. 2Ele não clama nem levanta a voz, nem se faz ouvir pelas ruas. 3Não quebra uma cana rachada nem apaga um pavio que ainda fumega; mas promoverá o julgamento para obter a verdade. 4Não esmorecerá nem se deixará abater, enquanto não estabelecer a justiça na terra; os países distantes esperam seus ensinamentos.' 6'Eu, o Senhor, te chamei para a justiça e te tomei pela mão; eu te formei e te constituí como o centro de aliança do povo, luz das nações, 7para abrires os olhos dos cegos, tirar os cativos da prisão, livrar do cárcere os que vivem nas trevas.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus
Segunda Leitura: Atos dos Apóstolos 10, 34-38
Leitura dos Atos dos Apóstolos:
Naqueles dias: 34Pedro tomou a palavra e disse: 'De fato, estou compreendendo que Deus não faz distinção entre as pessoas. 35Pelo contrário, ele aceita quem o teme e pratica a justiça, qualquer que seja a nação a que pertença. 36Deus enviou sua palavra aos israelitas e lhes anunciou a Boa-Nova da paz, por meio de Jesus Cristo, que é o Senhor de todos. 37Vós sabeis o que aconteceu em toda a Judéia, a começar pela Galiléia, depois do batismo pregado por João: 38como Jesus de Nazaré foi ungido por Deus com o Espírito Santo e com poder. Ele andou por toda a parte, fazendo o bem e curando a todos os que estavam dominados pelo demônio; porque Deus estava com ele.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus
Salmo 28
Filhos de Deus, tributai ao Senhor, tributai-lhe a glória e o poder! Dai-lhe a glória devida ao seu nome; adorai-o com santo ornamento!
R: Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!
Eis a voz do Senhor sobre as águas, sua voz sobre as águas imensas! Eis a voz do Senhor com poder! Eis a voz do Senhor majestosa.
R: Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!
Sua voz no trovão reboando! No seu templo os fiéis bradam: 'Glória!' É o Senhor que domina os dilúvios, o Senhor reinará para sempre!
R: Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 3,13-17
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus:
Naquele tempo: 13Jesus veio da Galiléia para o rio Jordão, a fim de se encontrar com João e ser batizado por ele. 14Mas João protestou, dizendo: 'Eu preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?' 15Jesus, porém, respondeu-lhe: 'Por enquanto deixa como está, porque nós devemos cumprir toda a justiça!' E João concordou. 16Depois de ser batizado, Jesus saiu logo da água. Então o céu se abriu e Jesus viu o Espírito de Deus, descendo como pomba e vindo pousar sobre ele. 17E do céu veio uma voz que dizia: 'Este é o meu Filho amado, no qual eu pus o meu agrado'.
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor.
Comentário ao Evangelho do dia feito por Homilia atribuída a Santo Hipólito de Roma
Presbítero e mártir
Homilia do século IV para a Epifania, A Santa Epifania PG 10, 852
(a partir da trad. Orval et Delhougne, p. 336 rev.)
«No Qual pus todo o Meu agrado»
Cristo, o Criador de todas as coisas, desceu do céu como o orvalho, deu-Se a conhecer como uma fonte, expandiu-Se como um rio (Os 6, 3; Jo 4, 14; 7, 38) e foi baptizado no Jordão. [...] A fonte inalcançável, da qual brota a vida para todos os homens e que não tem fim, foi oculta por águas pobres e efémeras. Aquele que está presente em toda a parte, que de parte alguma Se encontra ausente, Aquele que é inalcançável pelos anjos e que é invisível aos homens, recebe o baptismo por Sua vontade. [...]
«E eis que se rasgaram os céus, e viu o Espírito de Deus descer como uma pomba e vir sobre Ele. E uma voz vinda do Céu dizia: 'Este é o Meu Filho muito amado, no Qal pus todo o Meu agrado'.» O bem-amado gera amor, a luz imaterial gera «a luz inacessível» (1Tim 6, 16). «Este é o Meu Filho muito amado». [...] Na arca de Noé, a pomba manifestou o amor de Deus pelos homens (Gn 8, 11). Nesta altura, o Espírito desceu sob a mesma forma, uma forma semelhante àquela que trouxe um ramo de oliveira, e deteve-Se sobre Aquele de Quem deu testemunho. Por quê? Para que se compreendesse com certeza que se tratava efectivamente da voz do Pai [...]: «A voz do Senhor sobre as águas, o Deus da glória desencadeou o trovão, o Senhor sobre a massa das águas» (Sl 28, 3). O que diz esta voz? «Este é o Meu Filho muito amado, no Qal pus todo o Meu agrado». É Aquele a quem chamam o Filho de José, e é o Meu Filho único segundo a divindade. «Este é o Meu Filho muito amado»: tem fome e alimentou numerosas multidões, sofre e consola aqueles que sofrem; não teve onde repousar a cabeça, mas tem o universo na Sua mão, sofre e cura as dores. Dão-Lhe bofetadas, mas Ele concede a liberdade ao mundo, trespassam-Lhe o lado, mas Ele reparou o lado de Adão
8 de janeiro de 2011
TERÇO TEEN
Terço Teen
tags: Catequese JA, Oração, Reflexão, Terçopor jaccsf
.
P e d i d o s :
- Eleva-nos insensivelmente ao conhecimento perfeito de Jesus Cristo;
- Purifica nossas almas do pecado;
- Faz-nos vitoriosos contra todos os nossos inimigos;
- Torna-nos fácil a prática das virtudes;
- Abrasa-nos no amor de Jesus Cristo;
- Enriquece-nos de graças e de méritos;
- Fornece-nos com o que pagar todas as nossas dívidas com Deus e com os homens.
- Por fim, faz-nos obter de Deus toda espécie de graças.
CREIO – 1 PAI NOSSO – 1 AVE MARIA – 1 GLÓRIA
1º MISTÉRIO
CONTA GRANDE – JESUS, DAÍ-ME ZELO PELAS SUAS COISAS
CONTAS PEQUENAS – PURIFICA MINHA ALMA, OH PAI.
2º MISTÉRIO
CONTA GRANDE – JESUS, RENOVA MINHAS VIRTUDES!
CONTAS PEQUENAS – JESUS, ESTOU AQUI PARA SER RENOVADO.
3º MISTÉRIO
CONTA GRANDE – JESUS, QUERO SER LUZ PARA O MUNDO.
CONTAS PEQUENAS – JESUS ABRE MEUS OLHOS, MEUS OUVIDOS E MINHA BOCA.
4º MINISTÉRIO
CONTA GRANDE – JESUS, DAÍ-ME A GRAÇA DE SABER VIVER EM TI.
CONTAS PEQUENAS – JESUS, GUIE MEUS CAMINHOS.
5º MINISTÉRIO
CONTA GRANDE – JESUS, TU ÉS MEU CAMINHO, MINHA VERDADE E MINHA VIDA!
CONTAS PEQUENAS – OBRIGADO SENHOR JESUS, POR TODAS AS GRAÇAS EM MINHA VIDA.
AMÉM
tags: Catequese JA, Oração, Reflexão, Terçopor jaccsf
.
P e d i d o s :
- Eleva-nos insensivelmente ao conhecimento perfeito de Jesus Cristo;
- Purifica nossas almas do pecado;
- Faz-nos vitoriosos contra todos os nossos inimigos;
- Torna-nos fácil a prática das virtudes;
- Abrasa-nos no amor de Jesus Cristo;
- Enriquece-nos de graças e de méritos;
- Fornece-nos com o que pagar todas as nossas dívidas com Deus e com os homens.
- Por fim, faz-nos obter de Deus toda espécie de graças.
CREIO – 1 PAI NOSSO – 1 AVE MARIA – 1 GLÓRIA
1º MISTÉRIO
CONTA GRANDE – JESUS, DAÍ-ME ZELO PELAS SUAS COISAS
CONTAS PEQUENAS – PURIFICA MINHA ALMA, OH PAI.
2º MISTÉRIO
CONTA GRANDE – JESUS, RENOVA MINHAS VIRTUDES!
CONTAS PEQUENAS – JESUS, ESTOU AQUI PARA SER RENOVADO.
3º MISTÉRIO
CONTA GRANDE – JESUS, QUERO SER LUZ PARA O MUNDO.
CONTAS PEQUENAS – JESUS ABRE MEUS OLHOS, MEUS OUVIDOS E MINHA BOCA.
4º MINISTÉRIO
CONTA GRANDE – JESUS, DAÍ-ME A GRAÇA DE SABER VIVER EM TI.
CONTAS PEQUENAS – JESUS, GUIE MEUS CAMINHOS.
5º MINISTÉRIO
CONTA GRANDE – JESUS, TU ÉS MEU CAMINHO, MINHA VERDADE E MINHA VIDA!
CONTAS PEQUENAS – OBRIGADO SENHOR JESUS, POR TODAS AS GRAÇAS EM MINHA VIDA.
AMÉM
7 de janeiro de 2011
1ª SEXTA FEIRA DO MÊS
1ª Sexta-feira do mês: Sagrado Coração de Jesus
No dia 16 de junho de 1675, durante uma exposição do Santíssimo Sacramento, Nosso Senhor apareceu a Santa Margarida Maria Alacoque e, descobrindo Seu Coração, disse-lhe:
“Eis o Coração que tanto tem amado aos homens e em recompensa não recebe, da maior parte deles, senão ingratidão, irreverências, sacrilégios, desprezos e friezas para Comigo neste Sacramento de Amor...”
Tem devoção ao Sagrado Coração de Jesus quem medita o amor que Jesus Cristo manifestou na sua vida, na morte e no Santíssimo Sacramento, e quem medita os afetos e os sofrimentos da alma de Jesus Cristo.
É devoto do Sagrado Coração de Jesus quem ama a Jesus Cristo, imita suas virtudes; quem Lhe faz reparação dos ultrajes que recebe, e tudo isto para corresponder ao amor que Ele nos dedica.
Jesus, portanto, quer que Lhe demos amor e reparação das ofensas à Eucaristia, honrando e venerando o Seu divino Coração.
“Ele reinará, o amável Coração, apesar de satanás. Esta palavra me transborda de alegria.” (Santa Margarida Maria)
A Força na Fragilidade
Impressionantes os lamentos do Senhor Jesus que são recitados ou cantados ao longo da cerimônia da sexta-feira das dores: “Ó meu povo, o que fiz? Dize em que te contristei, em que foi que te faltei?” Deitado no madeiro da cruz encontramos um Deus que Se torna fragilidade.
Maurice Zundel assim se exprime: “Creio na tragédia eterna do amor crucificado, creio na fragilidade de Deus porque se não existe nada mais forte do que amor, nada também é mais frágil”.
Na cruz temos um Deus que Se tornou impotência e oblação. Achegamo-nos com imenso respeito do madeiro no qual repousa o Deus forte, Deus santo, o Deus que Se tornou fragilidade.
Os devotos do Coração de Jesus aproximam-se da cruz como que para proteger a delicadeza desse homem todo torturado, que morre de amor e que é Deus nos salvando eternamente.
(Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM)
Práticas sugeridas:
1- Confissão e Comunhão reparadora, para desagravar o Coração de Jesus (ver o link mais abaixo)
2- A seguinte oração:
Entronização do Coração de Jesus em seu coração
Divino Amigo, ofendido pelos pecadores e ferido no Coração pela tibieza de tantos amigos, Vós vos queixastes à Santa Margarida: “Não acho quem me ofereça um lugar de repouso... quero que teu coração me sirva de asilo...”. Deixai-me aliviar vossa queixa e dar ao vosso Coração o asilo que tantas almas lhe negam, quando dizem, ao menos com as suas obras: “Não queremos que Ele reine sobre nós”.
De minha parte, pelo contrário, só Vós haveis de ser o meu Rei. Vivei em mim que já não quero outra vida senão a vossa, nem outros interesses senão os de vossa glória. Esvazio inteiramente meu coração e vo-lo abro de par em par. Entrai, Senhor! Dai-me o vosso Coração. Ele será o meu Rei muito amado. A Ele consagro e abandono meus interesses espirituais e temporais, meus sentimentos e potências, minha vontade e todo o meu ser.
Divino Coração de Jesus, reinai no meu coração!
Imaculado Coração de Maria, defendei e dilatai nele o Reino de vosso Filho. Amém.
No dia 16 de junho de 1675, durante uma exposição do Santíssimo Sacramento, Nosso Senhor apareceu a Santa Margarida Maria Alacoque e, descobrindo Seu Coração, disse-lhe:
“Eis o Coração que tanto tem amado aos homens e em recompensa não recebe, da maior parte deles, senão ingratidão, irreverências, sacrilégios, desprezos e friezas para Comigo neste Sacramento de Amor...”
Tem devoção ao Sagrado Coração de Jesus quem medita o amor que Jesus Cristo manifestou na sua vida, na morte e no Santíssimo Sacramento, e quem medita os afetos e os sofrimentos da alma de Jesus Cristo.
É devoto do Sagrado Coração de Jesus quem ama a Jesus Cristo, imita suas virtudes; quem Lhe faz reparação dos ultrajes que recebe, e tudo isto para corresponder ao amor que Ele nos dedica.
Jesus, portanto, quer que Lhe demos amor e reparação das ofensas à Eucaristia, honrando e venerando o Seu divino Coração.
“Ele reinará, o amável Coração, apesar de satanás. Esta palavra me transborda de alegria.” (Santa Margarida Maria)
A Força na Fragilidade
Impressionantes os lamentos do Senhor Jesus que são recitados ou cantados ao longo da cerimônia da sexta-feira das dores: “Ó meu povo, o que fiz? Dize em que te contristei, em que foi que te faltei?” Deitado no madeiro da cruz encontramos um Deus que Se torna fragilidade.
Maurice Zundel assim se exprime: “Creio na tragédia eterna do amor crucificado, creio na fragilidade de Deus porque se não existe nada mais forte do que amor, nada também é mais frágil”.
Na cruz temos um Deus que Se tornou impotência e oblação. Achegamo-nos com imenso respeito do madeiro no qual repousa o Deus forte, Deus santo, o Deus que Se tornou fragilidade.
Os devotos do Coração de Jesus aproximam-se da cruz como que para proteger a delicadeza desse homem todo torturado, que morre de amor e que é Deus nos salvando eternamente.
(Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM)
Práticas sugeridas:
1- Confissão e Comunhão reparadora, para desagravar o Coração de Jesus (ver o link mais abaixo)
2- A seguinte oração:
Entronização do Coração de Jesus em seu coração
Divino Amigo, ofendido pelos pecadores e ferido no Coração pela tibieza de tantos amigos, Vós vos queixastes à Santa Margarida: “Não acho quem me ofereça um lugar de repouso... quero que teu coração me sirva de asilo...”. Deixai-me aliviar vossa queixa e dar ao vosso Coração o asilo que tantas almas lhe negam, quando dizem, ao menos com as suas obras: “Não queremos que Ele reine sobre nós”.
De minha parte, pelo contrário, só Vós haveis de ser o meu Rei. Vivei em mim que já não quero outra vida senão a vossa, nem outros interesses senão os de vossa glória. Esvazio inteiramente meu coração e vo-lo abro de par em par. Entrai, Senhor! Dai-me o vosso Coração. Ele será o meu Rei muito amado. A Ele consagro e abandono meus interesses espirituais e temporais, meus sentimentos e potências, minha vontade e todo o meu ser.
Divino Coração de Jesus, reinai no meu coração!
Imaculado Coração de Maria, defendei e dilatai nele o Reino de vosso Filho. Amém.
6 de janeiro de 2011
MÁXIMAS DA CARIDADE- RAOUL FOLLEREAU
1º- O cristianismo é a revolução da Caridade
2º-A CARIDADE possui a força serena e implacável do tempo
porque os séculos não prevalecerão contra ela.
3º-Sem o amor de Deus que é a fonte,
a Caridade torna-se em generosidade,
altruísmo e filantropia.
4º-A caridade é a história da face de Cristo
sobre a face do Pobre, do Doente, do Perseguido.
5º- É o Cristianismo que dá aos homens a verdadeira
LIBERDADE (CARIDADE), a sua única
e perdurável felicidade, as únicas leis justas.
6º- O Cristianismo, a quem o mundo deve a liberdade,
quebrou os grilhões dos escravos,
fez curvar as cabeças dos orgulhosos e dos reis perante a justiça,
fez da maternidade uma função santa
e venerável, fez do indivíduo um homem,
protegeu a criança à quai pertence o Reino dos Céus,
amaldiçoou as guerras, criou hospitais, escolas,
cuidou,consolou e curou sem descanso, durante
vinte séculos,EM NOME DO POBRE que dizia
"AMAI-VOS UNS AOS OUTROS"
7º-O Pobre ensinou os homens a rezar pelos inimigos,
a morrer e a perdoar aos algozes,
com igualdade e sem distinção nem dúvidas.
8º-O sacerdote não pode ser o homem de um partido,
de uma casta ou de uma classe.
O sacerdote é um homem de Deus.
E Deus é de todos os homens..
9º-Muitas boas pessoas, chamadas bem falantes, convencidas,
preocupadas consigo mesmas,
devem preocupar-se somente com a sua salvação.
10º-Toda a minha vida de homem tem sido consagrada
a ajudar uma parte da humanidade desprezada
e mais desgraçada(os leprosos)
11º- Combatamos a pior das Lepras,
que fora do Evangelho, não tem salvação..
12º-O homem forjou o mais tirânico
e miserável de todos os ídolos(O DINHEIRO).
Exorcizemo-lo para fazer dele não um corruptor
mas um servidor em prol do amor.
13º-O segredo da verdadeira vida está no amor.
A verdadeira felicidade está no que se deu.
Os espinhos da subida serão duros,
a injustiça será uma constante,
mas jamais igualareis a vida à paixão do Grande Inocente,
cujo sacrifício perpetua todos os dias.
14º- Sabemos que depois da Páscoa a morte já não mata.
Os homens fartam-se do cristianismo
porque nunca o conheceram pelo Amor.
2º-A CARIDADE possui a força serena e implacável do tempo
porque os séculos não prevalecerão contra ela.
3º-Sem o amor de Deus que é a fonte,
a Caridade torna-se em generosidade,
altruísmo e filantropia.
4º-A caridade é a história da face de Cristo
sobre a face do Pobre, do Doente, do Perseguido.
5º- É o Cristianismo que dá aos homens a verdadeira
LIBERDADE (CARIDADE), a sua única
e perdurável felicidade, as únicas leis justas.
6º- O Cristianismo, a quem o mundo deve a liberdade,
quebrou os grilhões dos escravos,
fez curvar as cabeças dos orgulhosos e dos reis perante a justiça,
fez da maternidade uma função santa
e venerável, fez do indivíduo um homem,
protegeu a criança à quai pertence o Reino dos Céus,
amaldiçoou as guerras, criou hospitais, escolas,
cuidou,consolou e curou sem descanso, durante
vinte séculos,EM NOME DO POBRE que dizia
"AMAI-VOS UNS AOS OUTROS"
7º-O Pobre ensinou os homens a rezar pelos inimigos,
a morrer e a perdoar aos algozes,
com igualdade e sem distinção nem dúvidas.
8º-O sacerdote não pode ser o homem de um partido,
de uma casta ou de uma classe.
O sacerdote é um homem de Deus.
E Deus é de todos os homens..
9º-Muitas boas pessoas, chamadas bem falantes, convencidas,
preocupadas consigo mesmas,
devem preocupar-se somente com a sua salvação.
10º-Toda a minha vida de homem tem sido consagrada
a ajudar uma parte da humanidade desprezada
e mais desgraçada(os leprosos)
11º- Combatamos a pior das Lepras,
que fora do Evangelho, não tem salvação..
12º-O homem forjou o mais tirânico
e miserável de todos os ídolos(O DINHEIRO).
Exorcizemo-lo para fazer dele não um corruptor
mas um servidor em prol do amor.
13º-O segredo da verdadeira vida está no amor.
A verdadeira felicidade está no que se deu.
Os espinhos da subida serão duros,
a injustiça será uma constante,
mas jamais igualareis a vida à paixão do Grande Inocente,
cujo sacrifício perpetua todos os dias.
14º- Sabemos que depois da Páscoa a morte já não mata.
Os homens fartam-se do cristianismo
porque nunca o conheceram pelo Amor.
PALAVRA DO SENHOR PARA O DIA DE HOJE COM OS ARAUTOS DO EVANGELHO
Evangelho segundo São Lucas 4,14-22a
Naquele tempo: 14Jesus voltou para a Galiléia, com a força do Espírito, e sua fama espalhou-se por toda a redondeza
Quinta-feira, 6 de Janeiro de 2011.
SANTO DO DIA: Reis Magos; Beato André Bessette, religioso;
Primeira Leitura: Primeira carta de São João 4,19 - 5,4
Leitura da Primeira Carta de São João:
Caríssimos: 19Quanto a nós, amemos Deus porque ele nos amou primeiro. 20Se alguém disser: 'Amo a Deus', mas entretanto odeia o seu irmão, é um mentiroso; pois quem não ama o seu irmão, a quem vê, não poderá amar a Deus, a quem não vê. 21E este é o mandamento que dele recebemos: aquele que ama a Deus, ame também o seu irmão. 5,1Todo o que crê que Jesus é o Cristo, nasceu de Deus, e quem ama aquele que gerou alguém, amará também aquele que dele nasceu. 2Podemos saber que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos. 3Pois isto é amar a Deus: observar os seus mandamentos. E os seus mandamentos não são pesados, 4pois todo o que nasceu de Deus vence o mundo. E esta é a vitória que venceu o mundo: a nossa fé.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus
Salmo 71
Dai ao Rei vossos poderes, Senhor Deus, vossa justiça ao descendente da realeza! Com justiça ele governe o vosso povo, com equidade ele julgue os vossos pobres.
R: Os reis de toda a terra, hão de adorar-vos, ó Senhor!
Há de livrá-los da violência e opressão, pois vale muito o sangue deles a seus olhos! Hão de rezar também por ele sem cessar, bendizê-lo e honrá-lo cada dia.
R: Os reis de toda a terra, hão de adorar-vos, ó Senhor!
Seja bendito o seu nome para sempre! E que dure como o sol sua memória! Todos os povos serão nele abençoados, todas as gentes cantarão o seu louvor!
R: Os reis de toda a terra, hão de adorar-vos, ó Senhor!
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 4,14-22a
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas:
Naquele tempo: 14Jesus voltou para a Galiléia, com a força do Espírito, e sua fama espalhou-se por toda a redondeza. 15Ele ensinava nas suas sinagogas e todos o elogiavam. 16E veio à cidade de Nazaré, onde se tinha criado. Conforme seu costume, entrou na sinagoga no sábado, e levantou-se para fazer a leitura. 17Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, Jesus achou a passagem em que está escrito: 18'O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa Nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos 19e para proclamar um ano da graça do Senhor.' 20Depois fechou o livro, entregou-o ao ajudante, e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. 21Então começou a dizer-lhes: 'Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir.' 22aTodos davam testemunho a seu respeito, admirados com as palavras cheias de encanto que saíam da sua boca.
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor
Naquele tempo: 14Jesus voltou para a Galiléia, com a força do Espírito, e sua fama espalhou-se por toda a redondeza
Quinta-feira, 6 de Janeiro de 2011.
SANTO DO DIA: Reis Magos; Beato André Bessette, religioso;
Primeira Leitura: Primeira carta de São João 4,19 - 5,4
Leitura da Primeira Carta de São João:
Caríssimos: 19Quanto a nós, amemos Deus porque ele nos amou primeiro. 20Se alguém disser: 'Amo a Deus', mas entretanto odeia o seu irmão, é um mentiroso; pois quem não ama o seu irmão, a quem vê, não poderá amar a Deus, a quem não vê. 21E este é o mandamento que dele recebemos: aquele que ama a Deus, ame também o seu irmão. 5,1Todo o que crê que Jesus é o Cristo, nasceu de Deus, e quem ama aquele que gerou alguém, amará também aquele que dele nasceu. 2Podemos saber que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos. 3Pois isto é amar a Deus: observar os seus mandamentos. E os seus mandamentos não são pesados, 4pois todo o que nasceu de Deus vence o mundo. E esta é a vitória que venceu o mundo: a nossa fé.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus
Salmo 71
Dai ao Rei vossos poderes, Senhor Deus, vossa justiça ao descendente da realeza! Com justiça ele governe o vosso povo, com equidade ele julgue os vossos pobres.
R: Os reis de toda a terra, hão de adorar-vos, ó Senhor!
Há de livrá-los da violência e opressão, pois vale muito o sangue deles a seus olhos! Hão de rezar também por ele sem cessar, bendizê-lo e honrá-lo cada dia.
R: Os reis de toda a terra, hão de adorar-vos, ó Senhor!
Seja bendito o seu nome para sempre! E que dure como o sol sua memória! Todos os povos serão nele abençoados, todas as gentes cantarão o seu louvor!
R: Os reis de toda a terra, hão de adorar-vos, ó Senhor!
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 4,14-22a
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas:
Naquele tempo: 14Jesus voltou para a Galiléia, com a força do Espírito, e sua fama espalhou-se por toda a redondeza. 15Ele ensinava nas suas sinagogas e todos o elogiavam. 16E veio à cidade de Nazaré, onde se tinha criado. Conforme seu costume, entrou na sinagoga no sábado, e levantou-se para fazer a leitura. 17Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, Jesus achou a passagem em que está escrito: 18'O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa Nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos 19e para proclamar um ano da graça do Senhor.' 20Depois fechou o livro, entregou-o ao ajudante, e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. 21Então começou a dizer-lhes: 'Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir.' 22aTodos davam testemunho a seu respeito, admirados com as palavras cheias de encanto que saíam da sua boca.
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor
5 de janeiro de 2011
UM HOMEM "QUE NÃO É DO PAÍS"
Aconteceu no comboio que vai da cidade do México a Guadalajara. Um homem pobremente vestido, coxeando com uma "perna de pau"...
Um homem que "não é do país". Tal como eu.
Começámos a conversar. É um espanhol. Um "vermelho".
A perna, perdeu-a nos desfiladeiro de uma cadeia de montanhas a que também chamam Gualadajara, mas ficam perto de Madrid. Foi vencido, exilado e abandonado. Está pobre e só. Gostaria de encontrar algumas palavras que o pudessem ajudar um pouco, sem o HUMILHAR uma piedade ridícula que o seu olhar REPELIU de antemão...
Sem dúvida adivinhou o meu pensamento, pois apressou-se a dizer-me:" NÃO PRECISO DE COMPAIXÃO", ou melhor, já não preciso.
Aconteceu-me, senhor, uma coisa maravilhosa...
E como os meus olhos o interrogassem prosseguiu:
...Foi há algumas semanas. Andava vagueando pelos subúrbios do México. Um domingo. O domingo é um dia terrível para quem está só...Chovia...Saí do café...Ia para outro? Ir ao cinema?
Vamos ao cinema, disse para mim mesmo...
Havia ali perto uma sala iluminada.
Entrei, sem mesmo olhar para os cartazes. Se os tivesse visto, talvez tivesse prosseguido caminho até à próxima taberna... Como chovia, entrei na sala escura...Estavam projetando Monsieur Vicent. Vi a fita e deixei-me ficar para a segunda sessão, para ver e saber melhor.
Então compreendi.
Fez-se silêncio. O combóio espirrando, ofegando, trepidando, atirou-nos um instante um para cima do outro. Isto fê-lo sair do seu sonho...
...e continuou...
...as barricadas, o ódio, as revoluções, tudo isso não vale nada.A violência atrairá violência.A matéria deixa rastos vizíveis E afinal serão sempre os pobres, os pequenos e os infelizes a pagar.
O mundo só se poderá salvar com a bondade, com a caridade, sem caridadezinha.
Há dois mil anos que o sabemos- disse-lhe eu.
Ele olhou-me de soslaio.
-O senhor é cristão?-perguntou-me
-E o senhor também?-repliquei-lhe
Estremeceu, abriu a boca para protestar e peguei-lhe no braço:
Lembra-se...
- Ah,sim! Quando era pequeno...com certeza, na minha aldeia, erguia as mãos, dizia palavras, mas mais nada...Eram hábitos de rotina. Mais tarde não tive nada que renegar, pois não tinha compreendido...Depois vi coisas que me tinham revoltado.
Certas pessoas santinhas, que todos os domingos estão no primeiro banco da igreja, com lugeres reservados e genuflexórios de veludo...curvam a cabeça com humildade, mas durante a semana são só arrogância, insensibilidade , crueldade, que no domingo seguinte batem com a mão no peito...
-Esses não arriscam nada-disse-lhe eu, Não têm coração!
O homem sorriu e olhou-me como um amigo. Seu olhar perdeu-se de vista por muito tempo...
Chegámos a Gualadajara.
Pegou na sua pequena mala, deitou pelos ombros um impermeável sujo e muito usado. Na madrugada tornava-se um homem triste só e triste.
Eu procurava uma palavra que curasse sem ferir...
Foi ele quem me estendeu a mão e,em voz baixa como em confidência:
-Tudo isto-disse-me ele- pertence ao passado. Agora sei que a CARIDADE pode salvar os homens e eu gostaria de encontrar Deus.
Basta que os verdadeiros cristãos sejam semeadores do AMOR.
de RAOUL FOLLEREAU
Um homem que "não é do país". Tal como eu.
Começámos a conversar. É um espanhol. Um "vermelho".
A perna, perdeu-a nos desfiladeiro de uma cadeia de montanhas a que também chamam Gualadajara, mas ficam perto de Madrid. Foi vencido, exilado e abandonado. Está pobre e só. Gostaria de encontrar algumas palavras que o pudessem ajudar um pouco, sem o HUMILHAR uma piedade ridícula que o seu olhar REPELIU de antemão...
Sem dúvida adivinhou o meu pensamento, pois apressou-se a dizer-me:" NÃO PRECISO DE COMPAIXÃO", ou melhor, já não preciso.
Aconteceu-me, senhor, uma coisa maravilhosa...
E como os meus olhos o interrogassem prosseguiu:
...Foi há algumas semanas. Andava vagueando pelos subúrbios do México. Um domingo. O domingo é um dia terrível para quem está só...Chovia...Saí do café...Ia para outro? Ir ao cinema?
Vamos ao cinema, disse para mim mesmo...
Havia ali perto uma sala iluminada.
Entrei, sem mesmo olhar para os cartazes. Se os tivesse visto, talvez tivesse prosseguido caminho até à próxima taberna... Como chovia, entrei na sala escura...Estavam projetando Monsieur Vicent. Vi a fita e deixei-me ficar para a segunda sessão, para ver e saber melhor.
Então compreendi.
Fez-se silêncio. O combóio espirrando, ofegando, trepidando, atirou-nos um instante um para cima do outro. Isto fê-lo sair do seu sonho...
...e continuou...
...as barricadas, o ódio, as revoluções, tudo isso não vale nada.A violência atrairá violência.A matéria deixa rastos vizíveis E afinal serão sempre os pobres, os pequenos e os infelizes a pagar.
O mundo só se poderá salvar com a bondade, com a caridade, sem caridadezinha.
Há dois mil anos que o sabemos- disse-lhe eu.
Ele olhou-me de soslaio.
-O senhor é cristão?-perguntou-me
-E o senhor também?-repliquei-lhe
Estremeceu, abriu a boca para protestar e peguei-lhe no braço:
Lembra-se...
- Ah,sim! Quando era pequeno...com certeza, na minha aldeia, erguia as mãos, dizia palavras, mas mais nada...Eram hábitos de rotina. Mais tarde não tive nada que renegar, pois não tinha compreendido...Depois vi coisas que me tinham revoltado.
Certas pessoas santinhas, que todos os domingos estão no primeiro banco da igreja, com lugeres reservados e genuflexórios de veludo...curvam a cabeça com humildade, mas durante a semana são só arrogância, insensibilidade , crueldade, que no domingo seguinte batem com a mão no peito...
-Esses não arriscam nada-disse-lhe eu, Não têm coração!
O homem sorriu e olhou-me como um amigo. Seu olhar perdeu-se de vista por muito tempo...
Chegámos a Gualadajara.
Pegou na sua pequena mala, deitou pelos ombros um impermeável sujo e muito usado. Na madrugada tornava-se um homem triste só e triste.
Eu procurava uma palavra que curasse sem ferir...
Foi ele quem me estendeu a mão e,em voz baixa como em confidência:
-Tudo isto-disse-me ele- pertence ao passado. Agora sei que a CARIDADE pode salvar os homens e eu gostaria de encontrar Deus.
Basta que os verdadeiros cristãos sejam semeadores do AMOR.
de RAOUL FOLLEREAU
4 de janeiro de 2011
SANTA ÂNGELA DE FOLIGNO,ROGAI POR NÓS
Santa Angela de Foligno
Nascida em 1248 na cidade de Foligno, Úmbria, Itália de páis ricos e não cristãos.
Casou-se cedo e teve vários filhos. Vivia uma vida mundana e as vezes sacrílica. Em seguida a uma visão em 1285 ela se converteu. Mais tarde sonhou com São Francisco de Assis e resolveu seguir a mesma peregrinação que ele havia feito. Logo depois decidiu abandonar tudo e entrar para a Ordem Terceira de São Francisco de Assis.
Ela experimentou várias experiências místicas relatadas pelo seu biografo, Padre Arnaldo de Foligno. Notável por sua caridade, visionária, mística é considerada a primeira escritora mística da história da Igreja.
Uma das passagens mais interessantes de sua vida foi quando ela estava refletindo sobre a Paixão de Cristo e entrou em êxtase, no qual Cristo lhe diz: “Não foi para brincar que te amei”. Segundo ela, Jesus estava referindo-se ao Seu sacrifício na Cruz para nos salvar.
Morreu na mesma cidade em que nasceu em 4 de janeiro de 1309 e foi enterrada na Igreja de São Francisco de Assis em Foligno, Itália.
Na arte litúrgica da Igreja ela é mostrada com Jesus convidando-a para a Sagrada Comunhão.
Sua festa é celebrada no dia 4 de janeiro
Nascida em 1248 na cidade de Foligno, Úmbria, Itália de páis ricos e não cristãos.
Casou-se cedo e teve vários filhos. Vivia uma vida mundana e as vezes sacrílica. Em seguida a uma visão em 1285 ela se converteu. Mais tarde sonhou com São Francisco de Assis e resolveu seguir a mesma peregrinação que ele havia feito. Logo depois decidiu abandonar tudo e entrar para a Ordem Terceira de São Francisco de Assis.
Ela experimentou várias experiências místicas relatadas pelo seu biografo, Padre Arnaldo de Foligno. Notável por sua caridade, visionária, mística é considerada a primeira escritora mística da história da Igreja.
Uma das passagens mais interessantes de sua vida foi quando ela estava refletindo sobre a Paixão de Cristo e entrou em êxtase, no qual Cristo lhe diz: “Não foi para brincar que te amei”. Segundo ela, Jesus estava referindo-se ao Seu sacrifício na Cruz para nos salvar.
Morreu na mesma cidade em que nasceu em 4 de janeiro de 1309 e foi enterrada na Igreja de São Francisco de Assis em Foligno, Itália.
Na arte litúrgica da Igreja ela é mostrada com Jesus convidando-a para a Sagrada Comunhão.
Sua festa é celebrada no dia 4 de janeiro
PALAVRA DO SENHOR PARA O DIA DE HOJE COM OS ARAUTOS DO EVANGELHO
Evangelho segundo São Marcos 6,34-44
Naquele tempo: 34Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas
Terça-feira, 4 de Janeiro de 2011.
SANTO DO DIA: Beata Cristiana Menabuoi, religiosa; Santa Angela de Foligno
Primeira Leitura: Primeira carta de São João 4,7-10
Leitura da Primeira Carta de São João:
Caríssimos: 7Amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece Deus. 8Quem não ama, não chegou a conhecer a Deus, pois Deus é amor. 9Foi assim que o amor de Deus se manifestou entre nós: Deus enviou o seu Filho único ao mundo, para que tenhamos vida por meio dele. 10Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de reparação pelos nossos pecados.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus
Salmo 71
Dai ao Rei vossos poderes, Senhor Deus, vossa justiça ao descendente da realeza! Com justiça ele governe o vosso povo, com equidade ele julgue os vossos pobres.
R: Os reis de toda a terra, hão de adorar-vos, ó Senhor!
Das montanhas venha a paz a todo o povo, e desça das colinas a justiça! Este Rei defenderá os que são pobres, os filhos dos humildes salvará,
R: Os reis de toda a terra, hão de adorar-vos, ó Senhor!
Nos seus dias a justiça florirá e grande paz, até que a lua perca o brilho! De mar a mar estenderá o seu domínio, e desde o rio até os confins de toda a terra!
R: Os reis de toda a terra, hão de adorar-vos, ó Senhor!
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 6,34-44
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos:
Naquele tempo: 34Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas. 35Quando estava ficando tarde, os discípulos chegaram perto de Jesus e disseram: 'Este lugar é deserto e já é tarde. 36Despede o povo, para que possa ir aos campos e povoados vizinhos comprar alguma coisa para comer.' 37Mas, Jesus respondeu: 'Dai-lhes vós mesmos de comer.' Os discípulos perguntaram: 'Queres que gastemos duzentos denários para comprar pão e dar-lhes de comer?' 38Jesus perguntou: 'Quantos pães tendes? Ide ver.' Eles foram e responderam: 'Cinco pães e dois peixes.' 39Então Jesus mandou que todos se sentassem na grama verde, formando grupos. 40E todos se sentaram, formando grupos de cem e de cinquenta pessoas. 41Depois Jesus pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu, pronunciou a bênção, partiu os pães e ia dando aos discípulos, para que os distribuíssem. Dividiu entre todos também os dois peixes. 42Todos comeram, ficaram satisfeitos, 43e recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e também dos peixes. 44O número dos que comeram os pães era de cinco mil homens.
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor.
Comentário ao Evangelho do dia feito por Papa Bento XVI
Homilia para o Congresso eucarístico italiano, 29/05/05
(trad. Osservatore Romano rev.; cf DC 2339, p. 634 © Libreria Editrice Vaticana)
Jesus tomou, então, os cinco pães [...], pronunciou a bênção, partiu os pães e deu-os aos discípulos.
«Sem o Domingo não podemos viver». No ano 304, quando o imperador Diocleciano proibiu os cristãos, sob pena de morte, de possuírem as Escrituras, de se reunirem ao domingo para celebrar a Eucaristia, [...] em Abitene, uma pequena localidade na actual Tunísia, 49 cristãos foram surpreendidos a um domingo enquanto, reunidos em casa de Octávio Félix, celebravam a Eucaristia [...]; foram presos e levados para Cartago para serem interrogados [...]. Um deles respondeu: «Sine dominico non possumus»: sem nos reunirmos em assembleia ao domingo para celebrar a Eucaristia, não podemos viver. Faltar-nos-iam as forças para enfrentar as dificuldades quotidianas sem sucumbir. [...]
O Filho de Deus, tendo-Se feito carne, podia tornar-Se pão, e ser assim alimento do Seu povo, que está neste mundo a caminho da terra prometida do céu. Precisamos deste pão para enfrentar as fadigas e o cansaço da viagem. O Domingo, Dia do Senhor, é a ocasião propícia para haurir a força d'Ele, que é o Senhor da vida. Por conseguinte, o preceito festivo não é um dever imposto do exterior, um peso sobre os nossos ombros. Ao contrário, participar na celebração dominical, alimentar-se do Pão eucarístico e experimentar a comunhão dos irmãos e irmãs em Cristo é uma necessidade para o cristão, é uma alegria. É assim que ele pode encontrar a energia necessária para o caminho que tem de percorrer todas as semanas
Naquele tempo: 34Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas
Terça-feira, 4 de Janeiro de 2011.
SANTO DO DIA: Beata Cristiana Menabuoi, religiosa; Santa Angela de Foligno
Primeira Leitura: Primeira carta de São João 4,7-10
Leitura da Primeira Carta de São João:
Caríssimos: 7Amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece Deus. 8Quem não ama, não chegou a conhecer a Deus, pois Deus é amor. 9Foi assim que o amor de Deus se manifestou entre nós: Deus enviou o seu Filho único ao mundo, para que tenhamos vida por meio dele. 10Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de reparação pelos nossos pecados.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus
Salmo 71
Dai ao Rei vossos poderes, Senhor Deus, vossa justiça ao descendente da realeza! Com justiça ele governe o vosso povo, com equidade ele julgue os vossos pobres.
R: Os reis de toda a terra, hão de adorar-vos, ó Senhor!
Das montanhas venha a paz a todo o povo, e desça das colinas a justiça! Este Rei defenderá os que são pobres, os filhos dos humildes salvará,
R: Os reis de toda a terra, hão de adorar-vos, ó Senhor!
Nos seus dias a justiça florirá e grande paz, até que a lua perca o brilho! De mar a mar estenderá o seu domínio, e desde o rio até os confins de toda a terra!
R: Os reis de toda a terra, hão de adorar-vos, ó Senhor!
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 6,34-44
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos:
Naquele tempo: 34Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas. 35Quando estava ficando tarde, os discípulos chegaram perto de Jesus e disseram: 'Este lugar é deserto e já é tarde. 36Despede o povo, para que possa ir aos campos e povoados vizinhos comprar alguma coisa para comer.' 37Mas, Jesus respondeu: 'Dai-lhes vós mesmos de comer.' Os discípulos perguntaram: 'Queres que gastemos duzentos denários para comprar pão e dar-lhes de comer?' 38Jesus perguntou: 'Quantos pães tendes? Ide ver.' Eles foram e responderam: 'Cinco pães e dois peixes.' 39Então Jesus mandou que todos se sentassem na grama verde, formando grupos. 40E todos se sentaram, formando grupos de cem e de cinquenta pessoas. 41Depois Jesus pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu, pronunciou a bênção, partiu os pães e ia dando aos discípulos, para que os distribuíssem. Dividiu entre todos também os dois peixes. 42Todos comeram, ficaram satisfeitos, 43e recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e também dos peixes. 44O número dos que comeram os pães era de cinco mil homens.
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor.
Comentário ao Evangelho do dia feito por Papa Bento XVI
Homilia para o Congresso eucarístico italiano, 29/05/05
(trad. Osservatore Romano rev.; cf DC 2339, p. 634 © Libreria Editrice Vaticana)
Jesus tomou, então, os cinco pães [...], pronunciou a bênção, partiu os pães e deu-os aos discípulos.
«Sem o Domingo não podemos viver». No ano 304, quando o imperador Diocleciano proibiu os cristãos, sob pena de morte, de possuírem as Escrituras, de se reunirem ao domingo para celebrar a Eucaristia, [...] em Abitene, uma pequena localidade na actual Tunísia, 49 cristãos foram surpreendidos a um domingo enquanto, reunidos em casa de Octávio Félix, celebravam a Eucaristia [...]; foram presos e levados para Cartago para serem interrogados [...]. Um deles respondeu: «Sine dominico non possumus»: sem nos reunirmos em assembleia ao domingo para celebrar a Eucaristia, não podemos viver. Faltar-nos-iam as forças para enfrentar as dificuldades quotidianas sem sucumbir. [...]
O Filho de Deus, tendo-Se feito carne, podia tornar-Se pão, e ser assim alimento do Seu povo, que está neste mundo a caminho da terra prometida do céu. Precisamos deste pão para enfrentar as fadigas e o cansaço da viagem. O Domingo, Dia do Senhor, é a ocasião propícia para haurir a força d'Ele, que é o Senhor da vida. Por conseguinte, o preceito festivo não é um dever imposto do exterior, um peso sobre os nossos ombros. Ao contrário, participar na celebração dominical, alimentar-se do Pão eucarístico e experimentar a comunhão dos irmãos e irmãs em Cristo é uma necessidade para o cristão, é uma alegria. É assim que ele pode encontrar a energia necessária para o caminho que tem de percorrer todas as semanas
2 de janeiro de 2011
PALAVRA DO SENHOR PARA O DIA DE HOJE
ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Mal 3, 1; 1 Cron 19, 12
Eis que vem o Senhor soberano.
A realeza, o poder e o império estão nas suas mãos.
ORAÇÃO COLECTA
Senhor Deus omnipotente,
que neste dia revelastes o vosso Filho Unigénito
aos gentios guiados por uma estrela,
a nós que já Vos conhecemos pela fé
levai-nos a contemplar face a face a vossa glória.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
LEITURA I Is 60, 1-6
«Brilha sobre ti a glória do Senhor»
Como uma cidade, construída sobre um monte, atrai o olhar de todos, ao ser iluminada pelo sol nascente, assim Jerusalém, iluminada pelo Nascimento de Jesus, atrai a si todos os povos, mergulhados na noite do pecado.
Será, porém, na Igreja, nova Jerusalém, que Deus reunirá todos os homens, para lhes dar a salvação. Será n’Ela que se constituirá, definitivamente, a comunidade dos povos. «A luz dos povos é Cristo – Mas a Sua luz resplandece no rosto da Sua Igreja» (LG. n.° 1). Ela é, na verdade, o sinal e o instrumento de união com Deus e de unidade de todo o género humano.
Leitura do Livro de Isaías
Levanta-te e resplandece, Jerusalém, porque chegou a tua luz e brilha sobre ti a glória do Senhor. Vê como a noite cobre a terra e a escuridão os povos. Mas, sobre ti levanta-Se o Senhor e a sua glória te ilumina. As nações caminharão à tua luz e os reis ao esplendor da tua aurora. Olha ao redor e vê: todos se reúnem e vêm ao teu encontro; os teus filhos vão chegar de longe e as tuas filhas são trazidas nos braços. Quando o vires ficarás radiante, palpitará e dilatar-se-á o teu coração, pois a ti afluirão os tesouros do mar, a ti virão ter as riquezas das nações. Invadir-te-á uma multidão de camelos, de dromedários de Madiã e Efá. Virão todos os de Sabá, trazendo ouro e incenso e proclamando as glórias do Senhor.
Palavra do Senhor.
SALMO RESPONSORIAL Salmo 71 (72), 2.7-8.10-11.12-13 (R. cf. 11)
Refrão: Virão adorar-Vos, Senhor,
todos os povos da terra. Repete-se
Ó Deus, concedei ao rei o poder de julgar
e a vossa justiça ao filho do rei.
Ele governará o vosso povo com justiça
e os vossos pobres com equidade. Refrão
Florescerá a justiça nos seus dias
e uma grande paz até ao fim dos tempos.
Ele dominará de um ao outro mar,
do grande rio até aos confins da terra. Refrão
Os reis de Társis e das ilhas virão com presentes,
os reis da Arábia e de Sabá trarão suas ofertas.
Prostrar-se-ão diante dele todos os reis,
todos os povos o hão-de servir. Refrão
Socorrerá o pobre que pede auxílio
e o miserável que não tem amparo.
Terá compaixão dos fracos e dos pobres
e defenderá a vida dos oprimidos. Refrão
LEITURA II Ef 3, 2-3a.5-6
Os gentios recebem a mesma herança prometida
O universalismo de Isaías era um pouco limitado; os estrangeiros não estavam em posição de igualdade com os filhos de Israel. S. Paulo, descrevendo o plano salvífico de Deus, proclama que todos os homens são chamados, igualmente, a ser herdeiros da Promessa.
Como consequência deste chamamento universal para a Fé, toda a separação, toda a discriminação, introduzidas na humanidade por culturas e civilizações, desaparecem. Todos são chamados a formar o verdadeiro Israel e a constituir um só Corpo – o Corpo Místico de Cristo – restabelecendo-se assim o plano primitivo de Deus acerca da humanidade, que era um projecto de unidade e amor.
Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Efésios
Irmãos: Certamente já ouvistes falar da graça que Deus me confiou a vosso favor: por uma revelação, foi-me dado a conhecer o mistério de Cristo. Nas gerações passadas, ele não foi dado a conhecer aos filhos dos homens como agora foi revelado pelo Espírito Santo aos seus santos apóstolos e profetas: os gentios recebem a mesma herança que os judeus, pertencem ao mesmo corpo e participam da mesma promessa, em Cristo Jesus, por meio do Evangelho.
Palavra do Senhor.
ALELUIA Mt 2, 2
Refrão: Aleluia. Repete-se
Vimos a sua estrela no Oriente
e viemos adorar o Senhor. Refrão
EVANGELHO Mt 2, 1-12
«Viemos do Oriente adorar o Rei»
Frente ao mistério do Nascimento de Jesus, S. Mateus procura, sobretudo, contemplá-Lo à Luz do primeiro encontro do mundo pagão com o Salvador, de que os magos são as primícias e os representantes. Sublinhando, de modo expressivo, a universalidade da Mensagem cristã, dirigida a todos os homens, mesmo àqueles que, segundo as concepções estreitas do Judaísmo, viviam fora da Geografia e da História da Salvação, o evangelista mostra como na visita dos Magos, se realizam as profecias do A. T.
Não deixa também de o impressionar, em contraste com o orgulho e cegueira de Herodes e dos sábios de Israel, a boa vontade dos Magos, que, atentos aos sinais dos Tempos, se dispõem a correr a aventura da Fé.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Tinha Jesus nascido em Belém da Judeia, nos dias do rei Herodes, quando chegaram a Jerusalém uns Magos vindos do Oriente. «Onde está – perguntaram eles – o rei dos judeus que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-l’O». Ao ouvir tal notícia, o rei Herodes ficou perturbado e, com ele, toda a cidade de Jerusalém. Reuniu todos os príncipes dos sacerdotes e escribas do povo e perguntou-lhes onde devia nascer o Messias. Eles responderam: «Em Belém da Judeia, porque assim está escrito pelo Profeta: ‘Tu, Belém, terra de Judá, não és de modo nenhum a menor entre as principais cidades de Judá, pois de ti sairá um chefe, que será o Pastor de Israel, meu povo’». Então Herodes mandou chamar secretamente os Magos e pediu-lhes informações precisas sobre o tempo em que lhes tinha aparecido a estrela. Depois enviou-os a Belém e disse-lhes: «Ide informar-vos cuidadosamente acerca do Menino; e, quando O encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-l’O». Ouvido o rei, puseram-se a caminho. E eis que a estrela que tinham visto no Oriente seguia à sua frente e parou sobre o lugar onde estava o Menino. Ao ver a estrela, sentiram grande alegria. Entraram na casa, viram o Menino com Maria, sua Mãe, e, prostrando-se diante d’Ele, adoraram-n’O. Depois, abrindo os seus tesouros, ofereceram-Lhe presentes: ouro, incenso e mirra. E, avisados em sonhos para não voltarem à presença de Herodes, regressaram à sua terra por outro caminho.
Palavra da salvação
SECRETARIADO NACIONAL DE LITURGIA
Eis que vem o Senhor soberano.
A realeza, o poder e o império estão nas suas mãos.
ORAÇÃO COLECTA
Senhor Deus omnipotente,
que neste dia revelastes o vosso Filho Unigénito
aos gentios guiados por uma estrela,
a nós que já Vos conhecemos pela fé
levai-nos a contemplar face a face a vossa glória.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
LEITURA I Is 60, 1-6
«Brilha sobre ti a glória do Senhor»
Como uma cidade, construída sobre um monte, atrai o olhar de todos, ao ser iluminada pelo sol nascente, assim Jerusalém, iluminada pelo Nascimento de Jesus, atrai a si todos os povos, mergulhados na noite do pecado.
Será, porém, na Igreja, nova Jerusalém, que Deus reunirá todos os homens, para lhes dar a salvação. Será n’Ela que se constituirá, definitivamente, a comunidade dos povos. «A luz dos povos é Cristo – Mas a Sua luz resplandece no rosto da Sua Igreja» (LG. n.° 1). Ela é, na verdade, o sinal e o instrumento de união com Deus e de unidade de todo o género humano.
Leitura do Livro de Isaías
Levanta-te e resplandece, Jerusalém, porque chegou a tua luz e brilha sobre ti a glória do Senhor. Vê como a noite cobre a terra e a escuridão os povos. Mas, sobre ti levanta-Se o Senhor e a sua glória te ilumina. As nações caminharão à tua luz e os reis ao esplendor da tua aurora. Olha ao redor e vê: todos se reúnem e vêm ao teu encontro; os teus filhos vão chegar de longe e as tuas filhas são trazidas nos braços. Quando o vires ficarás radiante, palpitará e dilatar-se-á o teu coração, pois a ti afluirão os tesouros do mar, a ti virão ter as riquezas das nações. Invadir-te-á uma multidão de camelos, de dromedários de Madiã e Efá. Virão todos os de Sabá, trazendo ouro e incenso e proclamando as glórias do Senhor.
Palavra do Senhor.
SALMO RESPONSORIAL Salmo 71 (72), 2.7-8.10-11.12-13 (R. cf. 11)
Refrão: Virão adorar-Vos, Senhor,
todos os povos da terra. Repete-se
Ó Deus, concedei ao rei o poder de julgar
e a vossa justiça ao filho do rei.
Ele governará o vosso povo com justiça
e os vossos pobres com equidade. Refrão
Florescerá a justiça nos seus dias
e uma grande paz até ao fim dos tempos.
Ele dominará de um ao outro mar,
do grande rio até aos confins da terra. Refrão
Os reis de Társis e das ilhas virão com presentes,
os reis da Arábia e de Sabá trarão suas ofertas.
Prostrar-se-ão diante dele todos os reis,
todos os povos o hão-de servir. Refrão
Socorrerá o pobre que pede auxílio
e o miserável que não tem amparo.
Terá compaixão dos fracos e dos pobres
e defenderá a vida dos oprimidos. Refrão
LEITURA II Ef 3, 2-3a.5-6
Os gentios recebem a mesma herança prometida
O universalismo de Isaías era um pouco limitado; os estrangeiros não estavam em posição de igualdade com os filhos de Israel. S. Paulo, descrevendo o plano salvífico de Deus, proclama que todos os homens são chamados, igualmente, a ser herdeiros da Promessa.
Como consequência deste chamamento universal para a Fé, toda a separação, toda a discriminação, introduzidas na humanidade por culturas e civilizações, desaparecem. Todos são chamados a formar o verdadeiro Israel e a constituir um só Corpo – o Corpo Místico de Cristo – restabelecendo-se assim o plano primitivo de Deus acerca da humanidade, que era um projecto de unidade e amor.
Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Efésios
Irmãos: Certamente já ouvistes falar da graça que Deus me confiou a vosso favor: por uma revelação, foi-me dado a conhecer o mistério de Cristo. Nas gerações passadas, ele não foi dado a conhecer aos filhos dos homens como agora foi revelado pelo Espírito Santo aos seus santos apóstolos e profetas: os gentios recebem a mesma herança que os judeus, pertencem ao mesmo corpo e participam da mesma promessa, em Cristo Jesus, por meio do Evangelho.
Palavra do Senhor.
ALELUIA Mt 2, 2
Refrão: Aleluia. Repete-se
Vimos a sua estrela no Oriente
e viemos adorar o Senhor. Refrão
EVANGELHO Mt 2, 1-12
«Viemos do Oriente adorar o Rei»
Frente ao mistério do Nascimento de Jesus, S. Mateus procura, sobretudo, contemplá-Lo à Luz do primeiro encontro do mundo pagão com o Salvador, de que os magos são as primícias e os representantes. Sublinhando, de modo expressivo, a universalidade da Mensagem cristã, dirigida a todos os homens, mesmo àqueles que, segundo as concepções estreitas do Judaísmo, viviam fora da Geografia e da História da Salvação, o evangelista mostra como na visita dos Magos, se realizam as profecias do A. T.
Não deixa também de o impressionar, em contraste com o orgulho e cegueira de Herodes e dos sábios de Israel, a boa vontade dos Magos, que, atentos aos sinais dos Tempos, se dispõem a correr a aventura da Fé.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Tinha Jesus nascido em Belém da Judeia, nos dias do rei Herodes, quando chegaram a Jerusalém uns Magos vindos do Oriente. «Onde está – perguntaram eles – o rei dos judeus que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-l’O». Ao ouvir tal notícia, o rei Herodes ficou perturbado e, com ele, toda a cidade de Jerusalém. Reuniu todos os príncipes dos sacerdotes e escribas do povo e perguntou-lhes onde devia nascer o Messias. Eles responderam: «Em Belém da Judeia, porque assim está escrito pelo Profeta: ‘Tu, Belém, terra de Judá, não és de modo nenhum a menor entre as principais cidades de Judá, pois de ti sairá um chefe, que será o Pastor de Israel, meu povo’». Então Herodes mandou chamar secretamente os Magos e pediu-lhes informações precisas sobre o tempo em que lhes tinha aparecido a estrela. Depois enviou-os a Belém e disse-lhes: «Ide informar-vos cuidadosamente acerca do Menino; e, quando O encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-l’O». Ouvido o rei, puseram-se a caminho. E eis que a estrela que tinham visto no Oriente seguia à sua frente e parou sobre o lugar onde estava o Menino. Ao ver a estrela, sentiram grande alegria. Entraram na casa, viram o Menino com Maria, sua Mãe, e, prostrando-se diante d’Ele, adoraram-n’O. Depois, abrindo os seus tesouros, ofereceram-Lhe presentes: ouro, incenso e mirra. E, avisados em sonhos para não voltarem à presença de Herodes, regressaram à sua terra por outro caminho.
Palavra da salvação
SECRETARIADO NACIONAL DE LITURGIA
1 de janeiro de 2011
OS CINCO PRIMEIROS SÁBADOS
Os 5 Primeiros Sábados
Nossa Senhora no dia 10 de dezembro de 1925, em Pontevedra, aparecendo à Irmã Lúcia com o Seu Imaculado Coração cercado de espinhos, disse-lhe:
"Tu, ao menos, vê de Me consolar e diz que todos aqueles que durante cinco meses, no Primeiro Sábado
– se confessarem
– receberem a Sagrada Comunhão
– rezarem o Terço
– e Me fizerem 15 minutos de companhia, meditando nos 15 Mistérios do Rosário com o fim de Me desagravarem,
Eu prometo assistir-lhes na hora da morte com todas as graças necessárias para a salvação dessas almas".
Numa revelação, na noite de 29 para 30 de maio de 1930, Nosso Senhor dignou-Se explicar por que escolheu 5 Sábados: "São 5 as espécies de ofensas e blasfêmias proferidas contra o Imaculado Coração de Maria:
as blasfêmias contra a Sua Imaculada Conceição
as blasfêmias contra a Sua Virgindade
as blasfêmias contra a Maternidade Divina, recusando ao mesmo tempo recebê-lA como Mãe dos homens
as blasfêmias dos que procuram infundir nos corações das crianças a indiferença, o desprezo e até o ódio contra esta Imaculada Mãe
as blasfêmias dos que A ultrajam diretamente nas Suas Imagens".
Esta devoção deve ser feita durante 5 meses seguidos.
Havendo motivo justo, qualquer sacerdote poderá transferir todas, ou algumas das condições para o domingo seguinte.
A 15 de fevereiro de 1926, Nosso Senhor explicou que a Confissão não tem necessariamente de ser no primeiro sábado, mas pode ser 8 dias antes ou depois, ou muitos mais ainda, contando que a Comunhão seja feita na Graça de Deus e com desejo de reparação.
A meditação pode ser feita sobre um ou vários Mistérios do Rosário, e juntar-se com o Terço, meditando 3 minutos antes de cada dezena.
O Terço é sempre meditado, pois sem meditação dos Mistérios não há Terço do Rosário; conclui-se portanto que para além do Terço há uma meditação de 15 minutos.
Durante essa meditação há a promessa duma Presença especial de Maria no nosso coração. Diretamente, Ela exprimiu-a assim: "Quem Me fizer companhia durante 15 minutos". Por tal motivo, estes 15 minutos são dos mais ricos de todo o mês.
A recompensa prometida é a Presença de Maria à hora da morte com todas as graças que cada um precisa. Isto significa a graça da boa morte, perseverança final, ou, por outras palavras, a Salvação Eterna.
À luz do Dogma do Corpo Místico e da Comunhão dos Santos, esta devoção é aplicável primeiramente a quem a faz, e pode repetir-se, oferecendo-a por outros.
Oração para antes da Meditação
Imaculada Virgem Maria Mãe de Deus e nossa Mãe, cheio de pena pelos espinhos que os homens ingratos a todos os momentos cravam em vosso Coração com blasfêmias e ingratidões, aqui estou a vossos pés para Vos fazer quinze minutos de companhia na meditação dos mistérios do Rosário como amorosamente nos pedistes, a fim de Vos consolar.
Vós que guardáveis e meditáveis em vosso Coração o que ouvíeis do vosso Divino Filho e o que víeis nas suas ações, dignai-vos pela vossa maternal bondade e misericórdia obter-me a graça de compreender o que esses mistérios nos ensinam e de praticar as suas lições.
Aceitai, Coração Imaculado de Maria, este meu pobre tributo de filial devoção e desagravo. Perdoai-me e fazei-me merecedor das graças que prometestes a este piedoso exercício, principalmente o da perseverança final. Amém.
Ato de Consagração e Desagravo
Virgem Santíssima e Mãe nossa querida, ao mostrardes o Vosso Coração cercado de espinhos, símbolo das blasfêmias e ingratidões com que os homens ingratos pagam as finezas do vosso amor, pedistes que vos consolássemos e desagravássemos.
Como filhos vos queremos amar e consolar sempre; mas hoje especialmente, ao ouvir as vossas amargas queixas, desejamos desagravar o vosso doloroso e Imaculado Coração que a maldade dos homens fere com os duros espinhos dos seus pecados.
De modo especial vos queremos desagravar das injúrias sacrilegamente proferidas contra a vossa Conceição Imaculada e Santa Virgindade. Muitos, Senhora, negam que sejais Mãe de Deus e nem vos querem aceitar como terna mãe dos homens. Outros, não vos podendo ultrajar diretamente, descarregam nas vossas sagradas imagens a sua cólera satânica. Nem faltam também aqueles que procuram infundir nos corações, sobretudo nas crianças inocentes, que são o vosso encanto, indiferença, desprezo e até ódio contra Vós.
Virgem Santíssima, aqui prostrados aos vossos pés, vos mostramos a pena que sentimos por todas estas ofensas e prometemos reparar com os nossos sacrifícios e orações tantos pecados e ofensas destes vossos filhos ingratos.
Reconhecendo que também nós, nem sempre correspondemos às vossas predileções, nem vos honramos e amamos como Mãe, mas antes entristecemos o vosso Coração e o do vosso divino Filho, suplicamos para os nossos pecados misericordioso perdão. Queremos ainda pedir-vos, Senhora, compaixão, proteção e bênção para o povo da Rússia, que outrora vos amou tanto, e que está confiado e consagrado ao vosso Coração Imaculado. Reconduzi-o ao seio da verdadeira Igreja e sede a sua salvação, como prometestes nas vossas aparições em Fátima.
Para todos quantos são vossos filhos e particularmente para nós, que queremos amar-vos como mãe muito querida e nos consagrarmos inteiramente ao vosso Coração Imaculado, seja-nos ele o refúgio nas angústias e tentações da vida e o caminho que nos conduza até Deus, que esperamos gozar eternamente no Céu. Amém
Nossa Senhora no dia 10 de dezembro de 1925, em Pontevedra, aparecendo à Irmã Lúcia com o Seu Imaculado Coração cercado de espinhos, disse-lhe:
"Tu, ao menos, vê de Me consolar e diz que todos aqueles que durante cinco meses, no Primeiro Sábado
– se confessarem
– receberem a Sagrada Comunhão
– rezarem o Terço
– e Me fizerem 15 minutos de companhia, meditando nos 15 Mistérios do Rosário com o fim de Me desagravarem,
Eu prometo assistir-lhes na hora da morte com todas as graças necessárias para a salvação dessas almas".
Numa revelação, na noite de 29 para 30 de maio de 1930, Nosso Senhor dignou-Se explicar por que escolheu 5 Sábados: "São 5 as espécies de ofensas e blasfêmias proferidas contra o Imaculado Coração de Maria:
as blasfêmias contra a Sua Imaculada Conceição
as blasfêmias contra a Sua Virgindade
as blasfêmias contra a Maternidade Divina, recusando ao mesmo tempo recebê-lA como Mãe dos homens
as blasfêmias dos que procuram infundir nos corações das crianças a indiferença, o desprezo e até o ódio contra esta Imaculada Mãe
as blasfêmias dos que A ultrajam diretamente nas Suas Imagens".
Esta devoção deve ser feita durante 5 meses seguidos.
Havendo motivo justo, qualquer sacerdote poderá transferir todas, ou algumas das condições para o domingo seguinte.
A 15 de fevereiro de 1926, Nosso Senhor explicou que a Confissão não tem necessariamente de ser no primeiro sábado, mas pode ser 8 dias antes ou depois, ou muitos mais ainda, contando que a Comunhão seja feita na Graça de Deus e com desejo de reparação.
A meditação pode ser feita sobre um ou vários Mistérios do Rosário, e juntar-se com o Terço, meditando 3 minutos antes de cada dezena.
O Terço é sempre meditado, pois sem meditação dos Mistérios não há Terço do Rosário; conclui-se portanto que para além do Terço há uma meditação de 15 minutos.
Durante essa meditação há a promessa duma Presença especial de Maria no nosso coração. Diretamente, Ela exprimiu-a assim: "Quem Me fizer companhia durante 15 minutos". Por tal motivo, estes 15 minutos são dos mais ricos de todo o mês.
A recompensa prometida é a Presença de Maria à hora da morte com todas as graças que cada um precisa. Isto significa a graça da boa morte, perseverança final, ou, por outras palavras, a Salvação Eterna.
À luz do Dogma do Corpo Místico e da Comunhão dos Santos, esta devoção é aplicável primeiramente a quem a faz, e pode repetir-se, oferecendo-a por outros.
Oração para antes da Meditação
Imaculada Virgem Maria Mãe de Deus e nossa Mãe, cheio de pena pelos espinhos que os homens ingratos a todos os momentos cravam em vosso Coração com blasfêmias e ingratidões, aqui estou a vossos pés para Vos fazer quinze minutos de companhia na meditação dos mistérios do Rosário como amorosamente nos pedistes, a fim de Vos consolar.
Vós que guardáveis e meditáveis em vosso Coração o que ouvíeis do vosso Divino Filho e o que víeis nas suas ações, dignai-vos pela vossa maternal bondade e misericórdia obter-me a graça de compreender o que esses mistérios nos ensinam e de praticar as suas lições.
Aceitai, Coração Imaculado de Maria, este meu pobre tributo de filial devoção e desagravo. Perdoai-me e fazei-me merecedor das graças que prometestes a este piedoso exercício, principalmente o da perseverança final. Amém.
Ato de Consagração e Desagravo
Virgem Santíssima e Mãe nossa querida, ao mostrardes o Vosso Coração cercado de espinhos, símbolo das blasfêmias e ingratidões com que os homens ingratos pagam as finezas do vosso amor, pedistes que vos consolássemos e desagravássemos.
Como filhos vos queremos amar e consolar sempre; mas hoje especialmente, ao ouvir as vossas amargas queixas, desejamos desagravar o vosso doloroso e Imaculado Coração que a maldade dos homens fere com os duros espinhos dos seus pecados.
De modo especial vos queremos desagravar das injúrias sacrilegamente proferidas contra a vossa Conceição Imaculada e Santa Virgindade. Muitos, Senhora, negam que sejais Mãe de Deus e nem vos querem aceitar como terna mãe dos homens. Outros, não vos podendo ultrajar diretamente, descarregam nas vossas sagradas imagens a sua cólera satânica. Nem faltam também aqueles que procuram infundir nos corações, sobretudo nas crianças inocentes, que são o vosso encanto, indiferença, desprezo e até ódio contra Vós.
Virgem Santíssima, aqui prostrados aos vossos pés, vos mostramos a pena que sentimos por todas estas ofensas e prometemos reparar com os nossos sacrifícios e orações tantos pecados e ofensas destes vossos filhos ingratos.
Reconhecendo que também nós, nem sempre correspondemos às vossas predileções, nem vos honramos e amamos como Mãe, mas antes entristecemos o vosso Coração e o do vosso divino Filho, suplicamos para os nossos pecados misericordioso perdão. Queremos ainda pedir-vos, Senhora, compaixão, proteção e bênção para o povo da Rússia, que outrora vos amou tanto, e que está confiado e consagrado ao vosso Coração Imaculado. Reconduzi-o ao seio da verdadeira Igreja e sede a sua salvação, como prometestes nas vossas aparições em Fátima.
Para todos quantos são vossos filhos e particularmente para nós, que queremos amar-vos como mãe muito querida e nos consagrarmos inteiramente ao vosso Coração Imaculado, seja-nos ele o refúgio nas angústias e tentações da vida e o caminho que nos conduza até Deus, que esperamos gozar eternamente no Céu. Amém
PALAVRA DO SENHOR PARA O DIA DE HOJE COM OS ARAUTOS DO EVANGELHO
Evangelho segundo São Lucas 2,16-21
Naquele tempo: 16Os pastores foram às pressas a Belém e encontraram Maria e José, e o recém-nascido, deitado na manjedoura...
Sábado, 1 de Janeiro de 2011.
Santo do dia: Santa Maria, Mãe de Deus; Santa Zedislava de Lemberk,
Primeira Leitura: Livro dos Números 6,22-27
Leitura do Livro dos Números:
22O Senhor falou a Moisés, dizendo: 23'Fala a Aarão e a seus filhos: Ao abençoar os filhos de Israel, dizei-lhes: 24O Senhor te abençoe e te guarde! 25O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face, e se compadeça de ti! 26O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz! 27Assim invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel, e eu os abençoarei'.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus
Segunda Leitura: Carta de São Paulo aos Gálatas 4,4-7
Leitura da Carta de São Paulo aos Gálatas:
Irmãos: 4Quando se completou o tempo previsto, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sujeito à Lei, 5a fim de resgatar os que eram sujeitos à Lei e para que todos recebêssemos a filiação adotiva. 6E porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: Abá - ó Pai! 7Assim já não és mais escravo, mas filho; e se és filho, és também herdeiro: tudo isso, por graça de Deus.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus
Salmo 66
Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção, e sua face resplandeça sobre nós! Que na terra se conheça o seu caminho e a sua salvação por entre os povos.
R: Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção.
Exulte de alegria a terra inteira, pois julgais o universo com justiça; os povos governais com retidão, e guiais, em toda a terra, as nações.
R: Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção.
Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, que todas as nações vos glorifiquem! Que o Senhor e nosso Deus nos abençoe, e o respeitem os confins de toda a terra!
R: Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção.
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 2,16-21
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas:
Naquele tempo: 16Os pastores foram às pressas a Belém e encontraram Maria e José, e o recém-nascido, deitado na manjedoura. 17Tendo-o visto, contaram o que lhes fora dito sobre o menino. 18E todos os que ouviram os pastores ficaram maravilhados com aquilo que contavam. 19Quanto a Maria, guardava todos estes fatos e meditava sobre eles em seu coração. 20Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo que tinham visto e ouvido, conforme lhes tinha sido dito. 21Quando se completaram os oito dias para a circuncisão do menino, deram-lhe o nome de Jesus, como fora chamado pelo anjo antes de ser concebido.
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor
Comentário ao Evangelho do dia feito por São Leão Magno, Papa e Doutor da Igreja
6º sermão para o Natal, 2, 3, 5 (a partir da trad. bréviaire; cf SC 22 bis, pp. 139ss.)
Maria, Mãe de Deus, Mãe do Príncipe da Paz (Is 11, 5)
A festa do Natal renova para nós os primeiros instantes da vida de Jesus, nascido da Virgem Maria. E acontece que, adorando o nascimento do nosso Salvador, celebramos a nossa própria origem. Com efeito, quando Cristo veio ao mundo, começou o povo cristão: o aniversário da cabeça é o aniversário do corpo.
Ora, que mais podemos encontrar nos tesouros da generosidade divina que seja tão adequado à dignidade da festa de Natal como esta paz proclamada pelo cântico dos anjos aquando do nascimento do Senhor (Lc 2, 14)? Pois é a paz que gera filhos de Deus, que favorece o amor, que produz a amizade, que é o repouso dos bem-aventurados, a morada da eternidade. A sua obra própria, o seu particular benefício, consiste em unir a Deus aqueles que separa deste mundo. [...] Assim, pois, aqueles que «não nasceram do sangue nem da vontade carnal, nem da vontade do homem, mas de Deus» (Jo 1, 13) devem oferecer ao Pai a vontade unânime dos filhos artesãos da paz. Todos aqueles que se tornaram membros de Cristo por adopção devem acorrer a venerar o primogénito da nova criação, Aquele que veio, não para fazer a Sua vontade, mas a Daquele que O enviou (Jo 6, 38). Os herdeiros adoptados pela graça do Pai não são herdeiros divididos nem separados; têm os mesmos sentimentos e o mesmo amor. Aqueles que foram recriados segundo a única Imagem (Heb 1, 3; Gn 1, 27) têm de ter uma alma que se assemelhe a Ele. O nascimento do Senhor Jesus é o nascimento da paz. Como diz São Paulo, «Ele [Cristo] é a nossa paz» (Ef 2, 14).
Naquele tempo: 16Os pastores foram às pressas a Belém e encontraram Maria e José, e o recém-nascido, deitado na manjedoura...
Sábado, 1 de Janeiro de 2011.
Santo do dia: Santa Maria, Mãe de Deus; Santa Zedislava de Lemberk,
Primeira Leitura: Livro dos Números 6,22-27
Leitura do Livro dos Números:
22O Senhor falou a Moisés, dizendo: 23'Fala a Aarão e a seus filhos: Ao abençoar os filhos de Israel, dizei-lhes: 24O Senhor te abençoe e te guarde! 25O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face, e se compadeça de ti! 26O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz! 27Assim invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel, e eu os abençoarei'.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus
Segunda Leitura: Carta de São Paulo aos Gálatas 4,4-7
Leitura da Carta de São Paulo aos Gálatas:
Irmãos: 4Quando se completou o tempo previsto, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sujeito à Lei, 5a fim de resgatar os que eram sujeitos à Lei e para que todos recebêssemos a filiação adotiva. 6E porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: Abá - ó Pai! 7Assim já não és mais escravo, mas filho; e se és filho, és também herdeiro: tudo isso, por graça de Deus.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus
Salmo 66
Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção, e sua face resplandeça sobre nós! Que na terra se conheça o seu caminho e a sua salvação por entre os povos.
R: Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção.
Exulte de alegria a terra inteira, pois julgais o universo com justiça; os povos governais com retidão, e guiais, em toda a terra, as nações.
R: Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção.
Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, que todas as nações vos glorifiquem! Que o Senhor e nosso Deus nos abençoe, e o respeitem os confins de toda a terra!
R: Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção.
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 2,16-21
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas:
Naquele tempo: 16Os pastores foram às pressas a Belém e encontraram Maria e José, e o recém-nascido, deitado na manjedoura. 17Tendo-o visto, contaram o que lhes fora dito sobre o menino. 18E todos os que ouviram os pastores ficaram maravilhados com aquilo que contavam. 19Quanto a Maria, guardava todos estes fatos e meditava sobre eles em seu coração. 20Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo que tinham visto e ouvido, conforme lhes tinha sido dito. 21Quando se completaram os oito dias para a circuncisão do menino, deram-lhe o nome de Jesus, como fora chamado pelo anjo antes de ser concebido.
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor
Comentário ao Evangelho do dia feito por São Leão Magno, Papa e Doutor da Igreja
6º sermão para o Natal, 2, 3, 5 (a partir da trad. bréviaire; cf SC 22 bis, pp. 139ss.)
Maria, Mãe de Deus, Mãe do Príncipe da Paz (Is 11, 5)
A festa do Natal renova para nós os primeiros instantes da vida de Jesus, nascido da Virgem Maria. E acontece que, adorando o nascimento do nosso Salvador, celebramos a nossa própria origem. Com efeito, quando Cristo veio ao mundo, começou o povo cristão: o aniversário da cabeça é o aniversário do corpo.
Ora, que mais podemos encontrar nos tesouros da generosidade divina que seja tão adequado à dignidade da festa de Natal como esta paz proclamada pelo cântico dos anjos aquando do nascimento do Senhor (Lc 2, 14)? Pois é a paz que gera filhos de Deus, que favorece o amor, que produz a amizade, que é o repouso dos bem-aventurados, a morada da eternidade. A sua obra própria, o seu particular benefício, consiste em unir a Deus aqueles que separa deste mundo. [...] Assim, pois, aqueles que «não nasceram do sangue nem da vontade carnal, nem da vontade do homem, mas de Deus» (Jo 1, 13) devem oferecer ao Pai a vontade unânime dos filhos artesãos da paz. Todos aqueles que se tornaram membros de Cristo por adopção devem acorrer a venerar o primogénito da nova criação, Aquele que veio, não para fazer a Sua vontade, mas a Daquele que O enviou (Jo 6, 38). Os herdeiros adoptados pela graça do Pai não são herdeiros divididos nem separados; têm os mesmos sentimentos e o mesmo amor. Aqueles que foram recriados segundo a única Imagem (Heb 1, 3; Gn 1, 27) têm de ter uma alma que se assemelhe a Ele. O nascimento do Senhor Jesus é o nascimento da paz. Como diz São Paulo, «Ele [Cristo] é a nossa paz» (Ef 2, 14).
PRIMEIRA ORAÇÃO EM 2011
Meu Deus e Senhor, Criador do universo, de tudo quanto traduz Vida e foi colocado no meu caminho e à minha disposição para melhor Vos conhecer, amar e Servir, graças Vos dou por todos os benefícios concedidos ao longo do ano 2010. Perdôa todas as vezes que não fui fiel a estas graças; obrigada por todas as vezes em que me destes Forças para que me colocasse ao Vosso serviço , pela evangelização do mundo e salvação das almas.Perdôa todo o tempo perdido em futilidades, com faltas de oração, os muitos momentos em que não aceitei com estado de abandono e como meio de oração, os meus sofrimentos físicos com as deficiências que eles acarretam e tantas vezes acompanhados dos meus desânimos.
Neste novo ano que começa, que seja mais dócil, mais responsável em cada momento de vida que me dais e que Vos saiba oferecer a plena aceitação de mim mesma cada vez mais limitada com as características que conheceis.Que o novo ano seja cada vez mais vivido com as perspectivas do último momento que terei de vida que me dais na terra, sempre com um único desejo:amar-Vos cada vez mais, servindo- Vos mais e mais, bem como ao próximo, mesmo quando, humanamente falando,a continue cheio de imperfeições. Mas que os êxitos e derrotas me ajudem a santificar-me e a santificar aqueles que estejam à minha volta. Que o Espírito Santo me ajude a encontrar aquelas graças que me ides enviando para que, na humildade da vossa misericórdia , possa em 2012 dizer que tive um ano bom, porque vivido na busca da Vossa Vontade.Amen.
serva inútil Maria do Rosário Guerra
Neste novo ano que começa, que seja mais dócil, mais responsável em cada momento de vida que me dais e que Vos saiba oferecer a plena aceitação de mim mesma cada vez mais limitada com as características que conheceis.Que o novo ano seja cada vez mais vivido com as perspectivas do último momento que terei de vida que me dais na terra, sempre com um único desejo:amar-Vos cada vez mais, servindo- Vos mais e mais, bem como ao próximo, mesmo quando, humanamente falando,a continue cheio de imperfeições. Mas que os êxitos e derrotas me ajudem a santificar-me e a santificar aqueles que estejam à minha volta. Que o Espírito Santo me ajude a encontrar aquelas graças que me ides enviando para que, na humildade da vossa misericórdia , possa em 2012 dizer que tive um ano bom, porque vivido na busca da Vossa Vontade.Amen.
serva inútil Maria do Rosário Guerra
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