17 de setembro de 2010
JOHN HENRY NEWMAN
John Henry Newman
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Venerável John Henry Newman, CO da Igreja Católica
título
COR AD COR LOQUITUR
Nascido em Londres, 21 de fevereiro de 1801
Ordenado
sacerdote 30 de maio de 1847
Consagrado
bispo
Elevado
arcebispo
Nomeado
patriarca
Funções
exercidas
Proclamado
cardeal 12 de maio de 1879 por Leão XIII
Falecimento Edgbaston, 11 de agosto de 1890
Cardeais · Todas as dioceses
Projeto Catolicismo · uso desta caixa
John Henry Cardeal Newman, CO (Londres, 21 de fevereiro de 1801 — Edgbaston, 11 de agosto de 1890) foi um sacerdote anglicano inglês convertido ao catolicismo, posteriormente nomeado cardeal pelo papa Leão XIII em 1879. No dia 19 de setembro de 2010 será beatificado pelo Papa Bento XVI.
Estudou no Trinity College de Oxford (1816) e no Oriel College (1822) e foi ordenado sacerdote da Igreja Anglicana e um dos líderes do "Movimento de Oxford". Naquela época, ele considerava o anglicanismo de seu tempo excessivamente protestante e laicizado e considerava o catolicismo corrompido em relação às origens do cristianismo. Buscou uma "via media" entre os dois, e, pesquisando sobre os primórdios da Igreja Católica, terminou por converter-se.
Depois de sua conversão ao catolicismo (1845), ele foi ordenado sacerdote da Igreja Católica em Roma (1847), abriu e dirigiu em Birmingham um oratório de São Filipe Néri e foi ainda reitor da Universidade Católica da Irlanda (1854).
Índice [esconder]
1 Pensamento e Apostolado
1.1 Sobre a infalibilidade papal
2 Homenagem e Louvor
3 Referências
4 Ligações externas
Pensamento e Apostolado
O seu pensamento é representativo da "filosofia da ação e da filosofia da vida", é considerado como integrante da corrente filosófica denominada Neoespiritualismo e Vitalismo que tem raízes no espiritualismo francês do século XIX, que surgiu para combater o positivismo e o racionalismo.
"O apostolado no campo da inteligência exercido por Newman foi intenso. As suas obras completas atingem a 37 tomos, versando sobre os mais variados assuntos — teologia, filosofia, literatura, história, espiritualidade — e os arquivos do Oratório conservam as 70.000 cartas que escreveu. As obras que publicou sobre a Universidade de Dublin, tornaram-se clássicas para a literatura católica. Os seus Sermões espelham todos eles sólida piedade e grande amor pelas almas".[1]
"Uma contribuição muito relevante de seu pensamento foi a chamada doutrina do desenvolvimento do dogma"[2] (que é uma doutrina muito diferente do pensamento modernista).
[editar] Sobre a infalibilidade papal
O cardeal Newman defendeu que “a infalibilidade da Igreja é como uma medida adotada pela misericórdia do Criador para preservar a [verdadeira] religião no mundo e para refrear aquela liberdade de pensamento que, evidentemente, em si mesma, é um dos nossos maiores dons naturais, mas que urge salvar dos seus próprios excessos suicidas.”[3]
Homenagem e Louvor
John Henry Newman em 1824."A sabedoria e a ortodoxia de Newman foram louvados por Leão XIII, Pio X e Pio XII". No séc. XX, já depois da morte do Cardeal Newman, o Papa Pio XII chegou mesmo a afirmar que Newman é a "Glória da Inglaterra e de toda a Igreja".[1]
Por ocasião da comemoração do centenário da sua morte, assim se referiu a Newman o então Cardeal Joseph Ratzinger (Papa Bento XVI), Prefeito da Congregação para Doutrina da Fé, em 28 de abril de 1990:
"De Newman aprendemos a compreender a primazia do Papa: a liberdade de consciência assim ensinava Newman com a Carta ao Duque de Norfolk não se identifica de modo algum com o direito de 'dispensar-se da consciência, de ignorar o Legislador e o Juiz, e de ser independentes de deveres invisíveis'. Deste modo a consciência, no seu significado autêntico, é o verdadeiro fundamento da autoridade do Papa. De facto, a sua força vem da Revelação, que completa a consciência natural iluminada de maneira apenas incompleta, e 'a sua razão de ser é o facto de ser o campeão da lei moral e da consciência'."
E ainda:
"Newman expôs na ideia do desenvolvimento a própria experiência pessoal de uma conversão jamais concluída, e assim ofereceu-nos a interpretação não só do caminho da doutrina cristã, mas também da vida cristã. O sinal característico do grande doutor da Igreja parece-me que seja aquele que ele não ensina só com o seu pensamento e com os seus discursos, mas também com a sua vida, porque nele pensamento e vida compenetram-se e determinam-se reciprocamente. Se isto é verdade, então Newman pertence deveras aos grandes doutores da Igreja, porque ele toca ao mesmo tempo o nosso coração e ilumina o nosso
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Venerável John Henry Newman, CO da Igreja Católica
título
COR AD COR LOQUITUR
Nascido em Londres, 21 de fevereiro de 1801
Ordenado
sacerdote 30 de maio de 1847
Consagrado
bispo
Elevado
arcebispo
Nomeado
patriarca
Funções
exercidas
Proclamado
cardeal 12 de maio de 1879 por Leão XIII
Falecimento Edgbaston, 11 de agosto de 1890
Cardeais · Todas as dioceses
Projeto Catolicismo · uso desta caixa
John Henry Cardeal Newman, CO (Londres, 21 de fevereiro de 1801 — Edgbaston, 11 de agosto de 1890) foi um sacerdote anglicano inglês convertido ao catolicismo, posteriormente nomeado cardeal pelo papa Leão XIII em 1879. No dia 19 de setembro de 2010 será beatificado pelo Papa Bento XVI.
Estudou no Trinity College de Oxford (1816) e no Oriel College (1822) e foi ordenado sacerdote da Igreja Anglicana e um dos líderes do "Movimento de Oxford". Naquela época, ele considerava o anglicanismo de seu tempo excessivamente protestante e laicizado e considerava o catolicismo corrompido em relação às origens do cristianismo. Buscou uma "via media" entre os dois, e, pesquisando sobre os primórdios da Igreja Católica, terminou por converter-se.
Depois de sua conversão ao catolicismo (1845), ele foi ordenado sacerdote da Igreja Católica em Roma (1847), abriu e dirigiu em Birmingham um oratório de São Filipe Néri e foi ainda reitor da Universidade Católica da Irlanda (1854).
Índice [esconder]
1 Pensamento e Apostolado
1.1 Sobre a infalibilidade papal
2 Homenagem e Louvor
3 Referências
4 Ligações externas
Pensamento e Apostolado
O seu pensamento é representativo da "filosofia da ação e da filosofia da vida", é considerado como integrante da corrente filosófica denominada Neoespiritualismo e Vitalismo que tem raízes no espiritualismo francês do século XIX, que surgiu para combater o positivismo e o racionalismo.
"O apostolado no campo da inteligência exercido por Newman foi intenso. As suas obras completas atingem a 37 tomos, versando sobre os mais variados assuntos — teologia, filosofia, literatura, história, espiritualidade — e os arquivos do Oratório conservam as 70.000 cartas que escreveu. As obras que publicou sobre a Universidade de Dublin, tornaram-se clássicas para a literatura católica. Os seus Sermões espelham todos eles sólida piedade e grande amor pelas almas".[1]
"Uma contribuição muito relevante de seu pensamento foi a chamada doutrina do desenvolvimento do dogma"[2] (que é uma doutrina muito diferente do pensamento modernista).
[editar] Sobre a infalibilidade papal
O cardeal Newman defendeu que “a infalibilidade da Igreja é como uma medida adotada pela misericórdia do Criador para preservar a [verdadeira] religião no mundo e para refrear aquela liberdade de pensamento que, evidentemente, em si mesma, é um dos nossos maiores dons naturais, mas que urge salvar dos seus próprios excessos suicidas.”[3]
Homenagem e Louvor
John Henry Newman em 1824."A sabedoria e a ortodoxia de Newman foram louvados por Leão XIII, Pio X e Pio XII". No séc. XX, já depois da morte do Cardeal Newman, o Papa Pio XII chegou mesmo a afirmar que Newman é a "Glória da Inglaterra e de toda a Igreja".[1]
Por ocasião da comemoração do centenário da sua morte, assim se referiu a Newman o então Cardeal Joseph Ratzinger (Papa Bento XVI), Prefeito da Congregação para Doutrina da Fé, em 28 de abril de 1990:
"De Newman aprendemos a compreender a primazia do Papa: a liberdade de consciência assim ensinava Newman com a Carta ao Duque de Norfolk não se identifica de modo algum com o direito de 'dispensar-se da consciência, de ignorar o Legislador e o Juiz, e de ser independentes de deveres invisíveis'. Deste modo a consciência, no seu significado autêntico, é o verdadeiro fundamento da autoridade do Papa. De facto, a sua força vem da Revelação, que completa a consciência natural iluminada de maneira apenas incompleta, e 'a sua razão de ser é o facto de ser o campeão da lei moral e da consciência'."
E ainda:
"Newman expôs na ideia do desenvolvimento a própria experiência pessoal de uma conversão jamais concluída, e assim ofereceu-nos a interpretação não só do caminho da doutrina cristã, mas também da vida cristã. O sinal característico do grande doutor da Igreja parece-me que seja aquele que ele não ensina só com o seu pensamento e com os seus discursos, mas também com a sua vida, porque nele pensamento e vida compenetram-se e determinam-se reciprocamente. Se isto é verdade, então Newman pertence deveras aos grandes doutores da Igreja, porque ele toca ao mesmo tempo o nosso coração e ilumina o nosso
15 de setembro de 2010
SABER PERDOAR
Jesus ensinou-nos que o perdão é o primeiro passo para nos reconciliarmos com Deus.
Sua Mãe deu-nos a prova desse amor que tudo perdôa.
Ele que tanto se humilhou por nossa causa , adverte-nos também do perdão mútuo. A dívida que temos para com Ele é muito maior que a que temos para com os outros.
Nossa dívida começa desde que nascemos. Concede-nos a vida como seres humanos, uma mãe que nos cuida e nos alimenta. Um pai que nos ajuda a crescer e colabora com a mãe. Temos uma família que nos ampara.Recebemos o Santo Batismo que nos perdôa o pecado original e nos torna membros efectivos da Santa Igreja.
Ao longo do nosso percurso terreno vamos recebendo continuamente a protecção divina, embora muitas das vezes, sem delas nos apercebermos.
Porque não havemos de perdoar a quem nos ofende, a quem põe em jogo o nosso bom nome?
Maria, a santa Mãe das dores não sofreu na carne todos estes vexames?
Quem somos nós. Que pretendemos nós neste mundo?Porque nos julgamos nós com direito de negar a Deus, E A iGREJA FUNDADA POR JESUS CRISTO, com o nosso orgulho?
É certo que o perdão custa muito, perante o grau com que fomos atingido. Mas ninguém é mais que o Mestre.
A memória atraiçoa-nos muito neste campo, mas temos de rezar como o Mestre:"Perdoai-lhes , Pai, que não sabem o que fazem". Carregar continuamente o fardo da falta de perdão também custa muito!
Não queiramos ser como o servo a quem o Senhor perdoou toda a dívida e, em paga, meteu na cadeia todos os que estavam sem pagar umas ninharias.
Jesus sofreu falsas acusações, flagelação ,escárnio, ofensas, a crucificação por amor de nós que tudo perdoou.
Em Lucas 6,37-38, Jesus suplica:"Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; dai e dar-se-vos á;. Colocar-vos ão no regaço medida boa, cheia, recalcada e transbordante porque com a mesma medida com que medirdes, assim sereis medidos"
No Pai Nosso ,Jesus ensina-nos a pedir o pão de cada dia e o pedir perdão dos nossos pecados numa perpectiva de que também nós perdoemos a quem nos tenha ofendido.
Que é a Fé?
É a virtude teologal, pela qual ansiamos o perdão dos nossos pecados para que sejamos santificados.
(Actos dos Apóstolos 26, 17-18)
O perdão exige a virtude da humildade despida da vaidade que nos leva a perdoar aos que nos ofendem.O perdão é a concretização da Caridade com um coração sincero.
REZEMOS ESTA ORAÇÃO A NOSSA SENHORA PARA QUE APRENDAMOS A PERDOAR
Virgem Mãe, diante das dúvidas a teu respeito, respondeste com o perdão.
Na perseguição e muitas murmurações, respondeste com o perdão.
Diante da infãmia contra o Teus Filho, respondeste com o perdão.
Diante da traição e dor que a morte de Jesus acarretou, respondeste com o perdão.
Mãe de misericórdia, teu coração bondoso transbordante de clemência, escute a minha oração e obtenhas de Teu Filho o perdão para mim e para quantos me ofenderam.
Que a Mãe Igreja não seja sofrida pelos meus pecados e que acima deste mundo veja sempre a realeza do Teu Filho, Cristo sofredor, pelos pecados de toda a humanidade.Amen.
Sua Mãe deu-nos a prova desse amor que tudo perdôa.
Ele que tanto se humilhou por nossa causa , adverte-nos também do perdão mútuo. A dívida que temos para com Ele é muito maior que a que temos para com os outros.
Nossa dívida começa desde que nascemos. Concede-nos a vida como seres humanos, uma mãe que nos cuida e nos alimenta. Um pai que nos ajuda a crescer e colabora com a mãe. Temos uma família que nos ampara.Recebemos o Santo Batismo que nos perdôa o pecado original e nos torna membros efectivos da Santa Igreja.
Ao longo do nosso percurso terreno vamos recebendo continuamente a protecção divina, embora muitas das vezes, sem delas nos apercebermos.
Porque não havemos de perdoar a quem nos ofende, a quem põe em jogo o nosso bom nome?
Maria, a santa Mãe das dores não sofreu na carne todos estes vexames?
Quem somos nós. Que pretendemos nós neste mundo?Porque nos julgamos nós com direito de negar a Deus, E A iGREJA FUNDADA POR JESUS CRISTO, com o nosso orgulho?
É certo que o perdão custa muito, perante o grau com que fomos atingido. Mas ninguém é mais que o Mestre.
A memória atraiçoa-nos muito neste campo, mas temos de rezar como o Mestre:"Perdoai-lhes , Pai, que não sabem o que fazem". Carregar continuamente o fardo da falta de perdão também custa muito!
Não queiramos ser como o servo a quem o Senhor perdoou toda a dívida e, em paga, meteu na cadeia todos os que estavam sem pagar umas ninharias.
Jesus sofreu falsas acusações, flagelação ,escárnio, ofensas, a crucificação por amor de nós que tudo perdoou.
Em Lucas 6,37-38, Jesus suplica:"Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; dai e dar-se-vos á;. Colocar-vos ão no regaço medida boa, cheia, recalcada e transbordante porque com a mesma medida com que medirdes, assim sereis medidos"
No Pai Nosso ,Jesus ensina-nos a pedir o pão de cada dia e o pedir perdão dos nossos pecados numa perpectiva de que também nós perdoemos a quem nos tenha ofendido.
Que é a Fé?
É a virtude teologal, pela qual ansiamos o perdão dos nossos pecados para que sejamos santificados.
(Actos dos Apóstolos 26, 17-18)
O perdão exige a virtude da humildade despida da vaidade que nos leva a perdoar aos que nos ofendem.O perdão é a concretização da Caridade com um coração sincero.
REZEMOS ESTA ORAÇÃO A NOSSA SENHORA PARA QUE APRENDAMOS A PERDOAR
Virgem Mãe, diante das dúvidas a teu respeito, respondeste com o perdão.
Na perseguição e muitas murmurações, respondeste com o perdão.
Diante da infãmia contra o Teus Filho, respondeste com o perdão.
Diante da traição e dor que a morte de Jesus acarretou, respondeste com o perdão.
Mãe de misericórdia, teu coração bondoso transbordante de clemência, escute a minha oração e obtenhas de Teu Filho o perdão para mim e para quantos me ofenderam.
Que a Mãe Igreja não seja sofrida pelos meus pecados e que acima deste mundo veja sempre a realeza do Teu Filho, Cristo sofredor, pelos pecados de toda a humanidade.Amen.
COROA DAS SETE DORES DE NOSSA SENHORA
Coroa das sete dores de Nossa Senhora
No início : 1 Credo, 1 Pai Nosso e 1 Ave Maria
[Primeira dor] - A dor que sentiu o Seu Coração Virginal com a Profecia de Simeão.
(1 Pai Nosso e 7 Ave Maria)
[Segunda dor] - A angústia que sentiu, ao ter que fugir, com São José e Seu Menino Deus, para o Egipto.
(1 Pai Nosso e 7 Ave Maria)
[Terceira dor] - A aflição que Ela sentiu quando perdeu por três dias o Seu tesouro: Jesus
(1 Pai Nosso e 7 Ave Maria)
[Quarta dor] - A tristeza mortal que Ela sofreu ao ver Seu Filho carregando a Cruz, por nossos pecados.
(1 Pai Nosso e 7 Ave Maria)
[Quinta dor] - O martírio do Seu Coração generoso, assistindo a Agonia que passava o Salvador.
(1 Pai Nosso e 7 Ave Maria)
[Sexta dor] - A ferida que sofreu Seu Coração, ao ver trespassado o Coração de Seu Filho.
(1 Pai Nosso e 7 Ave Maria)
[Sétima dor] - O desconsolo e desamparo que Ela sofreu, no sepultamento do Redentor.
(1 Pai Nosso e 7 Ave Maria)
No final: 1 Salve Rainha
No início : 1 Credo, 1 Pai Nosso e 1 Ave Maria
[Primeira dor] - A dor que sentiu o Seu Coração Virginal com a Profecia de Simeão.
(1 Pai Nosso e 7 Ave Maria)
[Segunda dor] - A angústia que sentiu, ao ter que fugir, com São José e Seu Menino Deus, para o Egipto.
(1 Pai Nosso e 7 Ave Maria)
[Terceira dor] - A aflição que Ela sentiu quando perdeu por três dias o Seu tesouro: Jesus
(1 Pai Nosso e 7 Ave Maria)
[Quarta dor] - A tristeza mortal que Ela sofreu ao ver Seu Filho carregando a Cruz, por nossos pecados.
(1 Pai Nosso e 7 Ave Maria)
[Quinta dor] - O martírio do Seu Coração generoso, assistindo a Agonia que passava o Salvador.
(1 Pai Nosso e 7 Ave Maria)
[Sexta dor] - A ferida que sofreu Seu Coração, ao ver trespassado o Coração de Seu Filho.
(1 Pai Nosso e 7 Ave Maria)
[Sétima dor] - O desconsolo e desamparo que Ela sofreu, no sepultamento do Redentor.
(1 Pai Nosso e 7 Ave Maria)
No final: 1 Salve Rainha
PALAVRA DO SENHOR PARA O DIA DE HOJE COM OS ARAUTOS DO EVANGELHO
Evangelho segundo São João 19,25-27
Naquele tempo: 25Perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmão da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena.
Quarta-feira, 15 de Setembro de 2010.
SANTO DO DIA: Nossa Senhora das Dores; Beato Antonio Maria Schwartz, sacerdote
Primeira Leitura:Hebreus 5,7-9
Leitura da Carta aos Hebreus:
7Cristo, nos dias de sua vida terrestre, dirigiu preces e súplicas, com forte clamor e lágrimas, àquele que era capaz de salvá-lo da morte. E foi atendido, por causa de sua entrega a Deus. 8Mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa a obediência a Deus por aquilo que ele sofreu. 9Mas, na consumação de sua vida, tornou-se causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus
Salmo 30
Senhor, eu ponho em vós minha esperança; que eu não fique envergonhado eternamente! Porque sois justo, defendei-me e libertai-me apressai-vos, ó Senhor, em socorrer-me!
R: Salvai-me pela vossa compaixão, ó Senhor Deus!
Sede uma rocha protetora para mim, um abrigo bem seguro que me salve! Sim, sois vós a minha rocha e fortaleza; por vossa honra orientai-me e conduzi-me!
R: Salvai-me pela vossa compaixão, ó Senhor Deus!
Retirai-me desta rede traiçoeira, porque sois o meu refúgio protetor! Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, porque vós me salvareis, ó Deus fiel!
R: Salvai-me pela vossa compaixão, ó Senhor Deus!
A vós, porém, ó meu Senhor, eu me confio, e afirmo que só vós sois o meu Deus! Eu entrego em vossas mãos o meu destino; libertai-me do inimigo e do opressor!
R: Salvai-me pela vossa compaixão, ó Senhor Deus!
Como é grande, ó Senhor, vossa bondade, que reservastes para aqueles que vos temem! Para aqueles que em vós se refugiam, mostrando, assim, o vosso amor perante os homens.
R: Salvai-me pela vossa compaixão, ó Senhor Deus!
Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 19,25-27
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João:
Naquele tempo: 25Perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmão da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. 26Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: "Mulher, este é o teu filho". 27Depois disse ao discípulo: "Esta é a tua mãe". Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo.
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor
Comentário ao Evangelho do dia feito por Beato Guerric d'Igny (c. 1080 - 1157)
Abade cisterciense - 1.º Sermão para a Assunção; PL 185A,187 (a partir da. trad. Orval)
«Eis a tua mãe!»
Maria concebeu um filho: e, assim como este é o Filho unigénito do Pai no céu, é também o filho unigénito da Sua mãe na Terra [...]. No entanto, esta única virgem mãe, que teve a glória de dar ao mundo o Filho unigénito de Deus, beija a seu próprio Filho em todos os membros do Seu Corpo e não enrubesce quando lhe chamam a Mãe de todos aqueles em quem ela reconhece Cristo, já formado ou em vias de o estar. Eva, que outrora tinha legado aos filhos a condenação à morte, antes mesmo de estes terem visto a luz do dia, foi chamada a «mãe de todos os viventes» (Gn 3, 20) [...]. Mas, como não respondeu ao desígnio do seu nome, foi Maria quem realizou o mistério não cumprido. Tal como a Igreja, de que é símbolo, Ela é a mãe de todos os que renasceram para a vida. Ela é, na verdade, a Mãe da Vida que faz viver todos os homens; e ao concebê-lA, a essa Vida, regenerou, de alguma forma, todos os que iam viver d'Ela [...].
Esta bem-aventurada Mãe de Cristo, reconhecida como Mãe dos cristãos em virtude deste mistério, é também sua Mãe pelo cuidado que tem para com todos eles e pelo afecto que lhes testemunha. Não os trata com dureza, a todos trata como se seus filhos fossem. As suas entranhas, uma única vez fecundadas, não se esgotaram, dando constantemente à luz o fruto da bondade. «Bendito é o fruto do teu ventre» (Lc 1, 42), ó doce Mãe, que te inundou de uma bondade inesgotável: nascido de ti uma única vez, Ele permanece em ti, sempre.
Naquele tempo: 25Perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmão da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena.
Quarta-feira, 15 de Setembro de 2010.
SANTO DO DIA: Nossa Senhora das Dores; Beato Antonio Maria Schwartz, sacerdote
Primeira Leitura:Hebreus 5,7-9
Leitura da Carta aos Hebreus:
7Cristo, nos dias de sua vida terrestre, dirigiu preces e súplicas, com forte clamor e lágrimas, àquele que era capaz de salvá-lo da morte. E foi atendido, por causa de sua entrega a Deus. 8Mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa a obediência a Deus por aquilo que ele sofreu. 9Mas, na consumação de sua vida, tornou-se causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus
Salmo 30
Senhor, eu ponho em vós minha esperança; que eu não fique envergonhado eternamente! Porque sois justo, defendei-me e libertai-me apressai-vos, ó Senhor, em socorrer-me!
R: Salvai-me pela vossa compaixão, ó Senhor Deus!
Sede uma rocha protetora para mim, um abrigo bem seguro que me salve! Sim, sois vós a minha rocha e fortaleza; por vossa honra orientai-me e conduzi-me!
R: Salvai-me pela vossa compaixão, ó Senhor Deus!
Retirai-me desta rede traiçoeira, porque sois o meu refúgio protetor! Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, porque vós me salvareis, ó Deus fiel!
R: Salvai-me pela vossa compaixão, ó Senhor Deus!
A vós, porém, ó meu Senhor, eu me confio, e afirmo que só vós sois o meu Deus! Eu entrego em vossas mãos o meu destino; libertai-me do inimigo e do opressor!
R: Salvai-me pela vossa compaixão, ó Senhor Deus!
Como é grande, ó Senhor, vossa bondade, que reservastes para aqueles que vos temem! Para aqueles que em vós se refugiam, mostrando, assim, o vosso amor perante os homens.
R: Salvai-me pela vossa compaixão, ó Senhor Deus!
Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 19,25-27
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João:
Naquele tempo: 25Perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmão da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. 26Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: "Mulher, este é o teu filho". 27Depois disse ao discípulo: "Esta é a tua mãe". Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo.
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor
Comentário ao Evangelho do dia feito por Beato Guerric d'Igny (c. 1080 - 1157)
Abade cisterciense - 1.º Sermão para a Assunção; PL 185A,187 (a partir da. trad. Orval)
«Eis a tua mãe!»
Maria concebeu um filho: e, assim como este é o Filho unigénito do Pai no céu, é também o filho unigénito da Sua mãe na Terra [...]. No entanto, esta única virgem mãe, que teve a glória de dar ao mundo o Filho unigénito de Deus, beija a seu próprio Filho em todos os membros do Seu Corpo e não enrubesce quando lhe chamam a Mãe de todos aqueles em quem ela reconhece Cristo, já formado ou em vias de o estar. Eva, que outrora tinha legado aos filhos a condenação à morte, antes mesmo de estes terem visto a luz do dia, foi chamada a «mãe de todos os viventes» (Gn 3, 20) [...]. Mas, como não respondeu ao desígnio do seu nome, foi Maria quem realizou o mistério não cumprido. Tal como a Igreja, de que é símbolo, Ela é a mãe de todos os que renasceram para a vida. Ela é, na verdade, a Mãe da Vida que faz viver todos os homens; e ao concebê-lA, a essa Vida, regenerou, de alguma forma, todos os que iam viver d'Ela [...].
Esta bem-aventurada Mãe de Cristo, reconhecida como Mãe dos cristãos em virtude deste mistério, é também sua Mãe pelo cuidado que tem para com todos eles e pelo afecto que lhes testemunha. Não os trata com dureza, a todos trata como se seus filhos fossem. As suas entranhas, uma única vez fecundadas, não se esgotaram, dando constantemente à luz o fruto da bondade. «Bendito é o fruto do teu ventre» (Lc 1, 42), ó doce Mãe, que te inundou de uma bondade inesgotável: nascido de ti uma única vez, Ele permanece em ti, sempre.
14 de setembro de 2010
PALAVRA DO SENHOR PARA O DIA DE HOJE COM OS ARAUTOS DO EVANGELHO
Evangelho segundo São João 3,13-17
Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: 13"Ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem.
Terça-feira, 14 de Setembro de 2010.
SANTO DO DIA: Exaltação da Santa Cruz; Santo Alberto, Bispo
Primeira Leitura: Livro dos Números 21,4b-9
Leitura do Livro dos Números:
Naqueles dias: 4Os filhos de Israel partiram do monte Hor, pelo caminho que leva ao mar Vermelho, para contornarem o país de Edom. Durante a viagem o povo começou a impacientar-se, 5e se pôs a falar contra Deus e contra Moisés, dizendo: "Por que nos fizestes sair do Egito para morrermos no deserto? Não há pão, falta água, e já estamos com nojo desse alimento miserável". 6Então o Senhor mandou contra o povo serpentes venenosas, que os mordiam; e morreu muita gente em Israel. 7O povo foi ter com Moisés e disse: "Pecamos, falando contra o Senhor e contra ti. Roga ao Senhor que afaste de nós as serpentes". Moisés intercedeu pelo povo, 8e o Senhor respondeu: "Faze uma serpente de bronze e coloca-a como sinal sobre uma haste; aquele que for mordido e olhar para ela viverá". 9Moisés fez, pois, uma serpente de bronze e colocou-a como sinal sobre uma haste. Quando alguém era mordido por uma serpente, e olhava para a serpente de bronze,
ficava curado.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus
Segunda Leitura: Filipenses 2,6-11
Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses:
6Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, 7mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, 8humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz. 9Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome. 10Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, 11e toda língua proclame: 'Jesus Cristo é o Senhor', para a glória de Deus Pai.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus
Salmo 77
Escuta, ó meu povo, a minha Lei, ouve atento as palavras que eu te digo; abrirei a minha boca em parábolas, os mistérios do passado lembrarei.
R: Das obras do Senhor, ó meu povo, não te esqueças!
Quando os feria, eles então o procuravam, convertiam-se correndo para ele; recordavam que o Senhor é sua rocha e que Deus, seu Redentor, é o Deus Altíssimo.
R: Das obras do Senhor, ó meu povo, não te esqueças!
Mas apenas o honravam com seus lábios e mentiam ao Senhor com suas línguas; seus corações enganadores eram falsos e, infiéis, eles rompiam a Aliança.
R: Das obras do Senhor, ó meu povo, não te esqueças!
Mas o Senhor, sempre benigno e compassivo, não os matava e perdoava seu pecado; quantas vezes dominou a sua ira e não deu largas à vazão de seu furo
R: Das obras do Senhor, ó meu povo, não te esqueças!
Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 3,13-17
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João :
Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: 13"Ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem. 14Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, 15para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna. 16Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele".
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor
Comentário ao Evangelho do dia feito por Santo João Crisóstomo (c. 345-407)
Padre em Antioquia, depois Bispo de Constantinopla, Doutor da Igreja
Homília sobre «Pai, se é possível» (a partir da trad. Delhougne, Les Pères commentent, p. 72)
«Tanto amou Deus o mundo»
Foi a cruz que reconciliou os homens com Deus, que fez da terra um céu, que uniu os homens aos anjos. Ela derrubou a cidadela da morte, destruiu o poder do demónio, libertou a terra do mal, estabeleceu os fundamentos da Igreja. A cruz é a vontade do Pai, a glória do Filho, o júbilo do Espírito Santo. [...]
A cruz é mais brilhante que o sol porque, quando o sol se turva, a cruz resplandece; e o sol turva-se, não no sentido de ser aniquilado, mas de ser vencido pelo esplendor da cruz. A cruz rasgou a acta da nossa condenação, quebrou as cadeias da morte. A cruz é a manifestação do amor de Deus: «Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o Seu Filho Unigénito, a fim de que todo o que Nele crê não se perca».
A cruz abriu o paraíso, deixou que nele entrasse o malfeitor (Lc 23,43) e conduziu ao Reino dos Céus a criatura humana, destinada à morte
13 de setembro de 2010
DEUS PAI E A CRIANÇA
Uma criança estava prestes a vir ao mundo.
Então dialogou com Deus Pai:
CRIANÇA:-"Dizem que vou ser enviada para a terra amanhã...
Vou sozinha?
DEUS:- Entre muitos anjos que estão no céu, escolhi um, muito especial para ti. Lá em baixo, ele estará à tua espera para te receber.
CRIANÇA:-Eu, aqui no céu, não faço mais nada que não seja cantar e sorrir. Isto me basta para ser feliz!. Serei feliz também na terra?
DEUS:-O teu anjo cantará e sorrirá contigo.Em cada dia, a todo o instante, o amor do teu anjo tornar-te-á feliz.
CRIANÇA:- Quando não entender a linguagem dos que irão falar comigo, que me acontecerá?
DEUS:-Teu anjo, com muita paciência te ensinará a falar e a dialogar entre sorrisos.
CRIANÇA:-Que farei, quando no meio do barulho que me cerca, para poder conversar conTigo?
DEUS:-Vai ser o teu anjo que pegará em tuas mãozinhas, as juntará e te ensinará a rezar.
CRIANÇA:-Ouvi dizer que na terra há homens maus. É verdade?
DEUS:- Sim,há.O anjo, que muito te ama, certamente te defenderá, ainda que para tal seja preciso arriscar ou dar a própria vida.
CRIANÇA:-Eu ficarei muito triste desde a hora em que mais não vou voltar a ver-Te.
DEUS:-Vais ter muita sorte com o teu anjo que sempre te falará de Mim e te ensinará a melhor maneira de Me veres e ouvires, sempre que quiseres.
NESSE MOMENTO HÁ MUITA PAZ NO CÉU, MUITAS VOZES NA TERRA QUE SE PODEM OUVIR!
DEUS COLOCA MAIS UMA OBRA DO SEU AMOR NA TERRA.
A criança estende os braços para o céu,sentindo-se sem protecção
CRIANÇA:- Ó Deus, agora que me sinto já na terra,ainda não sei falar com os homens. Diz-me o nome do anjo a quem poderei pedir ajuda e socorro!
DEUS:-Meu filho, esse anjo é simplesmente tua heroica MÃE!
Não tenhas medo e confia.
Então dialogou com Deus Pai:
CRIANÇA:-"Dizem que vou ser enviada para a terra amanhã...
Vou sozinha?
DEUS:- Entre muitos anjos que estão no céu, escolhi um, muito especial para ti. Lá em baixo, ele estará à tua espera para te receber.
CRIANÇA:-Eu, aqui no céu, não faço mais nada que não seja cantar e sorrir. Isto me basta para ser feliz!. Serei feliz também na terra?
DEUS:-O teu anjo cantará e sorrirá contigo.Em cada dia, a todo o instante, o amor do teu anjo tornar-te-á feliz.
CRIANÇA:- Quando não entender a linguagem dos que irão falar comigo, que me acontecerá?
DEUS:-Teu anjo, com muita paciência te ensinará a falar e a dialogar entre sorrisos.
CRIANÇA:-Que farei, quando no meio do barulho que me cerca, para poder conversar conTigo?
DEUS:-Vai ser o teu anjo que pegará em tuas mãozinhas, as juntará e te ensinará a rezar.
CRIANÇA:-Ouvi dizer que na terra há homens maus. É verdade?
DEUS:- Sim,há.O anjo, que muito te ama, certamente te defenderá, ainda que para tal seja preciso arriscar ou dar a própria vida.
CRIANÇA:-Eu ficarei muito triste desde a hora em que mais não vou voltar a ver-Te.
DEUS:-Vais ter muita sorte com o teu anjo que sempre te falará de Mim e te ensinará a melhor maneira de Me veres e ouvires, sempre que quiseres.
NESSE MOMENTO HÁ MUITA PAZ NO CÉU, MUITAS VOZES NA TERRA QUE SE PODEM OUVIR!
DEUS COLOCA MAIS UMA OBRA DO SEU AMOR NA TERRA.
A criança estende os braços para o céu,sentindo-se sem protecção
CRIANÇA:- Ó Deus, agora que me sinto já na terra,ainda não sei falar com os homens. Diz-me o nome do anjo a quem poderei pedir ajuda e socorro!
DEUS:-Meu filho, esse anjo é simplesmente tua heroica MÃE!
Não tenhas medo e confia.
PALAVRA DO SENHOR PARA O DIA DE HOJE COM OS ARAUTOS DO EVANGELHO
Evangelho segundo São Lucas 7,1-10
Naquele tempo: 1Quando acabou de falar ao povo que o escutava, Jesus entrou em Cafarnaum. 2Havia lá um oficial romano que tinha um empregado a quem estimava muito, e que estava doente, à beira da morte.
Segunda-feira, 13 de Setembro de 2010.
SANTO DO DIA: Santo Amado, Abade de Lorena, e seu amigo São Romarico; São João Crisóstomo, Bispo e doutor
a Igreja; São Maurílio, Bispo
Primeira Leitura: Primeira carta de São Paulo aos Coríntios 11,17-26.33
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios:
Irmãos: 17No que tenho a dizer-vos, eu não vos louvo, pois vossas reuniões não têm sido para o vosso bem, mas para o mal. 18Com efeito, e em primeiro lugar, ouço dizer que, quando vos reunis em assembleia, têm surgido divisões entre vós. E, em parte, acredito. 19Na verdade, convém que haja até cisões entre vós, para que também se tornem bem conhecidos aqueles dentre vós que resistem à prova. 20De fato, não é para comer a Ceia do Senhor que vos reunis em comum. 21Pois cada um se apressa a comer a sua própria ceia; e enquanto um passa fome o outro se embriaga. 22Não tendes casas onde comer e beber? Ou desprezais a Igreja de Deus e quereis envergonhar aqueles que nada têm? Que vos direi? Hei-de elogiar-vos? Neste ponto, não posso elogiar-vos. 23O que eu recebi do Senhor foi isso que eu vos transmiti: Na noite em que foi entregue, o Senhor Jesus tomou o pão 24e, depois de dar graças, partiu-o e disse: 'Isto é o meu corpo que é dado por vós. Fazei-o em memória de mim'. 25Do mesmo modo, depois da ceia, tomou também o cálice e disse: 'Este cálice é a nova aliança, em meu sangue. Todas as vezes que dele beberdes, fazei isto em minha memória'. 26Todas as vezes, de fato, que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, estareis proclamando a morte do Senhor, até que ele venha. 33Portanto, meus irmãos, quando vos reunirdes para a Ceia, esperai uns pelos outros.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus
Salmo 39
Sacrifício e oblação não quisestes, mas abristes, Senhor, meus ouvidos; não pedistes ofertas nem vítimas, holocaustos por nossos pecados, E então eu vos disse: 'Eis que venho!'
R: Irmãos, anunciai a morte do Senhor, até que ele venha!
Sobre mim está escrito no livro: Com prazer faço a vossa vontade, guardo em meu coração vossa lei!'
R: Irmãos, anunciai a morte do Senhor, até que ele venha!
Boas-novas de vossa justiça anunciei numa grande assembléia; vós sabeis: não fechei os meus lábios!
R: Irmãos, anunciai a morte do Senhor, até que ele venha!
Mas se alegre e em vós rejubile todo ser que vos busca, Senhor! Digam sempre: 'É grande o Senhor!' os que buscam em vós seu auxílio.
R: Irmãos, anunciai a morte do Senhor, até que ele venha!
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 7,1-10
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas:
Naquele tempo: 1Quando acabou de falar ao povo que o escutava, Jesus entrou em Cafarnaum. 2Havia lá um oficial romano que tinha um empregado a quem estimava muito, e que estava doente, à beira da morte. 3O oficial ouviu falar de Jesus e enviou alguns anciãos dos judeus, para pedirem que Jesus viesse salvar seu empregado. 4Chegando onde Jesus estava, pediram-lhe com insistência: 'O oficial merece que lhe faças este favor, 5porque ele estima o nosso povo. Ele até nos construiu uma sinagoga.' 6Então Jesus pôs-se a caminho com eles. Porém, quando já estava perto da casa,
o oficial mandou alguns amigos dizerem a Jesus: 'Senhor, não te incomodes, pois não sou digno de que entres em minha casa. 7Nem mesmo me achei digno de ir pessoalmente ao teu encontro. Mas ordena com a tua palavra, e o meu empregado ficará curado. 8Eu também estou debaixo de autoridade, mas tenho soldados que obedecem às minhas ordens. Se ordeno a um : 'Vai!', ele vai; e a outro: 'Vem!', ele vem; e ao meu empregado 'Faze isto!', e ele o faz'.' 9Ouvindo isso, Jesus ficou admirado. Virou-se para a multidão que o seguia, e disse: 'Eu vos declaro que nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé.' 10Os mensageiros voltaram para a casa do oficial e encontraram o empregado em perfeita saúde.
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor
Comentário ao Evangelho do dia feito por Santo Agostinho (354-430)
Bispo de Hipona (Norte de África) e Doutor da Igreja
Sermão 62 (a partir da trad. Brésard, 2000 ans C, p.80 rev.)
«Senhor, eu não sou digno»
Na leitura do Evangelho, ouvimos Jesus louvar a nossa fé, associada à humildade. Quando prometeu ir a casa do centurião curar-lhe o servo, este respondeu: «Não sou digno de que entres debaixo do meu tecto, mas diz uma só palavra e o meu servo será curado». Ao considerar-se indigno, revela-se digno - digno não só de que Cristo entre em sua casa, mas também no seu coração. [...]
Pois não teria sido para ele grande alegria se o Senhor Jesus tivesse entrado em sua casa sem estar no seu coração. Com efeito Cristo, Mestre em humildade pelo Seu exemplo e pelas Suas palavras, sentou-Se à mesa em casa de um fariseu orgulhoso chamado Simão (Lc 7, 36ss.). Embora Se sentasse à sua mesa, não entrou no seu coração: aí, «o Filho do Homem não tinha onde reclinar a cabeça» (Lc 9, 58). Pelo contrário, aqui não entra em casa do centurião, mas entra no seu coração. [...]
Por conseguinte, é a fé unida à humildade que o Senhor elogia neste centurião. Quando este diz: «Não sou digno de que entres debaixo do meu tecto», o Senhor responde: «Em verdade vos digo, nem em Israel encontrei tão grande fé». [...] O Senhor veio ao povo de Israel segundo a carne, para procurar primeiramente neste povo a Sua ovelha perdida (cf Lc 15, 4). [...] Nós, como homens, não podemos medir a fé dos homens. Foi Aquele que vê o fundo dos corações, Aquele a Quem ninguém engana, que testemunhou como era o coração deste homem; ao ouvir as suas palavras repletas de humildade, responde-lhe com uma palavra que cura.
Naquele tempo: 1Quando acabou de falar ao povo que o escutava, Jesus entrou em Cafarnaum. 2Havia lá um oficial romano que tinha um empregado a quem estimava muito, e que estava doente, à beira da morte.
Segunda-feira, 13 de Setembro de 2010.
SANTO DO DIA: Santo Amado, Abade de Lorena, e seu amigo São Romarico; São João Crisóstomo, Bispo e doutor
a Igreja; São Maurílio, Bispo
Primeira Leitura: Primeira carta de São Paulo aos Coríntios 11,17-26.33
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios:
Irmãos: 17No que tenho a dizer-vos, eu não vos louvo, pois vossas reuniões não têm sido para o vosso bem, mas para o mal. 18Com efeito, e em primeiro lugar, ouço dizer que, quando vos reunis em assembleia, têm surgido divisões entre vós. E, em parte, acredito. 19Na verdade, convém que haja até cisões entre vós, para que também se tornem bem conhecidos aqueles dentre vós que resistem à prova. 20De fato, não é para comer a Ceia do Senhor que vos reunis em comum. 21Pois cada um se apressa a comer a sua própria ceia; e enquanto um passa fome o outro se embriaga. 22Não tendes casas onde comer e beber? Ou desprezais a Igreja de Deus e quereis envergonhar aqueles que nada têm? Que vos direi? Hei-de elogiar-vos? Neste ponto, não posso elogiar-vos. 23O que eu recebi do Senhor foi isso que eu vos transmiti: Na noite em que foi entregue, o Senhor Jesus tomou o pão 24e, depois de dar graças, partiu-o e disse: 'Isto é o meu corpo que é dado por vós. Fazei-o em memória de mim'. 25Do mesmo modo, depois da ceia, tomou também o cálice e disse: 'Este cálice é a nova aliança, em meu sangue. Todas as vezes que dele beberdes, fazei isto em minha memória'. 26Todas as vezes, de fato, que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, estareis proclamando a morte do Senhor, até que ele venha. 33Portanto, meus irmãos, quando vos reunirdes para a Ceia, esperai uns pelos outros.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus
Salmo 39
Sacrifício e oblação não quisestes, mas abristes, Senhor, meus ouvidos; não pedistes ofertas nem vítimas, holocaustos por nossos pecados, E então eu vos disse: 'Eis que venho!'
R: Irmãos, anunciai a morte do Senhor, até que ele venha!
Sobre mim está escrito no livro: Com prazer faço a vossa vontade, guardo em meu coração vossa lei!'
R: Irmãos, anunciai a morte do Senhor, até que ele venha!
Boas-novas de vossa justiça anunciei numa grande assembléia; vós sabeis: não fechei os meus lábios!
R: Irmãos, anunciai a morte do Senhor, até que ele venha!
Mas se alegre e em vós rejubile todo ser que vos busca, Senhor! Digam sempre: 'É grande o Senhor!' os que buscam em vós seu auxílio.
R: Irmãos, anunciai a morte do Senhor, até que ele venha!
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 7,1-10
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas:
Naquele tempo: 1Quando acabou de falar ao povo que o escutava, Jesus entrou em Cafarnaum. 2Havia lá um oficial romano que tinha um empregado a quem estimava muito, e que estava doente, à beira da morte. 3O oficial ouviu falar de Jesus e enviou alguns anciãos dos judeus, para pedirem que Jesus viesse salvar seu empregado. 4Chegando onde Jesus estava, pediram-lhe com insistência: 'O oficial merece que lhe faças este favor, 5porque ele estima o nosso povo. Ele até nos construiu uma sinagoga.' 6Então Jesus pôs-se a caminho com eles. Porém, quando já estava perto da casa,
o oficial mandou alguns amigos dizerem a Jesus: 'Senhor, não te incomodes, pois não sou digno de que entres em minha casa. 7Nem mesmo me achei digno de ir pessoalmente ao teu encontro. Mas ordena com a tua palavra, e o meu empregado ficará curado. 8Eu também estou debaixo de autoridade, mas tenho soldados que obedecem às minhas ordens. Se ordeno a um : 'Vai!', ele vai; e a outro: 'Vem!', ele vem; e ao meu empregado 'Faze isto!', e ele o faz'.' 9Ouvindo isso, Jesus ficou admirado. Virou-se para a multidão que o seguia, e disse: 'Eu vos declaro que nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé.' 10Os mensageiros voltaram para a casa do oficial e encontraram o empregado em perfeita saúde.
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor
Comentário ao Evangelho do dia feito por Santo Agostinho (354-430)
Bispo de Hipona (Norte de África) e Doutor da Igreja
Sermão 62 (a partir da trad. Brésard, 2000 ans C, p.80 rev.)
«Senhor, eu não sou digno»
Na leitura do Evangelho, ouvimos Jesus louvar a nossa fé, associada à humildade. Quando prometeu ir a casa do centurião curar-lhe o servo, este respondeu: «Não sou digno de que entres debaixo do meu tecto, mas diz uma só palavra e o meu servo será curado». Ao considerar-se indigno, revela-se digno - digno não só de que Cristo entre em sua casa, mas também no seu coração. [...]
Pois não teria sido para ele grande alegria se o Senhor Jesus tivesse entrado em sua casa sem estar no seu coração. Com efeito Cristo, Mestre em humildade pelo Seu exemplo e pelas Suas palavras, sentou-Se à mesa em casa de um fariseu orgulhoso chamado Simão (Lc 7, 36ss.). Embora Se sentasse à sua mesa, não entrou no seu coração: aí, «o Filho do Homem não tinha onde reclinar a cabeça» (Lc 9, 58). Pelo contrário, aqui não entra em casa do centurião, mas entra no seu coração. [...]
Por conseguinte, é a fé unida à humildade que o Senhor elogia neste centurião. Quando este diz: «Não sou digno de que entres debaixo do meu tecto», o Senhor responde: «Em verdade vos digo, nem em Israel encontrei tão grande fé». [...] O Senhor veio ao povo de Israel segundo a carne, para procurar primeiramente neste povo a Sua ovelha perdida (cf Lc 15, 4). [...] Nós, como homens, não podemos medir a fé dos homens. Foi Aquele que vê o fundo dos corações, Aquele a Quem ninguém engana, que testemunhou como era o coração deste homem; ao ouvir as suas palavras repletas de humildade, responde-lhe com uma palavra que cura.
12 de setembro de 2010
CASO VERÍDICO
Um pai vivia com seu filho, O filho era casado. Certa ocasião , o casal decidiu ir viver noutro apartamento contíguo. Deixou de prestar auxílio a quem precisava.
Dorido, o pai abriu-se com um amigo que lhe deu a solução para o caso,entregando-lhe um saco de moedas que ele iria contar todas as noites.Aconselhou-o ainda a que deixasse cair umas moedas de vez em quando.
Ele assim fez.
Aquele barulho da queda das moedas intrigou o filho e levou-o a pensar:
-Afinal o meu pai é rico! Todos os dias conta dinheiro! Tenho de reatar a amizade com ele...
Assim fez e voltou a cuidar do pai, agora com todos os mimos.
Chegou o dia morte do pai e o filho só se preocupou em descobrir a fortuna dele. Tudo procurou e não encontrou mais que uns falsos patacos que o pobre pai usou para angariar a caridade do filho enquanto vivo.
Tanto fazem os pais pelos filhos e, tantas vezes, são por estes, tão pouco reconhecidos!
Dorido, o pai abriu-se com um amigo que lhe deu a solução para o caso,entregando-lhe um saco de moedas que ele iria contar todas as noites.Aconselhou-o ainda a que deixasse cair umas moedas de vez em quando.
Ele assim fez.
Aquele barulho da queda das moedas intrigou o filho e levou-o a pensar:
-Afinal o meu pai é rico! Todos os dias conta dinheiro! Tenho de reatar a amizade com ele...
Assim fez e voltou a cuidar do pai, agora com todos os mimos.
Chegou o dia morte do pai e o filho só se preocupou em descobrir a fortuna dele. Tudo procurou e não encontrou mais que uns falsos patacos que o pobre pai usou para angariar a caridade do filho enquanto vivo.
Tanto fazem os pais pelos filhos e, tantas vezes, são por estes, tão pouco reconhecidos!
O VALOR DO SILÊNCIO
O valor do silêncio
Três vezes por dia, tudo pára na colina de Taizé: o trabalho, os estudos bíblicos, os intercâmbios. Os sinos chamam à igreja para rezar. Centenas, por vezes milhares de jovens de países muito diversos através do mundo, rezam e cantam com os irmãos da Comunidade. A Bíblia é lida em várias línguas. No centro de cada oração comunitária, um longo tempo de silêncio é um momento único de encontro com Deus.
Silêncio e oração
Se nos deixarmos guiar pelo mais antigo livro de oração, os Salmos bíblicos, nós encontramos aí duas formas principais de oração: por um lado o lamento e o pedido de socorro, por outro o agradecimento e o louvor. De forma mais oculta, há um terceiro tipo de oração, sem súplicas nem louvor explícito. O Salmo 131, por exemplo, não é senão calma e confiança: «Estou sossegado e tranquilo… Espera no Senhor, desde agora e para sempre!»
Por vezes a oração cala-se, pois uma comunhão tranquila com Deus pode abster-se de palavras. «Estou sossegado e tranquilo, como uma criança saciada ao colo da mãe; a minha alma é como uma criança saciada.» Como uma criança saciada que parou de gritar, junto da sua mãe, assim pode estar a minha alma na presença de Deus. Então a oração não precisa de palavras, nem mesmo de reflexões.
Como chegar ao silêncio interior? Por vezes calamo-nos, mas, por dentro, discutimos muito, confrontando-nos com interlocutores imaginários ou lutando connosco mesmos. Manter a sua alma em paz pressupõe uma espécie de simplicidade: «Já não corro atrás de grandezas, ou de coisas fora do meu alcance.» Fazer silêncio é reconhecer que as minhas inquietações não têm muito poder. Fazer silêncio é confiar a Deus o que está fora do meu alcance e das minhas capacidades. Um momento de silêncio, mesmo muito breve, é como um repouso sabático, uma santa pausa, uma trégua da inquietação.
A agitação dos nossos pensamentos pode ser comparada com a tempestade que sacudiu o barco dos discípulos, no Mar da Galileia, enquanto Jesus dormia. Também nos acontece estarmos perdidos, angustiados, incapazes de nos apaziguarmos a nós mesmos. Mas Cristo também é capaz de vir em nosso auxílio. Da mesma forma que falou imperiosamente ao vento e ao mar e que «se fez grande calma», ele pode igualmente acalmar o nosso coração quando está agitado pelo medo e pelas inquietações (Marcos 4).
Fazendo silêncio, pomos a nossa esperança em Deus. Um salmo sugere que o silêncio é mesmo uma forma de louvor. Nós lemos habitualmente o primeiro verso do Salmo 65: « A ti, ó Deus, é devido o louvor ». Esta tradução segue a versão grega, mas na verdade o texto hebreu diz: «Para Vós, ó Deus, o silêncio é louvor». Quando cessam as palavras e os pensamentos, Deus é louvado no enlevo silencioso e na admiração.
A Palavra de Deus: trovão e silêncio
No Sinai, Deus falou a Moisés e aos Israelitas. Trovões, relâmpagos e um som de trompa cada vez mais forte, precediam e acompanhavam a Palavra de Deus (Êxodo 19). Séculos mais tarde, o profeta Elias volta à mesma montanha de Deus. Ali revive a experiência dos seus antepassados: tempestade, tremores de terra e fogo, e ele prontifica-se a escutar Deus falando-lhe no trovão. Mas o Senhor não está nos fenómenos tradicionais do seu poder. Quando o grande barulho pára, Elias ouve «o murmúrio de uma brisa suava», e então Deus fala-lhe (1 Reis 19).
Deus fala com voz forte ou numa brisa de silêncio? Temos de tomar como modelo o povo reunido ao pé do Sinai ou o profeta Elias? Provavelmente isto é uma falsa alternativa. Os fenómenos terríveis que acompanham o dom dos dez mandamentos sublinham a sua importância. Guardar os mandamentos ou rejeitá-los é uma questão de vida ou de morte. Quem vê uma criança correr em direcção a um carro que passa, tem muitas razões para gritar tão alto quanto consiga. Em situações análogas, os profetas anunciaram a palavra de Deus de forma a fazer zumbir as orelhas.
Palavras ditas com voz forte fazem-se ouvir, impressionam. Mas sabemos bem que elas quase não tocam os corações. Em lugar de acolhimento, elas encontram resistência. A experiência de Elias mostra que Deus não quer impressionar, mas ser compreendido e acolhido. Deus escolheu «o murmúrio de uma brisa suave» para falar. É um paradoxo:
Deus é silencioso e no entanto fala
Quando a palavra de Deus se faz «o murmúrio de uma brisa suave», ela é mais eficaz do que nunca para transformar os nossos corações. A tempestade do monte Sinai abria fendas nos rochedos, mas a palavra silenciosa de Deus é capaz de quebrar os corações de pedra. Para o próprio Elias, o silêncio súbito era provavelmente mais temível do que a tempestade e o trovão. As poderosas manifestações de Deus eram-lhe, em certo sentido, familiares. É o silêncio de Deus que desconcerta, porque é muito diferente de tudo o que Elias conhecia até então.
O silêncio prepara-nos para um novo encontro com Deus. No silêncio, a palavra de Deus pode atingir os recantos escondidos dos nossos corações. No silêncio, ela revela-se «mais penetrante do que uma espada de dois gumes, penetra até à divisão da alma e do corpo» (Hebreus 4,12). Fazendo silêncio, deixamos de esconder-nos diante de Deus, e a luz de Cristo pode atingir, curar e mesmo transformar aquilo de que temos vergonha.
Silêncio e amor
Cristo diz: «É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros como eu vos amei» (João 15,12). Precisamos de silêncio para acolher estas palavras e pô-las em prática. Quando estamos agitados e inquietos, temos tantos argumentos e razões para não perdoar e para não amar facilmente. Mas quando temos «a nossa alma em paz e silêncio», estas razões desaparecem. Talvez por vezes evitemos o silêncio, preferindo-lhe qualquer barulho, palavras ou distracções quaisquer que elas sejam, porque a paz interior é uma questão arriscada: torna-nos vazios e pobres, dissolve a amargura e as revoltas e leva-nos ao dom de nós mesmos. Silenciosos e pobres, os nossos corações são conquistados pelo Espírito Santo, cheios de um amor incondicional. De forma humilde mas certa, o silêncio leva a amar.
Comunidade Taizé
Três vezes por dia, tudo pára na colina de Taizé: o trabalho, os estudos bíblicos, os intercâmbios. Os sinos chamam à igreja para rezar. Centenas, por vezes milhares de jovens de países muito diversos através do mundo, rezam e cantam com os irmãos da Comunidade. A Bíblia é lida em várias línguas. No centro de cada oração comunitária, um longo tempo de silêncio é um momento único de encontro com Deus.
Silêncio e oração
Se nos deixarmos guiar pelo mais antigo livro de oração, os Salmos bíblicos, nós encontramos aí duas formas principais de oração: por um lado o lamento e o pedido de socorro, por outro o agradecimento e o louvor. De forma mais oculta, há um terceiro tipo de oração, sem súplicas nem louvor explícito. O Salmo 131, por exemplo, não é senão calma e confiança: «Estou sossegado e tranquilo… Espera no Senhor, desde agora e para sempre!»
Por vezes a oração cala-se, pois uma comunhão tranquila com Deus pode abster-se de palavras. «Estou sossegado e tranquilo, como uma criança saciada ao colo da mãe; a minha alma é como uma criança saciada.» Como uma criança saciada que parou de gritar, junto da sua mãe, assim pode estar a minha alma na presença de Deus. Então a oração não precisa de palavras, nem mesmo de reflexões.
Como chegar ao silêncio interior? Por vezes calamo-nos, mas, por dentro, discutimos muito, confrontando-nos com interlocutores imaginários ou lutando connosco mesmos. Manter a sua alma em paz pressupõe uma espécie de simplicidade: «Já não corro atrás de grandezas, ou de coisas fora do meu alcance.» Fazer silêncio é reconhecer que as minhas inquietações não têm muito poder. Fazer silêncio é confiar a Deus o que está fora do meu alcance e das minhas capacidades. Um momento de silêncio, mesmo muito breve, é como um repouso sabático, uma santa pausa, uma trégua da inquietação.
A agitação dos nossos pensamentos pode ser comparada com a tempestade que sacudiu o barco dos discípulos, no Mar da Galileia, enquanto Jesus dormia. Também nos acontece estarmos perdidos, angustiados, incapazes de nos apaziguarmos a nós mesmos. Mas Cristo também é capaz de vir em nosso auxílio. Da mesma forma que falou imperiosamente ao vento e ao mar e que «se fez grande calma», ele pode igualmente acalmar o nosso coração quando está agitado pelo medo e pelas inquietações (Marcos 4).
Fazendo silêncio, pomos a nossa esperança em Deus. Um salmo sugere que o silêncio é mesmo uma forma de louvor. Nós lemos habitualmente o primeiro verso do Salmo 65: « A ti, ó Deus, é devido o louvor ». Esta tradução segue a versão grega, mas na verdade o texto hebreu diz: «Para Vós, ó Deus, o silêncio é louvor». Quando cessam as palavras e os pensamentos, Deus é louvado no enlevo silencioso e na admiração.
A Palavra de Deus: trovão e silêncio
No Sinai, Deus falou a Moisés e aos Israelitas. Trovões, relâmpagos e um som de trompa cada vez mais forte, precediam e acompanhavam a Palavra de Deus (Êxodo 19). Séculos mais tarde, o profeta Elias volta à mesma montanha de Deus. Ali revive a experiência dos seus antepassados: tempestade, tremores de terra e fogo, e ele prontifica-se a escutar Deus falando-lhe no trovão. Mas o Senhor não está nos fenómenos tradicionais do seu poder. Quando o grande barulho pára, Elias ouve «o murmúrio de uma brisa suava», e então Deus fala-lhe (1 Reis 19).
Deus fala com voz forte ou numa brisa de silêncio? Temos de tomar como modelo o povo reunido ao pé do Sinai ou o profeta Elias? Provavelmente isto é uma falsa alternativa. Os fenómenos terríveis que acompanham o dom dos dez mandamentos sublinham a sua importância. Guardar os mandamentos ou rejeitá-los é uma questão de vida ou de morte. Quem vê uma criança correr em direcção a um carro que passa, tem muitas razões para gritar tão alto quanto consiga. Em situações análogas, os profetas anunciaram a palavra de Deus de forma a fazer zumbir as orelhas.
Palavras ditas com voz forte fazem-se ouvir, impressionam. Mas sabemos bem que elas quase não tocam os corações. Em lugar de acolhimento, elas encontram resistência. A experiência de Elias mostra que Deus não quer impressionar, mas ser compreendido e acolhido. Deus escolheu «o murmúrio de uma brisa suave» para falar. É um paradoxo:
Deus é silencioso e no entanto fala
Quando a palavra de Deus se faz «o murmúrio de uma brisa suave», ela é mais eficaz do que nunca para transformar os nossos corações. A tempestade do monte Sinai abria fendas nos rochedos, mas a palavra silenciosa de Deus é capaz de quebrar os corações de pedra. Para o próprio Elias, o silêncio súbito era provavelmente mais temível do que a tempestade e o trovão. As poderosas manifestações de Deus eram-lhe, em certo sentido, familiares. É o silêncio de Deus que desconcerta, porque é muito diferente de tudo o que Elias conhecia até então.
O silêncio prepara-nos para um novo encontro com Deus. No silêncio, a palavra de Deus pode atingir os recantos escondidos dos nossos corações. No silêncio, ela revela-se «mais penetrante do que uma espada de dois gumes, penetra até à divisão da alma e do corpo» (Hebreus 4,12). Fazendo silêncio, deixamos de esconder-nos diante de Deus, e a luz de Cristo pode atingir, curar e mesmo transformar aquilo de que temos vergonha.
Silêncio e amor
Cristo diz: «É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros como eu vos amei» (João 15,12). Precisamos de silêncio para acolher estas palavras e pô-las em prática. Quando estamos agitados e inquietos, temos tantos argumentos e razões para não perdoar e para não amar facilmente. Mas quando temos «a nossa alma em paz e silêncio», estas razões desaparecem. Talvez por vezes evitemos o silêncio, preferindo-lhe qualquer barulho, palavras ou distracções quaisquer que elas sejam, porque a paz interior é uma questão arriscada: torna-nos vazios e pobres, dissolve a amargura e as revoltas e leva-nos ao dom de nós mesmos. Silenciosos e pobres, os nossos corações são conquistados pelo Espírito Santo, cheios de um amor incondicional. De forma humilde mas certa, o silêncio leva a amar.
Comunidade Taizé
10 de setembro de 2010
A MORTE NÃO É NADA
A Morte não é Nada
A morte não é nada.
Eu somente passei para
o outro lado do Caminho.
Eu sou eu, vós sois vós.
O que eu era para vós,
Eu continuarei sendo.
Dai-me o nome que sempre me deram,
Falem comigo como sempre fizeram.
Vós continuais vivendo no mundo das criaturas,
Eu estou vivendo no mundo do Criador.
Não utilizem um tom solene ou triste,
Continuem a rir daquilo que nos fazia rir juntos.
Rezem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim.
Que meu nome seja pronunciado
como sempre foi,
Sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra ou tristeza.
A vida significa tudo o que ela sempre significou,
O fio não foi cortado.
Porque eu estaria fora de vossos pensamentos,
Agora que estou apenas fora de vossas vistas?
Eu não estou longe,
Apenas estou do outro lado do Caminho...
Vós, que aí ficais, segui em frente,
A vida continua,
linda e bela como sempre foi.
“Santo Agostinho
A morte não é nada.
Eu somente passei para
o outro lado do Caminho.
Eu sou eu, vós sois vós.
O que eu era para vós,
Eu continuarei sendo.
Dai-me o nome que sempre me deram,
Falem comigo como sempre fizeram.
Vós continuais vivendo no mundo das criaturas,
Eu estou vivendo no mundo do Criador.
Não utilizem um tom solene ou triste,
Continuem a rir daquilo que nos fazia rir juntos.
Rezem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim.
Que meu nome seja pronunciado
como sempre foi,
Sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra ou tristeza.
A vida significa tudo o que ela sempre significou,
O fio não foi cortado.
Porque eu estaria fora de vossos pensamentos,
Agora que estou apenas fora de vossas vistas?
Eu não estou longe,
Apenas estou do outro lado do Caminho...
Vós, que aí ficais, segui em frente,
A vida continua,
linda e bela como sempre foi.
“Santo Agostinho
OS SILÊNCIOS DA VIDA.ORAÇÃO DA TARDE
Cada silêncio na vida é nascente duma semente entre areias do deserto, entre as entranhas do Oceano, onde o quente e o frio se conjugam no desconhecido como libertadores da poluição que tenta afogar o fulgor da alma.
Cada silêncio da vida traz a ascensão do brilho à alma que, aparentemente caída, se felicita a ela mesma, porque fica mais aderente ao que permanece silenciosamente activo, à realidade divina-Deus.
Cada silêncio na vida não nos acusa de solitários, mas antes, mais exigentes com a nossa união ao Autor da Vida, Único que nô-la pode purificar, numa capacidade infinda de Amor.
Cada silêncio na vida é como um balde vazio onde aos poucos Alguém vai insuflando gotas de Fé que deixam a alma perturbada mais sossegada, nos momentos em que o egoísmo a quer encher de superficialidades que O fazem esquecer,.
Cada silêncio na vida é o restauro paz depois da morte da serpente e o restauro do canto do rouxinol.
Cada silêncio na vida é a ligação da cruz aos desaires que nos acometem no peregrinar da caminhada terrena.
Cada silêncio na vida é reparar o passado, viver o presente e confiar no amanhã, num amor a dois.
Cada silêncio na vida é de graças ao Pai que continua a moldar o barro, num sentido de eternidade!
M.R.Guerra
Cada silêncio da vida traz a ascensão do brilho à alma que, aparentemente caída, se felicita a ela mesma, porque fica mais aderente ao que permanece silenciosamente activo, à realidade divina-Deus.
Cada silêncio na vida não nos acusa de solitários, mas antes, mais exigentes com a nossa união ao Autor da Vida, Único que nô-la pode purificar, numa capacidade infinda de Amor.
Cada silêncio na vida é como um balde vazio onde aos poucos Alguém vai insuflando gotas de Fé que deixam a alma perturbada mais sossegada, nos momentos em que o egoísmo a quer encher de superficialidades que O fazem esquecer,.
Cada silêncio na vida é o restauro paz depois da morte da serpente e o restauro do canto do rouxinol.
Cada silêncio na vida é a ligação da cruz aos desaires que nos acometem no peregrinar da caminhada terrena.
Cada silêncio na vida é reparar o passado, viver o presente e confiar no amanhã, num amor a dois.
Cada silêncio na vida é de graças ao Pai que continua a moldar o barro, num sentido de eternidade!
M.R.Guerra
PALAVRA DO SENHOR PARA O DIA DE HOJE COM OS ARAUTOS DO EVANGELHO
Evangelho segundo São Lucas 6,39-42
Naquele tempo: 39Jesus contou uma parábola aos discípulos: 'Pode um cego guiar outro cego?
Sexta-feira, 10 de Setembro de 2010.
SANTO DO DIA: São Nicolau de Tolentino; Santo Autberto, Bispo
Primeira Leitura - Coríntios 9,16-19.22b-27
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios:
Irmãos: Pregar o evangelho não é para mim motivo de glória. É antes uma necessidade para mim, uma imposição. Ai de mim se eu não pregar o evangelho! 17Se eu exercesse minha função de pregador por iniciativa própria, eu teria direito a salário. Mas, como a iniciativa não é minha, trata-se de um encargo que me foi confiado. 18Em que consiste então o meu salário? Em pregar o evangelho, oferecendo-o de graça, sem usar os direitos que o evangelho me dá. 19Assim, livre em relação a todos, eu me tornei escravo de todos, a fim de ganhar o maior número possível. 22bCom todos, eu me fiz tudo, para certamente salvar alguns. 23Por causa do evangelho eu faço tudo, para ter parte nele. 24Acaso não sabeis que os que correm no estádio correm todos juntos, mas um só ganha o prêmio.? Correi de tal maneira que conquisteis o prêmio. 25Todo atleta se sujeita a uma disciplina rigorosa em relação a tudo, e eles procedem assim, para receberem uma coroa corruptível. Quanto a nós, a coroa que buscamos é incorruptível! 26Por isso, eu corro, mas não à toa. Eu luto, mas não como quem dá murros no ar. 27Trato duramente o meu corpo e o subjugo, para não acontecer que, depois de ter proclamado a boa nova aos outros, eu mesmo seja reprovado.
Palavra do Senhor.
Graças a Deus
Salmo 83
Minha alma desfalece de saudades e anseia pelos átrios do Senhor! Meu coração e minha carne rejubilam e exultam de alegria no Deus vivo!
R: Quão amável, ó Senhor, é vossa casa!
Mesmo o pardal encontra abrigo em vossa casa, e a andorinha ali prepara o seu ninho, para nele seus filhotes colocar: vossos altares, ó Senhor Deus do universo! vossos altares, ó meu Rei e meu Senhor!
R: Quão amável, ó Senhor, é vossa casa!
Felizes os que habitam vossa casa; para sempre haverão de vos louvar! Felizes os que em vós têm sua força, e se decidem a partir em romaria!
R: Quão amável, ó Senhor, é vossa casa!
O Senhor Deus é como um sol, é um escudo, e largamente distribui a graça e a glória. O Senhor nunca recusa bem algum àqueles que caminham na justiça.
R: Quão amável, ó Senhor, é vossa casa!
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 6,39-42
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas:
Naquele tempo: 39Jesus contou uma parábola aos discípulos: 'Pode um cego guiar outro cego? Não cairão os dois num buraco? 40Um discípulo não é maior do que o mestre; todo discípulo bem formado será como o mestre. 41Por que vês tu o cisco no olho do teu irmão, e não percebes a trave que há no teu próprio olho? 42Como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o cisco do teu olho, quando tu não vês a trave no teu próprio olho? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho, e então poderás enxergar bem para tirar o cisco do olho do teu irmão.
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor
Comentário ao Evangelho do dia feito por Santo Agostinho (354-430)
Bispo de Hipona (África do Norte) e Doutor da Igreja
Explicação do Sermão da montanha, 19 (a partir da trad. DDB 1978, p.134)
«O argueiro e a trave»
«Como podes dizer ao teu irmão: 'Irmão, deixa-me tirar o argueiro da tua vista', tu que não vês a trave que está na tua? Hipócrita, tira primeiro a trave da tua vista e, então, verás para tirar o argueiro da vista do teu irmão». Quer isto dizer: afasta primeiro, para longe de ti, o ódio: poderás então corrigir aquele a quem amas. E Ele diz «hipócrita» justamente. Censurar os vícios deve ser a atitude própria dos homens justos e bondosos. Ao fazê-lo, os homens maus usurpam um papel; fazem lembrar comediantes que escondem por detrás de uma máscara a sua identidade [...].
Quando tivermos de censurar ou corrigir, façamos com escrupulosa preocupação esta pergunta a nós próprios: será que nunca cometemos esse erro? E ficámos curados dele? Mesmo se nunca o tivermos cometido, lembremo-nos de que somos humanos e de que podíamos tê-lo cometido. Se por outro lado o tivermos cometido no passado, lembremo-nos da nossa fragilidade para que a benevolência e não o ódio nos dite reprovação ou censura. Venha o culpado a tornar-se melhor ou pior com a nossa censura benévola - pois o resultado é incerto -, ficaremos ao menos seguros de que o nosso olhar se manteve puro. Mas se na introspecção descobrirmos em nós o mesmo defeito que pretendemos repreender, em vez de admoestar com reprimendas o culpado, choremos com ele; não lhe peçamos que nos obedeça, mas que partilhe o nosso esforço
Naquele tempo: 39Jesus contou uma parábola aos discípulos: 'Pode um cego guiar outro cego?
Sexta-feira, 10 de Setembro de 2010.
SANTO DO DIA: São Nicolau de Tolentino; Santo Autberto, Bispo
Primeira Leitura - Coríntios 9,16-19.22b-27
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios:
Irmãos: Pregar o evangelho não é para mim motivo de glória. É antes uma necessidade para mim, uma imposição. Ai de mim se eu não pregar o evangelho! 17Se eu exercesse minha função de pregador por iniciativa própria, eu teria direito a salário. Mas, como a iniciativa não é minha, trata-se de um encargo que me foi confiado. 18Em que consiste então o meu salário? Em pregar o evangelho, oferecendo-o de graça, sem usar os direitos que o evangelho me dá. 19Assim, livre em relação a todos, eu me tornei escravo de todos, a fim de ganhar o maior número possível. 22bCom todos, eu me fiz tudo, para certamente salvar alguns. 23Por causa do evangelho eu faço tudo, para ter parte nele. 24Acaso não sabeis que os que correm no estádio correm todos juntos, mas um só ganha o prêmio.? Correi de tal maneira que conquisteis o prêmio. 25Todo atleta se sujeita a uma disciplina rigorosa em relação a tudo, e eles procedem assim, para receberem uma coroa corruptível. Quanto a nós, a coroa que buscamos é incorruptível! 26Por isso, eu corro, mas não à toa. Eu luto, mas não como quem dá murros no ar. 27Trato duramente o meu corpo e o subjugo, para não acontecer que, depois de ter proclamado a boa nova aos outros, eu mesmo seja reprovado.
Palavra do Senhor.
Graças a Deus
Salmo 83
Minha alma desfalece de saudades e anseia pelos átrios do Senhor! Meu coração e minha carne rejubilam e exultam de alegria no Deus vivo!
R: Quão amável, ó Senhor, é vossa casa!
Mesmo o pardal encontra abrigo em vossa casa, e a andorinha ali prepara o seu ninho, para nele seus filhotes colocar: vossos altares, ó Senhor Deus do universo! vossos altares, ó meu Rei e meu Senhor!
R: Quão amável, ó Senhor, é vossa casa!
Felizes os que habitam vossa casa; para sempre haverão de vos louvar! Felizes os que em vós têm sua força, e se decidem a partir em romaria!
R: Quão amável, ó Senhor, é vossa casa!
O Senhor Deus é como um sol, é um escudo, e largamente distribui a graça e a glória. O Senhor nunca recusa bem algum àqueles que caminham na justiça.
R: Quão amável, ó Senhor, é vossa casa!
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 6,39-42
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas:
Naquele tempo: 39Jesus contou uma parábola aos discípulos: 'Pode um cego guiar outro cego? Não cairão os dois num buraco? 40Um discípulo não é maior do que o mestre; todo discípulo bem formado será como o mestre. 41Por que vês tu o cisco no olho do teu irmão, e não percebes a trave que há no teu próprio olho? 42Como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o cisco do teu olho, quando tu não vês a trave no teu próprio olho? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho, e então poderás enxergar bem para tirar o cisco do olho do teu irmão.
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor
Comentário ao Evangelho do dia feito por Santo Agostinho (354-430)
Bispo de Hipona (África do Norte) e Doutor da Igreja
Explicação do Sermão da montanha, 19 (a partir da trad. DDB 1978, p.134)
«O argueiro e a trave»
«Como podes dizer ao teu irmão: 'Irmão, deixa-me tirar o argueiro da tua vista', tu que não vês a trave que está na tua? Hipócrita, tira primeiro a trave da tua vista e, então, verás para tirar o argueiro da vista do teu irmão». Quer isto dizer: afasta primeiro, para longe de ti, o ódio: poderás então corrigir aquele a quem amas. E Ele diz «hipócrita» justamente. Censurar os vícios deve ser a atitude própria dos homens justos e bondosos. Ao fazê-lo, os homens maus usurpam um papel; fazem lembrar comediantes que escondem por detrás de uma máscara a sua identidade [...].
Quando tivermos de censurar ou corrigir, façamos com escrupulosa preocupação esta pergunta a nós próprios: será que nunca cometemos esse erro? E ficámos curados dele? Mesmo se nunca o tivermos cometido, lembremo-nos de que somos humanos e de que podíamos tê-lo cometido. Se por outro lado o tivermos cometido no passado, lembremo-nos da nossa fragilidade para que a benevolência e não o ódio nos dite reprovação ou censura. Venha o culpado a tornar-se melhor ou pior com a nossa censura benévola - pois o resultado é incerto -, ficaremos ao menos seguros de que o nosso olhar se manteve puro. Mas se na introspecção descobrirmos em nós o mesmo defeito que pretendemos repreender, em vez de admoestar com reprimendas o culpado, choremos com ele; não lhe peçamos que nos obedeça, mas que partilhe o nosso esforço
8 de setembro de 2010
33 OS MINEIROS SOTERRADOS
OS INSTANTES DA VIDA
33 os mineiros soterrados,
33 as almas sofridas,
33 os corpos agastados,
33 as vidas choradas,
33 as famílias aos ais,
33 os benditos do Senhor,
33 as saudades inconsoláveis,
33 os desejos viáveis,
33 os corações ansiosos,
33 horrores de penar,
33 em noites perniciosas,
33 as dúvidas fatais,
33 os homens a rezar,
33 corpos em perigo vital,
33 acasos soluçantes
33 orações suplicantes
33 tristezas sem ódio
33 sóis que a luz irradia
33 heróis. noite e dia,
33 servos em fraternidade,
33 dias no duro do mês,
33 instantes de cada vez,
33 estrelas no escuro,
33 luzes fulcrando duro,
33 canções que doem,
33 rotinas que moem,
33 sonhos de vida,
33 amores em segredo,
33 olhares de medo,
33 instantes de esperança,
33 faróis em liderança,
33 almas de gente,
33 astros a clarear,
33 rostos que riem,
33 penas em tom clemente,
33 rostos de meigo olhar,
33 almas movendo o mundo,
33 cristãos de ardor profundo,
33 servos com Deus a seu lado,
33 famílias fitando os céus,
33x3 louvando a Deus,
em irmandade consumada,
em oração redobrada,
33 momentos de orada
em orações à porfia
ao coração bom de Maria!
de Maria do Rosário Guerra
33 os mineiros soterrados,
33 as almas sofridas,
33 os corpos agastados,
33 as vidas choradas,
33 as famílias aos ais,
33 os benditos do Senhor,
33 as saudades inconsoláveis,
33 os desejos viáveis,
33 os corações ansiosos,
33 horrores de penar,
33 em noites perniciosas,
33 as dúvidas fatais,
33 os homens a rezar,
33 corpos em perigo vital,
33 acasos soluçantes
33 orações suplicantes
33 tristezas sem ódio
33 sóis que a luz irradia
33 heróis. noite e dia,
33 servos em fraternidade,
33 dias no duro do mês,
33 instantes de cada vez,
33 estrelas no escuro,
33 luzes fulcrando duro,
33 canções que doem,
33 rotinas que moem,
33 sonhos de vida,
33 amores em segredo,
33 olhares de medo,
33 instantes de esperança,
33 faróis em liderança,
33 almas de gente,
33 astros a clarear,
33 rostos que riem,
33 penas em tom clemente,
33 rostos de meigo olhar,
33 almas movendo o mundo,
33 cristãos de ardor profundo,
33 servos com Deus a seu lado,
33 famílias fitando os céus,
33x3 louvando a Deus,
em irmandade consumada,
em oração redobrada,
33 momentos de orada
em orações à porfia
ao coração bom de Maria!
de Maria do Rosário Guerra
PAPA ENVIA TERÇOS PARA OS MINEIROS
Chile: Papa envia terços para mineiros soterrados
O Vaticano continua a acompanhar atentamente a situação dos 33 mineiros que estão presos na mina de São José, no Chile, procurando transmitir força e esperança às vítimas e suas famílias.
Segundo a agência EFE, os 33 mineiros receberam no dia 2 um conjunto de terços benzidos pelo Papa.
O bispo de Santiago do Chile, D. Francisco Errázuriz, foi ao local levar os rosários e manteve um breve diálogo com os soterrados, incentivando-os a ultrapassar esta adversidade.
O prelado celebrou ainda uma missa, em pleno deserto de Atacama, onde a mina se encontra, congregando os familiares dos trabalhadores vítimas do acidente.
Recorde-se que os mineiros estão presos desde o dia 5 de Agosto, a 700 metros de profundidade, depois de um desmoronamento num dos túneis da mina.
Por agora, a situação das vítimas é estável, dentro do possível. Depois de um período em que fizeram um tratamento de nutrição especial, estão agora a receber alimentação normal.
Três dos mineiros apresentam lesões menores na pele, que os médicos acreditam serem motivadas pelas vacinas que receberam, contra doenças como a difteria, gripe ou tétano.
As equipas de salvamento estão a trabalhar na perfuração do túnel, para proceder ao resgate. Várias soluções de salvamento já foram debatidas, a última das quais a utilização de uma máquina utilizada na perfuração petrolífera, devido à profundidade que está em causa.
O prazo calculado para o resgate das vítimas aponta para um período de 3 a quatro meses
O Vaticano continua a acompanhar atentamente a situação dos 33 mineiros que estão presos na mina de São José, no Chile, procurando transmitir força e esperança às vítimas e suas famílias.
Segundo a agência EFE, os 33 mineiros receberam no dia 2 um conjunto de terços benzidos pelo Papa.
O bispo de Santiago do Chile, D. Francisco Errázuriz, foi ao local levar os rosários e manteve um breve diálogo com os soterrados, incentivando-os a ultrapassar esta adversidade.
O prelado celebrou ainda uma missa, em pleno deserto de Atacama, onde a mina se encontra, congregando os familiares dos trabalhadores vítimas do acidente.
Recorde-se que os mineiros estão presos desde o dia 5 de Agosto, a 700 metros de profundidade, depois de um desmoronamento num dos túneis da mina.
Por agora, a situação das vítimas é estável, dentro do possível. Depois de um período em que fizeram um tratamento de nutrição especial, estão agora a receber alimentação normal.
Três dos mineiros apresentam lesões menores na pele, que os médicos acreditam serem motivadas pelas vacinas que receberam, contra doenças como a difteria, gripe ou tétano.
As equipas de salvamento estão a trabalhar na perfuração do túnel, para proceder ao resgate. Várias soluções de salvamento já foram debatidas, a última das quais a utilização de uma máquina utilizada na perfuração petrolífera, devido à profundidade que está em causa.
O prazo calculado para o resgate das vítimas aponta para um período de 3 a quatro meses
Evangelho segundo São Mateus 1,1-16.18-23
1Livro da origem de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão. 2Abraão gerou Isaac; Isaac gerou Jacó; Jacó gerou Judá e seus irmãos.
Quarta-feira, 8 de Setembro de 2010.
SANTO DO DIA: Natividade da Santíssima Virgem; Beata Serafina Sforza, religiosa
Primeira Leitura: Profecia de Miquéias 5,1-4a
Leitura da Profecia de Miquéias:
Assim diz o Senhor: 1Tu, Belém de Éfrata, pequenina entre os mil povoados de Judá, de ti há de sair aquele que dominará em Israel; sua origem vem de tempos remotos, desde os dias da eternidade. 2Deus deixará seu povo ao abandono, até ao tempo em que uma mãe der à luz; e o resto de seus irmãos se voltará para os filhos de Israel. 3Ele não recuará, apascentará com a força do Senhor e com a majestade do nome do Senhor seu Deus; os homens viverão em paz, pois ele agora estenderá o poder até aos confins da terra, 4e ele mesmo será a Paz.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus
Salmo 70
Sois meu apoio desde antes que eu nascesse, desde o seio maternal, o meu amparo: para vós o meu louvor eternamente!
R: Exulto de alegria no Senhor.
Uma vez que confiei no vosso amor, meu coração, por vosso auxílio, rejubile, e que eu vos cante pelo bem que me fizestes!
R: Exulto de alegria no Senhor.
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 1,1-16.18-23
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus:
1Livro da origem de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão. 2Abraão gerou Isaac; Isaac gerou Jacó; Jacó gerou Judá e seus irmãos. 3Judá gerou Farés e Zara, cuja mãe era Tamar. Farés gerou Esrom; Esrom gerou Aram; 4Aram gerou Aminadab; Aminadab gerou Naasson; Naasson Gerou Salmon; 5Salmon gerou Booz, cuja mãe era Raab. Booz gerou Obed, cuja mãe era Rute. Obed gerou Jessé. 6Jessé gerou o rei Davi. Davi gerou Salomão, daquela que tinha sido a mulher de Urias. 7Salomão gerou Roboão; Roboão gerou Abias; Abias gerou Asa; 8Asa gerou Josafá; Josafá gerou Jorão; Jorão gerou Ozias; 9Ozias gerou Jotão; Jotão gerou Acaz; Acaz gerou Ezequias; 10Ezequias gerou Manassés; Manassés gerou Amon; Amon gerou Josias. 11Josias gerou Jeconias e seus irmãos, no tempo do exílio na Babilônia. 12Depois do exílio na Babilônia, Jeconias gerou Salatiel; Salatiel gerou Zorobabel; 13Zorobabel gerou Abiud; Abiud gerou Eliaquim; Eliaquim gerou Azor; 14Azor gerou Sadoc; Sadoc gerou Aquim; Aquim gerou Eliud; 15Eliud gerou Eleazar; Eleazar gerou Mató; Mató gerou Jacó. 16Jacó gerou José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado o Cristo. 18A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo. 19José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria, em segredo. 20Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: "José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. 21Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados". 22Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: 23"Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus está conosco".
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor
OPCIONAL:
Primeira Leitura: Carta de São Paulo aos Romanos 8,28-30
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos:
Irmãos: 28Sabemos que tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados para a salvação, de acordo com o projeto de Deus. 29Pois aqueles que Deus contemplou com seu amor desde sempre, a esses ele predestinou a serem conformes à imagem de seu Filho, para que este seja o primogênito numa multidão de irmãos. 30E aqueles que Deus predestinou, também os chamou. E aos que chamou, também os tornou justos; e aos que tornou justos, também os glorificou.
- Palavra do Senhor
- Graças a Deus
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 1,18-23
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus:
18A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo. 19José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria, em segredo. 20Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: "José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. 21Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados". 22Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: 23"Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus está conosco".
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor
Comentário ao Evangelho do dia feito por São João Damasceno (c. 675-749)
Monge, teólogo, Doutor da Igreja - Homilia sobre a Natividade da Virgem Maria (a partir da trad. cf SC 80, p. 48)
Uma mãe digna d'Aquele que a criou
Vinde, todas as nações; vinde, homens de todas as raças, de todas as línguas, de todas as idades, de todas as dignidades. Com alegria, festejemos a natividade da alegria do mundo inteiro! Se até os pagãos honram o aniversário do seu rei [...], que não deveríamos nós fazer para honrar o da Mãe de Deus, por quem toda a humanidade foi transformada, por quem a dor de Eva, nossa primeira mãe, foi transformada em alegria! Com efeito, Eva ouviu a sentença de Deus: «Darás à luz na dor» (Gn 3, 16); e Maria: «Regozija-te, ó cheia de graça [...], o Senhor está contigo» (Lc 1, 28). [...]
Que toda a criação esteja em festa e cante o santo parto de uma santa mulher, pois ela trouxe ao mundo um tesouro indestrutível. [...] Por ela, o Verbo criador de Deus uniu-Se a toda a criação, e nós festejamos o fim da esterilidade humana, o fim da enfermidade que nos impedia de possuir o bem. [...] A natureza deu lugar à graça. [...] Como a Virgem Mãe de Deus devia nascer de Ana, a estéril, a natureza permaneceu sem fruto até que a graça deu à luz o seu fruto. Era preciso que fosse aquela que ia dar à luz «o Primogénito de todas as criaturas», em que «tudo subsiste» (Col 1, 15.17), a abrir o seio de sua mãe.
Joaquim e Ana, casal bem aventurado! Toda a criação está em dívida para convosco; por vós, ela ofereceu ao Criador o melhor dos seus dons: uma Mãe digna de veneração, a única Mãe digna d'Aquele que a criou.
1Livro da origem de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão. 2Abraão gerou Isaac; Isaac gerou Jacó; Jacó gerou Judá e seus irmãos.
Quarta-feira, 8 de Setembro de 2010.
SANTO DO DIA: Natividade da Santíssima Virgem; Beata Serafina Sforza, religiosa
Primeira Leitura: Profecia de Miquéias 5,1-4a
Leitura da Profecia de Miquéias:
Assim diz o Senhor: 1Tu, Belém de Éfrata, pequenina entre os mil povoados de Judá, de ti há de sair aquele que dominará em Israel; sua origem vem de tempos remotos, desde os dias da eternidade. 2Deus deixará seu povo ao abandono, até ao tempo em que uma mãe der à luz; e o resto de seus irmãos se voltará para os filhos de Israel. 3Ele não recuará, apascentará com a força do Senhor e com a majestade do nome do Senhor seu Deus; os homens viverão em paz, pois ele agora estenderá o poder até aos confins da terra, 4e ele mesmo será a Paz.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus
Salmo 70
Sois meu apoio desde antes que eu nascesse, desde o seio maternal, o meu amparo: para vós o meu louvor eternamente!
R: Exulto de alegria no Senhor.
Uma vez que confiei no vosso amor, meu coração, por vosso auxílio, rejubile, e que eu vos cante pelo bem que me fizestes!
R: Exulto de alegria no Senhor.
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 1,1-16.18-23
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus:
1Livro da origem de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão. 2Abraão gerou Isaac; Isaac gerou Jacó; Jacó gerou Judá e seus irmãos. 3Judá gerou Farés e Zara, cuja mãe era Tamar. Farés gerou Esrom; Esrom gerou Aram; 4Aram gerou Aminadab; Aminadab gerou Naasson; Naasson Gerou Salmon; 5Salmon gerou Booz, cuja mãe era Raab. Booz gerou Obed, cuja mãe era Rute. Obed gerou Jessé. 6Jessé gerou o rei Davi. Davi gerou Salomão, daquela que tinha sido a mulher de Urias. 7Salomão gerou Roboão; Roboão gerou Abias; Abias gerou Asa; 8Asa gerou Josafá; Josafá gerou Jorão; Jorão gerou Ozias; 9Ozias gerou Jotão; Jotão gerou Acaz; Acaz gerou Ezequias; 10Ezequias gerou Manassés; Manassés gerou Amon; Amon gerou Josias. 11Josias gerou Jeconias e seus irmãos, no tempo do exílio na Babilônia. 12Depois do exílio na Babilônia, Jeconias gerou Salatiel; Salatiel gerou Zorobabel; 13Zorobabel gerou Abiud; Abiud gerou Eliaquim; Eliaquim gerou Azor; 14Azor gerou Sadoc; Sadoc gerou Aquim; Aquim gerou Eliud; 15Eliud gerou Eleazar; Eleazar gerou Mató; Mató gerou Jacó. 16Jacó gerou José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado o Cristo. 18A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo. 19José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria, em segredo. 20Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: "José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. 21Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados". 22Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: 23"Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus está conosco".
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor
OPCIONAL:
Primeira Leitura: Carta de São Paulo aos Romanos 8,28-30
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos:
Irmãos: 28Sabemos que tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados para a salvação, de acordo com o projeto de Deus. 29Pois aqueles que Deus contemplou com seu amor desde sempre, a esses ele predestinou a serem conformes à imagem de seu Filho, para que este seja o primogênito numa multidão de irmãos. 30E aqueles que Deus predestinou, também os chamou. E aos que chamou, também os tornou justos; e aos que tornou justos, também os glorificou.
- Palavra do Senhor
- Graças a Deus
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 1,18-23
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus:
18A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo. 19José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria, em segredo. 20Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: "José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. 21Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados". 22Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: 23"Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus está conosco".
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor
Comentário ao Evangelho do dia feito por São João Damasceno (c. 675-749)
Monge, teólogo, Doutor da Igreja - Homilia sobre a Natividade da Virgem Maria (a partir da trad. cf SC 80, p. 48)
Uma mãe digna d'Aquele que a criou
Vinde, todas as nações; vinde, homens de todas as raças, de todas as línguas, de todas as idades, de todas as dignidades. Com alegria, festejemos a natividade da alegria do mundo inteiro! Se até os pagãos honram o aniversário do seu rei [...], que não deveríamos nós fazer para honrar o da Mãe de Deus, por quem toda a humanidade foi transformada, por quem a dor de Eva, nossa primeira mãe, foi transformada em alegria! Com efeito, Eva ouviu a sentença de Deus: «Darás à luz na dor» (Gn 3, 16); e Maria: «Regozija-te, ó cheia de graça [...], o Senhor está contigo» (Lc 1, 28). [...]
Que toda a criação esteja em festa e cante o santo parto de uma santa mulher, pois ela trouxe ao mundo um tesouro indestrutível. [...] Por ela, o Verbo criador de Deus uniu-Se a toda a criação, e nós festejamos o fim da esterilidade humana, o fim da enfermidade que nos impedia de possuir o bem. [...] A natureza deu lugar à graça. [...] Como a Virgem Mãe de Deus devia nascer de Ana, a estéril, a natureza permaneceu sem fruto até que a graça deu à luz o seu fruto. Era preciso que fosse aquela que ia dar à luz «o Primogénito de todas as criaturas», em que «tudo subsiste» (Col 1, 15.17), a abrir o seio de sua mãe.
Joaquim e Ana, casal bem aventurado! Toda a criação está em dívida para convosco; por vós, ela ofereceu ao Criador o melhor dos seus dons: uma Mãe digna de veneração, a única Mãe digna d'Aquele que a criou.
7 de setembro de 2010
PALAVRA DO SENHOR PARA O DIA DE HOJE COM OS ARAUTOS DO EVANGELHO
Evangelho segundo São Lucas 6,12-19
12Naqueles dias, Jesus foi à montanha para rezar. E passou a noite toda em oração a Deus. 13Ao amanhecer, chamou seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de apóstolos
Terça-feira, 7 de Setembro de 2010.
SANTO DO DIA: São Clodoaldo ou São Cloud, Sacerdote; Santos Marcos Crisino, Estêvão Pongracz e Melquior Grodziecki, presbíteros e mártires
Primeira Leitura: Primeira Carta aos Coríntios 6,1-11
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios:
Irmãos: 1Quando um de vós tem uma questão com um outro, como se atreve a entrar na justiça perante os injustos, em vez de recorrer aos santos? 2Será que ignorais que os santos julgarão o mundo? Ora, se o mundo está sujeito ao vosso julgamento, seríeis acaso indignos de deliberar e julgar sobre questões tão insignificantes? 3Ignorais que julgaremos os anjos? Quanto mais, coisas desta vida! 4No entanto, se tendes dessas questões a resolver, recorreis a juízes que a igreja não pode recomendar. 5Digo isso, para confusão vossa! Será, então, que aí entre vós não se encontra ninguém sensato e prudente que possa ser juiz entre irmãos? 6Ao invés disso, irmão contra irmão vai a juízo, e isso perante infiéis! 7Aliás, já é uma grande falta haver processos entre vós. Por que não suportais, antes, a injustiça? Por que não tolerais, antes, ser prejudicado? Pelo contrário, vós é que cometeis injustiças e fraudes, e isso contra irmãos! 9Porventura ignorais que pessoas injustas não terão parte no reino de Deus? Não vos iludais: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem pederastas, 10nem ladrões, nem avarentos, nem beberrões, nem insolentes, nem salteadores terão parte no reino de Deus. 11E vós, isto é, alguns de vós, éreis isso! Mas fostes lavados, fostes santificados, fostes justificados pelo nome do Senhor Jesus Cristo
e pelo Espírito de nosso Deus.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus
Salmo 149
Cantai ao Senhor Deus um canto novo, e o seu louvor na assembléia dos fiéis! Alegre-se Israel em Quem o fez, e Sião se rejubile no seu Rei!
R: O Senhor ama seu povo de verdade. Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia
Com danças glorifiquem o seu nome, toquem harpa e tambor em sua honra! Porque, de fato, o Senhor ama seu povo e coroa com vitória os seus humildes.
R: O Senhor ama seu povo de verdade. Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia
Exultem os fiéis por sua glória, e cantando se levantem de seus leitos, com louvores do Senhor em sua boca Eis a glória para todos os seus santos.
R: O Senhor ama seu povo de verdade. Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 6,12-19
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas:
12Naqueles dias, Jesus foi à montanha para rezar. E passou a noite toda em oração a Deus. 13Ao amanhecer, chamou seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de apóstolos: 14Simão, a quem impôs o nome de Pedro, e seu irmão André; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; 15Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelota; 16Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, aquele que se tornou traidor. 17Jesus desceu da montanha com eles e parou num lugar plano. Ali estavam muitos dos seus discípulos e grande multidão de gente de toda a Judéia e de Jerusalém, do litoral de Tiro e Sidônia. 18Vieram para ouvir Jesus e serem curados de suas doenças. E aqueles que estavam atormentados por espíritos maus também foram curados. 19A multidão toda procurava tocar em Jesus, porque uma força saía dele, e curava a todos.
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor
Comentário ao Evangelho do dia feito por Bem-aventurada Teresa de Calcutá (1910-1997)
Fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade
Não há maior amor (a partir da trad. Il n'y a pas de plus grand amour, Lattès 1997, p. 24)
«Jesus foi para o monte fazer oração e passou a noite a orar a Deus»
Os contemplativos e os ascetas de todos os tempos e de todas as religiões sempre procuraram a Deus no silêncio, na solidão dos desertos, das florestas, das montanhas. O próprio Jesus viveu quarenta dias em absoluta solidão, passando longas horas num coração a coração com o Pai, no silêncio da noite.
Nós próprios somos chamados a retirar-nos a espaços para um silêncio mais profundo, para um isolamento com Deus; a estar a sós com Ele, não com os nossos livros, os nossos pensamentos, as nossas recordações, mas num despojamento perfeito; a permanecer na Sua presença - silenciosos, vazios, imóveis, expectantes.
Não podemos encontrar a Deus no barulho, na agitação. Veja-se na natureza: as árvores, as flores e a erva dos campos crescem em silêncio; as estrelas, a lua, o sol movem-se em silêncio. O essencial não é o que possamos dizer mas o que Deus nos diz e o que Ele diz a outros através de nós. Ele escuta-nos no silêncio; no silêncio fala às nossas almas. No silêncio é-nos dado o privilégio de escutar a Sua voz:
Silêncio dos nossos olhos.
Silêncio dos nossos ouvidos.
Silêncio das nossas bocas.
Silêncio dos nossos espíritos.
No silêncio do coração,
Deus falará
12Naqueles dias, Jesus foi à montanha para rezar. E passou a noite toda em oração a Deus. 13Ao amanhecer, chamou seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de apóstolos
Terça-feira, 7 de Setembro de 2010.
SANTO DO DIA: São Clodoaldo ou São Cloud, Sacerdote; Santos Marcos Crisino, Estêvão Pongracz e Melquior Grodziecki, presbíteros e mártires
Primeira Leitura: Primeira Carta aos Coríntios 6,1-11
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios:
Irmãos: 1Quando um de vós tem uma questão com um outro, como se atreve a entrar na justiça perante os injustos, em vez de recorrer aos santos? 2Será que ignorais que os santos julgarão o mundo? Ora, se o mundo está sujeito ao vosso julgamento, seríeis acaso indignos de deliberar e julgar sobre questões tão insignificantes? 3Ignorais que julgaremos os anjos? Quanto mais, coisas desta vida! 4No entanto, se tendes dessas questões a resolver, recorreis a juízes que a igreja não pode recomendar. 5Digo isso, para confusão vossa! Será, então, que aí entre vós não se encontra ninguém sensato e prudente que possa ser juiz entre irmãos? 6Ao invés disso, irmão contra irmão vai a juízo, e isso perante infiéis! 7Aliás, já é uma grande falta haver processos entre vós. Por que não suportais, antes, a injustiça? Por que não tolerais, antes, ser prejudicado? Pelo contrário, vós é que cometeis injustiças e fraudes, e isso contra irmãos! 9Porventura ignorais que pessoas injustas não terão parte no reino de Deus? Não vos iludais: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem pederastas, 10nem ladrões, nem avarentos, nem beberrões, nem insolentes, nem salteadores terão parte no reino de Deus. 11E vós, isto é, alguns de vós, éreis isso! Mas fostes lavados, fostes santificados, fostes justificados pelo nome do Senhor Jesus Cristo
e pelo Espírito de nosso Deus.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus
Salmo 149
Cantai ao Senhor Deus um canto novo, e o seu louvor na assembléia dos fiéis! Alegre-se Israel em Quem o fez, e Sião se rejubile no seu Rei!
R: O Senhor ama seu povo de verdade. Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia
Com danças glorifiquem o seu nome, toquem harpa e tambor em sua honra! Porque, de fato, o Senhor ama seu povo e coroa com vitória os seus humildes.
R: O Senhor ama seu povo de verdade. Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia
Exultem os fiéis por sua glória, e cantando se levantem de seus leitos, com louvores do Senhor em sua boca Eis a glória para todos os seus santos.
R: O Senhor ama seu povo de verdade. Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 6,12-19
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas:
12Naqueles dias, Jesus foi à montanha para rezar. E passou a noite toda em oração a Deus. 13Ao amanhecer, chamou seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de apóstolos: 14Simão, a quem impôs o nome de Pedro, e seu irmão André; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; 15Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelota; 16Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, aquele que se tornou traidor. 17Jesus desceu da montanha com eles e parou num lugar plano. Ali estavam muitos dos seus discípulos e grande multidão de gente de toda a Judéia e de Jerusalém, do litoral de Tiro e Sidônia. 18Vieram para ouvir Jesus e serem curados de suas doenças. E aqueles que estavam atormentados por espíritos maus também foram curados. 19A multidão toda procurava tocar em Jesus, porque uma força saía dele, e curava a todos.
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor
Comentário ao Evangelho do dia feito por Bem-aventurada Teresa de Calcutá (1910-1997)
Fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade
Não há maior amor (a partir da trad. Il n'y a pas de plus grand amour, Lattès 1997, p. 24)
«Jesus foi para o monte fazer oração e passou a noite a orar a Deus»
Os contemplativos e os ascetas de todos os tempos e de todas as religiões sempre procuraram a Deus no silêncio, na solidão dos desertos, das florestas, das montanhas. O próprio Jesus viveu quarenta dias em absoluta solidão, passando longas horas num coração a coração com o Pai, no silêncio da noite.
Nós próprios somos chamados a retirar-nos a espaços para um silêncio mais profundo, para um isolamento com Deus; a estar a sós com Ele, não com os nossos livros, os nossos pensamentos, as nossas recordações, mas num despojamento perfeito; a permanecer na Sua presença - silenciosos, vazios, imóveis, expectantes.
Não podemos encontrar a Deus no barulho, na agitação. Veja-se na natureza: as árvores, as flores e a erva dos campos crescem em silêncio; as estrelas, a lua, o sol movem-se em silêncio. O essencial não é o que possamos dizer mas o que Deus nos diz e o que Ele diz a outros através de nós. Ele escuta-nos no silêncio; no silêncio fala às nossas almas. No silêncio é-nos dado o privilégio de escutar a Sua voz:
Silêncio dos nossos olhos.
Silêncio dos nossos ouvidos.
Silêncio das nossas bocas.
Silêncio dos nossos espíritos.
No silêncio do coração,
Deus falará
6 de setembro de 2010
A RECTA INTENÇÃO
CANTO A PUREZA DO CORAÇÃO,
PERANTE A ELEVAÇÃO SUBLIME DO AMOR A JESUS
QUE SEMPRE HOUVE ENTRE CLARA E FRANCISCO.
TUDO FIZERAM PARA QUE O NOME DO SEU AMADO
FOSSE CADA VEZ MAIS CONHECIDO
E A SUA VIDA MAIS IMITADA E VIVIDA!
PERANTE A ELEVAÇÃO SUBLIME DO AMOR A JESUS
QUE SEMPRE HOUVE ENTRE CLARA E FRANCISCO.
TUDO FIZERAM PARA QUE O NOME DO SEU AMADO
FOSSE CADA VEZ MAIS CONHECIDO
E A SUA VIDA MAIS IMITADA E VIVIDA!
FRANCISCO E CLARA
Certa feita houve murmurações sobre a relação mística de Francisco e Clara. Francisco ouviu alusões inconvenientes. Disse então a Clara:
-Compreendeste, irmã, o que o povo diz de nós?
Clara não respondeu. Sentiu que o seu coração estava parando e que se dissesse mais uma palavra, iria chorar.
-É tempo de nos separarmos, disse Francisco. Tu vais à frente e antes de vir a noite terás chegado ao convento. Eu irei sozinho e te acompanharei de longe conforme o Senhor me conduzir..
Clara ajoelhou-se no meio do caminho. Pouco tempo depois recuperou-se, levantou-se e continuou a caminhar, sem olhar para trás. O caminho passava por um bosque.
De repente ela se sentiu sem forças, sem consolo e sem esperança, sem uma palavra de despedida, para se separar de Francisco. Esperou um pouco.,ele chegou e perguntou:
- Pai, disse, quando nos veremos novamente?
- Quando o Verão voltar e quando as ruas florescerem, respondeu Francisco.
E, então, naquele momento, algo maravilhoso aconteceu.
Parecia que sobre os campos cobertos de neve irrompiam milhares e milhares de flores multicores.
Depos de uma perplexidade inicial, Clara se apressou, apanhou um ramalhete de rosas e entregou-o nas mãos de Francisco.
Desde aquele momento, Clara e Francisco nunca mais se separaram.
De Leonardo Boff
-Compreendeste, irmã, o que o povo diz de nós?
Clara não respondeu. Sentiu que o seu coração estava parando e que se dissesse mais uma palavra, iria chorar.
-É tempo de nos separarmos, disse Francisco. Tu vais à frente e antes de vir a noite terás chegado ao convento. Eu irei sozinho e te acompanharei de longe conforme o Senhor me conduzir..
Clara ajoelhou-se no meio do caminho. Pouco tempo depois recuperou-se, levantou-se e continuou a caminhar, sem olhar para trás. O caminho passava por um bosque.
De repente ela se sentiu sem forças, sem consolo e sem esperança, sem uma palavra de despedida, para se separar de Francisco. Esperou um pouco.,ele chegou e perguntou:
- Pai, disse, quando nos veremos novamente?
- Quando o Verão voltar e quando as ruas florescerem, respondeu Francisco.
E, então, naquele momento, algo maravilhoso aconteceu.
Parecia que sobre os campos cobertos de neve irrompiam milhares e milhares de flores multicores.
Depos de uma perplexidade inicial, Clara se apressou, apanhou um ramalhete de rosas e entregou-o nas mãos de Francisco.
Desde aquele momento, Clara e Francisco nunca mais se separaram.
De Leonardo Boff
5 de setembro de 2010
FALECEU O REV.MO SENHOR BISPO, D. TOMAZ NUNES
Durante a noite de 31 de Agosto para 1 de Setembro, morreu subitamente o Reverendíssimo Senhor Bispo, D. Tomaz Pedro Barbosa da Silva Nunes, na residência do Paço Episcopal.
Foi bispo Auxiliar de Lisboa e Vigário Geral do Patriarcado.Seu corpo foi encontrado morto pelas 9h e 30m do dia 1 de setembro.
Na Igreja de Fátima, D. Tomaz da Silva Nunes foi baptizado e ordenado bispo. Ali foi rezada uma vigília de oração junto do seu corpo, até à celebração das exéquias pelas 11 horas do dia 2 de Setembro.. Tinha 67 anos.
A seu respeito disse o Senhor Cardeal Patriarca:"Está junto de Deus, única recompensa de uma vida entregue, toda ela, ao SERVIÇO da IGREJA"
Paz à sua alma!
Foi bispo Auxiliar de Lisboa e Vigário Geral do Patriarcado.Seu corpo foi encontrado morto pelas 9h e 30m do dia 1 de setembro.
Na Igreja de Fátima, D. Tomaz da Silva Nunes foi baptizado e ordenado bispo. Ali foi rezada uma vigília de oração junto do seu corpo, até à celebração das exéquias pelas 11 horas do dia 2 de Setembro.. Tinha 67 anos.
A seu respeito disse o Senhor Cardeal Patriarca:"Está junto de Deus, única recompensa de uma vida entregue, toda ela, ao SERVIÇO da IGREJA"
Paz à sua alma!
4 de setembro de 2010
2 de setembro de 2010
NA HORA DO CANSAÇO
Abandonemos ao Único que converte, que salva, que quer contar connosco. Não nos antecipemos à sua obra de salvação e procuremos ir pelos Seus pés ao encontro da Sua obra salvífica.
A nossa inutilidade é uma das formas de nos tornarmos seus servos pela nossa "alergia", na humildade. Não nos acomodemos a este facto mas partilhemos o nosso cansaço como modo discreto e despercebido de servir.
Sinto-me nessa ordem de chamada, não sei por quanto tempo.
A nossa inutilidade é uma das formas de nos tornarmos seus servos pela nossa "alergia", na humildade. Não nos acomodemos a este facto mas partilhemos o nosso cansaço como modo discreto e despercebido de servir.
Sinto-me nessa ordem de chamada, não sei por quanto tempo.
1 de setembro de 2010
SALMO 4- NA HORA DO CANSAÇO
O SENHOR FEZ MARAVILHAS N'AQUELE QUE RESSUSCITOU DOS MORTOS (SANTO AGOSTINHO)
Quando Vos invocar, ouvi-me, ó Deus de justiça,
Vós que na tribulação me tendes protegido.
compadecei-Vos de mim e ouvi-me!
.
Até quando, ó homem, sereis duro de coração?
Porque amais a vaidade e procurais a mentira?
Saber que o Senhor faz maravilhas pelos seus amigos,
o Senhor me atende quando O invoco.
.
Tremei e não pequeis,
no silêncio dos vossos leitos falai ao vosso coração.
Oferecei sacrifício de justiça
e confiai no Senhor.
-
Muitos dizem: "Quem nos fará felizes?"
Fazei brilhar sobre nós, Senhor, a luz da Vossa face.
.
Dai ao meu coração uma alegria maior
do que a deles na abundância do trigo e do vinho.
Em paz me deito e adormeço tranquilo
porque só Vós, Senhor, me fazeis repousar em segurança.
COMENTÁRIO DE SANTO AGOSTINHO
"Esperai no Senhor"-Que quer isto dizer?
Que podemos nós, esperar senão bens?
Cada um de nós, quer obter de Deus o bem que ama, e dificilmente se encontra quem ame os bens interiores, os do homem interior, os únicos dignos de ser desejados...
Quando Vos invocar, ouvi-me, ó Deus de justiça,
Vós que na tribulação me tendes protegido.
compadecei-Vos de mim e ouvi-me!
.
Até quando, ó homem, sereis duro de coração?
Porque amais a vaidade e procurais a mentira?
Saber que o Senhor faz maravilhas pelos seus amigos,
o Senhor me atende quando O invoco.
.
Tremei e não pequeis,
no silêncio dos vossos leitos falai ao vosso coração.
Oferecei sacrifício de justiça
e confiai no Senhor.
-
Muitos dizem: "Quem nos fará felizes?"
Fazei brilhar sobre nós, Senhor, a luz da Vossa face.
.
Dai ao meu coração uma alegria maior
do que a deles na abundância do trigo e do vinho.
Em paz me deito e adormeço tranquilo
porque só Vós, Senhor, me fazeis repousar em segurança.
COMENTÁRIO DE SANTO AGOSTINHO
"Esperai no Senhor"-Que quer isto dizer?
Que podemos nós, esperar senão bens?
Cada um de nós, quer obter de Deus o bem que ama, e dificilmente se encontra quem ame os bens interiores, os do homem interior, os únicos dignos de ser desejados...
PALAVRA DO SENHOR PARA O DIA DE HOJE COM OS ARAUTOS DO EVANGELHO
Evangelho segundo São Lucas 4,38-44
Naquele tempo: 38Jesus saiu da sinagoga e entrou na casa de Simão. A sogra de Simão estava sofrendo com febre alta, e pediram a Jesus em favor dela
Quarta-feira, 1 de Setembro de 2010.
SANTO DO DIA: Beata Joana Soderini; São Lupo de Sens, Bispo
Primeira Leitura: Primeira Carta aos Coríntios 3,1-9
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios:
1Irmãos, não pude falar-vos como a pessoas espirituais. Tive que vos falar como a pessoas carnais, como a crianças na vida em Cristo. 2Pude oferecer-vos somente leite, não alimento sólido, pois ainda não éreis capazes de tomá-lo. E nem atualmente sois capazes de receber alimento sólido, 3visto que ainda sois carnais. As rivalidades e rixas que existem aí, no meio de vós, acaso não mostram que sois carnais e que procedeis de acordo com os impulsos naturais? 4Quando um declara: 'Eu sou de Paulo', e outro : 'Eu sou de Apolo', não estais procedendo como pessoas simplesmente naturais? 5Pois, o que é Apolo? O que é Paulo? - Não passam de servidores, pelos quais chegastes à fé. E cada um deles exerce seu serviço segundo o dom recebido de Deus. 6Eu plantei, Apolo regou, mas Deus é que fazia crescer. 7De modo que nem o que planta, nem o que rega são, propriamente, importantes. Quem é importante é aquele que faz crescer: Deus. 8Aquele que planta e aquele que rega formam uma unidade, mas cada um receberá o seu próprio salário, proporcional ao seu trabalho. 9Com efeito, nós somos cooperadores de Deus, e vós sois lavoura de Deus, construção de Deus.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus
Salmo 32
Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, e a nação que escolheu por sua herança! Dos altos céus o Senhor olha e observa; ele se inclina para olhar todos os homens.
R: Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!
Ele contempla do lugar onde reside e vê a todos os que habitam sobre a terra.Ele formou o coração de cada um e por todos os seus atos se interessa.
R: Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!
No Senhor nós esperamos confiantes, porque ele é nosso auxílio e proteção! Por isso o nosso coração se alegra nele, seu santo nome é nossa única esperança.
R: Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 4,38-44
Proclamação do Evangelho segundo São Lucas:
Naquele tempo: 38Jesus saiu da sinagoga e entrou na casa de Simão. A sogra de Simão estava sofrendo com febre alta, e pediram a Jesus em favor dela. 39Inclinando-se sobre ela, Jesus ameaçou a febre, e a febre a deixou. Imediatamente, ela se levantou e começou a servi-los. 40Ao pôr do sol, todos os que tinham doentes atingidos por diversos males, os levaram a Jesus. Jesus colocava as mãos em cada um deles e os curava. 41De muitas pessoas também saíam demônios, gritando: 'Tu és o Filho de Deus.' Jesus os ameaçava, e não os deixava falar, porque sabiam que ele era o Messias. 42Ao raiar do dia, Jesus saiu, e foi para um lugar deserto. As multidões o procuravam e, indo até ele, tentavam impedi-lo que os deixasse. 43Mas Jesus disse: 'Eu devo anunciar a Boa Nova do Reino de Deus também a outras cidades, porque para isso é que eu fui enviado.' 44E pregava nas sinagogas da Judéia.
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor
Comentário ao Evangelho do dia feito por Cardeal Joseph Ratzinger (Papa Bento XVI)
Retiro pregado no Vaticano, 1983 (a partir da trad. Le Ressuscité, DDB 1986, p.10)
«Retirou-Se para um lugar solitário.»
O deserto é o lugar do silêncio e da solidão, onde a pessoa se distancia do quotidiano, onde escapa ao ruído e à superficialidade. O deserto é o lugar do absoluto, o lugar da liberdade, onde o homem se confronta com as suas necessidades mais radicais. Não foi por acaso que o monoteísmo nasceu no deserto. Neste sentido, trata-se do domínio da graça; vazio de preocupações, é no deserto que o homem encontra Deus.
As grandes coisas começam no deserto, no silêncio, na pobreza. Nem sequer poderíamos participar na missão do Evangelho sem entrarmos nesta experiência do deserto, do seu despojamento, da sua fome; a fome bem-aventurada de que o Senhor fala no Sermão da Montanha (Mt 5, 6) não nasce da saciedade dos fartos.
E não esqueçamos que o deserto de Jesus não termina com os quarenta dias que se seguiram ao baptismo. O Seu último deserto será o do Salmo 21: «Meu Deus, meu Deus, por que Me abandonaste?» Será deste deserto que brotarão as águas da vida do mundo
Naquele tempo: 38Jesus saiu da sinagoga e entrou na casa de Simão. A sogra de Simão estava sofrendo com febre alta, e pediram a Jesus em favor dela
Quarta-feira, 1 de Setembro de 2010.
SANTO DO DIA: Beata Joana Soderini; São Lupo de Sens, Bispo
Primeira Leitura: Primeira Carta aos Coríntios 3,1-9
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios:
1Irmãos, não pude falar-vos como a pessoas espirituais. Tive que vos falar como a pessoas carnais, como a crianças na vida em Cristo. 2Pude oferecer-vos somente leite, não alimento sólido, pois ainda não éreis capazes de tomá-lo. E nem atualmente sois capazes de receber alimento sólido, 3visto que ainda sois carnais. As rivalidades e rixas que existem aí, no meio de vós, acaso não mostram que sois carnais e que procedeis de acordo com os impulsos naturais? 4Quando um declara: 'Eu sou de Paulo', e outro : 'Eu sou de Apolo', não estais procedendo como pessoas simplesmente naturais? 5Pois, o que é Apolo? O que é Paulo? - Não passam de servidores, pelos quais chegastes à fé. E cada um deles exerce seu serviço segundo o dom recebido de Deus. 6Eu plantei, Apolo regou, mas Deus é que fazia crescer. 7De modo que nem o que planta, nem o que rega são, propriamente, importantes. Quem é importante é aquele que faz crescer: Deus. 8Aquele que planta e aquele que rega formam uma unidade, mas cada um receberá o seu próprio salário, proporcional ao seu trabalho. 9Com efeito, nós somos cooperadores de Deus, e vós sois lavoura de Deus, construção de Deus.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus
Salmo 32
Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, e a nação que escolheu por sua herança! Dos altos céus o Senhor olha e observa; ele se inclina para olhar todos os homens.
R: Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!
Ele contempla do lugar onde reside e vê a todos os que habitam sobre a terra.Ele formou o coração de cada um e por todos os seus atos se interessa.
R: Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!
No Senhor nós esperamos confiantes, porque ele é nosso auxílio e proteção! Por isso o nosso coração se alegra nele, seu santo nome é nossa única esperança.
R: Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 4,38-44
Proclamação do Evangelho segundo São Lucas:
Naquele tempo: 38Jesus saiu da sinagoga e entrou na casa de Simão. A sogra de Simão estava sofrendo com febre alta, e pediram a Jesus em favor dela. 39Inclinando-se sobre ela, Jesus ameaçou a febre, e a febre a deixou. Imediatamente, ela se levantou e começou a servi-los. 40Ao pôr do sol, todos os que tinham doentes atingidos por diversos males, os levaram a Jesus. Jesus colocava as mãos em cada um deles e os curava. 41De muitas pessoas também saíam demônios, gritando: 'Tu és o Filho de Deus.' Jesus os ameaçava, e não os deixava falar, porque sabiam que ele era o Messias. 42Ao raiar do dia, Jesus saiu, e foi para um lugar deserto. As multidões o procuravam e, indo até ele, tentavam impedi-lo que os deixasse. 43Mas Jesus disse: 'Eu devo anunciar a Boa Nova do Reino de Deus também a outras cidades, porque para isso é que eu fui enviado.' 44E pregava nas sinagogas da Judéia.
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor
Comentário ao Evangelho do dia feito por Cardeal Joseph Ratzinger (Papa Bento XVI)
Retiro pregado no Vaticano, 1983 (a partir da trad. Le Ressuscité, DDB 1986, p.10)
«Retirou-Se para um lugar solitário.»
O deserto é o lugar do silêncio e da solidão, onde a pessoa se distancia do quotidiano, onde escapa ao ruído e à superficialidade. O deserto é o lugar do absoluto, o lugar da liberdade, onde o homem se confronta com as suas necessidades mais radicais. Não foi por acaso que o monoteísmo nasceu no deserto. Neste sentido, trata-se do domínio da graça; vazio de preocupações, é no deserto que o homem encontra Deus.
As grandes coisas começam no deserto, no silêncio, na pobreza. Nem sequer poderíamos participar na missão do Evangelho sem entrarmos nesta experiência do deserto, do seu despojamento, da sua fome; a fome bem-aventurada de que o Senhor fala no Sermão da Montanha (Mt 5, 6) não nasce da saciedade dos fartos.
E não esqueçamos que o deserto de Jesus não termina com os quarenta dias que se seguiram ao baptismo. O Seu último deserto será o do Salmo 21: «Meu Deus, meu Deus, por que Me abandonaste?» Será deste deserto que brotarão as águas da vida do mundo
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