5 de março de 2010

1ª SEXTA FEIRA DO MÊS- PROMESSA DE JESUS




1ª Sexta-feira de cada mês


A GRANDE PROMESSA: Prometo-te, pela excessiva misericórdia e pelo amor Todo-Poderoso do meu Coração, conceder a todos que comungarem nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, a graça da penitência final, que não morrerão em minha inimizade, nem sem receberem os seus sacramentos, e que o meu divino Coração lhes será seguro asilo nesta última hora

ORAÇÃO DO ÂNGELUS


Angelus" - Oração do meio dia

V. O Anjo do Senhor anunciou a Maria.
R. E Ela concebeu do Espírito Santo.
Ave Maria…

V. Eis a escrava do Senhor.
R. Faça-se em mim segundo a Vossa Palavra.
Ave Maria…

V. E o Verbo divino encarnou.
R. E habitou no meio de nós.
Ave Maria…

V. Rogai por nós Santa Mãe de Deus.
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos.
Infundi, Senhor, como Vos pedimos, a Vossa graça nas nossas almas, para que nós, que pela Anunciação do Anjo conhecemos a Encarnação de Cristo, Vosso Filho, pela sua Paixão e Morte na Cruz, sejamos conduzidos à glória da ressurreição. Por Nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Filho que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

TERÇO DA DIVINA MOSERICÓRDIA







TERÇO DA DIVINA MISERICÓRDIA

O TERÇO À DIVINA MISERICÓRDIA

Jesus Cristo ditou a Irmã Faustina o Terço da Misericórdia Divina em Vilnius (Lituânia), nos dias 13-14 de setembro de 1935, como uma oração para aplacar a ira divina e pedir perdão pelos nossos pecados e pelos pecados do mundo inteiro.

Disse-lhe que rezando dessa forma as suas orações teriam grande poder pela conversão dos pecadores, pela paz para os moribundos e mesmo para controlar a natureza.

AS PROMESSAS:

As promessas que Jesus Cristo fez a Santa Faustina a quem rezasse [o Terço da Divina Misericórdia]

> “Por ele [o Terço da Divina Misericórdia] conseguirás tudo, se o que pedires estiver de acordo com a Minha vontade” (Diário, 1731).

> “Recita, sem cessar, este Terço que te ensinei. Todo aquele que o recitar alcançará grande misericórdia na hora da sua morte. Os sacerdotes o recomendarão aos pecadores como a última tábua de salvação. Ainda que o pecador seja o mais endurecido, se recitar este Terço uma só vez, alcançará a graça da Minha infinita misericórdia” (Diário, 687).

> “Pela recitação deste Terço agrada-Me dar tudo o que Me peçam. Quando os pecadores empedernidos o recitarem, encherei de paz as suas almas, e a hora da morte deles será feliz. Escreve isto para as almas atribuladas: Quando a alma vir e reconhecer a gravidade dos seus pecados, quando se abrir diante dos seus olhos todo o abismo da miséria em que mergulhou, que não se desespere, mas antes se lance com confiança nos braços da Minha misericórdia, como uma criança no abraço da sua querida mãe. Essas almas têm prioridade no Meu Coração compassivo, elas têm primazia à Minha misericórdia. Diz que nenhuma alma que tenha invocado a Minha misericórdia se decepcionou ou experimentou vexame. Tenho predileção especial pela alma que confiou na Minha bondade. “Escreve que, quando recitarem esse Terço junto aos agonizantes, Eu Me colocarei entre o Pai e a alma agonizante não como justo Juiz, mas como Salvador misericordioso” (Diário, 1541).

> “Defendo toda alma que recitar esse terço na hora da morte, como se fosse a Minha própria glória, ou quando outros o recitarem junto a um agonizante, eles conseguem a mesma indulgência. Quando recitam esse terço junto a um agonizante, aplaca-se a ira de Deus, a misericórdia insondável envolve a alma “(Diário, 811).

COMO REZAR: O TERÇO À DIVINA MISERICÓRDIA

Para ser rezado nas contas do terço.

“No começo: o Pai Nosso, Ave Maria e o Creio.

Pai Nosso.

Pai nosso, que estais no céu, santificado seja o Vosso nome, venha a nós o Vosso Reino, seja feita a Vossa vontade, assim na terra como é no céu. O pão nosso de cada dia, nos dai hoje, perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal, Amém.

Ave-Maria.

Ave-Maria cheia de graças, o Senhor é convosco, bendita sois Vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do Vosso ventre, Jesus. Santa Maria Mãe de Deus e nossa Mãe, rogai por nós os pecadores, agora e na hora de nossa morte, amém.

Creio.

Creio em um só Deus, Pai todo poderoso, Criador do Céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis. Creio em um só Senhor, JESUS CRISTO, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos: Deus de Deus, luz de luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; gerado, não criado, consubstancial ao Pai. Por ele todas as coisas foram feitas. E por nós, homens, e para nossa salvação desceu dos Céus. E se encarnou pelo ESPÍRITO SANTO, no seio da Virgem MARIA e se fez homem. Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as escrituras; e subiu aos Céus, onde está sentado à direita do PAI. De novo há de vir em Sua Glória, para julgar os vivos e os mortos; e o Seu Reino não terá fim. Creio no ESPÍRITO SANTO, Senhor que dá a vida, e procede do PAI. Com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: ELE que falou pelos profetas. Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica. Professo um só batismo para a remissão dos pecados. E espero a ressurreição dos mortos, e a vida do mundo que há de vir. Amém.

A seguir, nas contas grandes (do Pai-Nosso), rezamos:

Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade do Vosso Diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro.

Nas contas pequenas (da Ave-Maria), rezamos:

Pela Sua dolorosa Paixão; tende misericórdia de nós e do mundo inteiro.

E no final do terço rezamos três vezes:

Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro

1ª SEXTA FEIRA DO MÊS DE MARÇO


TEMPO DE CONVERSÃO E ORAÇÃO REPARADORA
AO CORAÇÃO SAGRADO DE JESUS

ORAÇÃO PELOS BISPOS E SACERDOTES


Sagrado Coração de Jesus, Sumo Sacerdote Divino e Eterno, que as águas vivificantes do Vosso Amor corram para os corações dos Vossos Bispos e Sacerdotes e os transformem em Vossas imagens vivas. Pela Vossa graça, fazei-os apóstolos verdadeiros do Vosso Sagrado Coração.

Salvai as almas através dos Vossos Bispos e Sacerdotes; acompanhai-os no percurso da vida. Dai-lhes a graça especial de atrair os pecadores ao Vosso Sagrado Coração, Refúgio de pecadores, para que possam encontrar o perdão e a salvação.

Sagrado Coração de Jesus, rezo para que se cumpra esta promessa que fizestes a Santa Margarida Maria: “Darei aos sacerdotes o dom de tocar os corações mais endurecidos”. Que o Vosso Reino chegue aos corações dos homens pela acção de Bispos e Sacerdotes verdadeiramente santos.

Ó Maria, Mãe do Sumo Sacerdote, protegei todos os Bispos e Sacerdotes dos perigos que ameaçam as suas santas vocações. Que o Vosso Imaculado Coração seja o seu refúgio e consolação durante as tentações, as provações e a solidão, para que possamos ver em breve “todas as coisas restauradas em Cristo”.

Sabemos que, para combater o terror espiritual que assedia a Santa Madre Igreja no nosso tempo, a Sabedoria Incarnada enviou o Imaculado Coração de Maria a Fátima para nos ajudar, aconselhar e alumiar, e para proteger todos os fiéis de Jesus Cristo, para podermos salvar as nossas almas e as daqueles que Deus colocar no nosso caminho.

Reconhecemos que a Santíssima Virgem também fez um pedido muito importante ao Papa e aos Bispos, para que solene e publicamente, no mesmo dia, consagrassem especificamente a Rússia ao Imaculado Coração de Maria. Rezamos para que todos eles recebam a graça necessária para cumprirem depressa este dever, para podermos alcançar a Paz em todo o mundo e a salvação de milhares de milhões de almas. Amen.

Jesus, Salvador do mundo, santificai os Vossos sacerdotes e ministros sagrados. Maria, Rainha do Clero, rezai por eles e por nós;

obtende para nós muitos e santos Bispos e Sacerdotes.

4 de março de 2010

MOMENTOS DE ORAÇÃO




A DIVINA EUCARISTIA COM SÃO PEDRO JULIÃO

Misericórdia, lanço-me aos vossos pés, peço-vos que me salveis do perigo de perder a minha alma, me coloqueis no caminho que leva ao Céu e me guardeis, para que um dia eu possa lá chegar, felizmente.

SEGUNDA PARTE

DIVINA EUCARISTIA - Escritos e Sermões de São Pedro Julião Eymard - volume 5 (A Eucaristia e a Vida Cristã")]

Amai ternamente a Deus; é todo o homem, toda a lei, toda a virtude. Ponde a vossa regra de vida na graça de seu Amor; as vossas virtudes numa só: a do amor, e então sereis mui agradável a Deus.

Amai muito Nosso Senhor, que é tão pouco amado, pois raras são as almas que se dão inteiramente a Ele! Ai de nós! Enquanto nos despendemos em prol do mundo falso e ilusório, de paixões vergonhosas e aviltantes, ou de vis criaturas, nada fazemos por Deus. Que humilhação para Nosso Senhor estar o demônio a reinar na terra! E como é desconhecido até no mundo da piedade, o mandamento de amar a Jesus Cristo de todo o coração!

(pg 166) ...O amor divino é um lagar

O amor dá sem medir.

O amor dá sem raciocinar.

O amor sofre sem se queixar.

O amor gosa, cresce no sacrifício.

O amor divino é um lagar que está sempre a espremer-nos a alma, afastando o humano, o demasiadamente natural, para dar lugar ao amor divino. A graça de amor vai sempre destruindo o amor próprio, na imolação da própria vontade. É forçoso deixar operar a esse Doce Salvado, que gosta de tudo transformar nesse templo de seu amor e de pegar no chicote para afugentar tudo o que não é Ele. É assim que Deus conduz as grandes almas.


O altar do Amor Divino é a Cruz. Nós mesmos somos a nossa Cruz. É infelizmente o pobre corpo que sofre, o coração que arde em desejos, a vontade que receia! É uma grande Cruz, mas a Graça de Nosso Senhor a suaviza. Coragem! Deixai-vos levar pelo bom Mestre qual criança sem vontade, sem outro amor que o seu amor, que a tudo tempera.

Eis o que lhes desejo, o que lhes almejo: o amor de Nosso Senhor, amor simples, filial, de abandono, mas amor que nada tem de si, que nada faz para si, que nada quer para si de humano, seja de quem for.

Só ambiciono para vós uma centelha de amor, mas uma destas centelhas candentes que consomem toda a liga, que purificam o ouro, tornando-o belíssimo.

Amai muito a Deus, é a suprema felicidade da vida, mas amai-o com um amor de espírito, em sua Beleza e Verdade divinas, amor de coração afetivo e inteiramente filial, amor dedicado, jovem como a chama do fogo, que nunca se recolhe em si. Fazei tudo por amor a Deus, sofrei tudo por ele, e esse bom Pai se agradará de nós. Ah! Quão felizes serieis se o amor fosse a regra, o motivo e a recompensa de vossos atos. Pode quem ama a Deus e é amado por Deus desejar ainda algo sobre a terra?

Sacramento de Amor

Mas para chegar a este ponto, deveis nutrir-vos a alma com a piedade, com o Amor divino, com a oração que a educa e alimenta. Nas considerações, nos afetos, nas resoluções da meditação, vede apenas meios que vos conduzam à união do Amor divino. Amai, e atiçai o fogo.

Nutri-vos também a alma com a Sagrada Comunhão, que é, por assim dizer, a Encarnação do Amor divino em vós, é-lhe a chama do dia; comungai, apesar de tudo, comungai todas as vezes que vo-lo for permitido. Alegareis que não sois dignos, e é verdade, como também os anjos não são dignos e toda a nossa santidade não nos merece uma só Comunhão em toda a nossa vida. Mas dela careceis, sois fracos e é o Alimento fortificante; quereis amar a Deus, e é o Sacramento do Amor. Visto sob este prisma, deveriamos até, se fosse possível, comungar em todas as horas do dia.

Finalmente, desenvolvei em vós o foco de amor, pelas leituras espirituais que nos restituem a liberdade de espírito e a frescura de pensamento.

Procurai um livro que vos faça bem sem cansar o espírito. Um livro que vos nutra o coração, que vos leve ao Amor de Deus, de Jesus, quer oculto, quer crucificado, quer eucarístico, ou em todos estes estados.

E, feito isto, depois de terdes procurado nutrir a alma com este fogo de Amor divino, ide e andai por onde quiserdes, pois seguis um caminho seguro. O circulo da vontade de Deus é bastante grande para nele exercitar-vos, correndo na santa alegria de sua lei. O amor vai a tudo, e tudo leva ao amor.

Para ser sobrenaturais

Ah! Se o relógio da vida pudesse volver às primeiras horas da existência, como haviamos de ser mais sobrenaturais! É preciso, porém, nos contentarmos com as poucas horas que ainda sobram para alcançarmos o meio-dia da eternidade.

Sejamos muito sobrenaturais em tudo! Eis a agulha da verdadeira vida; eis a semente que germina para o Céu os frutos da vida. Tudo consiste nisso e Deus só recompensa essa Vida de Jesus Cristo em nós.

Mas como nos tornar sobrenaturais? Pela Caridade divina ativa. E que vem a ser a Caridade divina ativa? É a cooperação de nossa vontade com a Graça que nos é dispensada. É o fiat de nós mesmos em Deus, é a adesão da alma a Deus. É, numa palavra, o Amor de Deus, lei, centro e fim de nossa vida.

Amai muito a Nosso Senhor. Seja o seu amor forte no coração, florecente nas obras, régio em toda a vida. O nosso divino Mestre é tão belo, tão bom, tão amoroso! Sejamos ciosos de sua escolha e orgulhosos da nossa

SÃO PEDRO JULIÃO E A ADORAÇÃO DO SANTÍSSIMO



São Pedro Julião Eymard: criador da adoração perpétua do Santíssimo Sacramento

De humilde fabricante de azeite, transformou-se em pregador com palavras de fogo, em profeta, operou milagres e conheceu com antecedência o trono que ocuparia na corte celeste

Roberto Alves Leite

Em 1804, apareceu no vilarejo de La Mure um amolador de objetos, acompanhado de sua filha de cinco anos de idade, órfã de mãe, que perguntava de casa em casa se havia utensílios para serem afiados por seu pai.

Este tinha por nome Julião Eymard, originário de outra localidade, Auris, onde se casara e tivera seis filhos desse casamento. Perseguido pelos "patriotas" da Revolução Francesa, perdeu boa parte de seu patrimônio. Com a morte da esposa, em 1804, resolveu tentar a sorte noutro lugar.

Deixou então cinco filhos com pessoas amigas e saiu à procura de sustento, levando apenas a caçula. O espírito de solidariedade católica, que ainda havia em La Mure, facilitou o estabelecimento de Julião naquele local, onde prosperou e contraiu novas núpcias.

De seu segundo casamento, nasceu Pedro Julião Eymard em 4 de fevereiro de 1811.

Com o correr dos anos, o menino mostrou-se inteligente e jeitoso, tornando-se a grande esperança do pai para fazer prosperar o negócio que havia montado naquela localidade: uma usina de azeite.

O conquistador de almas para Deus

O menino, porém, sentia que era chamado para algo de bem mais elevado do que ser fabricante de azeite. Após várias dificuldades postas pelo pai, conseguiu entrar no seminário para seguir o que sua vocação lhe pedia: tornar-se sacerdote.

Após ordenar-se, celebrou sua primeira Missa em 26 de outubro de 1834.

O novo sacerdote cativava as almas. Após o ofício divino, saía com os fiéis e ficava em frente à igreja, conversando com eles e os instruindo. Operavam-se então conversões impressionantes.


Em 1839 decidiu entrar na Sociedade de Maria para desenvolver cada vez mais sua devoção à Sagrada Eucaristia, a paixão de sua vida. Sua irmã -- aquela menininha que percorria as casas pedindo trabalhos -- insistiu com ele para que ficasse mais um dia em casa, antes de partir para seu novo destino. "Um dia bastará para perder minha vocação" foi a resposta. E seguiu em frente.

Nessa época a todos impressionava sua piedade profunda e terna, enquanto no seu caminhar havia algo de harmonioso que lhe conferia um aspecto militar.

Pregava a Eucaristia e somente a Eucaristia. Porém o fazia de maneira pessoal, concreta e viva, sem muitas especulações meramente teóricas e abstratas. Sua pregação tocava de modo especial as necessidades espirituais de seus ouvintes. Sua palavra de fogo esclarecia, abrasava e ganhava as almas. Seus sermões eram verdadeiras meditações íntimas que lhe saíam pelos lábios, expressão de sua intensa vida interior.

Sua alma era de tal maneira luminosa, que pessoas das mais diversas condições sociais e económicas, bem como das mais distintas profissões, vinham lhe pedir luzes fora e dentro do confessionário.

"Fogo" eucarístico nos quatro cantos da França

Certo dia, em 1853, durante a acção de graças, por solicitação de Nosso Senhor, ele se ofereceu por inteiro a Deus, recebendo então muitas graças, consolações e forças para realizar a tarefa que lhe estava destinada.

Seis anos mais tarde, confidenciou que naquela ocasião prometera a Deus que nada o reteria, mesmo que precisasse comer pedras e morrer em um hospital, trabalhando em Sua obra sem consolações humanas.

Era o primeiro passo para a fundação de seu Instituto, dedicado à adoração perpétua do Santíssimo Sacramento. As dificuldades fizeram-no soltar essa exclamação: "Chego como um soldado do campo de batalha, não se achando vitorioso, mas cansado e esgotado pelo combate".

E anunciou ao Arcebispo de Paris que queria pôr fogo nos quatro cantos da França, e especialmente em Paris, com a comunhão dos adultos.

Santo Cura d'Ars profetiza sobre São Pedro Julião!

O Pe. Eymard e o Cura d'Ars se conheciam e se tornaram verdadeiros amigos em Nosso Senhor Jesus Cristo, cada um procurando estar a par das atividades do outro.

O Cura d'Ars teria mesmo profetizado que o Pe. Eymard sofreria muito, inclusive perseguições de seus melhores amigos. Mas que a congregação por ele fundada seria próspera e se espalharia por todos os países, apesar de tudo e contra todos...


De facto, na obra recém-fundada continuava faltando quase tudo e as deserções começavam. O fundador tornou-se objecto de críticas e perseguições. Escreveram-lhe cartas extremamente mortificantes, profetizando quedas e catástrofes. Como se isso não bastasse apareceu uma ameaça de despejo. Obrigado a se afastar por cinco semanas para tratar da saúde, encontrou a casa com menos gente e com traidores.

Em Roma: êxtase e aprovação de sua obra

Tinha um culto entusiasmado pelo Papado. E não foi sem emoção que se dirigiu a Roma para pedir a aprovação de sua obra, o Instituto do Santíssimo Sacramento.

Uma feliz coincidência facilitou as coisas. Estava orando no altar da Confissão, na Basílica de São Pedro, quando entrou em êxtase e não percebeu um cortejo que se aproximava. Era Pio IX, que ia rezar ali também. Os numerosos fiéis que se encontravam no local, se afastaram para dar passagem ao Papa, ficando somente um padre austero ajoelhado. Quando voltou a si, todo confuso, refugiou-se em um canto; o Papa acabara de se retirar.

No dia seguinte recebeu o Breve Laudatório, assinado na véspera pelo Sumo Pontífice!

Desejava ter a voz do trovão

Sua palavra era um fogo de caridade e de fé. Havia um tal brilho de santidade em seu olhar, que se pensava em Nosso Senhor. Mesmo antes de começar a falar, já tocava as almas pela sua simples presença. Mais do que a fé, era quase a visão real do Divino Mestre que ele imprimia nas almas. Parecia ver o que falava.

Quanta vida, quanta luz! Seus ouvintes mantinham o olhar fixo na sua pessoa durante toda a pregação. Diz-se que ele desejava ter a voz do trovão para ser entendido por toda parte e por todos.

Traçava, para cada sermão, os limites, as divisões e o encaminhamento do raciocínio, mas... na hora entrava a palavra e a inspiração do coração. Preparava suas homilias diante do Sacrário pois, segundo ele, uma hora na presença do Santíssimo Sacramento valia mais do que uma manhã de estudos nos livros.

Lia os corações, via à distância, profetizava...

Não era raro dizer a uma pessoa os pensamentos que tivera; e aconselhá-la de acordo com tal discernimento.

Certo dia, uma moça da sociedade foi procurá-lo, sem que os pais soubessem, para pedir-lhe um conselho sobre sua vocação. Ao chegar, soube que ele se encontrava em sua hora de adoração ao Santíssimo, durante a qual não costumava atender absolutamente ninguém. Resignada, dirigiu-se à igreja e o viu de costas, ajoelhado, em oração. Nesse mesmo instante Eymard levantou-se, indicando à moça o caminho do confessionário. Comentou depois que sentira que uma pessoa o procurava e tinha necessidade de ajuda.

Entre 1860 e 1868 previu várias vezes os desastres da guerra franco-prussiana e o movimento revolucionário da Comuna de Paris.

Em Saint-Julien de Tours, o Pe. Eymard deu provas de ser santo, vidente e profeta diante de um auditório que o ouvia pela tarde e pela manhã, sempre recolhido e sempre entusiasta.

Certo dia, duas horas antes da procissão de São Julião, o céu escureceu e se armou uma tempestade. O Pe. Eymard, calmo, ordenou que a procissão saísse e... surpresa! Em lugar dos raios e da chuva que já haviam começado, aparece céu azul e um grande sol! "Milagre"! Foi a palavra que aflorou a todos os lábios.

Exorcista, era perseguido pelo demônio

Muitas vezes passava as noites lutando contra o demônio. Pela manhã, no seu quarto havia móveis quebrados ou avariados e sinais em sua face. Comentava que os golpes do demônio são secos como se bate em mármore, mas a dor desaparecia com a pancada.

Em 1861, após comer parte de uma maçã oferecida por uma mulher tida como mágica, uma menina ficou possessa. A mãe, ouvindo falar de Eymard, foi procurá-lo. Este enviou uma camisa e um gorro com a medalha de São Bento, mas a menina os destroçou com seus dentes. O Padre então benzeu um pedaço de pão e o enviou à casa da menina, para que o engulisse na hora em que estaria celebrando uma missa por ela.

Quatro homens forçaram-na a engulir e ela começou a vomitar um liquido preto, cheirando a enxofre, em tal quantidade que escorreu até o chão, ficando então curada. O demônio foi derrotado duplamente, pois o pai de menina, que se encontrava afastado da religião, impressionado, confessou-se, comungou e voltou à prática religiosa.

Incompreendido pelo próprios filhos espirituais

No final de 1867 repreende os seus por não irem vê-lo com mais freqüência e mais confiança, a fim de pedir uma comunicação mais abundante do espírito da sua vocação. "Nada me perguntais. Quando eu não estiver mais aqui, ninguém terá a graça da fundação. Interrogai-me, usai mais de mim".

Em 1868 escreveu em suas notas que iria fazer parte da corte celeste, participar da bondade de Deus. Um trono lhe estava assegurado no Céu e seu nome estava inscrito no livro da vida; os Anjos e os Santos o esperavam no lugar dos Bem-aventurados e o chamavam de irmão.

Porém, para alcançar um tal píncaro é preciso não só sofrer, mas saber sofrer. Assim, seus últimos anos de vida foram repletos de sofrimentos, ocasionados estes em boa parte por seus próprios religiosos que já não tinham confiança em seu Santo Fundador. Disse ele nessa penosa conjuntura: "Eis-me aqui, Senhor, no Jardim das Oliveiras; humilhai-me, despojai-me; dai-me a cruz, contanto que me deis também o vosso amor e a vossa graça".

No dia 1º de agosto de 1868, às 14:30 hs, exalou seu último suspiro. Tinha 57 anos e meio. Morreu em sua cidade natal, La Mure, na mesma casa onde nascera. Sua congregação tinha então cinco casas na França e duas na Bélgica, com cinqüenta religiosos.

"Nosso santo morreu!" foi o grito que se ouviu nas ruas e nas casas daquela pequena localidade. A população inteira desfilou diante de seus restos mortais. As pessoas iam com as duas mãos cheias de objetos para serem tocados no corpo do Santo. Seus olhos, que não foram fechados por respeito, guardavam uma expressão extraodinária de vida a ponto de dar a falsa impressão de que não morrera.

Foi beatificado solenemente por Pio XI no dia 12 de julho de 1925 e canonizado por João XXIII em 9 de dezembro de 1962

EU QUERIA SER A FONTE







PALAVRA DO SENHOR PARA O DIA DE HOJE


EVANGELHO Lc 16, 19-31
«Recebeste os teus bens em vida e Lázaro apenas os males.
Agora ele encontra-se aqui consolado, enquanto tu és atormentado»

Agora, no Novo Testamento, o Evangelho dá-nos o exemplo de um homem que não soube deixar-se conduzir pela sabedoria, antes pôs a sua esperança nas riquezas! Mas Deus, a quem está patente o coração de todos os homens, com a sua palavra, fonte de graça, vai-nos dando a sabedoria da vida. É essa sabedoria que conduz os catecúmenos às fontes baptismais e que aos já baptizados vai guiando na fidelidade ao Baptismo já recebido, de sorte que, de uns e outros, se poderá dizer na semana da Páscoa: “Deu-lhes a beber a água da sabedoria”. (Ant. de entrada da 3ª feira).

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus: «Havia um homem rico, que se vestia de linho fino e se banqueteava esplendidamente todos os dias. Um pobre chamado Lázaro jazia junto do seu portão, coberto de chagas. Bem desejava ele saciar-se com os restos caídos da mesa do rico; mas até os cães vinham lamber-lhe as chagas. Ora sucedeu que o pobre morreu e foi colocado pelos Anjos ao lado de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado. Na mansão dos mortos, estando em tormentos, levantou os olhos e viu Abraão com Lázaro a seu lado. Então ergueu a voz e disse: ‘Pai Abraão, tem compaixão de mim. Envia Lázaro, para que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nestas chamas’. Abraão respondeu-lhe: ‘Filho, lembra-te que recebeste os teus bens em vida e Lázaro apenas os males. Por isso, agora ele encontra-se aqui consolado, enquanto tu és atormentado. Além disso, há entre nós e vós um grande abismo, de modo que, se alguém quisesse passar daqui para junto de vós, não poderia fazê-lo’. O rico exclamou: ‘Então peço-te, ó pai, que mandes Lázaro à minha casa paterna – pois tenho cinco irmãos – para que os previna, a fim de que não venham também para este lugar de tormento’. Disse-lhe Abraão: ‘Eles têm Moisés e os Profetas: que os oiçam’. Mas ele insistiu: ‘Não, pai Abraão. Se algum dos mortos for ter com eles, arrepender-se-ão’. Abraão respondeu-lhe: ‘Se não dão ouvidos a Moisés e aos Profetas, também não se deixarão convencer, se alguém ressuscitar dos mortos’».
Palavra da salvação

SIMPLICIDADE


A SIMPLICIDADE, SEJA QUAL FOR A IDADE,
FAZ SANTOS.
A PUREZA DUMA CRIANÇA,
POR MAIS IRREQUIETA QUE SEJA,
REVELA SEMPRE A SIMPLICIDADE DE DEUS.
AO CONTACTAR COM ELAS ,
É COMO QUE TODOS OS NOSSOS MEDOS
SE DESVANECEM E PELA ESPERANÇA
TORNAMOS O MUNDO MAIS LUZENTE.

REZANDO PELA MANHÃ COM UMA CRIANÇA


ORAÇÃO DE UMA CRIANÇA

Jesus, eu gosto de Ti,
muito obrigado pela vida que deste!
Muito obrigado pelo papá e pela mamã
e por todas as pessoas,
que colocaste bem perto de mim.
Jesus, eu gosto muito de Ti!
Muito obrigado pela vida que o Senhor me deu!
Muito obrigado por todas as pessoas
que o Senhor colocou bem perto de mim.
Jesus, eu estou crescendo por fora,
para ter um corpo bonito e forte mas,
também quero crescer por dentro!
Ajude-me a crescer em estatura

e em graça diante de Deus meu Pai,
para que eu tenha um coração

cheio de bondade e alegria.
Jesus, ajude-me a ser agradecido

porque eu existo, por minha saúde,

minha família, meus estudos,
meu alimento, meus brinquedos e meus amigos.
Jesus, eu amo o Senhor de todo meu coração

e vou amar todo mundo

que o Senhor colocar em meu caminho,
do jeito que me pede que eu faça:
amar a Deus mais do que todas as coisas
e amar as outras pessoas

como eu amo a mim mesmo
para ter um corpo bonito e forte,
mas ajuda-me a crescer também por dentro,
para ter um coração cheio de bondade.
Jesus, eu gosto de Ti,
de todo coração,
e vou gostar de todo mundo,
como Tu gostas de mim.
Amén.

3 de março de 2010

POSTAL PARA O DOMINGO III DA QUARESMA


FOLHAS PARA O DOMINGO III DA QUARESMA




PAINÉIS PARA O DOMINGO III DA QUARESMA











GUARDAI-VOS DOS MAUS PROFETAS


FALSOS PROFETAS


Para pintar

Edições Theologica comenta: "No Antigo testamento alude-se com frequência aos 'falsos profetas'; é célebre a passagem de Jeremias 23, 9-40. Denuncia-se ali a impiedade desses profetas que 'profetizam por Baal e fazem errar o Meu povo Israel'; que 'vos estão a enganar, vos contam as suas próprias fantasias, não coisa da boca de Deus... Eu não enviei esses profetas e eles foram. Não lhes falei, e eles profetizaram'; que 'desencaminham o Meu povo com as suas mentiras e as suas jactâncias, sendo verdade que Eu não os enviei, nem lhes dei missão alguma, nem fizeram ao Meu povo bem algum".

Na vida da Igreja a figura dos falsos profetas, de que fala Jesus, foi entendida pelos Santos Padres referindo-a aos hereges, que, embora se revistam de um hábito exterior de piedade, todavia o seu coração não tem os sentimentos de Cristo, e eles enganam os que não os conhecem: "O fruto por onde se conhece o homem é a confissão de sua fé. O que, segundo Deus, emite a voz de humildade e da verdadeira confissão, este é uma ovelha. Mas o que, pelo contrário, blasfema contra Deus, é um lobo" (Pseudo-Crisóstomo, Opus Imperfectum in Matthaeum, hom. 19), e: "Assim, pois, o que se disse aqui dos falsos profetas (que oferecem uma coisa em seu trato e em suas palavras, e demonstram outra em suas obras), deve entender-se especialmente dos hereges, que parece cobrir-se com a castidade e o jejum como com uma veste de piedade, mas que interiormente possuem suas almas envenenadas, e enganam os corações de seus irmãos simples" (São Jerônimo).

Como distinguir os falsos profetas dos verdadeiros? Pelos frutos. As coisas de Deus têm um sabor especial, feito de retidão natural e de inspiração divina: "O que verdadeiramente fala das coisas de Deus semeia fé, esperança, caridade, paz, compreensão; pelo contrário, o falso profeta na Igreja de Deus é o que com a sua pregação e o seu comportamento ou atuação, semeia divisão, ódio, ressentimento, orgulho, sensualidade (cfr Gl 5, 16-25). Mas o fruto mais característico do falso profeta é afastar o povo de Deus do Magistério da Igreja, através do qual ressoa no mundo a doutrina de Cristo. O fim destes enganadores está também assinalado pelo Senhor: a perdição eterna" (Edições Theologica).

Falso profeta, é o sacerdote que para agradar o povo esconde do mesmo parte da Doutrina Católica (morte, juízo, inferno e paraíso), deixando os fiéis viverem na ignorância: "A Igreja não pode omitir, sem grave mutilação da sua mensagem essencial, uma catequese constante sobre o que a linguagem cristã tradicional designa como os quatro últimos fins do homem: Morte, Juízo, Inferno e Paraíso" (João Paulo II, Exortação Apostólica Reconciliação e Penitência, 02-12-1984).

Falso profeta, é o sacerdote que prega de uma maneira errada e melosa sobre a misericórdia de Deus, levando o povo a viver tranquilamente no pecado mortal: "Há uma grande propensão nas almas mundanas para recordar a Misericórdia do Senhor. - E assim se animam a continuar em seus desvarios. É verdade que Deus Nosso Senhor é infinitamente misericordioso, mas também é infinitamente justo. E há um julgamento, e Ele é o Juiz" (São Josemaría Escrivá, Caminho, 747), e: "Não merece a misericórdia de Deus, aquele que se serve da mesma para ofendê-lo" (Santo Afonso Maria de Ligório), e também: "Desgraçado daquele que abusa da bondade de Deus para ofendê-lo mais!" (Idem).

Falso profeta, é o sacerdote que distorce a Doutrina Católica com a intenção de se tornar agradável aos olhos dos fiéis; esse causa um terrível prejuízo às almas imortais: "Para ser autêntica, a palavra deve ser transmitida 'sem duplicidade e sem nenhuma falsificação, mas manifestando com franqueza a verdade diante de Deus' (2 Cor 4, 2). O presbítero, com uma maturidade responsável, evitará disfarçar, reduzir, distorcer ou diluir o conteúdo da mensagem divina. Com efeito, a sua missão 'não é de ensinar uma sabedoria própria, mas sim de ensinar a palavra de Deus e de convidar insistentemente a todos à conversão e à santidade" (Diretório para o ministério e a vida do presbítero, 45).

Falso profeta, é o sacerdote que promove bailes, forrós, bebedeiras... colocando os fiéis nas garras do mundo inimigo de Deus e das almas imortais: "Adúlteros, não sabeis que a amizade com o mundo é inimizade com Deus? Assim, todo aquele que quer ser amigo do mundo torna-se inimigo de Deus", e: "Não ameis o mundo nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, não está nele o amor do Pai" (1 Jo 2, 15), e também: "Se o mundo odeia o cristão, porque tu o amas, a ele que te aborrece, e não preferes seguir a Cristo que te remiu e te ama?" (São Cipriano).

Falso profeta, é o sacerdote que covardemente critica a porta estreita e direciona os fiéis para o caminho largo que conduz ao inferno: "Entrai pela porta estreita, porque largo e espaçoso é o caminho que conduz à perdição. E muitos são os que entram por ele. Estreita, porém, é a porta e apertado o caminho que conduz à Vida. E poucos são os que o encontram" (Mt 7, 13-14), e: "O cristão que se poupa, que calcula para dar a Deus o mínimo indispensável, de modo a não lhe ser traidor, que vive procurando antes fugir da cruz que carregá-la, antes defender-se que renunciar-se, antes salvar a própria vida que sacrificá-la, não é discípulo de Cristo. Se não nos é dado testemunhar nosso amor e nossa fé com o martírio do sangue, devemos, todavia, testemunhá-los abraçando com generoso coração todos os deveres que o seguimento de Cristo impõe, sem recuar perante o sacrifício" (Pe. Gabriel de Santa Maria Madalena), e também: "... Se em algum tempo, meu filho, alguém quiser persuadi-lo - seja ele prelado ou não - a seguir alguma doutrina de liberdades e facilidades, não lhe dê crédito nem a abrace ainda que ele a confirme com milagres. Dê, antes, preferência à penitência e ao maior desapego de todas as coisas; e não busque a Cristo sem cruz" (São João da Cruz).

Falso profeta, é o sacerdote que se preocupa somente em conseguir dinheiro dos fiéis, deixando os mesmos morrerem à mingua: "Diria talvez de si para consigo: 'Que me importa? Que façam o que quiserem; meu sustento está garantido, minha boa fama está salva: leite e lã, isto me basta; que cada um vá por onde puder" (Santo Agostinho), e: "Tua preocupação não é ganhar pessoas, mas dinheiro" (Santa Catarina de Sena, O Diálogo).

Falso profeta, é o sacerdote que mergulha na impureza com familiaridade com mulheres: "Ó homem abominável e infeliz! Não homem, mas animal, que entregas às meretrizes teu corpo, por mim ungido e consagrado, e que fazes coisas ainda piores!" (Santa Catarina de Sena, O Diálogo).

PALAVRA DO SENHOR PARA O DIA DE HOJE-QUARTA FEIRA

LEITURA I Jer 18, 18-20
«Vamos feri-lo»

A perspectiva da ressurreição, que o domingo anterior nos deixou antever a transfiguração, veio pedir o outro lado do mistério, que é o da paixão. O Mistério Pascal é o acesso à Vida, passando pela Morte; é a passagem da Morte à Vida, “deste mundo ao Pai.” Tudo isto se processa num itinerário todo espiritual, mas que Jesus irá percorrer até na sua própria carne. Jeremias, o profeta sofredor, figura do Senhor em sua Paixão, faz-nos hoje ouvir uma das suas lamentações ou desabafos, em forma de oração confiante, como hoje há-de ser também a oração do cristão.

Leitura do Livro de Jeremias
Os inimigos de Jeremias disseram entre si: «Vamos fazer uma conspiração contra Jeremias, pois não nos faltará a instrução de um sacerdote, nem o conselho de um sábio, nem o oráculo de um profeta. Vamos feri-lo com a difamação, sem fazermos caso do que ele disser». «Ajudai-me, Senhor, escutai a voz dos meus adversários. Porventura assim se paga o bem com o mal? Eles abrem uma cova para me tirar a vida. Lembrai-Vos que me apresentei diante de Vós, para Vos falar em seu favor, para deles afastar a vossa ira».
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 30 (31), 5-6.14.15-16 (R. 17b)
Refrão: Salvai-me, Senhor, pela vossa bondade. Repete-se

Livrai-me da armadilha que me prepararam,
porque Vós sois o meu refúgio.
Em vossas mãos entrego o meu espírito,
Senhor, Deus fiel, salvai-me. Refrão

Porque eu ouvia os gritos da multidão:
«Terror por toda a parte!»,
quando se coligaram contra mim
e decidiram tirar-me a vida. Refrão

Eu, porém, confio no Senhor:
Disse: «Vós sois o meu Deus,
nas vossas mãos está o meu destino».
Livrai-me das mãos dos meus inimigos. Refrão


ACLAMAÇÃO ANTES DO EVANGELHO Jo 8, 12
Refrão: Louvor a Vós, Jesus Cristo, Rei da eterna glória. Repete-se
Eu sou a luz do mundo, diz o Senhor.
Quem Me segue terá a luz da vida. Refrão


EVANGELHO Mt 20, 17-28
«Condená-l’O-ão à morte»

O que Jeremias prefigurou nos seus sofrimentos, Jesus o realiza em sua Paixão, que Ele desde já hoje anuncia aos seus discípulos, mas que eles então, como nós hoje, tanta dificuldade têm em aceitar. Na Igreja, que é o seu Corpo, Jesus continua a sua Paixão, mas sempre e desde já, com os olhos postos na glória, fruto da redenção que o Filho do homem oferece.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, enquanto Jesus subia para Jerusalém, chamou à parte os Doze e durante o caminho disse-lhes: «Vamos subir a Jerusalém e o Filho do homem vai ser entregue aos príncipes dos sacerdotes e aos escribas, que O condenarão à morte e O entregarão aos gentios, para ser por eles escarnecido, açoitado e crucificado. Mas ao terceiro dia Ele ressuscitará». Então a mãe dos filhos de Zebedeu aproximou-se de Jesus com os filhos e prostrou-se para Lhe fazer um pedido. Jesus perguntou-lhe: «Que queres?» Ela disse-Lhe: «Ordena que estes meus dois filhos se sentem no teu reino um à tua direita e outro à tua esquerda». Jesus respondeu: «Não sabeis o que estais a pedir. Podeis beber o cálice que Eu hei-de beber?» Eles disseram: «Podemos». Então Jesus declarou-lhes: «Haveis de beber do meu cálice. Mas sentar-se à minha direita e à minha esquerda não pertence a Mim concedê-lo; é para aqueles a quem meu Pai o designou». Os outros dez, que tinham escutado, indignaram-se com os dois irmãos. Mas Jesus chamou-os e disse-lhes: «Sabeis que os chefes das nações exercem domínio sobre elas e os grandes fazem sentir sobre elas o seu poder. Não deve ser assim entre vós. Quem entre vós quiser tornar-se grande seja vosso servo e quem entre vós quiser ser o primeiro seja vosso escravo. Será como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção dos homens».
Palavra da salvação

ÂNGELUS-ORAÇÃO


Angelus" - Oração da manhã

V. O Anjo do Senhor anunciou a Maria.
R. E Ela concebeu do Espírito Santo.
Ave Maria…

V. Eis a escrava do Senhor.
R. Faça-se em mim segundo a Vossa Palavra.
Ave Maria…

V. E o Verbo divino encarnou.
R. E habitou no meio de nós.
Ave Maria…

V. Rogai por nós Santa Mãe de Deus.
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos.
Infundi, Senhor, como Vos pedimos, a Vossa graça nas nossas almas, para que nós, que pela Anunciação do Anjo conhecemos a Encarnação de Cristo, Vosso Filho, pela sua Paixão e Morte na Cruz, sejamos conduzidos à glória da ressurreição. Por Nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Filho que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

SANTO PADRE BENTO XVI EM FÁTIMA-ALELUIA!


QUE O SENHOR PROTEJA
O NOSSO QUERIDO SANTO PADRE
E SUA PEREGRINAÇÃO SEJA
A CONTINUAÇÃO DA PÁSCOA EM TODA A TERRA.

VINDA DE SUA SANTIDADE BENTO XVI A FÁTIMA




Com a Jacinta,
rezamos
e sacrificamo-nos

Papa Bento XVI visita Fátima em 2010
O dia 24 de Setembro de 2009 foi a
data do grande anúncio: o Santo Padre
visitará Portugal em Maio de 2010, e a
sua viagem tem como destino principal
o Santuário de Nossa Senhora de Fátima,
onde Bento XVI pretende presidir à Peregrinação
Aniversária, nos dias 12 e 13.
Esta notícia, de que Bento XVI havia
aceite o convite formulado pela Conferência
Episcopal Portuguesa e pela Presidência
da República de Portugal, foi recebida
no país com uma muita alegria.
Em comunicado, a Conferência Episcopal
Portuguesa manifestava “regozijo
por esta vista do Santo Padre a Portugal”
e sublinhava que “o amor dos católicos
portugueses ao sucessor de Pedro é um
elemento chave da nossa tradição católica
e da nossa fidelidade à Igreja”.
Nesse dia, em Fátima, o Bispo de Leiria-
Fátima e o Reitor do Santuário de Fátima,
a uma só voz, tornaram de imediato
pública a “alegria” sentida com a notícia
e pediram a Deus “para que, através desta
viagem pontifícia, a Igreja em Portugal e
o mundo saiam fortalecidos na fé”.
A comunicação social tomou nota das
diversas reacções ao anúncio e esta visita
papal a Portugal acabou por marcar os noticiários
do dia e dos dias seguintes.
Na ocasião foram várias as vozes que,
tal como a do Bispo de Leiria-Fátima,
D. António Marto, acentuaram que “de
entre todos os pontífices, Bento XVI é
aquele que mais penetrou no coração da
mensagem de Fátima e a soube interpretar
para os tempos de hoje. O melhor artigo
que existe sobre Fátima é o comentário
teológico que ele fez à terceira parte do
Segredo, no ano 2000”.
Em inícios de Outubro, em Fátima, em
reunião do Conselho Permanente da Conferência
Episcopal Portuguesa, os bispos
de Portugal escreveram a Nota Pastoral
“Visita do Papa a Portugal”.
Neste documento agradeceram de novo
ao Papa ter aceite o convite que lhe havia
sido formulado e reiteraram a intenção
principal que seria colocada no acolhimento
ao Papa: “A comunhão visível com
o Sucessor de Pedro, fi sicamente presente
entre nós, será, mais uma vez, ocasião da
expressão espontânea desse amor à sua
pessoa, ao seu magistério e ao seu serviço
universal e de fi delidade à Igreja”.
“Neste sentido, a visita do Santo Padre
quer também encorajar o empenho constante
e generoso na obra de evangelização,
ajudando a passar de uma religiosidade
tradicional a uma fé adulta e pensada,
capaz de testemunho corajoso em privado
e em público, que saiba enfrentar os
desafios do secularismo e do relativismo
doutrinal e ético, típicos do nosso tempo,
que Bento XVI lembra frequentemente”,
refere ainda o documento.
Na ocasião foi anunciado que o programa
da visita de Bento XVI a Portugal só
seria divulgado mais tarde, em princípio
no final da primeira quinzena de Novembro
de 2009, por ocasião da realização da
Assembleia Plenária da Conferência Episcopal
Portuguesa, também em Fátima.
Uns dias depois, durante a Peregrinação
Aniversária de Outubro, nos dias 12 e
13, de novo a Igreja Católica em Portugal,
através dos seus pastores e também dos
fiéis demonstrou publicamente o grande
carinho e ligação filial a Bento XVI (página
2).
Assim, como um grande dom de Deus
para Portugal, em Maio de 2010, 93 anos
após a primeira aparição de Nossa Senhora
em Fátima e dez anos depois da beatifi -
cação de Francisco e Jacinta Marto, o país
acolherá Sua Santidade Bento XVI, com
alegria e esperança.

O amor ao Papa faz parte da mensagem
de Fátima porque faz parte da
tradição católica da Igreja. Falar de
amor ao Papa é muito mais do que dizer
que ele é o sucessor de Pedro ou
o sinal visível da unidade da Igreja.
Trata-se de uma questão doutrinal,
mas também de uma questão afectiva,
de coração.
A nossa devoção ao Santo Padre
manifesta uma atitude de amor à Igreja,
uma amizade concreta e pessoal a
todos os membros da Igreja, a começar
por aquele que recebeu a missão
de confi rmar na fé os seus irmãos. É
um amor que não é só de palavras,
mas que tem a sua concretização e
visibilidade no amor aos irmãos e a
esse irmão, que assume as grandezas
e fraquezas de todos os outros.
No centenário do nascimento da
Beata Jacinta, que ocorre em 2010,
é uma grande graça receber o Santo
Padre no Santuário da Cova da Iria.
É uma feliz coincidência, sobretudo
pelo facto de a Jacinta ser de entre
os três Pastorinhos a mais devota do
Papa. Por ele se sacrificava, por ele
sofria e estava disposta a dar a sua
vida. Como boa filha de Deus mostrava
amar sempre em tudo a sua Igreja,
especialmente os pobres pecadores,
os mais precisados da misericórdia
de Deus e do auxílio da solidariedade
dos homens.
A sua expressão meiga, “coitadinho
do Santo Padre”, espelha uma
devoção, um amor e uma compaixão,
que nos enternecem. No meio de tantas
divisões, ideologias e perspectivas,
precisamos de voltar a uma atitude
pessoal de amor e compaixão por todos
os membros da Igreja, a começar
pelo Santo Padre.
Com a Jacinta, alegramo-nos por o
Papa vir ao nosso encontro e comprometemo-
nos a rezar e sacrificar-nos
por ele, figura de Cristo e sinal da unidade
dos cristãos.
P. Virgílio Antunes

2 de março de 2010

SALMO 23




1. Salmo de Davi. Do Senhor é a terra e tudo o que ela contém, a órbita terrestre e todos os que nela habitam,
2. pois ele mesmo a assentou sobre as águas do mar e sobre as águas dos rios a consolidou.
3. Quem será digno de subir ao monte do Senhor? Ou de permanecer no seu lugar santo?
4. O que tem as mãos limpas e o coração puro, cujo espírito não busca as vaidades nem perjura para enganar seu próximo.
5. Este terá a bênção do Senhor, e a recompensa de Deus, seu Salvador.
6. Tal é a geração dos que o procuram, dos que buscam a face do Deus de Jacó.
7. Levantai, ó portas, os vossos dintéis! Levantai-vos, ó pórticos antigos, para que entre o Rei da glória!
8. Quem é este Rei da glória? É o Senhor forte e poderoso, o Senhor poderoso na batalha.
9. Levantai, ó portas, os vossos dintéis! Levantai-vos, ó pórticos antigos, para que entre o Rei da glória!
10. Quem é este Rei da glória? É o Senhor dos exércitos! É ele o Rei da glória.

NOSSA SENHORA- DE ANTÓNIO NOBRE


Escada de Jacob! Sol de Sabedoria!

Rainha dos mundos! Pão nosso de cada dia!

Ó véu das noivas! Ó farol dos navegantes!

Ó Lema da Arca Santa! Ó Cruz dos sítios ermos!

Toalha de linho! Hóstia de Luz! Cálix da Missa!

Modelo de pureza! Espelho de Justiça!

Estrela da Manhã! Saúde dos enfermos!

Ó Virgem poderosa!Ó Virgem Clementíssima!

Ó Virgem Sofredora!Ó Virgem Protectoral!

Ó Virgem Piedosa! Ó Virgem Perfeitíssima!

Virgem das virgens! Minha Mãe! Nossa Senhora!

IMAGENS DE SANTA ÂNGELA DA CRUZ




SANTA ÂNGELA DA CRUZ

ÂNGELA DA CRUZ
(1846-1932)
Nasceu nos arredores de Sevilha em 30 de Janeiro de 1846, tendo sido baptizada no dia 2 de Fevereiro seguinte na paróquia de Santa Luzia. Pouco tempo teve de escola, aprendendo a escrever, algumas noções de aritmética e catecismo. Apesar da sua pobreza, desde pequena se habituou a partilhar os bens da sua casa com os mais pobres.

Na família aprendeu a rezar o Terço e a celebrar o mês de Maio, dedicado à Virgem Maria.

Manhã cedo, acompanhava seu pai para a oração do Terço; em 1854 fez a Primeira Comunhão e recebeu a Confirmação no ano seguinte. Começou a trabalhar aos doze anos numa sapataria, onde também se rezava o Terço, diariamente; ali começaram as suas experiências místicas. Começou a ensinar a sua profissão a outras meninas numa instituição chamada "As arrependidas", em Sevilha.

O seu confessor ajudou-a a encontrar a sua vocação: ser monja. Por falta de saúde, não foi admitida no Carmelo fundado em Sevilha por Santa Teresa de Jesus, mas em 1868 entrou como Postulante nas Filhas da Caridade do Hospital central de Sevilha, de onde foi trasladada para Cuenca, com melhor clima para a sua saúde. Em 1870 teve de abandonar definitivamente a Instituição. Teve de viver como "monja sem convento", voltou ao seu trabalho, aceitou a orientação do seu director espiritual, escrevendo os seus pensamentos e desejos da alma, até descobrir a sua vocação perante uma Cruz: a fundação de um Instituto que, "por amor de Deus, abraçasse a maior pobreza, para poder ajudar os pobres".

Com essa intuição, redigiu um projecto, com uma dimensão caritativa que a levasse a identificar-se com os menos afortunados: "fazer-se pobre com os pobres". Depois de participar na Santa Missa, instalou-se com outras três mulheres, num quarto alugado, onde tinham lugar principal um Crucifixo e um quadro da Virgem das Dores. Nasciam as Irmãs da Cruz.

As casas da "Companhia" deviam ter um ambiente de limpeza, saudável alegria e contida beleza, com estilo simples para mulheres simples, afastadas da grandiosidade, mas com ar de doçura, de modo a que todas sentissem uma nova maneira de querer Deus e os pobres. Começaran a recolher meninas órfãs, as casas começaram a crescer, atendiam as pessoas na sua própria casa, pediam esmola com uma das mãos e distribuiam-na com a outra. Em 1879 foram aprovadas as primeiras Constituições pelo Bispo diocesano, tendo conmo carisma a oração, a austeridade, contemplação e alegria no serviço dos pobres. Depressa se estenderam por toda a Espanha, chegaram à Itália e à América. Madre Ângela encontrou-se com o Papa Leão XIII na beatificação de João de Ávila e de Frei Diogo de Cádiz, mas o assinatura do decreto de aprovação da Companhia só foi assinado por Pio X, em 1904. A Irmã Ângela foi nomeada Superiora-Geral, reeleita por quatro vezes, destacando-se pelas suas virtudes de naturalidade e simplicidade.

Em 7 de Julho de 1931, foi atacada por uma trombose cerebral que a levaria à morte nove meses depois. Apesar de paralizada, mais procurava agradar do que incomodar. Faleceu em 2 de Março de 1932 e Sevilha passou durante três dias diante do seu cadáver. A Câmara Municipal celebrou uma Sessão extraordinária para elogiar a Irmã Ângela e deu o seu nome a uma rua da Cidade.
Também ela foi beatificada por João Paulo II em 5 de Novembro de 1982, para ser, agora canonizada durante a viagem pastoral a Madrid. O seu corpo encontra-se incorrupto na Capela da Casa Mãe

PALAVRA DO SENHOR PARA O DIA DE HOJE


Leituura de Is 1, 10.16-20
«Aprendei a fazer o bem, respeitai o direito»

Com frequência a palavra de Deus declara, de forma muito positiva, em que vem a consistir a conversão. Hoje diz-nos: “Fazei o bem”, e mais concretamente: “Protegei o oprimido...”. Ao que vive na justiça é que Deus fará ver a sua salvação (Salmo). A fé vive-se em toda a vida e não apenas em certos momentos. Mas a Quaresma é um tempo particularmente denso, no qual havemos de aprender, de novo, a viver, todos os dias, da fé. Só assim poderemos ter parte na Ressurreição, no termo da grande caminhada.

Leitura do Livro de Isaías
Escutai a palavra do Senhor, chefes de Sodoma; dai ouvidos à lei do nosso Deus, povo de Gomorra: «Lavai-vos, purificai-vos, afastai dos meus olhos a malícia das vossas acções, deixai de praticar o mal e aprendei a fazer o bem. Respeitai o direito, protegei o oprimido, fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva. Vinde então para discutirmos as nossas razões, – diz o Senhor. Ainda que os vossos pecados sejam como o escarlate, ficarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como a púrpura, ficarão brancos como a lã. Se fordes dóceis e obe¬dientes, comereis os bens da terra. Mas se recusardes e fordes rebeldes, sereis devorados pela espada». Assim falou a boca do Senhor.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 49 (50), 8-9.16bc-17.21.23 (R. 23b)
Refrão: A quem segue o caminho recto
darei a salvação de Deus. Repete-se

Ou: A quem procede rectamente
farei ver a salvação de Deus. Repete-se

Não é pelos sacrifícios que Eu te repreendo:
os teus holocaustos estão sempre na minha presença.
Não aceito os novilhos da tua casa
nem os cabritos do teu rebanho. Refrão

Como falas tanto na minha lei
e trazes na boca a minha aliança,
tu que detestas os meus ensinamentos
e desprezas as minhas palavras. Refrão

Considerai isto, vós que esqueceis a Deus,
não aconteça que vos extermine,
sem haver quem vos salve.
Honra-Me quem Me oferece um sacrifício de louvor,
a quem segue o caminho recto darei a salvação de Deus.
Refrão


ACLAMAÇÃO ANTES DO EVANGELHO Ez 18, 31
Refrão: Louvor a Vós, Jesus Cristo, Rei da eterna glória. Repete-se
Deixai todos os vossos pecados, diz o Senhor;
criai um coração novo e um espírito novo. Refrão


EVANGELHO Mt 23, 1-12
«Dizem e não fazem»

Já a leitura anterior nos traçava um caminho de justiça e de santidade. Segui-lo, é estar na escola que leva a Deus. De contrário, estaríamos condenados juntamente com os escribas e fariseus, que “dizem e não fazem”, ainda que ocupem a cadeira de mestres, ou então o que fazem é por ostentação, para serem tidos por grandes. Mas os que a si mesmos se elevam por orgulho e vã glória a si mesmos traçam o caminho escorregadio da humilhação, que os não levará nunca ao monte da Transfiguração, que ontem se erguia diante de nós.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo, Jesus falou à multidão e aos discípulos, dizendo: «Na cadeira de Moisés sentaram-se os escribas e os fariseus. Fazei e observai tudo quanto vos disserem, mas não imiteis as suas obras, porque eles dizem e não fazem. Atam fardos pesados e põem-nos aos ombros dos homens, mas eles nem com o dedo os querem mover. Tudo o que fazem é para serem vistos pelos homens: alargam as filactérias e ampliam as borlas; gostam do primeiro lugar nos banquetes e dos primeiros assentos nas sinagogas, das saudações nas praças públicas e que os tratem por ‘Mestres’. Vós, porém, não vos deixeis tratar por ‘Mestres’, porque um só é o vosso Mestre e vós sois todos irmãos. Na terra não chameis a ninguém vosso ‘Pai’, porque um só é o vosso pai, o Pai celeste. Nem vos deixeis tratar por ‘Doutores’, porque um só é o vosso doutor, o Messias. Aquele que for o maior entre vós será o vosso servo. Quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado».
Palavra da salvação

1 de março de 2010

SÃO FÉLIX III- PAPA

Brasão pontifical de Félix III

Félix III
48º Papa

Nome de nascimento: desconhecido
Nascimento Roma,
em data desconhecida
Eleição 13 de Março de 483
Fim dopontificado: 1 de Março de 492
Predecessor: Simplício
Sucessor: Gelásio I

Félix III foi papa (483-492) nascido em Roma, eleito em 13 de março (483), descendente da nobre família Anicia de senadores de Roma, também é chamado de Félix II na lista de papas que exclui o Antipapa Félix II.

Eleito por proposta de Odoacro e consagrado no trono, tratou de estabelecer a paz no Oriente e empenhou-se na luta para purificar a doutrina cristã da heresia de Êutiques, o monofisismo, doutrina daqueles que admitiam em Jesus Cristo uma só natureza, que somente terminaria no século seguinte (518).

Enviou embaixadores a Constantinopla para que procurassem entrar em acordo com Acácio, patriarca daquela cidade, que inspirara o tal documento. Um ano antes de sua posse, o imperador do Oriente, Zenão, promulgara o Henotikon, documento cujos termos equívocos pareciam favorecer o monofisismo, que o Concílio de Calcedônia condenara (451). Embaixo da proteção imperial, Acácio não abdicou de seus ideais e tentou corromper os legados pontifícios e, por isso, foi excomungado.

Iniciava-se, assim, as desavenças com o patriarcado de Constantinopla, originando o cisma da Igreja oriental, também chamado de Cisma de Acácio. Zenão incentivou Teodorico, rei dos ostrogodos, a lutar contra Odoacro, amigo e protetor do papa.

Teodorico venceu e se tornou rei da Itália, porém tanto o imperador como o papa já haviam morrido. Teve filhos, um dos quais foi o pai do famoso São Gregório Magno. Foi considerado, erroneamente, um santo mártir, mas aparentemente morreu naturalmente em (492). É o único papa que está enterrado na basílica de S. Pablo Extramuros.

EMERGÊNCIAS TELEFÓNICAS BÍBLICAS


1-Quando estiver triste, ligue João 14
2-Quando a murmuração a inquietar, ligue Salmo 27
3-Quando estiver nervoso, ligue salmo 51
4-Quando estiver preocupado, ligue Mateus 6;19,34
5- Quando se sentir em perigo, ligue salmo 91
6- Quando lhe parecer que Deus está distante, ligue Salmo 63
7- Quando precisar de activar a sua Fé, ligue hebreus 11
8-Quando estiver solitário e com medo, ligue salmo 23
9-Quando a sua disposição for áspera e para criticar, ligue Coríntios 1,13
10- Quando quiser conhecer o segredo da Felicidade, ligue Colossenses 3;12-17
11- Quando começar a sentir-se só, ligue Romanos 8; 31-39
12- Quando quiser paz e descanso, ligue Mateus 11; 25-30
13- Quando o mundo parecer maior que Deus, ligue salmo 90

PALAVRA DO SENHOR PARA O DIA DE HOJE










ORAÇÃO COLECTA
Deus de infinita misericórdia, que nos ordenais a penitência do corpo para remédio do espírito, concedei que possamos evitar todo o pecado e cumprir fielmente as exigências da vossa lei. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I Dan 9, 4b-10
«Pecámos, cometemos injustiças e iniquidades»

De novo, uma liturgia penitencial, que não é de estranhar neste tempo. Penitencial não quer dizer triste; quer dizer antes denúncia do pecado, chamamento à conversão, anúncio do perdão e da misericórdia do Pai. O primeiro passo na conversão é o reconhecimento, diante de Deus, da situação de pecador. E logo surge a oração humilde e confiante de quem pede o perdão, como a de Daniel, o cativo da Babilónia.

Leitura da Profecia de Daniel
Senhor, Deus grande e terrível, que sois fiel à aliança e à misericórdia para com os que Vos amam e observam os vossos mandamentos! Nós pecámos, cometemos injustiças e iniquidades, fomos rebeldes, afastando-nos dos vossos mandamentos e preceitos. Não escutámos os profetas, vossos servos, que em vosso nome falavam aos nossos reis, aos nossos chefes e antepassados e a todo o povo da nação. Em Vós, Senhor, está a justiça; em nós recai a vergonha que sentimos no rosto, como sucede neste dia aos homens de Judá, aos habitantes de Jerusalém e a todo o Israel, aos que estão perto e aos que estão longe, em todos os países para onde os dispersastes por causa das infidelidades que contra Vós cometeram. Sobre nós, Senhor, recai a vergonha que sentimos no rosto, sobre os nossos reis, chefes e antepassados, porque pecámos contra Vós. No Senhor, nosso Deus, está a misericórdia e o perdão, porque nos revoltámos contra Ele e não escutámos a voz do Senhor, nosso Deus, seguindo as leis que nos dava por meio dos profetas, seu servos.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 78 (79), 8.9.11.13 (R. Salmo 102, 10a)
Refrão: Não nos julgueis, Senhor, pelos nossos pecados. Repete-se

Não recordeis, Senhor, contra nós
as culpas dos nossos pais.
Corra ao nosso encontro a vossa misericórdia,
porque somos tão miseráveis. Refrão


Ajudai-nos, ó Deus, nosso salvador,
para glória do vosso nome.
Salvai-nos e perdoai os nossos pecados,
para glória do vosso nome. Refrão


Chegue à vossa presença, Senhor,
o gemido dos cativos;
pela omnipotência do vosso braço,
libertai os condenados à morte. Refrão


E nós, vosso povo,
ovelhas do vosso rebanho,
louvar-Vos-emos para sempre
e de geração em geração cantaremos a vossa glória.
Refrão


ACLAMAÇÃO ANTES DO EVANGELHO cf. Jo 6, 63c.68c
Refrão: Glória a Vós, Senhor, Filho do Deus vivo. Repete-se
As vossas palavras, Senhor, são espírito e vida:
Vós tendes palavras de vida eterna. Refrão


EVANGELHO Lc 6, 36-38
«Perdoai e sereis perdoados»

O homem, feito em santidade à imagem de Deus, também agora, ao suplicar o perdão de seus pecados, há-de imitar o Pai das misericórdias, há-de perdoar a quem o ofendeu, como numa cadeia de amor, de Deus ao pecador, deste ao seu irmão.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso. Não julgueis e não sereis julgados. Não condeneis e não sereis condenados. Perdoai e sereis perdoados. Dai e dar-se-vos-á: deitar-vos-ão no regaço uma boa medida, calcada, sacudida, a transbordar. A medida que usardes com os outros será usada também convosco».
Palavra da salvação