
São infindáveis as flores
no Canteiro universal!
São tão belas,tão diversas
e duma perfeição tal,
que me perco de amores
ao vê-las, quais promessas,
entre hinos e louvores!
Olho a beleza das rosas,
as tulipas graciosas,
as papoilas cruentas,
as violetas caladas
os jacintos perfumados
as mimosas peroladas
as orquídeas ceráceas
as mil e uma acácias,
a realeza dos lírios...
Todas me enchem a alma...
Todas me levam a palma...
Em suspanse, fico rendida
perante o Dar sem medida.
Ponho a cabeça entre mãos
e fico envergonhada.
É tanta a beleza criada
face a outros tantos "nãos"
ao Criador do Universo.
Esta criatura gerada
sob ápices de vida soprada
foi salva dentre martírios!...
Sem louvar Jesus adutor.
Ó meu Deus ! Isso não...
Converte o meu coração
com teus espinhos de dor.
Seja cada um, uma flor
reparando toda a ofensa
deste pobre pecador.
Fá-lo cantar Tua bondade
em cada pétala caída
deste frágil malmequer.
Seja a Natureza a cantar
a Força comandando a Vida...
pelo tempo que houver!
Ó Pai! Ó Beldade infinita,
em cada planta adita!
de Maria do Rosário Guerra e Graça
no Canteiro universal!
São tão belas,tão diversas
e duma perfeição tal,
que me perco de amores
ao vê-las, quais promessas,
entre hinos e louvores!
Olho a beleza das rosas,
as tulipas graciosas,
as papoilas cruentas,
as violetas caladas
os jacintos perfumados
as mimosas peroladas
as orquídeas ceráceas
as mil e uma acácias,
a realeza dos lírios...
Todas me enchem a alma...
Todas me levam a palma...
Em suspanse, fico rendida
perante o Dar sem medida.
Ponho a cabeça entre mãos
e fico envergonhada.
É tanta a beleza criada
face a outros tantos "nãos"
ao Criador do Universo.
Esta criatura gerada
sob ápices de vida soprada
foi salva dentre martírios!...
Sem louvar Jesus adutor.
Ó meu Deus ! Isso não...
Converte o meu coração
com teus espinhos de dor.
Seja cada um, uma flor
reparando toda a ofensa
deste pobre pecador.
Fá-lo cantar Tua bondade
em cada pétala caída
deste frágil malmequer.
Seja a Natureza a cantar
a Força comandando a Vida...
pelo tempo que houver!
Ó Pai! Ó Beldade infinita,
em cada planta adita!
de Maria do Rosário Guerra e Graça

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